Brasileiro que esteve detido se une com o irmão para mudar de vida e juntos criam padaria sustentável

José Carlos de Anunciação, 34, e Bruno Horácio Pereira dos Santos, 25. Os irmãos cresceram em Capão Redondo, bairro violento da capital paulista. Aos 12, José fez seu primeiro bolo, com a ajuda da mãe, e aos 14 começou a trabalhar em uma padaria. Já Bruno se envolveu com drogas aos 14 anos e aos 16 estava na Febem. Mas para quem acha que não dá pra segurar essa barra e mudar, Bruno tem uma boa história para contar.

Desde pequeno, Bruno se interessava por algo que no bairro não faltava: material reciclável. Ele gostava de observar os catadores e se divertia com caixas e garrafas PET. Ele pensava que talvez gostaria de trabalhar com a limpeza pública, mas a adolescência o levou para a reclusão na Febem. Quando saiu de lá, voltou a estudar e conseguiu um emprego como coletor no caminhão de lixo. Feliz com as conquistas, foi convidado pelo Instituto Rukha para ser líder comunitário, o que lhe daria a oportunidade de fazer uma graduação, que seria bancada por empresários.

Pensando nas brincadeiras de infância e em quanto se interessava pelo material reciclável, Bruno escolheu cursar Gestão Ambiental. Agora Bruno enxergava o lixo de forma diferente e compartilhava os aprendizados da faculdade com jovens da comunidade, para quem dava aulas informais.

Nesse período, José já havia trabalhado em diversas padarias e restaurantes, entre elas a PÃO (Padaria Artesanal Orgânica), onde aprendeu a arte de fazer pães e bolos com maestria. Foi ao perceber que era realmente bom no que fazia que José teve a ideia de abrir seu próprio negócio e chamou Bruno para fazer parte do projeto. Assim nasceu o Ateliê Sustenta CaPÃO, um espaço reformado com materiais do lixo – do mosaico do chão às plantas – onde os irmãos servem cafés da manhã e lanche da tarde recheados com delícias artesanais.

Além do espaço comunitário, que atende com reserva prévia, os irmãos iniciaram a fabricação diária de pães de mel e traçam planos para o futuro. Segundo eles, a comunidade consome cerca de 70% do que é produzido e o negócio de José e Bruno inspira os jovens do Capão, provando que é possível fazer muito com pouco.

Assista à palestra de Bruno no TEDx e sua incrível trajetória de vida:

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Todas as fotos © Ateliê Sustenta CaPÃO

[Via Projeto Draft]

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Você consegue adivinhar o que aparece nestas fotografias macro?

lapis
Uma laranja descascada e uma pimenta vermelha. Isso é o que um lápis e uma tampa de garrafa de Coca-Cola parecem quando vistos em fotografias macro.

Isso porque quando você olha para algo de perto, mesmo que seja algo que você vê todos os dias, você perde o seu senso de familiaridade com ele. O traço de cor engana o seu cérebro e os pequenos detalhes impossíveis nos enganam e nos fazem pensar que estamos olhando para algo que nunca vimos antes, porque, bem, nós realmente nunca vimos estas coisas assim antes [Gizmodo].

 

É muito divertido tentar e adivinhar o que é o que.

maca
Isso é uma haste de maçã

isqueiro
Um isqueiro

tomate
Tomate

Confira o vídeo completo da Macro Room para ver mais imagens misteriosas:

Tente não se apaixonar por essa série do concurso de fotografia de viagem de Siena

O Siena International Photo Awards é um concurso de fotografia de prestígio que recebe inscrições de mais de 100 países ao redor do mundo. O resultado da competição 2016 acaba de ser anunciado.
As imagens abrangem inúmeros países, incluindo Índia, China, Bangladesh, Turquia, Cuba, Mianmar e Bahrein. Leyla Emektar ganhou o primeiro lugar na categoria Travel com a bela imagem de um catador de morango entre estufas coloridas na Turquia, enquanto o primeiro lugar para a categoria Open Color foi para Danny Yen Sin Wong pelo clique de uma mulher vietnamita fazer uma rede de pesca.
As fotografias vencedoras estão atualmente em exposição “Beyond the Lens”, realizada na cidade de Siena, Itália.
Confira as imagens vencedoras:
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Closes mostram como a expressão das pessoas muda quando elas ficam nuas

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Já parou para pensar em como o rosto é capaz de demonstrar coisas sobre nosso estado de espírito mesmo sem que percebamos? O fotógrafo canadense Dylan Hamm já, e, para tentar documentar essas microexpressões, ele criou o ensaio Naked Faces (“Rostos Nus”), em que fotografou pessoas com roupa e peladas.
Para deixar a dúvida na nossa cabeça, ele decidiu não divulgar em qual das imagens cada pessoa estava sem roupa, e fez questão de, aleatoriamente, distribuir as fotos das pessoas sem roupa na direita ou na esquerda de cada montagem.
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Dylan se surpreendeu com as diferentes reações dos fotografados: algumas pessoas mudaram totalmente de expressão após tirar as roupas, outras permaneceram praticamente iguais. As reações no momento em que ele pedia para que os modelos ficassem nus também variaram, entre risadas, gritos e piadas.
A experiência acabou não respondendo tão bem a questão de Dylan, mas levantou outras, em uma “investigação que vai continuar”, segundo ele. Fotografar as pessoas nessa situação lhe fez pensar sobre estereótipos de gênero, o subconsciente e como às vezes mudamos de forma insignificante para nós, mas perceptível para os outros.
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Todas as fotos © Dylan Hamm