Conheça o ex-boia-fria que hoje fatura R$ 150 milhões com rede de cachaçaria

 

Brasileiríssima, a cachaça sempre caminhou ao lado de uma sombra de preconceito. Contudo, isso vem mudando e pode-se dizer que uma das principais responsáveis é a Água Doce, rede de cachaçaria que conta com mais de 100 unidades em todo o país.

As origens do bar e restaurante vêm do campo, mais especificamente dos canaviais. Nascido no interior do estado de São Paulo, Delfino Golfeto, hoje com 63 anos, cortava cana-de-açúcar durante a adolescência, mas o duro trabalho braçal não atrapalhou o interesse pelo negócio: foi fazendo um curso técnico em açúcar e álcool que ele acabou trabalhando em uma usina, onde ficou por 18 anos e teve a chance de aprender mais sobre a cachaça. “Foi aí que eu descobri o verdadeiro mundo das cachaças, da bebida artesanal. Estudei o segmento, aprendi receitas de coquetéis e batidas“, afirmou ao UOL.

Após estudar a bebida e suas preparações, Golfeto decidiu, em 1990, abrir um bar na garagem da casa em que morava, em Tupã (SP). Assim nascia a Água Doce Aguardenteria, cujo sucesso entre os fregueses, devido ao primor dos coquetéis e seleção de bebidas, levaria o pequeno bar a se transformar em uma franquia de sucesso.

Hoje o faturamento anual da rede chega aos R$ 150 milhões e paixão pela cachaça o levou a abrir um museu dedicado à bebida, onde expõe as mais de 2 mil garrafas que acumulou ao longo dos anos.

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Delfino Golfeto à esquerda

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Fotos © Divulgação

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Esta pequena cidade no deserto da Califórnia está se tornando o Vale do Silício da Maconha

Depois de declarar falência em 2014, a pequena cidade de Desert Hot Springs, espremida no deserto californiano entre as vizinhas mais ricas Palm Springs e Coachella Valley, decidiu se tornar a primeira cidade no sul do estado a legalizar a produção de maconha medicinal em larga escala. E desde então, o que parecia inimaginável há menos de dois anos vem se tornando realidade: a economia da cidade se aqueceu em uma escala inédita, com pessoas do mundo inteiro interessadas em terrenos e imóveis locais. Tudo para poderem participar do boom no mercado da maconha.

 

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Diante da condição bastante precária que a cidade oferece à sua população, autoridades de Desert Hot Springs possuem motivos suficientes para começarem a repensar toda a situação estrutural da cidade, além do aumento considerável na oferta de empregos. Com os impostos recolhidos pela venda de maconha medicinal, segundo a prefeitura, será possível de fato transformar a realidade da cidade.

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Medical marijuana is shown in a jar at The Joint Cooperative in Seattle 

Por isso, e cada vez mais, Desert Hot Springs e outras cidades da região tem trabalhado para de fato se transformar em um polo produtor da erva – com forte incentivo do próprio governo, a fim de competir com outras cidades californianas e se tornar o que o Vale do Silício se tornou para o mercado tecnológico. A produção exige forte esquema de segurança – sob o olhar desconfiado da polícia local, que ainda assim segue a nova lei – mas as primeiras fornadas de maconha já começaram a sair.

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É preciso seguir uma série de cuidados técnicos, aprovações legais, sanitárias e de qualidade para se produzir a melhor maconha possível dentro da lei, mas a realidade de tirar uma droga imensamente lucrativa, que não só pode ser recreativa, sem nenhuma real ameaça ao consumidor, como é benéfica em diversas doenças, das mãos do crime e transforma-la em impostos e oportunidades de negócio oferece uma evidente revolução em potencial – que qualquer lugar, inclusive o Brasil, merece e deve realizar.

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© fotos: divulgação

Conheça a cidade alemã onde as pessoas pagam R$ 3,20 de aluguel por ano há cinco séculos

Se pra maioria de nós pagar o aluguel é a tarefa mais árdua de cada mês, o mesmo não pode ser dito sobre os moradores da comunidade de Fuggerei, na cidade alemã de Augsburg, na região da Bavária. Nesse que é considerando o mais antigo conjunto habitacional do mundo, de cada residência é cobrado o aluguel de 1 dólar por ano – o equivalente a mais ou menos R$ 3,20.

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Cerca de 150 pessoas vivem no local, e esse valor permanece intacto desde o século XVI, quando o conjunto foi construído. Além das casas, Fuggerei abriga um museu, uma igreja e um bunker, construído para a segunda guerra mundial.

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Quem fundou Fuggerei, em 1521, foi um bem sucedido comerciante e banqueiro da época chamado Jakob Fugger, também conhecido pela alcunha de “O Rico”

Jakob Fugger, "O Rico"

Jakob Fugger, “O Rico”

Seu sucesso financeiro levantava críticas de muitos, incluindo Martinho Lutero, uma das figuras centrais da reforma protestante. Para evitar as más línguas, que afirmavam que tanta riqueza, aos olhos de deus, não deveriam ficar concentradas nas mãos de uma só pessoas, que Fugger construiu seu condomínio popular, assim como uma fundação.

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As regras exigiam, na época, que se fosse católico e se rezasse três vezes ao dia – e oficialmente ela permanece, ainda que os moradores garantam que tal decisão é de cunho íntimo e pessoal. A outra regra para o local é que as portas sejam fechadas às dez horas da noite. Para se chegar mais tarde em casa, é preciso pagar uma pequena multa.

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E, pelo visto, o tino comercial de seu fundador foi sendo passado de geração em geração, pois o que garante a permanência do local e seu aluguel simbólico é os investimentos certeiros realizados pela família ao longo dos séculos – além, é claro, dos juros e rendimentos de outros investimentos herdados.

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© fotos: divulgação

Esta casa modular viaja com você e pode ser montada em 4 horas

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Imagine ter uma casinha pequena, aconchegante, e que deixa transparecer a paisagem através de paredes de vidro. E melhor ainda, essa paisagem pode mudar, já que você pode montá-la sozinho em até 4 horas, como garante a Kodasema, fabricante do pequeno lar chamado Koda. Totalmente alimentada por energia solar, a casa é revestida também por paredes de concreto e vidro com tripla camada, o que ajuda a regular sua temperatura. Veja mais aqui:

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Fotos: divulgação

Fotógrafa passa seis horas documentando um parto em ensaio poderoso e tocante

O fotógrafo holandês Martijn Van Oers trabalhava em um projeto para clicar grávidas em ambientes urbanos como galpões e fábricas abandonadas quando uma das modelos o chamou para documentar o nascimento de seu filho. Ele topou de cara, e o resultado é espetacular.

Fazia algum tempo que a ideia de fotografar um nascimento me intrigava, então aceitei empolgado”. Segundo Martijn, nada poderia tê-lo preparado para a beleza crua do ato de dar à luz. Foram seis horas acompanhando o trabalho de parto, das primeiras contrações à primeira amamentação.

Para o fotógrafo, acompanhar um nascimento é indescritível, e fotografá-lo é o “trabalho mais fácil do mundo”. “Acontece um momento emocionante após o outro, tudo o que eu precisava fazer era tirar as fotos no momento certo”, contou.

O ensaio documenta o que Martijn classificou como “uma bela jornada cheia de diferentes emoções: da dor extrema à determinação, do desespero ao alívio e o amor instantâneo”. Captar a atmosfera de um evento não é tão fácil quanto a brincadeira do holandês sugere, mas ele com certeza conseguiu. Confira:

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Todas as fotos © Martijn Van Oers