Eles acampam em vulcões ativos para fazer imagens incríveis

Para a maioria das pessoas, a visão de um vulcão cuspindo fogo, lava e nuvens tóxicas é assustadora, mas para esses viajantes intrépidos é a oportunidade perfeita para fazer fotografias.

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No último mês, o inglês Christopher Horsley, de 24 anos, acampou nos pés do vulcão Marum Ambrym, em Vanuatu, na Oceania, acompanha dos alpinistas Geoff Mackley, Nik Halik e Kevin Keator. ‘Capitão’ da expedição, Horsley disse ao Daily Mail que o objetivo da missão era passar uma noite na cratera do vulcão e capturar algumas imagens com uma câmera de mão e um drone.

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Esta foi a terceira viagem de Horsley para Marum Ambrym, totalizando quase quatro meses nos arredores do vulcão, incluindo 14 descidas na cratera. Cada descida e subida leva de quatro a cinco horas, dependendo da experiência do alpinista, por isso é preciso ficar atento para qualquer tipo de problema.

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Conforme contou ao Daily Mail, seu trabalho é garantir a segurança dos alpinistas e registrar as imagens. Segundo Horsley, dormir uma noite dentro de um vulcão é uma experiência única, mas na manhã seguinte você já está pronto para sair dali rapidamente.

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Fotos: Chris Horsley/Caters News Agency

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Sem essas 20 invenções, a humanidade não seria do jeito que é hoje

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A tecnologia é um componente central da experiência humana. Nós usamos e criamos ferramentas para nos ajudar a domar o mundo físico desde os primeiros dias da nossa espécie.

Aqui estão as 20 mais importantes invenções do ser humano (em ordem cronológica) para que chegássemos onde chegamos no século XXI:

20. O fogo

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É possível argumentar que o fogo foi descoberto, e não criado pelo homem. O pulo do gato desta “invenção” foi aprender a controlá-lo e usá-lo quando interessasse ao homem. O primeiro uso do fogo aconteceu há mais de 2 milhões de anos, enquanto a ferramenta só foi observada de forma geral em distintos grupos há 125 mil anos.

 

O fogo nos deu calor, proteção, e permitiu que criássemos outras coisas, como a culinária e metalurgia. A habilidade de cozinhar os alimentos nos ajudou a conseguir mais nutrientes para dar suporte ao nosso cérebro em crescimento, nos dando vantagem indispensável perante os outros primatas.

19. A roda

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A primeira representação de uma roda já encontrada pelos arqueólogos data de 3500 a.C. – ou seja, há 5 500 anos – e foi feita numa placa de argila achada nas ruínas da cidade-Estado de Ur, onde hoje fica o Iraque. Isto significaria que a roda deve ter surgido por volta dessa época ou talvez alguns séculos antes. Essa prova, entretanto, é contestada por alguns historiadores, atualmente em minoria. Eles apontam para um pote de argila escavado no sul da atual Polônia, que teria sido feito em torno de 4000 a.C. e tem na sua superfície a imagem do que poderia ser um veículo com rodas.

Seja como for, as primeiras rodas parecem ter sido feitas com três placas de madeira cortadas em formato arredondado, mantidas juntas por ripas. Seu conceito também era conhecido em outras regiões do mundo – os chineses teriam começado a usá-la em torno de 2000 a.C. e os olmecas, um povo que viveu onde hoje é o sul do México, já construíam desde pelo menos 1500 a.C. brinquedos para suas crianças com rodas maciças feitas de pedra (ainda que curiosamente nunca tenham desenvolvido rodas para uso prático em sua vida diária!). Bem mais tarde, na Idade Moderna, inovações no uso de materiais fizeram a invenção mudar de cara e ganhar eficiência. Os principais passos dessa história você confere na linha do tempo ao lado.

18. Prego

Foi inventado há aproximadamente 5 000 anos na Mesopotâmia, sendo que os primeiros foram feitos também de madeira de maior resistência, o chamado “pau-ferro”. Modernamente, é de metal. Existem pregos para aplicações especiais, principalmente para utilização em locais próximos a praias e construção naval, feitos em madeira tipo “pau-ferro”, em cobre, latão, alumínio ou outro material sintético.

O prego apresenta considerável eficiência por possuir uma boa distribuição de pressão: a força exercida pelo impacto de um martelo sobre a cabeça de um prego é distribuída por uma área muito maior que a da outra extremidade do objeto, aplicando-se assim uma pressão relativamente maior sobre a superfície a ser perfurada que a pressão recebida do martelo.

 

17. Lentes ópticas

Presentes nos óculos, microscópios, telescópios e máquinas fotográficas, as lentes ópticas ampliaram as possibilidades da nossa visão. Elas foram desenvolvidas pelos egípcios antigos e mesopotâmios, mas as principais teorias sobre a luz foram criadas pelos gregos antigos.

16. Bússola

Este instrumento de navegação ajudou, e muito, na exploração humana. As primeiras bússolas eram feitas de pedra-ímã na China, entre 300 e 200 a.C..

15. Papel

Criado em 100 a.C. na China, o papel é indispensável no compartilhamento de ideias e no registro de informação. Com ele, ficou mais fácil armazenar dados e liberar espaço da nossa memória para outras funções.

14. Pólvora

Este explosivo químico também veio da China, desta vez no século IX. Existem dois tipos de pólvora: a negra e a sem fumaça. Atualmente, a pólvora sem fumaça é a mais utilizada em munições. Já a pólvora negra é usada em fogos de artifício.

13. Imprensa

Criada em 1439 pelo alemão Johannes Guternberg, este equipamento criou a base para a era moderna. Ela permite que a tinta seja transferida de uma prensa móvel à uma superfície de impressão, geralmente papel ou tecido. Ela é normalmente usada para imprimir textos, mas também é usada para imprimir imagens como mapas, diagramas e tabelas.

Assim, o conhecimento pode se espalhar pelo mundo todo, pelo menos entre as pessoas alfabetizadas.

12. Eletricidade

A utilização da eletricidade é um processo desenvolvido por muitas mentes brilhantes através dos séculos. Tudo começou no Egito Antigo e na Grécia Antiga, com Tales de Mileto, filósofo, matemático e engenheiro que conduziu as primeiras pesquisas sobre eletricidade. Já Benjamin Franklin, no século XVIII, também recebeu crédito por seus experimentos com raios de tempestades, ao demonstrar que eles são um fenômeno de natureza elétrica. A invenção da lâmpada elétrica foi um divisor de águas no século XIX.

11. Motor a vapor

Inventado entre 1736 e 1775 por James Watt, o motor a vapor estava presente em trens, navios, fábricas e na Revolução Industrial como um todo.

10. Motor de combustão interna

A invenção do século XIX (criada por Etienne Lenoir em 1859 e melhorada por Nikolaus Otto em 1876), converte a energia química em energia mecânica e permitiu movimentar carros modernos e aviões, feitos impossíveis com o motor a vapor.

9. Telefone

Alexander Graham Bell foi o primeiro a patentear a invenção do telefone elétrico em 1876, revolucionando a comunicação interpessoal instantânea.

8. Vacinação

A vacinação já erradicou doenças e estendeu a vida média do ser humano. A primeira vacina, contra varíola, foi criada por Edward Jenner em 1796. A vacina de raiva foi criada por Louis Pasteur em 1885. Se ao ler este nome você pensou em leite pasteurizado, você pensou corretamente. Ele também criou o processo de pasteurização, que promoveu a segurança alimentar no mundo todo.

7. Carros

Os carros mudaram completamente nossa forma de transporte, assim como o design das cidades. O que antes era planejado para permitir a movimentação de pedestres e cavalos, hoje é pensado para a circulação de carros, ônibus e caminhões, com pouco espaço para as outras formas de movimentação.

O carro foi criado em sua forma moderna no final do século XIX por vários inventores, mas o mais famoso entre eles é o alemão Karl Benz, responsável pela criação do que é considerado o primeiro carro motorizado de uso prático, em 1885.

6. Avião

Desde a antiguidade, o homem tem o sonho de voar. Isso foi possível com balões e aeróstatos, mas foi o avião que permitiu um transporte mais rápido e preciso pelos ares. Leonardo da Vinci desenhou um avião no século XV, e em 1883 John Montgomery fez um voo controlado em uma máquina mais pesada que o ar, um planador.

Já o primeiro voo em uma máquina mais pesada que o ar e que é capaz de gerar sua própria potência e sustentação foi feito por Santos Dumont, embora algumas regiões do mundo creditem outros pilotos.O uso de avião revolucionou o transporte de pessoas e também de munição, nas guerras.

5. Penicilina

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A penicilina foi descoberta pelo escocês Alexander Fleming em 1928, e esse remédio foi um divisor de águas na medicina moderna e na expectativa de vida. Aqui começa a era dos antibióticos.

4. Foguetes

Enquanto a invenção dos primeiros foguetes é creditada aos chineses antigos, o foguete moderno foi criado no século XX. Seus usos são tanto militares, científicos e até de comunicação e de localização com sistema de GPS.

3. Fissão nuclear

O processo de separar átomos para liberar uma tremenda quantidade de energia levou à criação de reatores nucleares e bombas atômicas. Vários pesquisadores trabalharam nesse objetivo, mas a descoberta costuma ser creditada aos alemães Otto Hahn e Fritz Stassmann, com colaboração dos austríacos Lise Meitner e Otto Frisch.

2. Semicondutores

Eles são a base de todos os aparelhos eletrônicos da era digital moderna. Em sua maioria feitos de silício, aparelhos semicondutores estão por trás do apelido “Vale do Silício”, lar das maiores empresas de computação do mundo.

O primeiro eletrônico com semicondutores foi apresentado em 1947 por John Bardeen, Walter Brattain e William Shockley.

1. Computador pessoal


Criado na década de 1970, o computador pessoal aumentou em muito as habilidades humanas. Enquanto os nossos smartphones atuais são mais poderosos que os primeiros computadores pessoais, um dos primeiros PCs do mundo foi apresentado em 1974 pela Micro Instrumentation and Telemetry Systems (MITS).

Bônus – Internet

A internet da forma que a conhecemos hoje se popularizou na década de 1990, com a criação da World Wide Web (WWW), por Tim Berners-Lee. A invenção é responsável por transformar nossa comunicação, comércio, entretenimento, política e o que mais você conseguir pensar. [Big Think]

 

Amor, luxúria e perda: fotógrafo revela suas memórias dos anos 80 em imagens poderosas

A onipresença de câmeras fotográficas e fotografias propriamente na vida contemporânea tornou praticamente impossível que as imagens possam servir como registros honestos e espontâneos entre pessoas.

Vivemos hoje em perpétuo sobreaviso, sempre prontos para uma foto por vir – ou avaliando e editando a foto que passou. Tal espontaneidade provavelmente desapareceu lá pelos anos 1990 – e, em parte, é por isso que o trabalho do fotógrafo Billy Howard é tão referente à década de 1980, um último período em que as fotos eram ainda algo extraordinário e especial.

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Com isso, ao longo dessa época sua câmera e seu talento foram sua porta de entrada para um universo de difícil acesso, que Howard transformou em matéria prima de seu trabalho: as margens da sociedade no sul dos EUA ou, como ele próprio diz, “as pessoas com quem sua mãe lhe mandou tomar cuidado”.

Drag Queens em seus camarins, clubes de strip, lojas de tatuagem, abrigos para moradores de rua, casas de pessoas infectadas com o vírus da AIDS. Revelar a doçura e a bondade desses supostos párias sociais tornou-se o grande tema do trabalho de Howard ao longo dessa década que parece fadada a jamais acabar.

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O trabalho acabou apropriadamente batizado de Love, Lust and Loss: A Photographic Memoir of the 80’s (Amor, Luxúria e Perda: Uma memória fotográfica dos anos 80). Howard sempre se deixou mover pela curiosidade como combustível para registrar o mundo ao seu redor. E nada que nos provoque maior curiosidade do que aquilo que consideramos tabu.

A câmera se transformou em uma desculpa, sem a qual eu seria simplesmente mais um voyeur”, ele afirma.

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O ensaio se transformou em um livro e, mesmo passados 30 anos de tais registros, Howard entende que todos fazemos parte de uma mesma jornada, e que as descobertas e sentimentos registrados por ele na época permanecem quentes e prontos para serem redescobertos por quem hoje se dedicar ao seu trabalho. Os anos 1980 são agora, e ainda estão por vir.

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Todas as fotos © Billy Howard

Nova vacina contra AIDS será testada em humanos pela primeira vez

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Um teste promissor de uma nova vacina contra a AIDS está prestes a começar em seres humanos nos EUA.A vacina foi desenvolvida ao longo dos últimos 15 anos por Robert Gallo, o cientista que descobriu em 1984 que era o vírus HIV que desencadeava a doença.

O ensaio clínico de fase I envolverá 60 voluntários e testará simplesmente a segurança e a resposta do sistema imunológico à vacina, por isso, não saberemos por um tempo se ela é de fato mais eficaz do que as outras 100 ou mais vacinas contra a AIDS que já foram testadas no passado.

No entanto, extensos testes com macacos foram realizados antes dessa fase com seres humanos, com resultados positivos.

A dificuldade

O desafio para uma vacina bem-sucedida é que o HIV infecta diretamente células brancas do sangue chamadas células-T, de modo que o vírus literalmente vira o nosso sistema imunológico contra nós.

Isso significa que, uma vez que tenha entrado em uma célula-T, o HIV é invisível para o sistema imunológico.

A única chance que temos de prevenir a infecção é desencadear anticorpos contra as proteínas de superfície do HIV antes que isso aconteça – algo que tem sido difícil de alcançar, considerando o fato de que o retrovírus pode mudar regularmente o seu envelope viral para esconder proteínas de superfície específicas.

Agora, Gallo e sua equipe do Instituto de Virologia Humana nos EUA acreditam que encontraram uma forma de detectar uma proteína conhecida como gp120 no momento em que o vírus se liga com as células-T de nossos corpos, o que pode ajudar a parar o HIV na hora certa.

A vacina

Quando o HIV infecta um paciente, ele primeiro se liga com o receptor CD4 na célula branca. Em seguida, passa a um estado de transição no qual expõe partes ocultas do seu envelope viral, que lhe permitem ligar-se a um segundo receptor chamado CCR5.

Uma vez que o HIV se liga a ambos esses receptores nas células-T, pode infectar com sucesso células imunitárias. Nesse ponto, é tarde demais para fazer qualquer coisa para detê-lo.

A vacina da Gallo contém a proteína gp120 do HIV, projetada para conectar-se a algumas partes do receptor CD4. O objetivo é desencadear anticorpos contra a gp120 quando ela já está ligada ao CD4 e entra em seu estado de transição vulnerável, efetivamente interrompendo o vírus de se fixar no CCR5.

Futuro

O ensaio clínico será executado em colaboração com a Profectus BioSciences, uma empresa de biotecnologia ligada ao Instituto de Virologia Humana.

Gallo explicou que eles demoraram para chegar a este ponto – o teste com seres humanos – porque têm sido extremamente minuciosos em seus testes em macacos.“Nós queríamos mais e mais respostas antes de ir para as pessoas”, disse.

Vamos torcer para que todo esse cuidado compense e tenhamos finalmente um candidato viável para uma vacina contra a AIDS em nossas mãos. [ScienceAlert]