Fotógrafo coloca moradores de rua ao lado de seus sonhos

O artista Horia Manolache criou um projeto muito interessante: ele fotografa moradores de rua como eles são, e como sonham em ser.

A série é nomeada “O Príncipe e o Mendigo”, e foi inspirada no romance homônimo de Mark Twain. Horia está procurando financiamento para publicar um livro sobre o projeto, através da plataforma de crowdfunding Indiegogo.

De acordo com o fotógrafo, em artigo do portal Bored Panda, seu objetivo com a obra é mostrar as pessoas sem-teto em uma abordagem pouco provável e fazer com que suas histórias sejam ouvidas.

Ele clicou os desabrigados em hotéis, garagens, locais de construção e na rua. “Conheci pessoas com armas e pessoas com corações incríveis. Minha esposa era minha ajudante, fazia os cortes de cabelo, a maquiagem, eu encontrava as fantasias e montava o estúdio móvel”, escreve Horia.

O artista afirma que os preparativos para registrar cada história duravam normalmente uma semana, mas em alguns casos demoraram até três semanas.

O resultado é tocante. Confira:

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Tammy é uma estrela da rua em San Francisco. Se ela não pode trazer um sorriso ao seu rosto, ninguém pode. Sua maior dor é que sua avó e seu primeiro marido tiraram suas crianças e as levaram para longe dela.

Frank

Horia conheceu Frank em Hunterspoint, vivendo em um trailer que ele mesmo fabricou, juntamente com sua esposa e seu cachorro. Sua grande preocupação era que a polícia tomasse sua casa. Ele contou que foi criado com um mordomo, mas drogas o levaram até sua situação atual. Ele estava trabalhando em construções no momento do projeto, de forma que foi fotografado na rua e em um canteiro de obras. Sua esposa queria ser uma bailarina, mas porque estava acima do peso, se sentiu desconfortável para posar para o projeto. “Frank é uma das pessoas mais amáveis que eu já conheci”, notou Horia.

Max

Max é um veterano da guerra do Vietnã e do Golfo. Ele serviu o exército por 43 anos e, quando voltou, desistiu de tudo e foi para as ruas. Ele agora tem problemas com álcool e mal anda por causa da sua saúde delicada. Seu maior arrependimento é que ele não fala com sua filha mais.

Honey

Honey fugiu de casa por causa de seu marido violento. Ela tinha um carro no qual dormia, mas ele quebrou e a polícia levou-o, de forma que ela passou a dormir em um parque. Ela aprendeu a tocar ukulele sozinha, e é chamada de Honey (“mel”) por causa de sua voz doce. Ela fez sua primeira apresentação no hotel onde Horia a fotografou.

Bill

Bill teve de fugir da casa em que estava vivendo por uma razão aparentemente injusta, mas sua alternativa era ser preso. Ele quis enviar essas fotos para sua mãe, porque ela tem Alzheimer e, assim, poderia reconhecê-lo quando ele voltasse.

Henry

Henry é um ex-viciado em drogas e álcool. Ele agora vende jornais para uma organização que cuida de moradores de rua. Henry é de Mississippi. Em um ponto em sua vida, ele teve que escolher entre sua mãe e seu pai, e isso o marcou.

Mike

Mike foi o primeiro a ser fotografado neste projeto. Ele é de Ohio, mas fugiu de lá porque costumava fumar maconha, a polícia o pegou, e ele foi preso. Ele está agora reconstruindo sua vida, tem um lugar para ficar e começou a trabalhar, graças a uma organização de San Francisco.

Pops

Pops também esteve na guerra do Vietnã. Ele era um engenheiro, começou a usar drogas e perdeu o emprego. Foi viciado por 12 anos e estava em uma clínica de reabilitação. Infelizmente, ele é agora alcoólatra.

Hatter

Hatter tinha uma empresa que fazia eventos na Califórnia. No entanto, em um de seus eventos, as autoridades encontraram um convidado menor de 18 anos, ele foi multado em mais de US$ 100.000, e precisou largar tudo.

Jennifer

Jennifer veio da Irlanda juntamente com o marido, mas eles acabaram se divorciando. Segundo Horia, ela é muito tímida quando está sóbria.

Dan

Dan teve uma vida tumultuada e acabou nas ruas não muito tempo atrás. Ele é escritor, e descobriu-se que até tem amigos em comum com Horia. Dan irá utilizar esta foto para o próximo livro que vai publicar.

Michael

Horia encontrou Michael duas vezes. Na primeira, não pode fazer a sessão de fotos porque ele estava realmente irritado. Depois de vários meses, o fotógrafo encontrou o sem-teto novamente, e ele parecia reconciliado consigo mesmo. Nesta imagem, ele mostra a tatuagem com o nome de seu filho, o qual sente muita falta. Ele perdeu sua mãe, seu trabalho e sua casa em dois dias.

Shad

A identidade de Shad foi defraudada, sua namorada roubou sua carteira, ele ficou sem créditos e acabou na rua. Ao participar desse projeto, ele percebeu que não tinha nunca tirado um momento para pensar quais eram seus sonhos.

McKayas

McKayas se orgulha ao dizer que seus pais eram parte do movimento hippie na década de 60. Ele viveu no México, Havaí, Indonésia, Panamá, Bolívia, Costa Rica e Peru, e pretende visitar todos os países do mundo.

Ajude Horia a publicar seu livro, através da página do seu projeto no Indiegogo. [BoredPanda]

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