Levou 9 anos e 5 bilhões de km para fazer esta foto

plutao a foto com maior resolucao

Depois de nove anos e mais de 5,24 bilhões de quilômetros, a sonda New Horizons fez sua maior aproximação a Plutão hoje cedo, no horário americano.

Supondo que a sonda sobreviveu ao encontro, em seguida já começou a se afastar do planeta anão, conforme se dirige ao Cinturão de Kuiper. Na madrugada de quarta-feira, a NASA recebeu a foto de maior resolução de Plutão que você pode ver acima.Por enquanto, a agência espacial norte-americana postou apenas a imagem acima, a mais próxima já tirada do planeta recebida em Terra.

Olhando de perto

A New Horizons fez sua passagem mais próxima por Plutão a 12.552 quilômetros da sua superfície.

A sonda, que está no meio de 22 horas de observações científicas automatizadas, não irá mandar sinais para os controladores da missão por mais algumas horas. Amanhã, terá acabado a fase de coleta de dados da missão, e começará a enviar o tesouro de informações para os cientistas analisarem.

Entre as descobertas feitas até agora estão a medição precisa do diâmetro de Plutão, uma quantidade maior que a esperada de nitrogênio vazando da sua atmosfera para o espaço e a confirmação da presença de nitrogênio e metano congelados na região polar.Amanhã já devemos ter mais imagens próximas de Plutão, mas vai demorar quase um ano para todos os dados dos instrumentos a bordo da sonda chegarem à Terra.

O gigante indiscutível

As últimas fotos de Plutão tiram a dúvida de uma vez por todas: o planeta anão tem 2.370 quilômetros de diâmetro. Isso o torna indiscutivelmente maior do que Eris, o segundo maior objeto no cinturão de Kuiper, com 2.336 quilômetros (margem de erro de mais ou menos 12 km), terminando um debate de longa data. Para comparação, a Terra tem um diâmetro de 12.742 km. [NYTimes, io9, Phys, io92]

Este mapa contém 1 bilhão de estrelas – este mapa tem 1 bilhão de estrelas

Gaia, uma sonda da ESA, está montando o mapa 3D mais detalhado já feito de nossa galáxia, registrando o brilho e posição no céu de 1,142 bilhões de estrelas, e a velocidade e distância de duas milhões de estrelas, em relação ao Sol.

A sonda Gaia foi lançada em 19 de dezembro de 2013, e está desde então estacionada no ponto lagrangiano L2 do sistema Sol-Terra, de onde examina o céu com seus dois telescópios.

Ela tem 106 CCDs (sensores fotográficos) formando o equivalente a uma câmera com resolução de um bilhão de pixels, e com esta super câmera ela consegue examinar 50 milhões de estrelas por dia, fazendo dez medições de cada vez, o que representa 500 milhões de dados de pontos por dia.

Esta quantidade imensa de informação foi usada para desenhar um catálogo da posição no céu de 1,142 bilhões de estrelas, com precisão variando entre 0,5 e 15 milissegundos de arco.

Este primeiro conjunto de dados foi publicado em um belo mapa (com 80 MBytes).

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Se olhar neste mapa você verá faixas e outros artefatos, que são o resultado da forma com que a Gaia examina o céu. À medida que a sonda faz mais medições, estes artefatos devem desaparecer gradualmente.

Além de incluir 200 milhões de estrelas a mais do que foi planejado inicialmente, o catálogo de um bilhão de estrelas vai permitir que pesquisadores compilem estatísticas importantes sobre vários tipos de corpos, algo que seria impossível sem esta coleta de dados.

Por exemplo, o catálogo contém dados sobre 250.000 quasares, bem como 3.000 estrelas variáveis do tipo Cefeidas e RR Lyrae. Inclusive com as curvas de luz destas estrelas variáveis.

“Estrelas variáveis como as Cefeidas e RR Lyraes são indicadores valiosos de distâncias cósmicas” aponto a dra. Gisella Clementini do Istituto Nazionale di Astrofisica (INAE) e do Observatório Astronômico de Bolonha, Itália.

“Enquanto a paralaxe é usada para medir as distâncias de grandes conjuntos de estrelas na Via Láctea diretamente, as estrelas variáveis servem como um degrau indireto mas crucial na nossa ‘escada de distâncias cósmicas’, permitindo que ela seja estendida a galáxias distantes.”

Outra coisa que os astrônomos fizeram foi comparar os dados obtidos pela Gaia e outros projetos anteriores, como a missão Hipparcos, de mais de vinte anos atrás, que tem cerca de 2 milhões de estrelas em comum com a missão Gaia.

Combinando as informações destes catálogos, foi possível separar os efeitos de ‘paralaxe’ e ‘movimento próprio’ mesmo para o primeiro ano de observações. A paralaxe é a mudança aparente na posição da estrela depois de meio ano, enquanto que o movimento próprio é o resultado do movimento físico da estrela pela galáxia.

Com a Gaia, os astrônomos passaram de 80 agrupamentos de estrelas a até 1.600 anos-luz do Sol, com a distância e movimento medidos, para 400 agrupamentos a até 4.800 anos-luz de distância, apontou a dra. Antonella Vallenari, também do INAF e Observatório Astronômico de Pádua, Itália.

Quinze trabalhos científicos descrevendo os novos dados e os processos de validação serão publicados em uma edição especial do periódico Astronomy & Astrophysics. [NationalGeographic, Sci-News, ESA, Gaia]

Comunidade se une para levar este cachorro para ver neve pela última vez em momento tocante

Ashley Nielsen adotou seu cão, Spunky, quando morava em Wisconsin, estado norte-americano em que neva bastante no inverno, o que alegrava o animal. Em 2008, os dois se mudaram para o Texas, e a dona prometeu que o levaria para brincar na neve novamente. O plano foi adiado por um bom tempo, até que Ashley percebeu que não poderia mais esperar.

Isso porque Spunky foi diagnosticado com hemangiossarcoma, um tipo severo de câncer. Nem quimioterapia nem cirurgia seriam eficazes, então a veterinária recomendou sacrificar o cão para que ele não sofresse tanto. Ashley concordou e agendou o procedimento para o dia seguinte, mas só então lembrou da promessa.

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Ela contou que entrou em pânico por não poder cumprir com o prometido, já que é difícil encontrar neve em Austin, onde ela trabalha em um abrigo de animais, ainda mais no fim do verão. Mas seus colegas decidiram ajudar: eles alugaram uma máquina de neve e levaram até a casa da amiga para que Spunky pudesse ter a experiência mais uma vez.

O gesto emocionou bastante Ashley. Após a veterinária precisar adiar o procedimento, ela decidiu que, como seu cão não parecia estar tendo muitos problemas, aproveitaria mais algum tempo com ele. Ela, sua namorada, o gato de estimação e até seu pai, que mora em Chicago, estão curtindo os últimos dias do amigo canino.

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Todas as fotos © Ashley Nielsen

10 animais antigos tão terríveis quanto os dinossauros

Dinossauros predadores como o tiranossauro tendem a monopolizar as atenções no quesito “monstros pré-históricos”.No entanto, muitos outros caçadores terríveis percorreram a Terra antes, depois e durante o seu reinado, de primos répteis a enormes anfíbios. Confira alguns deles:

10. Crassigyrinus

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Apesar de ser um dos menores animais nesta lista, o Crassigyrinus é formidável. Vindo do período carbonífero, mais de 300 milhões de anos atrás, com cerca de dois metros de comprimento, este predador quase parecia um cruzamento entre uma salamandra e uma moreia, com um corpo longo sinuoso, quatro pernas atrofiadas e uma cabeça enorme, cheia de dentes longos e afiados.

Devido aos seus grandes olhos salientes, acredita-se que o Crassigyrinus era um animal noturno, ou que habitava águas escuras e turvas. Como um crocodilo, sua estrutura óssea sugere uma grande dose de força muscular voltada para um incrível poder de mordida. Suas grandes mandíbulas eram capazes de abrir 60 graus.

9. Smok

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Polonês para “dragão”, Smok foi um gênero de predadores bípedes escamosos que viveram ao lado de dinossauros durante o período Triássico. O maior deles foi Smok Wawelski, ou Dragão de Wawel, com até seis metros de comprimento.

Embora seu esqueleto pareça notavelmente com o de dinossauros predadores mais famosos, esta criatura é considerada um arcossauro, um grupo de répteis. Isso efetivamente faz do Smok um jacaré de duas pernas adaptado mais para corrida de velocidade do que natação.

8. Aegisuchus

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Do grego “crocodilo escudo”, este réptil do final do Cretáceo tinha um conjunto de mandíbulas altamente incomum, extremamente amplo e achatado, quase como o bico de um ornitorrinco. Além disso, seus olhos minúsculos eram provavelmente fracos.

É possível que este animal dependia em grande parte de uma estratégia de emboscada para caçar, simplesmente esperando com suas mandíbulas abertas até uma presa ser pega entre seus dentes.

7. Inostrancevia

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Habitando a Terra 260 a 250 milhões de anos atrás, Inostrancevia era um gênero de animais semelhantes a répteis, parentes dos primeiros mamíferos. Acredita-se que eles possuíam tanto escamas quanto pelos eriçados.

O maior desses animais tinha mais de três metros de comprimento, com dentes protuberantes de 15 centímetros. Eles eram musculosos e pesados, capazes de derrotar presas muito maiores do que eles próprios e morder através das peles blindadas e grossas de herbívoros escamosos.

6. Koolasuchus

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Imagine uma salamandra viscosa de mais de cinco metros de comprimento, com uma boca grande o suficiente para engolir um adulto médio.

Se esse animal antigo se comportava de forma parecida com as pequenas salamandras modernas, então tentava comer absolutamente qualquer criatura menor que passava na frente dele. Isso incluiria muitos dos pequenos dinossauros que habitavam a Austrália durante o início do Cretáceo, tornando Koolasuchus o mais recente dos anfíbios gigantes no registro fóssil.

5. Mastodonssauro

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Outro anfíbio tipo salamandra do período Triássico, o mastodonssauro parecia um jacaré sem escamas, com um crânio alongado ostentando muitos dentes afiados e um par de presas do tamanho de facas na mandíbula inferior.

Seus minúsculos membros eram provavelmente inúteis em terra, já que muitos espécimes fósseis parecem ter morrido quando seus habitats pantanosos secaram. Em condições mais ideais, o animal teria flutuado, predado peixes, anfíbios menores e qualquer animal que chegasse perto o suficiente da água.

Com seis metros de comprimento e mandíbulas de um metro, apenas os dinossauros muito maiores de seu tempo teriam sido muito grandes para o apetite deste animal.

4. Batrachotomus

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Mesmo sendo grande e respeitável, o mastodonssauro parece ter sido uma presa frequente de outra besta do pântano do Triássico, o Batrachotomus.

Um arcossauro de seis metros, este animal era muito mais parecido com um crocodilo do que o Smok, mantinha-se em quatro pernas poderosamente musculosas e teria sido capaz de correr em alta velocidade.

3. Prionossuco

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O último dos animais da ordem Temnospondyli desta lista é o maior deles. Esta salamandra gigante teria, pelo menos, dez metros, conforme sugere um fóssil fragmentado encontrado.

O animal viveu durante o período Permiano, 270 milhões de anos atrás, e seu crânio tem um formato parecido a de um arcossauro não relacionado, o gavial, sugerindo que os dois compartilhavam um estilo de vida similar.

Isso teria feito do prionossuco um comedor de peixe com uma mordida rápida, mas relativamente fraca, ideal para emboscar presas no leito de um rio barrento.

2. Saurosuchus

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Com um nome que significa “lagarto crocodilo”, o Saurosuchus foi um caçador de quatro patas do Triássico, com provavelmente dez metros de comprimento, significativamente maior do que até mesmo o Smok.

Apesar do nome, ele não é agrupado com os crocodilos diretamente. Na verdade, tem sido difícil classificá-lo e ele é atualmente considerado um membro do grupo réptil Loricata, possivelmente ancestral aos arcossauros e uma série de outros grupos.

A estrutura de suas pernas sugere um estilo de vida relativamente lento. O animal só era provavelmente capaz de rajadas curtas e rápidas. Como um dos maiores predadores do Triássico na América do Norte, no entanto, teria havido muito poucos animais que o Saurosuchus não estava disposto a atacar se tivesse a oportunidade.

1. Rhomaleosaurus

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Habitando os oceanos do Jurássico até 183 milhões de anos atrás, o Rhomaleosaurus, ou “lagarto forte”, foi uma espécie de plesiossauro (uma ordem de répteis), criaturas que a maioria de nós conhece por seus longos pescoços.

O Rhomaleosaurus era mais conhecido por sua força bruta do que por seus rápidos ataques, como seus primos delgados, que podem até mesmo ter sido presas comuns para o animal. Enquanto outros plesiossauros caçavam peixes menores, o Rhomaleosaurus teria caçado criaturas mais perto de seu próprio tamanho ou mastigado amonites de cascas duras. [Listverse]