Cientistas criam o primeiro par de pulmões humanos funcionais

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Pulmões são órgãos notoriamente delicados, o que faz com que doadores utilizáveis sejam difíceis de se conseguir.No entanto, pesquisadores da Universidade do Texas (EUA) estão chegando mais perto de enfrentar a escassez de pulmões, criando-os em laboratório.

Os cientistas usaram pulmões danificados de duas crianças que morreram em acidentes de carro. Com engenharia de tecidos, arrancaram todas as células dos pulmões e deixaram para trás apenas sua “forma”, a intrincada teia de proteínas que mantém as células no lugar.

Em seguida, revestiram esta estrutura com células pulmonares viáveis de um segundo par de pulmões, não adequados para transplante. Finalmente, os cientistas colocaram os órgãos resultantes em um banho de nutrientes durante quatro semanas, para permitir que as células crescessem e recriassem totalmente o tecido pulmonar.

Os novos pulmões eram idênticos em aparência ao órgão real, apenas mais suaves e menos densos. Eles não chegaram a ser transplantados, mas a tecnologia poderia um dia ajudar a encurtar a lista de pessoas à espera de doadores.

Outras pesquisas já tentaram fazer o mesmo – criar pulmões em laboratório -, mas retirar todas as células de um órgão era uma tarefa que podia levar até quatro meses para ser concluída.

Na imagem A é possível ver a estrutura antes das novas células serem incluídas. O produto final é a imagem B.

O estudo recente introduziu um dispositivo que acelerou esse processo a até três dias. Os pulmões resultantes são brancos, por causa da falta de fluxo de sangue no novo órgão.

E quando é que esses pulmões renovados vão salvar a primeira vida humana?

Vai demorar. Embora a equipe tenha sido bem sucedida neste primeiro passo, precisa de pelo menos 10 anos de avaliações para assegurar que pessoas possam receber o órgão artificialmente criado.

A boa notícia é que os pesquisadores já planejam começar a testar os pulmões cultivados em laboratório em suínos no próximo ano. [via]

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Artista cria primeira street art na Amazônia contra o desmatamento e pelas populações indígenas

No lugar de latas de spray e tinta na parede, projeções contra qualquer tipo de superfície. Assim funciona o que o artista Philippe Echaroux chama de Street Art 2.0 (Arte de rua 2.0), a forma de expressão que escolheu para seguir com sua arte utilizando a tecnologia para expandir possibilidades e caminhos. E o primeiro local que Philippe escolheu para realizar sua arte de rua foi justamente onde (ainda) não há rua: na floresta amazônica.

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Para lembrar a todos dos males da devastação florestal e dos seguidos desrespeitos e crimes contra as populações indígenas, o artista decidiu por projetar nas árvores da floresta rostos de membros da tribo Suruí, grupo indígena brasileiro dos estados de Rondônia e Mato Grosso – vítimas constantes da devastação e dos caçadores de ouro na região.

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“Quando você corta uma árvore, é como se estivesse matando um homem”, afirma Philippe, apontando o sentido mais profundo que sua arte ilumina – nas árvores, de forma impactante, bela, contundente e inesquecível, o rosto da floresta.

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Todas as fotos © Philippe Echaroux

5 praias pertinho de São Paulo que você precisa conhecer

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A poucas horas da selva de pedra paulistana você encontra praias paradisíacas envoltas em mata atlântica para repor as energias. Conheça algumas aqui!

Praia do Cedro, Ubatuba

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Chegar ao Cedro exige esforço. É preciso percorrer uma trilha de 40 minutos partindo da Praia Grande do Bonete, em Ubatuba, para pisar na areia branquinha, mergulhar em piscinas naturais que se formam com a maré baixa e curtir o balanço do mar calmo. A praia do Bonete está a 212km de São Paulo.

Praia de Iporanga, Guarujá

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Se engana quem pensa que o Guarujá só tem praias cuspindo gente para fora. Situada dentro da Serra do Guararu, declarada como Área de Proteção Ambiental (APA) em 2012, Iporanga tem águas calmas e límpidas, mata atlântica ao redor e uma cachoeira para tirar o sal do corpo. Ela fica dentro de um condomínio fechado, a 120km de São Paulo, que reserva 38 vagas de veículos para visitantes. É preciso, portanto, acordar cedo para conseguir entrar sem pegar a fila. Leve também água e comidinhas para curtir o dia devagar, já que nada é comercializado lá dentro.

Barra do Sahy

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Uma das praias mais lindas do litoral norte paulistano, a apenas 155km da metrópole, a Barra do Sahy têm forma de ferradura e é cortada por um rio no canto esquerdo. Percorra-a até o lado direito e faça uma trilha para alcançar a sua outra ponta, de onde se vê um pôr do sol espetacular. O mar aqui também é calmo, e permite esportes como stand up paddle e caiaque. 

Praia de Itamambuca, Ubatuba

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Palco de competições, Itamambuca atrai surfistas de todo o Brasil por suas ondas perfeitas. Mais do que isso, é uma praia de natureza preservada, que exibe apenas alguns bares e restaurantes escondidos por entre as árvores, à beira mar. Trilhas pela mata atlântica, banhos de rio e cachoeira também são possíveis aqui. Itamambuca está localizada em Ubatuba, a 230km de São Paulo. 

Praia de Camburi

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Vizinha da Barra do Sahy, a Praia de Camburi é outro paraíso para os surfistas. É cortada por um rio que a divide entre Camburi e Camburizinho e exibe um mar de água azul clara, compondo um cenário paradisíaco. Está a 158km de São Paulo.

Fotos: Wiki Commons

Criminosos, cafetões e prostitutas: ele registrou o bar mais perigoso de NY nos anos 1970

Se hoje Nova York é uma cidade de maneira geral segura, gentrificada e organizada, como um polo turístico funcional e atraente, no passado a cidade já foi um verdadeiro caos. Violência e crimes de maneira geral, drogas, sujeira e pobreza compunham a personalidade da cidade principalmente ao longo da década de 1970. Foi durante esse período que Sheldon Nadelman começou a registrar as pessoas que frequentavam o bar em que ele trabalhava.

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O bar se chamava Terminal, e ficava localizado em frente ao maior terminal de ônibus da cidade. O Terminal era conhecido como o bar mais perigoso da cidade, e sua própria lenda dizia que era preciso ser “muito corajoso ou muito tolo” para frequenta-lo. Sheldon era fotógrafo, mas trabalhava no Terminal para ajudar no difícil orçamento – quando não estava enchendo os copos dos artistas, assaltantes, trapaceiros, lutadores, viciados ou bêbados que frequentavam seu bar, Sheldon os estava fotografando.

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Foram mais de 1500 fotos até 1982, quando enfim o bar fechou. O Terminal foi derrubado, dando lugar ao ostentoso edifício do jornal New York Times, em uma cidade hoje oposta à dureza do que era Nova York há 40 anos. Foi o filho de Sheldon, Stefan que descobriu esse pequeno registro da história da cidade, revelou os filmes e os transformou em um pequeno documentário, intitulado “Terminal Bar: A photographic record of New York’s most notorious watering hole” (Bar Terminal: um registro fotográfico do mais famoso pé sujo de Nova York, em tradução livre – que pode ser assistido aqui).

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O filme mostra só uma pequena porção do trabalho fotográfico de Sheldon, e por isso novas pequenas vinhetas estão sendo produzidas – revelando uma cidade repleta de contradições, perigos e problemas, mas já atraente, charmosa e excitante como Nova York ainda é.

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O fotógrafo Sheldon trabalhando no bar

O fotógrafo Sheldon trabalhando no bar

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© fotos: Sheldon Nadelman