Os gêmeos por Janos Stekovics

Agricultores húngaros da Puszta na década de 1980. Fotografar com grande tamanho 13 x 18 cm.Nota do editor: Janos Stekovics é um fotógrafo húngaro e editor baseado na Alemanha. Esta é uma coleção de retratos que ele tirou de agricultores gêmeo na década de 1980. Os gêmeos de Lukács foram 63 anos de idade, quando o fotógrafo visitou a sua aldeia para fotografá-los.
Os gêmeos János e István viveu na região da Puszta húngaro e tinha montes de coisas
duplicadas: duas bicicletas, duas capas de pastor tradicional, duas carruagens puxadas a cavalo e as mesmas roupas, que muitas vezes duraram vinte anos ou mais. Ambos passaram suas vidas inteiras em uma propriedade rural 5 quilômetros longe do motor mais próximo caminho e quase inacessível. Eles não fumar ou beber e tinha alguns animais de fazenda, um poço e sem eletricidade nem que eles precisam.
As fotos foram publicadas em um livro chamado “Die Junggesellen”.
Os gêmeos Lukács
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As melhores cidades do mundo para se deliciar com comida de rua

Comida de rua não é apenas uma forma fácil e barata de preencher o seu estômago – é uma experiência de imersão verdadeira na cultura de diversas cidades. Conheça aqui destinos onde você pode vivenciá-la em grande estilo!

Singapura

Essa é uma das cidades onde a comida de rua é mais segura no mundo, então não tenha medo de experimentá-la! Aonde ir: Maxwell Food Center, a poucos passos de Chinatown, ou no Hong Lim Food Centre, na mesma região. Perto do mar, visite o Lagoon Food Village.

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Sidney

Não importa se você procura bolinhos vietnamitas ou hamburguers. A comida de rua de Sydney tem tudo isso para oferecer. E ao contrário de Singapura, aqui os food trucks se distribuem pela cidade e mudam constantemente de lugar. Então, é só se deixar levar pelas ruas e surpreender-se com eles!

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Istambul

Comida de rua faz parte do estilo de vida desse destino, na Turquia. Os vendedores espalham-se praticamente por toda a cidade, mas não deixe de ir no Spice Market (mercado das especiarias) em Eminönü e no Küçük Pazar. O blog Istanbul Eats também é uma boa fonte  para pesquisar o melhor desse estilo de gastronomia.

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Bangkok

A comida de rua é tão viva em Bangkok que você pode fazer as três refeições – Café da manhã, almoço e jantar, sem jamais pisar em um restaurante. Aonde ir para prová-la: Yaowarat, Bangkok’s Chinatown, e no mercado noturno de Sukhumvit Road.

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Marrakesh

Nas calçadas de Marrakesh você encontra uma variedade de temperos, cores, texturas e influências alimentícias diversas. Todas as noites,  o Djemaa el-Fna, na praça central da cidade, se transforma no seu melhor restaurante a céu aberto!

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Fotos: Shutterstock

ONG constrói escolas de garrafa pet em áreas vulneráveis e oferece manual gratuito com passo a passo

Excesso de lixo e falta de escola são dois problemas graves em todo mundo. Ainda que sejam em princípio dilemas endêmicos com origens diferentes, a solução de ambos podem estar mais ligadas do que pensamos – ao menos, diante do trabalho da ONG Hug It Foward, que constrói escolas pela América Latina feitas de garrafas pet.

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Além de impactar positivamente no meio ambiente – reaproveitando em torno de 7000 garrafas pet por escola, utilizadas como uma espécie de “recheio” das paredes – o custo da construção de uma “escola de garrafa” é incrivelmente menor que o custo normal. Em pouco mais de 7 anos de atividade, a ONG já construiu 77 escolas, cada uma em um custo médio de 6.500 dólares.

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Para realizar as construções, a própria comunidade local é capacitada e convocada ao trabalho, envolvendo assim justamente os maiores beneficiários no processo de desenvolvimento ambiental e educacional. Para serem transformadas em “tijolos” ecológicos, as garrafas são recheadas de lixo não biodegradável, também coletado pela própria população – inclusive pelas crianças que irão estudar no local, dando início assim no processo de conscientização ecológica antes mesmo da escola existir.

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As bases e o acabamento das paredes é todo feito com cimento – e, no site da ONG, um manual ensina como construir as “escolas de garrafa” que, em seu resultado final, ficam exatamente como um prédio de construção tradicional, tanto esteticamente quanto em termos de segurança – com a pequena diferença de estarem ajudando a salvar tanto o planeta quanto a população que por aqui vive.

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© fotos: divulgação

Fazenda no Rio de Janeiro trata escravidão como atração turística

Se a gente fosse oferecer um prêmio de close errado do ano, a Fazenda Santa Eufrásia, no Rio de Janeiro, seria uma forte candidata a recebê-lo. A propriedade foi construída por volta de 1830 e os funcionários (negros) fazem algumas vezes o papel de escravos, enquanto a dona da fazenda participa do espetáculo vestida de sinhá.

A denúncia foi feita pelo The Intercept, em matéria publicada ontem, 6. Quem recebe os visitantes que chegam à fazenda é Elizabeth Dolson, bisneta do coronel Horácio Lemos, que comprou a propriedade em 1905. Para entrar no personagem, ela se veste com roupas de época e se refere às funcionárias como mucamas.

Elizabeth viveu em Chicago (EUA) por 23 anos, onde trabalhava com turismo, e diz ter trazido de lá a ideia de encenar a escravidão, desconsiderando todo o debate sobre escravidão e raça feito nos EUA e Brasil. “Racismo? Por causa de quê? Por que eu me visto de sinhá e tenho mucamas que se vestem de mucamas? Que isso! Não! Não faço nada racista aqui. Qual é o problema de ter… não!”, respondeu, desconcertada, ao ser questionada sobre o racismo de seu teatro.

A sinhá tem um empregado que se veste de mucamo e contrata – de acordo com a demanda – mulheres para se vestirem de mucamas. “É um empregado, que mora aqui, que me ajuda, que se veste de mucamo também. Mas ele é branquinho! Então, a cor não tem nada a ver. Eu sou mais morena que esse empregado”,  justifica.

Essa postura não é vista como um problema. Em portais com dicas de turismo é possível ver elogios como: “D. Elisabeth nos recebe com gentileza, com trajes da época e nos conta a bela história da fazenda e de sua família”.

Para o historiador Luiz Antônio Simas, colégios e universidades ensinam a pensar exclusivamente com a cabeça do ocidente. “A escola brasileira é reprodutora de valores discriminatórios e inimiga radical da transgressão necessária. Não adianta a adoção de cotas para negros e índios se o ambiente escolar continuar reproduzindo apenas uma visão de mundo branca, cristã, européia, fundamentada em conceitos pré-concebidos de civilização que negam os saberes ancestrais e as invenções de mundo afro-ameríndias”, diz.

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A Santa Eufrásia fica localizada em Vassouras e é uma das construções mais importantes da região, por resguardar mobiliário e utensílios originais do século 19. Entre estes utensílios está um viramundo, um instrumento de tortura de escravos que ela exibe aos visitantes e, segundo a própria Elizabeth, não pertencia à fazenda, tendo sido um presente recebido por ela. Graças a estes aspectos, esta é a única fazenda particular tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Rio de Janeiro (IPHAN-RJ).

O problema, porém, não reside apenas nas experiências oferecidas pelo local, mas no fato de tudo acontecer sem nenhuma reflexão a respeito das barbáries sofridas pela população negra durante a escravidão, muitas das quais ecoam até os dias de hoje. As visitas custam entre R$ 35 e R$ 65 e, ao invés de promover um resgate cultural do momento histórico do país, se vale da espetaculização da tragédia alheia.

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Se você desejar ser servido por uma pessoa negra vestida como uma escrava, você pode se hospedar na Fazenda Santa Eufrásia, em Vassouras, a 111 km do centro do Rio. Foto: Igor Alecsander

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A região tem um histórico particular de selvageria contra negros feitos escravos. Tanto que, em 1829, o então fiscal da Vila de Valença (hoje Valença, município vizinho a Vassouras), Eleutério Delfim da Silva, demonstrou preocupação com os “castigos brutais que os escravos daquela Vila recebiam”, fazendo inclusive uma representação à Câmara expondo tais brutalidades. Mas isso parece não ser uma questão relevante para quem explora o potencial turístico da região. As pessoas que passam um dia descontraído nessas senzalas e casas grandes teriam coragem de pegar um trem na Polônia, rumo a Auschwitz, dividindo o assento com atores judeus sorridentes fantasiados de seus ancestrais?

Fotos: Reprodução Santa Eufrásia / Foto destaque: Reprodução Vimeo