5 intervenções urbanas pelo mundo que provam que a arte transforma a vida na cidade

Cidades são muito mais que um amontoado de tijolos, ferro, vidro e asfalto: elas refletem as pessoas, suas culturas e lutas. Em todo o mundo, iniciativas de intervenção urbana tornam cidades mais humanas e ajudam a levar a arte e a crítica para um lugar mais democrático, em que não há ingresso ou horário de funcionamento: o meio da rua.

Conheça cinco projetos de arte urbana pelo mundo que ajudam a transformar realidades:

1. Maboneng – Township Arts Experience (África do Sul)

Na África do Sul, as chamadas townships são áreas subdesenvolvidas dos grandes centros urbanos. Mas se faltam recursos, a arte vem em fartura. Desde o ano 2000, a artista Siphiwe Ngwenya desenvolve o projeto Maboneng – Township Arts Experience, em que, todos os anos, se propõe a transformar uma township em uma verdadeira galeria de arte a céu aberto.

Ao incentivar a arte entre os moradores dessas regiões, Ngwenya prova sua teoria de que as townships são, na verdade, o epicentro das artes no país – é na periferia que a expressão e inovação acontecem. Durante um período do ano, a região recebe um festival, fazendo das casas galerias e da rua palco para performances de música e dança. O projeto já passou pela periferia de Joanesburgo e da Cidade do Cabo.

2. Jan Vormann (Várias cidades do mundo)

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Fotos © Jan Vormann

O que você usaria para consertar o mundo? Inspirado em uma brincadeira de infância, o artista alemão Jan Vormann decidiu usar as peças plásticas de montar LEGO para “consertar” paredes e muros em todo o mundo.

As curiosas intervenções do artista, intituladas “Dispatchwork”, podem ser encontradas em diversas cidades, como Nova York, Roma, Veneza, Berlim e Barcelona. E aí, será que é preciso de muito para consertar a sua cidade?

3. HOPE Outdoor Gallery (Texas, EUA)

Se a arte urbana se faz nas paredes e muros das cidades, há quem não goste de ver seu tijolo virar tela. Por isso, em Austin, no Texas, foi criada a HOPE, uma galeria a céu aberto em que qualquer pessoa pode chegar, munida de latas de spray e criatividade, e mandar sua arte.

O complexo, composto por paredes de cimento e escadas, está sempre coberto por graffitis e tags, que se renovam aos poucos, dando espaço para novas peças e artistas. Isso quer dizer que, cada vez que você visitar a Hope, uma nova exposição estará ao seu dispor. Bacana, hein?

4. Raquel Burst (São Paulo, Brasil)

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Fotos © Raquel Brust

Do que é feita São Paulo? Esqueça a Paulista, os parques, as grandes empresas e os engarrafamentos: maior cidade do país é feita de gente, que trabalha duro, ama e ri. Na intenção de evidenciar as caras da cidade, a fotógrafa Raquel Brust instalou vinte retratos gigantes de moradores de São Paulo no Elevado Costa e Silva, o famoso Minhocão.

Fugindo do formato tradicional da fotografia, o Projeto Giganto remove as fotos da moldura e coloca os transeuntes cara a cara com sua própria realidade. As fotografias gigantes já foram instaladas também na Praça Roosevelt, no Largo da Batata, na Estação da Luz e em outras áreas da cidade que vêm sofrendo uma transformação social relevante.

5. Eiguel Ribeiro (Paraná, Brasil)

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Fotos © Alquimia

Os pontos de ônibus da cidade de Dois Vizinhos (PR) eram cinzas e sem graça. Na visão do publicitário Eiguel Ribeiro, eles precisavam de cor, de forma, de arte. Foi assim que ele começou um projeto para transformar esses espaços em criativos murais.

Com a ajuda de amigos, ele decidiu grafitar alguns dos pontos e a novidade caiu no gosto dos usuários do transporte coletivo. Hoje, os desenhos são autorizados e a arte vai se mostrando presente nos lugares mais inesperados.

Já em São Paulo, abrigos de ônibus foram transformados pela Multiplus em verdadeiras vitrines a céu aberto, expondo itens como skates, celulares, televisores e até passagens aéreas. A ideia é apresentar algumas das mais de 550 mil opções de produtos e serviços que podem ser trocados usando os pontos acumulados na rede de fidelidade, a partir de pontos do cartão de crédito, compras online, em farmácias e até em postos de gasolina.

Com essa ação, a Multiplus foge da mesmice dos programas de fidelidade e convida as pessoas a viverem o inenarrável prazer de trocar pontos Multiplus: seja por uma viagem para Paris ou por um skate novo para o filho.

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Rio de Janeiro vai ter que indenizar família de Amarildo em 3,5 milhões

A polícia brasileira é a que mais mata no mundo, segundo a Anistia Internacional. Na maioria dos casos, mesmo em que não haja provas de que a violência foi necessária, as famílias das vítimas não são amparadas pela Justiça, que em muitos casos acaba não punindo também os policiais. Depois de muita luta e mobilização, parece que esse não vai o caso de Amarildo.

Era julho de 2013, manifestações contra os aumentos dos preços de passagens de transporte público cresciam pelo país, englobando temas como a violência policial. No meio desse cenário, um pedreiro morador da Rocinha, no Rio de Janeiro, desapareceu após uma operação policial.

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Amarildo não tinha ligação com o tráfico, motivo da atuação dos PMs. Depois de dias, seu corpo apareceu. Doze dos 25 policiais acusados pelos crimes de tortura seguida de morte, ocultação de cadáver e fraude processual foram condenados. E, agora, o Estado do Rio de Janeiro também.

De acordo com uma decisão em primeira instância, a viúva de Amarildo e os seis filhos do casal receberão R$ 500 mil cada um. Já as três irmãs do pedreiro deverão receber 100 mil reais cada. A viúva ainda terá direito a pagamentos mensais no valor do salário mínimo vigente até sua morte.

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O governo estadual informou que não foi comunicado da decisão, e pode recorrer ao Tribunal de Justiça do Estado contra a sentença. Já se passaram três anos, o caso de Amarildo segue sendo um triste exemplo da violência policial contra moradores de periferia, e tudo parece longe de um fim. Mas a luta continua.

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A ONG Rio de Paz faz protesto contra casos não esclarecidos de desaparecimento no Rio de Janeiro 
 Foto: Osvaldo Praddo/Agência O Dia

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Imagens sem crédito: Reprodução

Fotógrafo sai pela Europa para retratar paisagens inspiradas em Game of Thrones

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Fã de Game Of Thrones? Então você vai amar essa série de imagens clicadas pelo fotógrafo alemão Kilian Schonberger. As fotografias retratam paisagens inspiradas na série.

Em sua conta no Behance, onde as imagens foram publicadas, o fotógrafo conta ser um grande fã de Game Of Thrones e lembra que o roteiro é bastante influenciada pela história da Europa. Porém, o continente hoje pouco lembra o que é retratado na tela.

Por isso, ele saiu em busca de cenários que, embora não tenham feito parte das filmagens, poderiam muito bem pertencer ao universo de GOT.

Espia só:

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Todas as fotos © Kilian Schonberger

Homem leva sua cadelinha com câncer terminal para uma última – e épica – roadtrip

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Depois que o seu cachorro recebeu o diagnóstico de apenas três a seis meses de vida, ele decidiu ser leal a todo o amor e carinho compartilhado pela vida e embarcou na última aventura de despedida com sua labradora. Lindo!

Bella tem 9 anos e seu dono Robert Kugler descobriu em maio de 2015 que ela tinha câncer avançado do tipo osteosarcoma. Ele já estava em seus pulmões e em outras partes do corpo, inclusive a perna teve que ser amputada. Após a cirurgia, Robert tinha acabado de se formar e não pensou duas vezes antes de colocar a mochila às costas e sair numa aventura ao lado de Bella.

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Só que já faz 16 meses que esses dois estão na estrada, correndo os EUA. Bella se demonstrou cheia de vida e Robert ampliou a jornada e agora tenta juntar fotos e histórias para compartilhar nas redes sociais.

Eu perdi meu irmão no Iraque em 2007 e minha irmã mais velha em um acidente de casso, há dois anos. Quando você vê vidas que acabam rápido, antes mesmo das pessoas realizarem parte de seus sonhos, você muda a sua perspectiva de vida“, ele conta ao Distractify.

Ele também diz que muitas pessoas que ouvem a sua história o ajudam muito nessa jornada, sempre oferendo alguma mãozinha.”‘Por favor, não pare. Continue!’,’Se tiver alguma forma em que eu possa ajudar, por favor nos avise’ – são as coisas que eu ouço e a melhor delas é quando tem um lugarzinho para a gente descansar“.

E eles continuam na estrada – e a gente, acompanhando!

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Fotos via Facebook

Este fotógrafo canadense retratou o México de uma maneira que você nunca viu

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O fotógrafo canadense Benoit Paillé está na estrada há 3 anos. Vivendo em um trailer de pouco mais de 6 metros em constante movimento, sua decisão de transformar sua vida, tornando-se nômade, se deu para que assim transformasse sua arte.

Nenhuma de suas fotos é armada, sendo todas resultados de encontros inusitados e momentos súbitos registrados com somente o efeito real do flash com gel colorido sobre as pessoas ou os lugares. Para Benoit, essa é uma maneira de registrar sua própria presença nos locais fotografados, tornando assim toda experiência ainda mais autobiográfica.

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Em sua passagem pelo México, seus temas de interesse foram a relação entre as pessoas e o meio ambiente, a exploração do turismo de massa, o conceito de propriedade privada e as paisagens construídas pelo homem.

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Perdendo-se na fronteira entre o artificial e o natural – tanto na temática quanto na técnica de suas fotos – Benoit cria uma interessante narrativa sobre os locais que passa, como se, através de suas lentes, tornassem-se totalmente reconhecíveis e, ao mesmo tempo, absolutamente inéditos.

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© fotos: Benoit Paillé