Cabeça de esfinge que guarda tumba da era de Alexandre, o Grande é encontrada

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Arqueólogos encontraram a cabeça desaparecida de uma esfinge que guarda uma enorme tumba macedônia sob escavação em Amphipolis, Grécia. Duas esfinges sem cabeça guardam a entrada do lugar.

A cabeça da estátua tem cabelo ondulado que cai ao seu ombro esquerdo, e carrega traços de tinta vermelha, de acordo com o Ministério da Cultura da Grécia. Escavadores também encontraram fragmentos de asas quebradas a partir do par de esfinges que estão na entrada da tumba.

 

Cercada por um muro de mármore de 490 metros de perímetro, o túmulo monumental em Amphipolis poderia ser o maior de seu tipo no mundo grego. Os arqueólogos que conduzem as escavações em curso ainda não determinaram quem está sepultado no túmulo (ou se ele está mesmo intacto), mas disseram acreditar que o local data do século 4 aC, durante a época de Alexandre, o Grande.

Os escavadores não esperam encontrar o túmulo do próprio Alexandre no local, já que registros históricos indicam que o macedônio construtor de impérios morreu na Babilônia e foi sepultado em Alexandria. Mas a líder das escavações, Katerina Peristeri, disse a repórteres na semana passada que quem foi enterrado lá deve ter sido “extremamente importante”.

A escavação atraiu atenção generalizada após as esfinges sem cabeça na entrada da tumba serem reveladas em agosto.

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À medida que os arqueólogos têm sondado mais fundo no solo cheio de câmaras internas da tumba, eles fizeram algumas descobertas notáveis. Na semana passada, encontraram um pavimento com um mosaico feitos de seixos coloridos mostrando a deusa grega Perséfone sendo levada para o submundo por Hades em uma carruagem puxada por dois cavalos brancos. O deus mensageiro Hermes também está presente na cena vestindo seu característico chapéu de abas largas.

A cabeça da esfinge recém-revelada não tem parte de seu nariz, mas fora isso está completamente intacta. Na arte grega, esfinges normalmente têm o corpo de um leão, as asas de um pássaro e a cabeça de uma mulher. No rosto, a esfinge lembra um pouco as cariátides esculpidas no túmulo de Amphipolis, descobertas há algumas semanas. As cariátides – estátuas femininas que tomam o lugar de colunas ou pilares – ladeiam a segunda entrada do túmulo. via

Campanha prova que os julgamentos que você faz das pessoas provavelmente estão errados

 

Muitas vezes, julgamos uma pessoa pela aparência física ou por sua roupa Se uma mulher é bonita e loira, é sinônimo de superficialidade e falta de inteligência, se um homem é forte e tatuado, temos a impressão que seja bravo e violento. A Coca-Cola, no quesito propaganda, nunca deixa a desejar e, mais uma vez, nos comove com a campanha Let’s Take An Extra Second, cujo objetivo é nos fazer pensar sobre os estereótipos que construímos e, como nome indica, esperar um pouco mais antes de tirar conclusões.

O slogan da campanha diz “Leva um segundo para construirmos um preconceito. Vamos tirar um segundo para quebrá-lo. Sem preconceitos, faremos um mundo mais feliz”.A campanha inclui diferentes vídeos, sendo que, em um deles, uma senhora de 81 anos é logo vista como solitária, dependente, frágil ou até mesmo fraca. Para quebrar as barreiras, ela corajosamente salta de paraquedas, olha só:

 

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Em outro vídeo, foi feita uma experiência com pessoas em salas fechadas, onde eram mostradas fotos de desconhecidos e onde cada um deveria falar qual era a profissão da pessoa da tela e o que ela aparentava ser. Quase sempre os participantes erravam- um tutor de crianças foi julgado como integrante de uma banda de rock e agressivo. Um homem negro, graduado em Tecnologia da Informação, foi classificado como artista, dançarino, gangster e ladrão de carros. Uma senhora foi descrita como uma pessoa frágil e não ativa, quando na verdade, trabalha como DJ e frequenta festivais eletrônicos.

 

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Em um terceiro, a campanha mostra adolescentes que sofrem bullying na escola. Uns são chamados de afeminados, nerds, perdedores, fracos, loucos e desajeitados. Em seguida, aparecem fazendo boas ações, sendo parceiros, ajudando ao próximo, dançando e jogando futebol, como qualquer outra pessoa:

 

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No último vídeo, uma modelo loira (Kyleigh Kuhn), muitas vezes, rotulada como fashionista, superficial e sem conteúdo, mostra ser muito mais que um rosto bonito: ela é criadora de uma fundação, a Roots of Peace, para ajudar a transformar minas terrestres em locais para plantio de alimentos:

 

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“Sem preconceito, faremos um mundo mais feliz”

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Todas as imagens: Reprodução/

Este menino de 8 anos engordou 11kg para poder doar medula óssea e salvar seu pai

O garoto chinês Cao Yinpeng, de oito anos, e seu pai, Cao Lei, costumam viajar juntos sempre que o garoto sai de férias. A Austrália era o próximo destino combinado, mas surgiu um problemão: Lei se sentiu fraco no começo do ano e foi ao médico, que o diagnosticou com leucemia.

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A doença estava em estágio avançado, e os especialistas estimaram que ele teria cerca de seis meses de vida. Só havia uma alternativa: fazer um transplante de medula óssea o mais rápido possível. Um doador compatível foi procurado no sistema de saúde chinês, sem sucesso. O tempo estava passando e esperar na fila não era uma hipótese.

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Filho único, Lei tinha três opções de doadores na família: seus pais, muito velhos, e seu filho, muito novo para passar pelo procedimento. A lei chinesa estabelece que o doador deve ter entre 18 e 45 anos e pesar ao menos 45 kg. Sem outra alternativa, o pequeno Yinpeng se dispôs a engordar cerca de 11 quilos, e, após a autorização formal de sua mãe, foi aberta uma exceção quanto à sua idade.

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Ele passou cerca de dois meses comendo muito mais do que o normal, tendo as refeições preparadas pela avó, mãe de Cao Lei, que preparou seus pratos favoritos. A dieta foi elaborada com cuidado, e Yinpeng, praticante de esportes, teve que deixar algumas competições em que estava inscrito de lado.

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Ele saltou de 35 para 46 quilos, o que permitiu que seu corpo tivesse sangue suficiente para fazer a doação. A cirurgia aconteceu em julho, e as fontes de notícias chinesas dizem que a recuperação do pai continua, enquanto a família se esforça para bancar o custoso tratamento: para fazer a cirurgia, foi necessário vender o apartamento dos Cao, e o pós-operatório é tão caro quanto.

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Todas as fotos: Reprodução

Como uma das cidades mais perigosas dos EUA está ganhando novos rumos através da arte

Em inúmeras situações, a arte surge como um grande agente transformador, catalisando energias em prol de boas causas. É o que acontece atualmente em Detroit, no Estados Unidos, que sofreu com o processo pós-industrial e os êxodos, deixando a população fragilizada socialmente. Com um projeto de reuso do lixo, a cidade tem tomado novos rumos e formas, dando início a um ciclo de vida diferente, artístico e muito mais agradável.
Durante 10 anos, entre 2000 e 2010, a capital de Michigan passou por grandes mudanças, como a ida de cerca de 25% da população para outras cidades. Assim houve o declínio econômico e consequentemente o abandono de casas, fábricas e empresas, que ficaram fadadas a deterioração. Com a economia ruim, a violência e o crime acabaram aumentando, piorando ainda mais o problema.
Mas eis que surge alguém disposto a reverter este cenário. O artista Tyree Garton deu início, em 1986, ao The Heidelberg Project, que ocupava parte de sua vizinhança com objetos e outros itens resgatados do lixo, promovendo o reuso de materiais e a transformação de espaços públicos. A ideia se expandiu então para toda a cidade com a criação de fachadas artísticas nos edifícios, limpeza de terrenos baldios, que se tornaram jardins de arte abertos a população, ampliando as cores e espaços lúdicos.
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Como toda boa mudança, houve um impacto positivo na mente das pessoas, que passaram a se envolver na recuperação local e trazer novos ares para Detroit. Um dos grandes resultados positivos é que a principal rua e antigo ponto de tráfico de drogas, a Heidelberg, virou um lugar onde crianças brincam à vontade e pessoas circulam tranquilamente, sem nenhum registro de crime grave. A comunidade carente foi reintegrada às ações artísticas e passou a ter um sentimento de pertença e a lutar pela transformação do local.
O movimento hoje é bem organizado, tem colaboradores fixos, escritório, galeria e artistas residentes. É possível fazer visitas guiadas, participar de palestras, workshops e vários eventos promovidos por eles, mostrando que a arte enfim, venceu, resultando em cores mais bonitas e alegres em cima das marcas pesadas do passado.
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Fotos © Wigwam
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Foto: Divulgação