Fotografias fascinantes dos últimos nômades caçadores do Nepal

No sopé do Himalaia, sobrevive a última tribo nômade Raute. Os “Reis da Floresta”, como eles se chamam, são caçadores-coletores que migram pelas florestas do extremo-oeste do Nepal. Eles, inclusive, tiveram sua etnia, língua própria e costumes, reconhecidos recentemente pelo governo nepalês.

Estima-se que haja ainda 650 rautes no Nepal, dos quais, apenas cerca de 140 continuam a praticar o modo de vida tradicional. Os anciãos da tribo estão lutando para manter seus valores e tradição, enquanto, por outro lado, os jovens estão esperando para se libertar e explorar o mundo ao seu redor. Embora cada um esteja certo em sua própria maneira, é provável que em alguns anos o grupo tribal deixará de existir.

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Para nossa sorte, em 2011, o fotógrafo Kishor Sharma registrou o modo de vida da tribo em uma coleção de fotos fascinantes. Para se alimentar, eles coletam tubérculos, frutas e legumes de dentro das florestas. Eles também caçam pequenos animais, especialmente macacos, para a carne. Quando os recursos em determinada região são baixos, ou quando um dos membros morre, a tribo inteira se desloca para outro lugar.

Para o registro das imagens, foram necessárias várias viagens e alguns subornos – sob a forma de cigarros e utensílios de madeira – para fazê-los se abrir e concordar em ser fotografados. Mesmo assim, vários aspectos de sua vida, como a caça, foram mantidos em segredo. Seu sistema de crenças considera ser um tabu para permitir que pessoas de fora assistam a caçar. Mesmo assim, as imagens mostram um pouco de seu modo de vida. Confira:

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Fotos: Kishor Sharma

Usando antigos objetos de metal ele transformou sua casa e carro em verdadeiras obras de arte

Na pacata cidade de Hyattsville, no nordeste dos EUA, uma casa fascinante e estranhamente decorada convida os olhares curiosos de quem passa por lá. Clarke Bedford, antigo curador de arte no Museu de Hirshhorn e agora aposentado, adornou cada centímetro do exterior da casa com pedaços de metal que ele recolheu das ruas ou comprou especificamente para este fim.

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Os objetos são quase todos de metal, e vão de estátuas a paralamas de carros e antigos faróis. Na cerca branca em volta da casa, metais retorcidos e outras bigigangas completam a decoração. Seu fusquinha e sua camionete também entraram na dança e têm, inclusive, um amplificador de som daquelas vitrolas vintages.

Artista durante toda sua vida, Bedford começou a decorar suas propriedades em 2000, quando começou a fazer algumas experimentações em um dos seus carros. Depois de arrancar os parachoques e fazer outras substituições, a camionete ficou bem parecida com os modelos roadster dos anos 1930, mas repleta de bugigangas em todos os cantos.

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As peças que sobraram da reforma no carro começaram a ser incorporadas na cerca em volta da propriedade. Não demorou e Bedford partiu para a decoração da casa propriamente dita, batizando-a de “As-sem-blage Co-ttage” (pronunciado em rimas francesas), que em tradução livre significa “casa de reunião”. Veja como ficou o trabalho de Bedford:

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Fotos: Fred Scruton/Spaces Archives

O fotógrafo Leroy Grannis clicou os primórdios da cultura do surf na Califórnia

LeRoy Grannis, considerado por muitos como o principal fotógrafo da cultura do surf na Califórnia nos anos 60 e 70, começou não como artista profissional, mas como um hobby – aos 42 anos de idade. Seus primeiros cliques foram em 1959, época em que o surf começava a se popularizar nos EUA e que já fazia parte do seu dia a dia em Hermosa Beach.

Surfista desde os 14 anos, Grannis foi introduzido à fotografia por seu amigo John Ball, com quem costumava entrar na água. Em 1959, Grannis já surfava pouco por causa do seu trabalho, mas o diagnóstico de uma úlcera relacionado ao estresse mudou sua vida. Seu médico recomendou que ele procurasse atividades relaxantes, e foi aí que começou a fazer as fotografias que ficariam famosas anos depois.

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Como morava a poucas quadras da praia e seu filho já surfava, Grannis passou a registrar a cena do surf no sul da Califórnia com uma câmera de 35mm. Na época, a região já era considerada um lugar mítico: a terra do sol, surf e possibilidades infinitas. Com sua habilidade de fotógrafo, ficou fácil clicar algumas das melhores imagens de surf dos anos 60 e 70. Confira:

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Estas são as melhores fotografias de viagem clicadas no último ano

As fotografias eternizam grandes momentos, sejam eles tristes ou felizes, calmos ou chocantes. O prêmio anual Intrepid Travel trouxe imagens incrivelmente belas para a edição de 2015, concebendo o primeiro lugar para a foto de Sujan Sarkar, na qual crianças brincam com um guarda-chuva num rio em Cooch Behar, na Índia.

Intitulada “Subtle Whimsy and Moody Colours“ (“Fantasia Sutil e Cores Alegres”, em tradução livre), a foto teve uma competição acirrada junto com o registro feito por Scott Laird, que mostra dois pequenos monges correndo num templo em Mingum, Myanmar. Ele também competiu com uma outra imagem de monges de Bagan, no mesmo país, que também ficou entre as melhores do ano.

Outras fotografias espetaculares deixaram os jurados em dúvida, como a de um macaco subindo numa pedra no Japão, e a de um homem numa corrida de touros, típica da Indonésia. Todas as imagens finalistas são realmente muito boas, mas o topo da lista ficou com Sarkar, que levou para casa cerca de US$ 2.200 com a premiação, sediada em Melbourne, na Austrália.

© Sujan Sarkar

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© Scott Laird

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© Michael Haikal

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© Matt Sims

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© Sam Creek

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© Genevieve Schneider

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© Ana Caroline de Lima

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© Chee Keong

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© Alister Munro

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© Xiuzhi Pham

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© Pradeep Raja

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