Fotógrafa pendura quadros nas ruas para que qualquer pessoa possa levá-los e tornar a arte acessível

Como se define o valor de uma obra de arte? Para a fotógrafa romena Ania Ciotlaus, o dinheiro não paga sua produção. Sua gratificação está em doar suas obras a quem se interessar.

Apaixonada por fotografia de rua e técnicas experimentais de impressão, Ania tem feito um processo de transferência das imagens que captura para a madeira, resultando em texturas sempre únicas. A artista tem disposto estes quadros pelas ruas de Cluj, sua cidade na Romênia, para que os pedestres que gostarem das obras as levem  pra casa.

Eu amo a aleatoriedade de literalmente compartilhá-las [as obras] com cada transeunte”, conta Ania. E nós amamos o resultado, que vale a pena ver abaixo:

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Todas as imagens © Ania Ciotlaus

Você pode conhecer outros trabalhos da artista em seu Tumblr.

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Cetoscarus bicolor

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https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f3/Stoplight-parrotfish.jpg

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Google Imagens

Fotógrafa retrata casal interracial de idosos para exaltar todas as formas de amor e fotos viralizam

Um ensaio fotográfico pra lá de ousado tem dado o que falar na internet. Darwin e Gerry, 70 e 75 anos respectivamente, formam um casal interracial que está junto e apaixonado há 20 anos. Para celebrar todo este amor, foram retratados pela fotógrafa norte-americana Jade Beall, numa série linda e tocante.

Jade, que estreou no ensaio de casais 60+, conta que teve a ideia de clicar pessoas de idade pelo fato de ouvir delas mesmas muitas reclamações de como se sentem invisíveis na nossa cultura após atingir uma certa idade.

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A fotógrafa disse ainda que teve dificuldade de encontrar casais que topassem, mas que quando conheceu Gerry e Darwin, sabia que a série faria sucesso, só não imaginou que chegaria tão longe. Uma das fotografias da série foi postada por Jade nas redes sociais e, em apenas uma semana, já teve mais de 30 mil likes, além de inúmeros compartilhamentos.

Eu sabia que as pessoas iriam gostar das fotos, mas eu estou chocada com o quão longe ele chegou! 2,8 milhões de pessoas de acordo com o meu Facebook Analytics!”, comemora a fotógrafa.

Agora é esperar que as fotos sirvam o seu propósito: mudar mentalidades!

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Jade quer clicar cada vez mais casais no mesmo estilo e, no futuro, lançar um livro com os ensaios. Ela acredita que os corpos destas pessoas são verdadeiros templos de sabedoria, que retratam a verdadeira beleza do ser humano. Inspirador!

Todas as fotos © Jade Beall

A incrível história da menina afegã que fingiu ser menino para estudar sob o regime talibã

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Ser uma mulher no Afeganistão é tarefa árdua mesmo para as mais conformadas e devotas seguidoras da lei. A dor, o risco, o medo e, logo, a coragem de ser uma mulher afegã que desafiasse as leis talibãs é, portanto, difícil de imaginar. Zahra Joy era somente uma criança durante os primeiros anos do regime talibã, quando as mulheres eram proibidas de ir à escola. Foi seu tio quem deu a ideia: e se Zahra se vestisse de menino para poder aprender a ler e escrever?

À esquerda, Mohammed; à direita, Zahar

À esquerda, Mohammed; à direita, Zahra

Ela própria foi quem convenceu à família de que era uma boa ideia. Zahra mudou de roupa, cortou os cabelos, aprendeu a jogar bola e agir como um menino. Nascia assim Mohammed que, apesar de tantos temores e possíveis desfechos trágicos o ameaçando, aprendeu a ler, escrever e estudou por seis anos.

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Quando o regime talibã caiu, e ela pôde voltar a estudar como menina normalmente – apesar do bullying que sofreu quando revelou sua identidade. Zahra não ligou. “Estava feliz porque podia ler, escrever, tive educação no tempo certo. Estava orgulhosa porque tinha voz”, ela disse.

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Zahra então formou-se em direito, e hoje é quem sustenta toda a família, com trabalho de jornalista, pagando inclusive os estudos de suas duas irmãs mais novas. O espírito de Mohammed, no entanto, permanece dentro da jovem. “A coragem que adquiri sendo Mohammed me ajudou muito a ser alguém na minha própria identidade”, ela afirma. Ao ser perguntada sobre do que sente mais falta quando era um menino, sua resposta parece resumir a luta das mulheres pelo mundo, através de sua vivencia extrema: ela sente falta dos direitos que possuía enquanto Mohammed.

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© fotos: reprodução/BBC

Fotógrafa baiana cria série para exaltar a beleza da religião de matriz africana no Brasil

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O Brasil é o país com a maior população negra fora da África, com em torno da metade de seus habitantes composta por afrodescendentes. Tudo que diz respeito às culturas, hábitos, criações e linguagens é diretamente atravessado, portanto, pela forte presença das tradições africanas trazidas para cá pelos escravos. E com a religião não seria diferente.

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A força das religiões africanas no Brasil deriva-se não só dos hábitos desses africanos arrancados de sua terra e sequestrados para trabalhar por aqui, mas também da própria resistência negra, e da luta para que pudessem adorar seus deuses. Num país que se diz laico, até hoje as culturas religiosas africanas são motivos de ataques, preconceitos e injustiças – são ainda culturas de luta.

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Com o objetivo de despertar curiosidades e desmontar preconceitos, a fotógrafa baiana Helen Salomão da Silva e Silva, de 21 anos da fé Yorubá, registrou as belezas, a magia e a harmonia do sagrado africano. Helen é de Salvador, a cidade mais negra do mundo fora da África, onde cultura negra e religiosidade africana se afirmam como pilares da própria cidade e sua população.

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Todas as fotos © Helen Silva

Ela organizou uma festa pra seus 30 amigos e familiares mais próximos; e depois morreu, tal como previsto

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Uma festa que culmina em um suicídio, e que ainda assim se dá como uma belíssima e comovente cerimônia. Foi o que fez a americana Betsy Davis, portadora de esclerose lateral amiotrófica, também conhecida como a doença de Lou Gehrig.

Ela convidou seus amigos mais amados para uma festa de dois dias de duração e, ao fim, tomou um coquetel de remédios e se tornou uma das primeiras pacientes a tomarem uma dose letal assistida pelo Estado, através da nova lei do suicídio assistido por médicos, na Califórnia (EUA). A única regra da festa: não podia chorar.

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Mais de 30 pessoas compareceram à festa, ocorrida nas montanhas do sul da Califórnia, que foi devidamente planejada e compartilhada por Betsy – até mesmo a hora em que iria embora. Betsy era uma pintora e performer, e já não conseguia mais cumprir tarefas básicas como ficar de pé, escovar os dentes ou mesmo mover seus membros devidamente. Ela então preferiu transformar sua morte em uma performance.

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A festa, que aconteceu nos dias 23 e 24 de julho, teve música, suas comidas e filmes preferidos, Betsy distribuiu suas roupas e outros souvenirs para os amigos, até que às 18h45 ela viu seu último pôr do sol, recolheu-se ao seu quarto e tomou seu coquetel, ao lado dos médicos, de sua massagista e sua irmã. Quatro horas depois ela morreu.

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No convite ela disse: “vocês são todos muito corajosos por me enviarem em minha jornada. Não há regras para a festa. Vistam o que quiserem, falem o que quiserem, dancem, cantem, rezem – só não chorem na minha frente. Ok, há uma regra”.

Depois da festa, um dos amigos resumiu o evento – e ofereceu um bonito sentido à nova lei californiana do suicídio assistido: “O que Betsy fez lhe permitiu ter a morte mais bonita que alguém pode desejar. Ao tomar o controle, ela transformou sua partida em uma obra de arte”.

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Todas as fotos © AP Photo