O surpreendente motivo pelo qual este sobrevivente do Holocausto está lutando pelos direitos dos animais

O polonês Alex Hershaft, de 81 anos, gosta de animais, mas não é absolutamente apaixonado pelos bichinhos – ele nem ao menos tem um cão ou gatinho como pet. No entanto, luta ferozmente pelos direitos dos animais e está há mais de três décadas ajudando a propagar o veganismo nos Estados Unidos. Sabe por quê?

Em outubro de 1940, Varsóvia, Polônia, foi segregada e os judeus, confinados a um gueto, o maior criado pelos nazistas. Eram cerca de 380 mil pessoas que viviam em condições precárias, praticamente não tinham acesso a alimentos e que foram exterminadas aos poucos, nas câmaras de gás do campo de Treblinka. De todos os judeus do Gueto de Varsóvia, se muito, 70 mil sobreviveram.

Quando foi levado ao gueto, Hershaft tinha 5 anos e viu de perto os judeus serem dizimados pelas doenças, pela fome e pela crueldade dos nazistas, que acreditavam serem superiores. Em 1942, ele conseguiu fugir com sua mãe, mas deixou para trás seu pai, parentes e amigos. Todos foram assassinados pelos nazistas.

Mas o que o Holocausto tem a ver com veganismo e direitos dos animais? “O uso de trens de carga para transporte, caixas rudimentares de madeira como abrigo, o tratamento cruel e a decepção de impedir o assassinato, a eficiência de processamento e o distanciamento emocional dos agressores, e as pilhas de membros do corpo – testemunhos mudos das vítimas das quais um dia fizeram parte“, afirma Hershaft, que em 1981 fundou a FARM, uma das maiores organizações a favor dos animais nos EUA. Segundo ele, o Holocausto judeu e o assassinato e trato cruel dado aos animais têm semelhanças demais para que ele permaneça inerte frente a essa questão.

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Fotos © Yuval Chen

E para quem acha a comparação injusta ou ofensiva, o ativista dá seu recado: “A reação negativa geralmente se deve à percepção de que suas vidas teriam igual valor às de porcos e vacas. E nada é tão verdadeiro. O que nós estamos fazendo é apontar para o senso comum a crueldade do pensamento opressor, que permite que homens perpetuem atrocidades em outros seres vivos, sejam eles judeus, bósnios, tutsis ou animais.

Se aos 81 anos Hershaft participa de grandes protestos e ações contra os maus tratos nos animais, não é pela paixão pelos bichos, mas pela consciente missão de impedir que atos como o do Holocausto se propaguem. “Apesar da minha idade avançada, eu aceito riscos, porque, como um sobrevivente do Holocausto, eu tenho o dever de chamar a atenção da sociedade para esta tragédia“, afirma.

Conheça mais sobre a história do ativista na palestra abaixo (você pode ativar a tradução de legendas no YouTube):

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Fotos © YouTube/Reprodução

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Foto © Yuval Chen

Ele e seu cachorro são tão parecidos que ‘decidiram’ se vestir de igual todos os dias

Como se não bastassem ser melhores amigos, Topher Brophy e seu cão, Rosenberg, também são super parecidos. Os olhos verdes, os cabelos castanhos e até a barba fazem valer o ditado “cara de um, focinho do outro”. E Topher decidiu dar um passo a mais, arrumando roupas que combinam para os dois se vestirem.
Além de peças normais, como ternos, jaquetas e camisas, Topher e Rosenberg se fantasiam seguindo temas como os hippies, marinheiros e personagens de época. “Nós somos parecidos e fazemos tudo juntos, então nos vestir igual pareceu natural”, diz Topher.
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Segundo ele, as crianças adoram a dupla, e eles passam bastante tempo interagindo com os pequenos quando saem juntos. “Levar alegria para as pessoas é como um serviço público para nós”, diz.
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Ele garante que Rosenberg ama as brincadeiras, e fica pulando animado cada vez que seu dono aparece com uma nova vestimenta. “Seu temperamento é diferente do de qualquer outro cão que já conheci. Ele é tranquilo, confiante e tem um ar de sabedoria. É um cara muito introspectivo”, completa.
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Os dois dividem uma conta divertida no Instagram, vale a pena conferir!
Todas as fotos © Topher Brophy

5 destinos incríveis para você desbravar a Ásia

Se viajar para a Ásia está nos seus planos, saiba que você vai se deparar com as seguintes coisas pela frente: praias paradisíacas, natureza deslumbrante, gastronomia deliciosa e uma rica cultura. Tudo isso vem atraindo mais e mais pessoas de todas as partes do mundo. Nada mal, não?

Para os brasileiros, a Ásia possui ainda uma grande outra vantagem: é um dos destinos mais baratos do mundo. Portanto, se o budget não é dos maiores, viajar para a Ásia pode caber direitinho em seu bolso.

Abaixo fizemos uma lista de 5 destinos repletos de atrações que você vai adorar conhecer na Ásia. Confira!

1. Ho Chi Minh – Vietnã

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A cidade de Ho Chi Minh – que até 1975 se chamava Saigon – é conhecida como “Pérola do Oriente” ou “Dama do Oriente” e é o centro financeiro do Vietnã. Com cerca de 8 milhões de habitantes, a cidade possui o ritmo frenético das grandes metrópoles do mundo. Depois de explorar a cidade e seus prédios históricos – como o dos correios e o mercado – estique um pouquinho e vá conhecer os túneis de Cu Chi usados durante a Guerra do Vietnã. Detalhe importante sobre Ho Chi Minh: o tráfego de motocicletas é tão intenso por lá que virou até atração turística! Dica para atravessar a rua: ande devagar, as motos não vão parar, mas desviarão de você.

2. Phuket – Tailândia

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Se sua ideia de uma ótima viagem é aproveitar o mar em uma praia que mais parece ter saído de um quadro, Phuket é o seu lugar. Cercada por montanhas, esta é a maior ilha da Tailândia e possui até mesmo um aeroporto internacional. As praias preferidas dos turistas são Patong, Karon e Kata. Mas nem só natureza é feita a ilha que também possui ótimas opções de compras e uma agitada vida noturna.

3. Bali – Indonésia

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A ilha de Bali (uma das 17 mil ilhas da Indonésia) possui águas mornas e areias brancas e é um dos destinos favoritos de quem sai pelo mundo em busca de um bom lugar para surfar. A ilha paradisíaca que ficou eternizada em filmes de Hollywood, também celebra o hinduísmo e o budismo, com cerca de 10000 templos espalhados em seu território. Outra característica curiosa sobre a ilha é que Bali possui vulcões ainda ativos, os principais são o Mont Agung, com 3.142m de altura, e o Mont Batur, com 1.717m. Este segundo é bastante popular entre os turistas que fazem tours guiados até o alto para ver o nascer do sol com uma vista incomparável.

4. Taipé – Taiwan

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Com 2,6 milhões de habitantes, Taipé é uma mistura de tradição e modernidade. A cidade é o centro cultural e político de Taiwan, abriga empresas de tecnologia, possui um sistema de transporte público eficiente e todas as vantagens de uma grande cidade. Por outro lado, também é repleta de feiras de artesanato, templos politeístas e possui muitas áreas verdes (incluindo as famosas plantações de chá). Na cidade a vida noturna é intensa e tudo funciona até altas horas da madrugada, incluindo restaurantes, lojas de chá, de roupas e até estabelecimentos que oferecem serviços, como massagens.

5. Xangai – China

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Pense em uma cidade gigantesca… Pensou? Esta cidade é Xangai, uma das maiores áreas metropolitanas do mundo, com mais de 20 milhões de habitantes! Agitada e cosmopolita, a ‘Paris do Oriente” costuma atrair turistas fascinados por uma intensa vida urbana. Para começar a conhecer a cidade, nada melhor do que explorar o Bund, o calçadão localizado à beira do rio Huangpu. O passeio inclui apreciar fachadas históricas, observar a população local, admirar os arranha-céus e a potente e colorida iluminação durante a noite.

Todas as fotos: Reprodução

Mulher negra e ex-refugiada é eleita deputada estadual nos EUA

Em meio a polêmica eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos, Ilhan Omar, uma ex-refugiada de origem somali, se elegeu deputada estadual no estado de Minnesota.

Ilham nasceu na Somália, e por quatro anos viveu em um campo de refugiados no Quenia, até migrar para os Estados Unidos, com apenas 12 anos de idade. A deputada conta que ficou decepcionada ao descobrir o quanto seu novo país era religiosamente intolerante, além de extremamente desigual, tanto racial quanto socialmente.

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“Nossa democracia é incrível, mas é frágil. Ela aconteceu através de muitos progressos, mas precisamos continuar o progresso para torná-la, de fato, ‘justiça para todos’”, disse.

Hoje, aos 34 anos e mãe de três crianças, Ilham defende principalmente políticas educacionais acessíveis, reforma da justiça criminal, igualdade econômica e energia limpa. Seu primeiro projeto de lei será uma proposta que exige o registro eleitoral automático a partir do momento em que os adultos completarem 18 anos ou quando emitirem uma carteira de motorista. Com certeza uma vitória histórica!

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Todas as fotos © Nitika Gupta / Neighbors for Ilhan / Nicholas French Portraiture