Mãe fotógrafa capta toda a delicadeza da relação de sua filha com o mar

Nascida nas Bahamas, onde vive desde então, não é exagero afirmar que Sacha Kalis vive desde o início sua vida debaixo da água – do útero materno para o mar, onde até hoje se sente verdadeiramente em casa.

Filha da fotógrafa Elena Kalis, não é por acaso que Sacha é conhecida como Garota das Bahamas, Alice in Waterland (Alice no país das águas, em tradução livre) ou simplesmente Sereia: Sacha de fato aprendeu a nadar antes mesmo de falar. Para sua mãe, especializada em fotos marítimas, foi um prato cheio, e sua filha tornou-se sua modelo.

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Nas fotos, Sacha de fato encarna com graça e beleza a imagem perfeita de uma sereia. Elena encorajou desde cedo a filha a criar afinidade com os golfinhos, tartarugas e peixes em geral – tubarões incluídos – com quem dividem a vizinhança na ilha em que vivem.

Sem perder tempo, ela tratou de registrar tudo, e hoje a relação graciosa e fluida de sua filha com o mar e, ao mesmo tempo, com a câmera criam fotos tão belas que são como registros de sonhos marítimos – como se o expectador estivesse de fato sob os encantos de uma sereia – um sereia que pode ser seguida no Instagram ou em sua própria página.

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Todas as fotos © Elena Kalis

Eles fotografam crianças com câncer sorrindo para mostrar a alegria natural de cada uma delas

Um projeto que procura registrar em fotos a mais singela, pura e franca imagem da esperança – do sorriso de uma criança, lutando pela própria vida, sem jamais perder a leveza e a alegria. Esse é o Gold Hope Project (Projeto Esperança de Ouro), que reúne um grupo de fotógrafos para justamente registrar a força e a permanente alegria das crianças que estejam passando ou tenham passado por tratamentos de câncer, a fim de trazer conforto para as famílias.

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O projeto é gratuito, e visa também levantar atenção para o câncer infantil – e com isso, incentivar doações para pesquisas e para o próprio tratamento. Tudo começou com Ava, uma criança de 5 anos diagnosticada com um câncer terminal no cérebro. Devastada pela fatalidade por vir, a família compreendeu todo e qualquer registro seria a maneira de eternizar sua alegria e seu brilho nos olhos. As fotos foram a maneira para que conseguissem manter alguma alegria entre tanta dureza, tratamentos e dor.

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Pois nas fotos, as crianças deixam de ser doentes, e se tornam somente crianças novamente. Felizes, curtindo a vida com o sorriso e a doçura que só uma criança consegue – e registrar isso é o trabalho do Gold Hope Project: fotografar e devolver às famílias que atravessam essa dura batalha a certeza de que o ouro, a esperança e a felicidade está na própria criança.

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Todas as fotos © Gold Hope Project

Fotografia de longa exposição capta a beleza da lua cheia iluminando as nuvens da Califórnia

O trabalho do fotógrafo Lorenzo Montezemolo funciona feito pintura. Sua tela, porém, é o nevoeiro, e sua tinta é a luz da lua. O pincel? O obturador de sua máquina fotográfica.

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Para quem não sabe, o obturador funciona como uma espécie de pálpebra da câmera. Trata-se de um dispositivo que abre e fecha, controlando assim o tempo de exposição de um filme ou dos sensores em uma câmera digital, à luz. Quanto mais tempo aberto, mais luz entra pela câmera.

O que Lorenzo faz para alcançar as lindas imagens da luz da lua tingindo o nevoeiro sobre a California ou sobre paisagens naturais é manter o obturador aberto por um tempo elevadíssimo para os padrões da fotografia: até 3 minutos para que se tire somente uma foto.

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Para a foto acima, o fotógrafo subiu ao alto do monte Tamalpais, e esperou até que o nevoeiro cobrisse perfeitamente a paisagem que tinha como alvo. Quando as nuvens cobriram a cidade feito um tecido, ele então abriu o obturador e esperou os três minutos para que toda a luz da lua entrasse por sua lente.

E essa técnica tornou-se realmente seu pincel – a maneira que encontra para que suas fotos alcancem cores e texturas impressionantes, como é possível ver nas outras fotos abaixo.

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Todas as fotos © Lorenzo Montezemolo

Comissária de bordo deixa recados inspiradores escondidos para os passageiros

Já imaginou entrar em um avião e ver, coladinho na janela ao lado de seu assento, um recado inspirador escrito à mão e sem nenhuma assinatura? Há mais de um ano, a comissária de bordo Taylor Tippett escreve bilhetes e os cola à janela do avião.

Mas se engana quem pensa que ela deixa os recadinhos por lá: cada mensagem é fotografada na janela, postada em seu Instagram acompanhada da hashtag #wordsfromthewindowseat (“Palavras do assento da janela”, em tradução livre) e depois escondida no cartão de segurança, na esperança de que algum passageiro a encontre e se inspire.

Segundo ela, o ritual de esconder o papel evita que os passageiros possam se assustar ao encontrar a mensagem em sua janela, imaginando que alguém “esqueceu” o recado por ali. Todas as mensagens são bastante positivas e se tornaram uma maneira simples encontrada por Taylor de tornar o dia de alguém melhor.

Dá só uma olhada nos bilhetes:

Se anime. Fique empolgado. 

Suas ervas daninhas podem ser flores silvestres.

Custa ser o chefe. 

Sua alegria sempre vale a pena.

Seja gentil com os outros.

Você já está convidado.

Cabeça erguida, botão-de-ouro. (Frase usada para fazer alguém se sentir melhor)

Alegria de viver.

Você é de ouro.

Faça o que importa.

Use suas palavras. 

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Lembre-se de sua coragem.

Não custa fazer alguém sorrir.

Seja a razão de alguém se sentir amado.

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O vídeo abaixo conta mais sobre essa história (em inglês):

Todas as fotos © Taylor Tippett

Qual é a maior cachoeira do mundo?

Salto Ángel

A maior cachoeira do mundo é Salto Ángel, ou Cataratas Ángel, na Venezuela, com 979 metros de altura, de acordo com a National Geographic Society.A queda começa sobre a borda do Auyantepui, que significa Montanha do Diabo, uma área elevada de terreno localizada no Parque Nacional Canaima.
Alimentada pelo rio Churun, a cachoeira derrama água sobre a borda da montanha, mal tocando o penhasco. A altura da queda é tão grande que o fluxo se pulveriza em uma “nuvem”, que parece mais neblina, até continuar através de uma série de corredeiras na parte inferior da cascata.As Cataratas Ángel foram nomeadas em homenagem a um explorador americano e piloto, Jimmy Angel, que caiu de avião em Auyantepui em 1937.

Gigante

A altura total das Cataratas Ángel inclui tanto o mergulho em queda livre quanto um trecho de corredeiras íngremes em sua base. Porém, mesmo descontando essas corredeiras, a longa queda ininterrupta de 807 metros ainda quebra recordes e ganha de longe da maior cachoeira do Brasil, a Cachoeira do El Dorado, com cerca 365 metros, localizada no Parque Estadual da Serra do Araçá, no Amazonas.No entanto, Salto Ángel é apenas a cachoeira mais alta da Terra. Existem outras formas de se classificar cachoeiras, e encontrar uma campeã absoluta para “maior do mundo” pode ser difícil.

Outras grandes cachoeiras

Definir qual a maior cachoeira do mundo é um pouco complicado porque não existe um padrão universal para designar o que conta como uma cachoeira.Algumas cachoeiras consistem de uma única queda; outras incluem uma cascata suave sobre corredeiras; outras envolvem ainda uma combinação das duas coisas (como Ángel).
Inga Falls, uma área de corredeiras no rio Congo, pode ser considerada a cachoeira com o maior volume do mundo. Mais de 46 milhões de litros de água caem lá a cada segundo. No entanto, sem uma queda vertical significativa, a Inga Falls pode nem ser vista como uma cachoeira em determinadas classificações.
Inga Falls

Inga Falls
Em comparação, as Cataratas do Iguaçu, na fronteira do Brasil com a Argentina, possuem 275 quedas d’água, mas suas maiores cachoeiras possuem “apenas” cerca de 82 metros. Seu volume é de 1,5 milhão de litros por segundo, normalmente. Pode ficar maior às vezes.Das cachoeiras que incluem uma única queda vertical, a com o maior volume é Khone Falls, de 14 metros, na fronteira entre Laos e Camboja. Derramando 9,5 milhões de litros no rio Mekong cada segundo, o fluxo de Khone é bastante poderoso.

A campeã invisível

Debaixo d'água

Debaixo d’água
Se formos levar a definição “do mundo” a sério, e não só “em terra”, a maior cachoeira conhecida na Terra é uma que na verdade encontra-se debaixo d’água, entre a Groenlândia e a Islândia.A Catarata do Estreito da Dinamarca tem mais de três vezes a altura do Salto Ángel: 3.505 metros.
A catarata subaquática é formada pela diferença de temperatura entre a água em cada lado do estreito. Quando a água mais fria e densa do leste encontra a água mais quente e leve do oeste, a água fria flui para baixo e debaixo da água morna. [LiveScience, GuiadoTurista]

Fotógrafa retrata as meninas de Bangladesh que desafiam a cultura machista do país através do surf

A fotógrafa norte-americana Allison Joyce passou os últimos dois anos e meio em Bangladesh, acompanhando um grupo de meninas que estava aprendendo um esporte novo e inusitado para elas, o surf.

Essas garotas, que costumam trabalhar na praia vendendo água, sanduíches e artesanato para ajudar a complementar a renda familiar, fazem parte de um projeto local, comandado pelo também surfista Rashed Alam que, junto com sua mulher, teve a ideia das aulas por acreditar que seria uma forma de empoderar essas garotas, além de ser uma maneira de as tirar do trabalho por um tempo, fazendo com que se sintam crianças novamente.

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O grupo, que já sofreu preconceito tanto da comunidade quanto dos próprios pais das garotas por acreditarem que o esporte não seria adequado para elas, sobrevive de doações anônimas, e tem projetos de expansão, para poder assim aumentar sua capacidade e atender cada vez mais meninas.

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Além do surf, elas recebem também treinamento de primeiros socorros, e passaram a frequentar a escola, muitas pela primeira vez, graças a um crowfunding criado pela fotógrafa para dar suporte às garotas e suas famílias.

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Todas as fotos © Allison Joice

Foto de senhor de 89 anos vendendo picolé comove e vira movimento emocionante na internet

A história que tem comovido e mobilizado o mundo pela internet começou poucos dias atrás, quando Joel Cervantes Macias passeava de carro pela sua cidade, Chicago, nos EUA. Ele avistou um senhor empurrando um carrinho de picolé pela rua. Curvado porém com a altivez e a dignidade dos justos, o senhor se preparava para começar mais um dia de trabalho – aos 89 anos.

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Seu nome é Fidencio Sanchez, e ele e sua mulher vinham vendendo paletas, uma espécie de picolé mexicano, para conseguirem pagar suas contas. Recentemente, porém, o casal perdeu sua filha, e esposa de Sanchez tombou doente depois do trágico ocorrido. Sanchez se viu sem opção que não tocar o barco – ou melhor, o carrinho – por conta própria. Foi quando o caminho de Sanchez se cruzou com Joel.

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Comovido com o esforço e a dedicação de Sanchez, Joel e um amigo não somente filmaram a luta de Sanchez e publicaram no Facebook: eles compraram 20 picolés e imediatamente e, certos de que não era justo o que se passava com o forte senhor, decidiram por começar uma campanha de financiamento coletivo para ajudar a família. A ideia era levantar 3 mil dólares, mas em 5 dias a internet respondeu com aquele sopro de esperança que nos faz ainda crer na humanidade: mais de 300 mil dólares já  foram levantados, e a campanha segue aberta!

Joel, Sanchez e o amigo que ajudou a preparar a campanha

Me partiu o coração ver alguém que deveria estar curtindo a aposentadoria ainda trabalhando duro nessa idade”, escreveu Joel, apontando a básica empatia, humanidade e compaixão que deveria servir de base, mas que andam tão raras.

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© fotos: Rosa Flores/CNN/Divulgação