Este bezerro de duas caras foi o primeiro a sobreviver mais de 40 dias

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Um bezerro nascido no estado norte-americano de Kentucky supera expectativas e bate recorde de sobrevivência ao completar 40 dias no final de outubro. Isso porque o animal tem uma rara mutação que fez com que ele nascesse com duas caras.

O bezerro foi batizado de Lucky, já que é considerado sortudo por ter sobrevivido ao parto e aos primeiros dias de vida. A maioria dos animais que nasce com essa condição morre rapidamente por complicações neurológicas. Lucky, por exemplo, só consegue andar em círculos e logo cai no chão.

 

Seus donos, Brandy e Stan McCubbin, contam que se apaixonaram pelo filhote desde o primeiro momento, e que cuidam dele como se fosse um bebê, alimentando-o com mamadeira.

“É algo que nunca vi antes e acho que é incrível”, diz Stan. “Fico pensando: ‘quantos dias ainda temos?’. Quero dizer, é uma benção poder passar por isso com nossos filhos e com nossa família, isso é algo muito único e raro”, analisa Brandy. Quem escolheu o nome do filhote foi a filha de cinco anos da família, Helney. Ela diz que ele tem dois rostos, mas que ela não se importa.

Além de não conseguir andar, os dois olhos centrais do bezerro não funcionam e quando ele se alimenta, as duas bocas se movem simultaneamente. A família pretende cuidar muito bem do animal e dar a ele uma vida confortável, mesmo que seja curta.

Um animal com duas caras ou com duas cabeças, também chamado de diprósopo, não costuma chegar à fase adulta. Na natureza eles não vivem muito, mas animais domesticados têm uma chance maior devido aos cuidados humanos. Os gatos Frank e Louie viveram 12 anos no estado de Massachusetts.

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Segundo o biólogo Arkhat Abzhanov da Imperial College (Reino Unido), esse problema de formação pode acontecer com qualquer mamífero. Uma das origens da má-formação acontece quando óvulos fertilizados que começam a se dividir para formar gêmeos não se separam completamente, enquanto outra situação diferente acontece quando um gene que controla a largura da face se expressa com muita intensidade, e a cabeça cresce tanto que acaba se dividindo em duas.

“Esse tipo de mutação é rara, mas já foi registrada em animais domésticos e selvagens”, diz ele. [National Geographic]

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