A hist√≥ria de Artemisia Gentileschi, a pintora violentada que se vingou fazendo arte feminista no s√©culo 17

                         "Autoritratto come suonatrice di liuto" de Artemisia Gentileschi. 1617-18
    Allen Phillips/Wadsworth Atheneum
Image caption Artemisia Gentileschi foi uma artista de talento excepcional

“Trancou o quarto a chave e depois me jogou sobre a cama, imobilizando-me com uma m√£o sobre meu peito e colocando um dos joelhos entre minhas coxas para que n√£o pudesse fech√°-las. E levantou minhas roupas, algo que lhe deu muito trabalho. P√īs um pano em minha boca para que n√£o gritasse. Eu arranhei seu rosto e arranquei seus cabelos.”

Esse é o relato de um estupro ocorrido há quatro séculos, mais especificamente no ano de 1611.

A vítima era a italiana Artemisia Gentileschi, uma artista cujo talento pode ser comprovado pelo fato de ter sido a primeira mulher aceita na Academia de Belas Artes de Florença, na Itália, a mesma pela qual passou Michelangelo.

Al√©m de ter sido estuprada, ela teve de aguentar ver o agressor livre e sua den√ļncia questionada abertamente.

Para piorar, Artemisia sofreu com a indiferença e a rejeição do mundo artístico de sua época por ser mulher, e passou pela humilhação de ver a autoria de seus quadros atribuída a seu pai e outros artistas masculinos.

Mesmo depois de morta, durante séculos foi considerada apenas uma curiosidade, uma raridade exótica e menor na história da arte.

Quadro

Direito de imagem The Metropolitan Museum of ArImage caption Artemisia aprendeu a pintar no ateliê do pai

Demorou muito para que seu valor artístico fosse reconhecido. E apenas na década de 1970 Artemísia se tornou um símbolo do feminismo.

Em novembro do ano passado, o Museu de Roma abriu uma exposição dedicada somente à artista italiana Рa mostra termina em maio.

Artem√≠sia e seu tempo re√ļne quase 100 quadros pertencentes a alguns dos mais prestigiados museus do mundo, e por meio deles √© poss√≠vel revisitar a vida e o trabalho da artista e alguns de seus contempor√Ęneos, incluindo seu pai, Orazio, e outros pintores que trabalhavam na capital italiana no s√©culo 17, como Guido Cagnacci, Simon Vouet e Giovanni Baglione.

√Ēnus da prova

Nascida em Roma, em 1593, Artemisia era a primog√™nita e a √ļnica mulher entre os quatro filhos de Orazio Gentileschi.

Aprendeu a pintar no ateliê do pai, influenciada pelo naturalismo de Caravaggio (a quem, dizem, teria conhecido pessoalmente), em especial sua dramaticidade e seus fortes contrastes cromáticos.

Direito de imagem Museo e Real Bosco di Capodimonte
Image caption Agressor da artista p√īde escolher entre pris√£o e ex√≠lio

Roma passava por um extenso processo de transforma√ß√£o urbana que atra√≠a para a cidade in√ļmeros artistas em busca de trabalho.

Foi o caso de Agostino Tassi, um pintor especializado em paisagens e com fama de brigão. Ele e o pai de Artemísia foram contratados para fazer os afrescos do Cassino das Musas e do Palácio Rospigliosi.

Os dois ficaram amigos e Orazio abriu as portas de sua cara para Tassi, que se aproveitou para estuprar Artemisia, na ocasi√£o com 18 anos. Ela demorou um ano para ter coragem de denunci√°-lo.

Esse tempo fez com que a opini√£o p√ļblica se voltasse contra ela, com muitos concluindo que o epis√≥dio tivesse sido uma rela√ß√£o consensual.

Ainda assim, Tassi foi condenado em 27 de novembro de 1612. Só que o juiz lhe deu a chance de escolher entre uma sentença de cinco anos de trabalhos forçados ou a deixar Roma.

O pintor, claro, optou pelo exílio.

Casamento

Orazio mal esperou o esc√Ęndalo esfriar para organizar um casamento para que Artemisia “recuperasse sua dignidade aos olhos da sociedade”.

Em 29 de novembro, apenas dois dias depois da condenação de Tassi, a filha se casou com o pintor Pierantonio Stiattesi e se mudou para Florença.

Artemisia já tinha começado a pintar figuras femininas fortes, inspirada tanto pela Bíblia quanto pela mitologia, mas com uma nova perspectiva: a feminina.

Em 1610, por exemplo, pintara Susana e os Velhos, quadro que se baseia no relato da par√°bola de Susana – uma mulher casa assediada sexualmente por dois senhores e que foi acusada de adult√©rio quando se recusou a ter rela√ß√Ķes com eles. Segundo o escrito b√≠blico, Susana s√≥ escapou da morte por apedrejamento por interven√ß√£o do profeta Daniel.

A beleza do quadro fez com que muitos considerassem que a artista, ent√£o com 17 anos, n√£o o teria pintado sozinha, e sim orientada pelo pai.

Direito de imagem Ministério Italiano da Cultura
Image caption Artista “subverteu” cena b√≠blica envolvendo Susana

A maioria das pinturas sobre a parábola retrata Susana como uma mulher frívola e namoradora, mas Artemisia optou por uma imagem vulnerável e assustada. Antes mesmo de ser violentada.

Depois da agress√£o de Tassi, sua abordagem tornou-se mais aguda.

Vingança

Já em Florença, pintou outra cena bíblica, Judite decapitando Holofernes.

Trata-se de seu quadro mais famoso e mostra o momento em que a vi√ļva Judite, com ajuda de uma serva, corta a cabe√ßa de um general que a havia assediado.

Direito de imagem Gallerie degli Uffizi Image caption O quadro mais famoso de Artemisia, “Judith decapitando Holofernes” (1612 – 1613).

A passagem b√≠blica j√° havia sido levada √†s telas por in√ļmeros pintores desde o Renascimento e era considerada uma alegoria do triunfo feminino sobre os homens.

Mas, nas mãos de Artemísia, a cena ganhou novos contornos Рvários especialistas interpretam sua abordagem como um desejo de vingança pela agressão sofrida.

‘Judite’ foi um tema que Artem√≠sia pintou outras duas vezes, algo tamb√©m feito com ‘Susana’.

Passou a vida pintando e chegou a ter certa fama, mas caiu em profundo e longo esquecimento após sua morte, em 1654, em Nápoles.

Foi apenas na segunda metade do s√©culo 20 que sua arte come√ßou a ser novamente apreciada por alguns cr√≠ticos e seu nome, desenterrado. Mas sua “ressurrei√ß√£o” mesmo ocorreu com sua convers√£o em √≠cone feminista.

Direito de imagem Gallerie degli Uffizi
Image caption Na segunda metade do século 20, Artemisia voltou a ser reconhecida pelos críticos

via: BBC

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J√° ouviu falar do inusitado ‚Äėyoga com cabras‚Äô?

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Se uma aula de yoga em meio √† natureza j√° √© uma del√≠cia, agora imagine se ela tivesse como incremento a companhia de cabras? Ao menos em Oregon, nos Estados Unidos, essa j√° √© uma possibilidade que re√ļne dezenas de pessoas ‚Äď e tem at√© uma fila de espera gigante!

A invenção inusitada partiu de Lainey Morse, que decidiu transformar sua fazenda em um local para a prática de yoga. Como ela cria oito cabras no espaço, nada mais natural do que permitir que elas façam parte das aulas, com livre acesso aos praticantes. A ideia ganhou o apelido de Goat Yoga.

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Isso significa que uma cabra pode interromper aquela posi√ß√£o dific√≠lima que voc√™ estava tentando h√° tempos, mas certamente ser√° por um bom motivo. Tanto √© que a fila de espera para participar das aulas j√° ¬†re√ļne mais de 1.200 pessoas, segundo informa√ß√Ķes da CNN.

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A ideia das aulas come√ßou por sugest√£o de uma instrutora de yoga que visitou a fazenda durante um anivers√°rio de crian√ßa no local. A mulher comentou que o espa√ßo seria perfeito para algumas aulas. Lainey aceitou na hora, mas deixou claro que as cabras teriam que poder participar ‚Äď e o sucesso foi imediato!

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Todas as fotos: Reprodução Facebook/Goat Yoga

Zool√≥gico de Oregon √© atingido por nevasca e os animais parecem estar gostando


A regi√£o noroeste dos EUA costuma registrar poucos cent√≠metros de neve que duram um ou dois dias durante todo o inverno, mas nesta semana a cidade de Portland, no estado de Oregon, registrou mais de 30cm de neve, que est√° resistindo em derreter. Esta pode ser a maior nevasca dos √ļltimos 37 anos.

Por isso, o Zoológico de Oregon, um dos mais importantes do país, foi obrigado a fechar as portas para visitantes, e os funcionários precisaram usar esquis para cuidar dos animais. Preocupados com a reação que os animais teriam ao se deparar com o enorme acumulo de neve, eles se surpreenderam com a alegria deles ao brincar na neve.

A ursa polar Nora deve ter se sentido em casa em meio à tanta neve. A filhotona tem apenas um ano de vida e nasceu no Columbus Zoo.

Os seis elefantes asi√°ticos do Zool√≥gico tamb√©m curtiram o novo ‚Äúbrinquedo‚ÄĚ que estava dispon√≠vel no cercado.

Animais aquáticos como lontras e focas também fizeram parte da festa.

Confira o vídeo divulgado pelo Zoológico:

[Oregon Zoo, Bored Panda]

Taj Mahal

O Taj Mahal¬† √© um mausol√©u situado em Agra, na √ćndia, sendo o mais conhecido dos monumentos do pa√≠s. Encontra-se classificado pela UNESCO como Patrim√īnio da Humanidade. Foi recentemente anunciado como uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo em uma celebra√ß√£o em Lisboa no dia 7 de Julho de 2007.

A obra foi feita entre 1632 e 1653 com a for√ßa de cerca de 20 mil homens, trazidos de v√°rias cidades do Oriente, para trabalhar no suntuoso monumento de m√°rmore branco que o imperador Shah Jahan mandou construir em mem√≥ria de sua esposa favorita, Aryumand Banu Begam, a quem chamava de Mumtaz Mahal (“A joia do pal√°cio”). Ela morreu ap√≥s dar √† luz o 14¬ļ filho, tendo o Taj Mahal sido constru√≠do sobre seu t√ļmulo, junto ao rio Yamuna.

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Mumtaz Mahal and Shah Jahan

Assim, o Taj Mahal √© tamb√©m conhecido como a maior prova de amor do mundo, contendo inscri√ß√Ķes retiradas do Cor√£o. √Č incrustado com pedras semipreciosas, tais como o l√°pis-laz√ļli entre outras. A sua c√ļpula √© costurada com fios de ouro. O edif√≠cio √© flanqueado por duas mesquitas e cercado por quatro minaretes.

Sup√Ķe-se que o imperador pretendesse fazer uma r√©plica do Taj Mahal original na outra margem do rio, em m√°rmore preto, mas acabou morto antes do in√≠cio das obras por um de seus filhos.

Origem e inspiração

O imperador Shah Jahan foi um prolífero mecenas, com recursos praticamente ilimitados. Sob a sua tutela construíram-se os palácios e jardins de Shalimar em Lahore, também em honra da sua esposa.

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Shah Jahan

Mumtaz Mahal deu ao seu esposo 14 filhos, mas faleceu no √ļltimo parto e o imperador, desolado, iniciou quase de seguida a constru√ß√£o do Taj como oferta p√≥stuma. Todos os pormenores do edif√≠cio mostram a sua natureza rom√Ęntica e o conjunto promove uma est√©tica espl√™ndida. Aproveitando uma visita realizada em 1663, o explorador franc√™s Fran√ßois Bernier realizou o seguinte retrato do Taj Mahal e dos motivos do imperador que levaram √† sua edifica√ß√£o:

Cquote1.svg […] Completarei esta carta com uma descri√ß√£o dos maravilhosos mausol√©us que outorgam total superioridade a Agra sobre Deli. Um destes foi erigido por Jehan-guyre em honra do seu pai Ekbar, e Shah Jahan construiu outro de extraordin√°ria e celebrada beleza, em mem√≥ria da sua esposa Tage Mehale, de quem de diz que o seu esposo estava t√£o apaixonado que lhe foi fiel toda a sua vida e, ap√≥s a sua morte, ficou t√£o afectado que n√£o tardou em segui-la para a morte.

Síntese histórica

A pouco tempo do t√©rmino da obra em 1657, Shah Jahan adoeceu gravemente e o seu filho Shah Shuja declarou-se imperador em Bengala, enquanto Murad, com o apoio do seu irm√£o Aurangzeb, fazia o mesmo em Gujarat. Quando Shah Jahan, ca√≠do doente no seu leito, se rendeu aos ataques dos seus filhos, Aurangzeb permitiu-lhe continuar a viver exilado no forte de Agra. A lenda conta que passou o resto dos seus dias observando pela janela o Taj Mahal e, depois da sua morte em 1666, Aurangzeb sepultou-o no mausol√©u lado a lado com a esposa, gerando a √ļnica ruptura da perfeita simetria do conjunto.

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Soldados estado-unidenses em 1942, em frente do Taj Mahal, cuja c√ļpula se encontra coberta pelo gigantesco andaime que a protegeria de eventuais ataques das for√ßas a√©reas alem√£s e japonesas.

Em finais do s√©culo XIX v√°rios sectores do Taj Mahal estavam muito deteriorados por falta de manuten√ß√£o e durante a √©poca da rebeli√£o hindu, em 1857, foi arrestado por soldados brit√Ęnicos e oficiais do governo, que lhes arrancavam as pedras embutidas nas paredes e o l√°pis-laz√ļli dos seus muros. Em 1908 completou-se a restaura√ß√£o ordenada pelo vice-rei brit√Ęnico, Lord Curzon, que tamb√©m incluiu o grande candelabro da c√Ęmara interior segundo o modelo de um similar que se encontrava numa mesquita no Cairo. Curzon ordenou a remodela√ß√£o dos jardins ao estilo ingl√™s que ainda hoje se conservam.

Durante o s√©culo XX melhorou o cuidado com o monumento. Em 1942 o governo construiu um andaime gigantesco cobrindo a c√ļpula, prevendo um ataque a√©reo da Luftwaffe e, posteriormente, da for√ßa a√©rea japonesa. Esta protec√ß√£o voltou a erguer-se durante as guerras indo-paquistanesas, de 1965 a 1971. As amea√ßas mais recentes prov√™m da polui√ß√£o ambiental nas ribeiras do rio Yamuna e da chuva √°cida causada pela refinaria de Mathura. Ambos os problemas s√£o objecto de v√°rios recursos ante a Corte Suprema da Justi√ßa da √ćndia.

Em 1993, foi eleito como Patrim√≥nio Mundial da Humanidade pela UNESCO, e √© hoje um importante destino tur√≠stico. Recentemente, alguns sectores sunitas reclamaram para si a propriedade do edif√≠cio, baseando-se de que se trata do mausol√©u de uma mulher desposada por um membro deste culto isl√Ęmico. O governo indiano rejeitou a reclama√ß√£o considerando-a mal-fundamentada, j√° que o Taj Mahal √© propriedade de toda a na√ß√£o indiana.

Desenho

Elementos formais

 Os elementos formais e decorativos são empregues repetida e consistentemente por todo o complexo, unificando o vocabulário estético. As principais características do mausoléu refletem-se no resto da construção:
 
  1. Finial: remate ornamentado das c√ļpulas usado nos pagode asi√°ticos igualmente.
  2. Decora√ß√Ķes de l√≥tus: esquemas cujo motivo √© a flor de l√≥tus, esculpidos nas c√ļpulas.
  3. Amrud: C√ļpula em forma de cebola, t√≠pica na arquitectura isl√Ęmica e que, mais tarde, seria usada na R√ļssia.
  4. Tambor: base cil√≠ndrica da c√ļpula, que serve de apoio e transi√ß√£o formal sobre o resto do edif√≠cio.
  5. Guldasta: agulha decorativa fixa no rebordo das balaustradas.
  6. Chattri: galeria de colunas e c√ļpula, utilizado principalmente em monumentos de carisma comemorativo.
  7. Cenefas: painéis esculpidos sobre as arcadas.
  8. Caligrafia: escritura estilizada de versos do Cor√£o sobre as arcadas principais
  9. Arcadas ou portais: também denominados pishtaq (palavra persa para os portais).
  10. Dados: painéis decorativos sobrepostos às parede da fachada frontal do edifício. 

O Taj Mahal incorpora e amplia as tradi√ß√Ķes id√≠licas do Isl√£o, da P√©rsia, da √ćndia e da arquitectura mogol antiga.

O desenho geral do projecto inspirou-se numa s√©rie de edif√≠cios mog√≥is, entre os quais a tumba de Itmad-Ud-Daulah e a Jama Masjid, em Deli. Sob o mecenato de Shah Jahan, a arquitectura mogol alcan√ßou novos n√≠veis de refinamento. Antes do Taj Mahal era habitual edificar com pedra vermelha, mas o imperador promoveu o uso de m√°rmore branco com incrusta√ß√Ķes de pedras semipreciosas.

Os artesãos indianos, especialmente escultores e decoradores, percorriam os países asiáticos durante esta época e o seu trabalho era particularmente apreciado pelos construtores de mausoléus. A arquitectura palaciana mogol, aplicada noutros edifícios indianos (como o palácio Man Sing, em Galore), foi a grande fonte inspiradora dos chattris que se vêem no Taj Mahal.

Influências

O Taj Mahal incorpora e amplia as tradi√ß√Ķes id√≠licas do Isl√£o, da P√©rsia, da √ćndia e da arquitectura mogol antiga.O desenho geral do projecto inspirou-se numa s√©rie de edif√≠cios mog√≥is, entre os quais a tumba de Itmad-Ud-Daulah e a Jama Masjid, em Deli. Sob o mecenato de Shah Jahan, a arquitectura mogol alcan√ßou novos n√≠veis de refinamento. Antes do Taj Mahal era habitual edificar com pedra vermelha, mas o imperador promoveu o uso de m√°rmore branco com incrusta√ß√Ķes de pedras semipreciosas.

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Os artesãos indianos, especialmente escultores e decoradores, percorriam os países asiáticos durante esta época e o seu trabalho era particularmente apreciado pelos construtores de mausoléus. A arquitectura palaciana mogol, aplicada noutros edifícios indianos (como o palácio Man Sing, em Galore), foi a grande fonte inspiradora dos chattris que se vêem no Taj Mahal.

Simetria

O conjunto do Taj Mahal, com a sua fachada principal perpendicular a uma ribeira do Yamuna, foi construído com os seguintes elementos arquitectónicos:

  1. Portal de acesso
  2. Tumbas secund√°rias
  3. P√°tios
  4. P√°tio (esplanada) de acesso principal
  5. Darwaza ou forte de acesso
  6. Jabaz
  7. Mesquita
  8. Mausoléu
  9. Minaretes

No centro, os amplos jardins divididos em quadrados, organizam-se mediante a cruz formada pelos canais. A superfície da água reflete os edifícios, produzindo um efeito adicional de simetria.

Os jardins

O complexo encontra-se rodeado de um grande chahar bagh que mede 320 x 300 metros e inclui canteiros de flores, caminhos elevados, avenidas de árvores, fontes, cursos de água, e pilares que reflectem a imagem dos edifícios na água.

Cada secção do jardim é dividida por caminhos em 16 canteiros de flores, com um tanque central de mármore a meio caminho entre a entrada e o mausoléu, que devolve a imagem reflectida do edifício.

O chahar bagh foi introduzido na √ćndia por Babur, o primeiro imperador mogol, segundo um desenho inspirado na tradi√ß√£o persa a fim de representar os jardins do para√≠so. Nos textos m√≠sticos do Isl√£o no per√≠odo mogol, o para√≠so √© descrito como um jardim ideal, pleno de abund√Ęncia. A √°gua tem um papel-chave nestas descri√ß√Ķes, j√° que se referem quatro rios que surgem de uma fonte central, constitu√≠da por montanhas, que dividem o √Čden em quatro partes segundo os pontos cardeais (norte, sul, leste e oeste).

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A maioria destes jardins mog√≥is s√£o de forma rectangular, com um pavilh√£o central. O Taj Mahal √© invulgar neste sentido, j√° que situa o edif√≠cio principal, o mausol√©u, num dos extremos. Mas a recente descoberta da exist√™ncia do “Mahtab bagh” (Jardim da Lua) na ribeira oposta do rio Yamuna permite uma interpreta√ß√£o distinta, incorporando o vale no desenho global de tal forma que se converta em um dos rios do para√≠so.

O tra√ßado dos jardins e as caracter√≠sticas arquitect√≥nicas principais, como as fontes, caminhos de m√°rmore e azulejo, e canteiros lineares do mesmo material ‚ÄĒ similares ao jardim de Shalimar ‚ÄĒ sugerem que podem ter sido desenhados pelo mesmo engenheiro, Ali Mardan.

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As descri√ß√Ķes mais antigas do jardim mencionam sua profunda vegeta√ß√£o, com abund√Ęncia de rosas, narcisos e √°rvores frut√≠feras. Com a declina√ß√£o do imp√©rio mogol tamb√©m decresceu o mantimento, e quando os brit√Ęnicos assumem o controle do Taj Mahal, introduzem modifica√ß√Ķes paisag√≠sticas para refletir melhor o estilo dos jardins de Londres.

No entanto, os visitantes poder√£o admirar-se ao ver os jardineiros cortar a relva com uma m√°quina puxada por bois.

Edifícios secundários

O complexo est√° limitado por tr√™s lados por um muro em pedra vermelha. Ap√≥s os muros, existem v√°rios mausol√©us secund√°rios, incluindo os das demais vi√ļvas de Shah Jahan e do servente favorito de Mumtaz. Estes edif√≠cios, constru√≠dos principalmente com pedra vermelha, s√£o t√≠picos dos edif√≠cios funer√°rios mog√≥is da √©poca.

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Do lado interior os muros completam-se com uma colunata coroada por v√°rios arco, caracter√≠stica comum nos templos hindus, incorporada nas mesquitas mog√≥is. A dist√Ęncias fixas incluem-se os chattris e outras pequenas constru√ß√Ķes que podem ter sido utilizadas como miradouros, incluindo a que actualmente se chama ¬ęCasa da M√ļsica¬Ľ, utilizada como museu.

A entrada principal, a “darwaza”, √© um edif√≠cio monumental constru√≠do tamb√©m em pedra vermelha. O estilo recorda a arquitectura mogol e os primeiros imperadores. As suas arcadas repetem as formas do mausol√©u, e incorporam a mesma caligrafia decorativa. Se utilizam decora√ß√Ķes florais em baixo-relevo e incrusta√ß√Ķes. As paredes e os tectos abobadado apresentam elaborados desenhos geom√©tricos, similares aos que existem em outros edif√≠cios do complexo. Originalmente a entrada fechava-se com duas grandes portas de prata, que foram desmontadas e fundidas pelos jats em 1764.

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No extremo do complexo erguem-se dois grandes edifícios laterais ao mausoléu, paralelos aos muros leste e oeste. Ambos são fiéis ao reflexo um do outro. O edifício ocidental é uma mesquita e o seu oposto é o,cujo sentido original era balancear a composição arquitectónica e crê-se que foi usado como hospedaria. As diferenças consistem em que o jawab não tem minarete e os seus pisos apresentam desenhos geométricos, enquanto os da mesquita estão decorados com um desenho em mármore negro que marca a posição das tapeçarias para a oração de 569 fiéis.

O projecto b√°sico da mesquita √© similar a outras constru√ß√Ķes mandadas edificar por Shah Jahan, especialmente o seu Jama Masjid, em Deli, que consiste numa grande sala rematada por tr√™s c√ļpulas. As mesquitas mog√≥is desta √©poca dividem o santu√°rio em tr√™s √°reas distintas: um sector principal com duas alas.

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O masjid, a mesquita

O mausoléu

O foco visual do Taj Mahal, ainda que n√£o se localize no centro do conjunto, √© o mausol√©u de m√°rmore branco. Como a maioria dos edif√≠cios funer√°rios mog√≥is, os elementos b√°sicos s√£o de origem persa. Um edif√≠cio sim√©trico com um iwan e coroado por uma grande c√ļpula.

A tumba descansa sobre um pedestal quadrado. O edif√≠cio consiste numa grande superf√≠cie dividida em m√ļltiplas salas, das quais a central alberga o cenot√°fio de Shah Jahan e Muntaz. Na realidade, as tumbas reais encontram-se num n√≠vel inferior.

A base √© essencialmente um cubo com v√©rtices cortados, de 55 metros de lado. Sobre cada lado, uma grande pishtaq ou arcada rodeia o iwan, com um n√≠vel superior similar de balc√Ķes. Estes arco principais elevam-se at√© ao tecto da base, gerando uma fachada integrada.

A cada lado da arcada principal, há arcadas menores em cima e em baixo. Este motivo repete-se nas esquinas. O projecto é completamente uniforme e consistente nos quatro lados da base. Em cada esquina do pedestal base, um minarete complementa o conjunto.

A c√ļpula de m√°rmore branco sobre o mausol√©u √© visivelmente o mais espectacular elemento do conjunto. A sua altura √© quase igual √† da base, em torno de 35 metros, dimens√£o que se acentua por estar apoiada num tambor circular de sete metros de altura.

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A c√ļpula tem uma forma de cebola. Os √°rabes chamam a esta tipologia da c√ļpula amrud, ou seja, com forma de ma√ß√£. O ter√ßo superior da c√ļpula est√° decorado com um anel de flores de l√≥tus em relevo, e no remate uma agulha ou finial dourada combina tradi√ß√Ķes isl√Ęmicas e hindus. Esta agulha termina numa lua crescente, motivo t√≠pico isl√Ęmico, com os seus extremos apontando para o c√©u. Pela sua coloca√ß√£o sobre a agulha, o topo desta e os extremos da lua combinados formam uma figura semelhante a um tridente, exacerbo do s√≠mbolo tradicional hindu para a divindade de Shiva. O corpo final cont√©m, ali√°s, uma s√©rie de formas bolbosas.

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A figura central mostra um forte parecido com o kalash ou kumbh, o barco sagrado da tradi√ß√£o hindu. A forma da c√ļpula enfatiza-se tamb√©m pelos quatro chattris em cada esquina. As c√ļpulas destes replicam a forma da central. As suas bases decoradas com colunas abrem atrav√©s do tecto do mausol√©u um espa√ßo para a entrada de luz natural no interior do espa√ßo fechado. Os chattris tamb√©m est√£o rematados por finiais.

Nas parede laterais, as estilizadas espirais decoradas em relevo ajudam a aumentar a sensação de altura do edifício, e repetem-se os motivos de lótus ao longo desta e das restantes, assim como em todos os chattris.

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Em cada esquina do pedestal eleva-se um minarete: quatro grandes torres de mais de 40 m de altura que novamente mostram a atrac√ß√£o do Taj pelo desenho sim√©trico e repetitivo, criando em parte v√°rios padr√Ķes. As torres est√£o desenhadas como minaretes funcionais, elemento tradicional das mesquitas onde o almuadem chama os fi√©is isl√Ęmicos √† ora√ß√£o. Cada minarete est√° dividido em tr√™s partes iguais por dois balc√Ķes que o rodeiam com an√©is. No topo da torre, um terra√ßo coberto por um chattri repete o desenho do mausol√©u.

Estes chattris t√™m todos os mesmos detalhes de acabamento: o desenho de flor de l√≥tus e o finial dourado sobre a c√ļpula. Cada minarete foi constru√≠do levemente inclinado para fora do conjunto. Desta maneira, em caso de queda, algo n√£o t√£o improv√°vel nesse tempo para constru√ß√Ķes de semelhante altura, o material iria cair longe do templo.

Decoração

Exterior

Praticamente toda a superf√≠cie do complexo foi ornamentada e encontra-se entre as mais belas decora√ß√Ķes exteriores mog√≥is de qualquer √©poca. Tamb√©m neste aspecto, os motivos repetem-se em todos os edif√≠cios e elementos. Da propor√ß√£o ao tamanho da superf√≠cie a decorar, a decora√ß√£o exterior vislumbra-se mais ou menos refinada e detalhada. Os elementos decorativos pertencem basicamente a tr√™s categorias, recordando que a religi√£o isl√Ęmica pro√≠be a representa√ß√£o da figura humana:

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  • Caligrafia
  • Elementos geom√©tricos abstractos
  • Motivos vegetais

Estas decora√ß√Ķes efectuaram-se com tr√™s t√©cnicas diferentes:

  • Pintura ou estuque aplicado sobre as paredes
  • Incrusta√ß√£o de pedras
  • Esculturas

Caligrafia

As passagens do Corão são utilizadas em todo o complexo como elementos decorativos. Os textos criados pelo calígrafo persa da corte mogol Amanat Khan são tão detalhados e fantasiosos, que se tornam quase ilegíveis. A assinatura do calígrafo surge em vários painéis.

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A letras estão incrustadas com quartzo opaco sobre os painéis de mármore branco. Alguns dos trabalhos são extremamente detalhados e delicados, especialmente os que se encontram no mármore dos cenotáfios da tumba. Os painéis superiores estão escritos com caligrafia proporcionada para compensar a distorção visual ao observá-los desde baixo.

Estudos recentes sugerem que foi também Amanat Khan quem seleccionou as passagens do Corão. Os textos referem em geral temas de justiças, de inferno para os incrédulos e de promessa de paraíso para os fiéis. Entre as principais passagens, incluem-se as seguintes suras: 91 (o sol) , 112 (pureza da fé) , 89 (descanso diário) , 93 (luz da manhã), 95 (as figueiras), 94 (a abertura), 36 (Ya Sin) , 81 (a escuridão), 84 (a ferida), 98 (a evidência), 67 (o domínio) , 48 (a vitória), 77 (os enviados) e 39 (os grupos).

Decoração geométrica abstracta

As formas de arte abstractas s√£o utilizadas especialmente no pedestal do mausol√©u, nos minaretes, na mesquita, no jawab, e tamb√©m em superf√≠cies menores do templo. As c√ļpulas e ab√≥badas dos edif√≠cios de pedra est√£o trabalhadas com traceria. As c√ļpulas e ab√≥badas dos edif√≠cios de pedra est√£o trabalhadas com traceria para criar elaboradas formas geom√©tricas.

Nas zonas de transi√ß√£o o espa√ßo entre elementos vizinhos preenche-se com traceria, formando padr√Ķes em V. Nos edif√≠cios de pedra vermelha usa-se uma traceria branca e sobre o m√°rmore branco utiliza-se como elemento contrastante uma traceria escura ou mesmo negra.

O ch√£o est√° coberto por mosaicos de cores e formas distintas combinados em padr√Ķes geom√©tricos diferentes.

A t√©cnica da incrusta√ß√£o sobre as placas de m√°rmore apresenta tal perfei√ß√£o que as juntas entre as pedras e gemas incrustadas apenas se distinguem com uma lente de aumento, uma lupa. Uma flor, de apenas sete cent√≠metros quadrados, tem 60 incrusta√ß√Ķes ou marchetarias diferentes, que oferecem ao tecto uma superf√≠cie irregular.

Motivos vegetais

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As parede baixas do templo funer√°rio mostram frisos de m√°rmore com baixos-relevos de flores e vegetais que foram polidos para ressaltar o extremo requinte do trabalho. Os frisos e as arcadas foram decorados com incrusta√ß√Ķes de pedras semipreciosas formando desenhos muito estilizados de flores, frutos e outros vegetais. As pedras incrustadas s√£o m√°rmore amarelo, jade, quartzo polido e outras gemas menores.

Interior

A sala central do Taj Mahal apresenta uma decora√ß√£o que vai para al√©m das t√©cnicas tradicionais, e aparenta com formas mais elevadas da arte manual, como a ourivesaria e a joalharia. Aqui o material usado para as incrusta√ß√Ķes j√° n√£o √© m√°rmore ou jade, mas sim gemas preciosas e semipreciosas. Cada elemento decorativo do exterior foi redefinido mediante a forma das j√≥ias. A sala principal cont√©m ainda os cenot√°fios de Mumtaz e Shah Jahan, obras-primas de artesanato, sem precedentes na √©poca.

A forma da sala √© octogonal e ainda que o desenho permita ingressar por qualquer dos lados, s√≥ a porta sul, em direc√ß√£o aos jardins √© usada habitualmente. As paredes interiores t√™m aproximadamente 25 metros de altura, sobre as quais se construiu uma falsa c√ļpula interior decorada com motivos solares. Oito arco definem o espa√ßo a n√≠vel do solo. Similar ao que se sucede no exterior, a cada meio arco sobrep√Ķe-se um segundo a meia altura na parede. Os quatro arcos centrais superiores formam balc√Ķes com miradouros para o exterior. Cada janela deste balc√Ķes leva um intrincado trabalho de m√°rmore, o o jali. Al√©m da luz proveniente dos balc√Ķes, a ilumina√ß√£o complementa-se com a que ingressa atrav√©s dos chattris em cada esquina da c√ļpula exterior.

Cada uma das paredes da sala foi detalhadamente decorada com frisos em baixo-relevo, intrincadas incrusta√ß√Ķes de pedraria e refinados pain√©is de caligrafia, refletindo inclusivamente o n√≠vel minimalista do complexo. Com estes elementos, cria-se uma esp√©cie de liga√ß√£o ou fus√£o sim√©trica do espa√ßo interior e exterior, numa linha decorativa que permite que contactem directamente os dois espa√ßos do complexo funer√°rio.

A tradi√ß√£o mu√ßulmana pro√≠be a decora√ß√£o elaborada das campas, pelo que os corpos de Mumtaz e Shah Jahan descansam numa c√Ęmara relativamente simples debaixo da sala principal do Taj Mahal. Est√£o sepultados segundo um eixo norte-sul, com os rostos inclinados para a direita, em direc√ß√£o a Meca.

Todo o Taj Mahal se centra em redor dos cenotáfios que duplicam em forma exacta a posição das duas campas e são cópia idêntica das pedras do sepulcro inferior.

O cenot√°fio de Mumtaz ergue-se no centro exacto da sala principal, sobre uma base rectangular de m√°rmore de aproximadamente 1,50 √ó 2,50 metros. H√° uma pequena urna tamb√©m de m√°rmore. Tanto a base como a urna est√£o incrustadas com um requintado trabalho de gemas. As inscri√ß√Ķes t√™m a fun√ß√£o de identificar Mumtaz e proteg√™-la, em jeito de ora√ß√£o. Na tampa da urna sobressai um placa, que se assemelha a um quadro de escola.

O cenot√°fio de Shah Jahan est√° junto ao de Mumtaz, formando a √ļnica disposi√ß√£o assim√©trica de todo o complexo. √Č maior que o da sua esposa, mas cont√©m os mesmos elementos: uma grande urna com base alta, tamb√©m decorada com maravilhosa precis√£o mediante incrusta√ß√Ķes e caligrafia identificadora. Sobre a tampa da urna existe uma escultura de uma pequena caixa de penas de escrever.

 

Processo construtivo

A constru√ß√£o do Taj Mahal iniciou-se com a funda√ß√£o do mausol√©u. Escavou-se e formou-se com os escombros uma superf√≠cie de aproximadamente 12.000 m¬≤ para reduzir o risco de infiltra√ß√Ķes do rio. Toda a √°rea foi levantada a uma altura de quase 15 metros sobre o n√≠vel da ribeira. O Taj Mahal tem uma altura aproximada de 60 metros e a c√ļpula principal mede 20 metros de di√Ęmetro e 25 de altura.

Na zona do mausol√©u cavaram-se po√ßos at√© encontrar √°gua e preencheram-se com pedra formando as bases da funda√ß√£o. Deixou-se um po√ßo aberto em torno do edif√≠cio para monitorizar as mudan√ßas do n√≠vel da √°gua subterr√Ęnea.

Ao invés da utilização de andaimes de bambu, comuns na época, os trabalhadores construíram colossais andaimes de ladrilho por fora e por dentro das parede do mausoléu. Estes andaimes eram tão grandes, que muitos estimam anos como o tempo que se demorou a desmantelá-los. De acordo com a lenda, Shah Jahan decretou que qualquer um poderia levar os ladrilhos e, em consequência, muitos foram levados, pela noite, pelos camponeses locais.

Para transportar o mármore e outros materiais desde Agra até ao local da edificação, construiu-se uma rampa de terra de 15 km de comprimento. De acordo com os registos da época, para o transporte dos grandes blocos utilizaram-se carreiras especialmente construídas, tiradas por carros de vinte ou trinta bois.

Para colocar os blocos em posição foi necessário um elaborado sistema de roldanas montadas sobre postes e vigas de madeira, e a força de juntas de bois e mulas.

A sequência construtiva foi:

  1. A base ou pedestal;
  2. O mausol√©u com a sua c√ļpula;
  3. Os quatro minaretes;
  4. A mesquita e o jawab;
  5. O forte de acesso;

O pedestal e o mausol√©u consumiram doze anos de constru√ß√£o. As restantes partes do complexo tomaram mais dez anos. Como o conjunto foi constru√≠do por etapas, os historiadores da √©poca informam diferentes datas de ¬ęt√©rmino¬Ľ, a causa possivelmente de opini√Ķes divergentes sobre a defini√ß√£o da palavra ¬ęt√©rmino¬Ľ. Por exemplo, o mausol√©u em si foi completado em 1643, mas o trabalho continuou no resto do complexo.

Infraestrutura hidr√°ulica

A água para o Taj Mahal provinha de uma complexa infraestrutura que incluia séries de purs, movidos por animais, que levavam a água a grandes cisternas, onde, mediante mecanismos similares, se elevava a um grande tanque de distribuição erguido sobre a planta baixa do mausoléu.

Do tanque principal de distribui√ß√£o, a √°gua passava por tr√™s tanques subsidi√°rios, desde os quais se conduzia a todo o complexo. A uma profundidade de 1,50 metros, corre a conduta de barro que completa o sistema de rega dos jardins. Outros canos em cobre alimentam as fontes no canal norte-sul, e escavaram canas secund√°rios para regar o resto do jardim. As fontes n√£o se conectaram de forma directa com os tubos de alimenta√ß√£o, mas sim a um tanque intermedi√°rio de cobre debaixo de cada sa√≠da, com o fim de igualar a press√£o em todas.Os purs n√£o se conservaram, mas sim o resto das instala√ß√Ķes.

Artes√£os e construtores

O Taj Mahal não foi projectado por uma só pessoa, mas exigiu talento de várias origens. Os nomes dos construtores das diversas especialidades que participaram na obra chegaram aos nossos dias através de diversas fontes.

Dos discípulos do grande arquiteto otomano Koca Mimar Sinan Agha, Ustad Isa e Isa Muhammad Effendi, tiveram um papel-chave no desenho do complexo. Alguns textos em idioma persa mencionam Puru de Benarus como arquitecto supervisor.

A c√ļpula principal foi desenhada por Ismail Khan do Imp√©rio Otomano, considerado o primeiro arquiteto e construtor de c√ļpulas daquela √©poca. Qazim Khan, um nativo de Lahore, moldou o finial de ouro maci√ßo que coroa a c√ļpula principal. Chiranjilal, um artes√£o de Deli, foi o escultor chefe e respons√°vel pelos mosaicos. Amanat Khan de Shiraz, P√©rsia), foi o respons√°vel da caligrafia Muhammad Hanif foi o capataz dos artistas pedreiros, que produziram a√≠ a arte de trabalhar a pedra. Mir Abdul Karim e Mukkarimat Khan de Shiraz, P√©rsia, supervisionaram as finan√ßas e a gest√£o da produ√ß√£o di√°ria.

O grupo de artistas incluindo escultores de Bucara, cal√≠grafos da S√≠ria e P√©rsia, mestres em incrusta√ß√£o do sul da √ćndia, cortadores de pedra de Baluchist√£o, um especialista em construir torres, outro que gravava flores sobre os m√°rmores, completando um total de 37 artes√£os principais. Esta equipe directriz esteve acompanhada por uma for√ßa laboral superior a 20.000 trabalhadores recrutados em todo o norte da √ćndia.

Os cronistas europeus, especialmente durante o primeiro per√≠odo do Raj brit√Ęnico, sugeriram que alguns dos trabalhos do Taj Mahal tinham sido obra de artes√£os europeus. A maioria destas suposi√ß√Ķes eram puramente especulativas, mas uma refer√™ncia de 1640, segundo a carta de um frade espanhol que visitou Agra, menciona que Geronimo Veroneo, um aventureiro italiano na corte de Shah Jahan, foi o respons√°vel principal do desenho. N√£o h√° prova cient√≠fica demonstr√°vel para provar esta afirma√ß√£o, nem se citou nenhum Veroneo nos documentos relativos √† obra que ainda se conservam. E.B. Havell, o principal investigador brit√Ęnico de arte indiana no √ļltimo Raj descartou esta teoria por n√£o se encontrar evid√™ncia alguma e por resultar inconsistente com os m√©todos empregados pelos desenhistas.

Em agosto de 2004 funcion√°rios da organiza√ß√£o Pesquisa Arqueol√≥gica da √ćndia, de Nova D√©lhi, anunciaram a descoberta dos nomes de 671 pessoas envolvidas na constru√ß√£o, divididos por fun√ß√Ķes, como “construtor de c√ļpula” e “jardineiro”. Os nomes estavam gravados numa parede soterrada, e estavam nos idiomas urdu, √°rabe e persa, confirmando a lideran√ßa da constru√ß√£o por Ahmad Lahori (um dos nomes descobertos).

Materiais

O principal material empregado para a constru√ß√£o √© o m√°rmore branco trazido em carros puxados por bois, b√ļfalos, elefantes e camelos desde as pedreiras de Makrana, no Rajast√£o, situadas a mais de 300¬†km de dist√Ęncia.

O segundo material mais utilizado é a pedra arenisca rochosa, empregada na construção da maioria dos palácios e fortes muçulmanos anteriores à era de Shah Jahan. Este material foi utilizado em combinação com o mármore negro, nas muralhas, no acesso principal, na mesquita e no jawab.

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O Taj Mahal inclui, ali√°s, outros materiais trazidos de toda a √Āsia. Mais 1.000 elefantes transportaram materiais de constru√ß√£o dos confins do continente. O jaspe foi importado do Punjab, e o cristal e o jade, da China.

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Do Tibete trouxeram-se turquesas e do Afeganist√£o o l√°pis-laz√ļli, enquanto as safiras provinham de Ceil√£o e os quartzos da Pen√≠nsula ar√°bica. No total utilizaram-se 28 tipos de gemas e pedras semipreciosas para fazer as incrusta√ß√Ķes no m√°rmore.

Custo

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O custo total da constru√ß√£o do Taj Mahal √© estimado em 50 milh√Ķes de rupias indianas. Naquele tempo, um grama de ouro tinha valor aproximado de 1,40 rupias, de modo que segundo a cota√ß√£o atual, a soma poderia significar por volta de quinhentos milh√Ķes de d√≥lares estado-unidenses. Deve ser levado em conta, que qualquer compara√ß√£o baseada no valor do ouro entre distintas √©pocas resulta em valores inexatos.

Lendas e hipóteses

Origem do nome

 

A palavra “Taj” provem do persa, linguagem da corte mogol, e significa “Coroa”, enquanto que “Mahal” √© uma variante curta de Mumtaz Mahal, o nome formal na corte de Arjumand Banu Begum, cujo significado √© “Primeira dama do pal√°cio”. Taj Mahal, ent√£o, refere-se √† “coroa de Mahal”, a amada esposa de Shah Jahan. J√° em 1663 o viajante franc√™s Fran√ßois Bernier mencionou o edif√≠cio como “Tage Mehale”.

O Taj Negro

Uma lenda afirma que se previu construir um mausoléu idêntico na margem oposta do rio Yamuna, substituindo o mármore branco por negro. A lenda sugere que Shah Jahan foi destronado por seu filho Aurangzeb antes de que a versão negra fosse edificada, e que os restos de mármore negro que são encontrados no rio são as bases inacabadas do segundo mausoléu.

Estudos recentes desmentem parcialmente esta hip√≥tese e projetam novas luzes sobre o desenho do Taj Mahal. Todos os restantes grandes t√ļmulos mog√≥is situavam-se em jardins formando uma cruz, com o mausol√©u no centro. O Taj Mahal, pelo contr√°rio, est√° disposto em forma de um grande “T” com o mausol√©u num extremo. O rastro das ru√≠nas na margem oposta do rio estende o desenho at√© formar um esquema de cruz, em que o pr√≥prio rio se converteria em canal central de um grande chahar bagh. A cor negra parece ser produto da a√ß√£o do tempo sobre o m√°rmore brancos originalmente abandonados no local. Os arque√≥logos chamaram a este segundo e nunca constru√≠do Taj como “Mahtab Bagh”, ou seja, “Jardim da Luz da Lua”.

O programa do History Channel sobre o Taj Mahal especula que o Taj Negro seria a imagem do Taj Mahal refletido na √°gua.

O t√ļmulo assim√©trico de Shah Jahan

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Aurangzeb situou o t√ļmulo e o cenot√°fio de Shah Jahan no Taj Mahal em vez de lhe construir um mausol√©u pr√≥prio como era caracter√≠stico para os imperadores. Esta ruptura da simetria √© atribu√≠da por uma lenda complementar do Taj Negro √† mal√≠cia ou √† indiferen√ßa de Aurangzeb. Os av√≥s deste √ļltimo tinham sido j√° sepultados num mausol√©u com configura√ß√£o assim√©trica semelhante.

O filho de Shah Jahan era um homem piedoso, e o Isl√£o evita todo o tipo de ostenta√ß√£o, especialmente no aspecto funer√°rio. Assim, em lugar de utilizar um ata√ļde, era normal usar simplesmente um sud√°rio para sepultar os mortos.

Os livros isl√Ęmicos descrevem a sepultura em ata√ļdes como “um gasto in√ļtil, que poderia ser melhor utilizado para alimentar o faminto ou ajudar o necessitado”. Segundo a vis√£o de Aurangzeb, construir um mausol√©u novo para Shah Jahan teria sido um desperd√≠cio. Por isso sepultou o seu pai junto a Mumtaz Mahal sem mais complica√ß√Ķes.

Mutilação dos trabalhadores

Um sem-fim de histórias descrevem, muitas vezes com detalhes horripilantes, a morte, desmembramento e mutilação que Shah Jahan teria infligido a vários artesãos relacionados com a construção do mausoléu. Talvez a história mais repetida é a de que como o imperador teve à sua disposição os melhores arquitetos e decoradores, depois de completar o seu trabalho fazia-os cegar e cortar as mãos para que não pudessem voltar a construir um monumento que igualasse a superioridade do Taj Mahal. Nenhuma referência respeitável permite assegurar estas hipóteses, na qual alguns creem, por outro lado, que fosse uma prática bastante comum em relação a alguns grandes monumentos da Antiguidade.

Elementos desaparecidos

São várias as lendas em relação a muitos elementos roubados pertencentes ao Taj Mahal. Alguns foram deteriorados pelo tempo, mas muitos dos supostos elementos em falta são apenas lendas.

Entre as falsas perdas mais difundidas, destacam-se:

  • As folhas de ouro, que supostamente cobriam toda a parte da c√ļpula principal.
  • A Varanda dourada, que teria rodeado os cenot√°fios, possivelmente por confus√£o com os limites provis√≥rios colocados e logo substitu√≠dos ao terminar as cantarias de m√°rmore.
  • Os diamantes, supostamente incrustados nos cenot√°fios.
  • O tecido de p√©rolas, que segundo alguns cobria o cenot√°fio de Mumtaz.

Outros elementos perderam-se ao longo do tempo, entre eles:

  • Os port√Ķes de prata do forte de acesso.
  • As folhas douradas que cobriam as juntas met√°licas das cantarias de m√°rmore em torno dos cenot√°fios.
  • Numerosas tape√ßarias que cobriam os interiores do mausol√©u.
  • As l√Ęmpadas esmaltadas do interior.

Plano brit√Ęnico para demolir o Taj Mahal

Uma historia frequentemente repetida narra que Lord William Bentinck (governador da √ćndia na d√©cada de 1830) pensou em demolir o Taj Mahal e vender o m√°rmore. Em algumas vers√Ķes do mito, a demoli√ß√£o esteve iminente, mas n√£o come√ßou porque Bentinck foi incapaz de criar uma projeto vi√°vel do ponto de vista financeiro. N√£o h√° provas da √©poca sobre tal plano, que pode ter sido difundido no final do s√©culo XIX quando Bentinck era criticado por seu insistente utilitarismo e Lord Curzon enfatizava a neglig√™ncia em que haviam incorrido os anteriores respons√°veis do monumento, apresentando-se a si mesmo como um salvador do patrim√≥nio indiano.

De acordo com John Rosselli, biógrafo de Bentinck, a história foi criada a partir de outros acontecimentos, de tipo diferente: a venda de mármore proveniente do forte de Agra e a de um famoso embora obsoleto canhão, em ambos casos com fins de beneficência.

O templo de Shiva

O presidente do instituto revisionista indiano, P.N. Oak, tem afirmado repetidamente que o Taj Mahal foi na realidade um templo hindu dedicado ao deus Shiva, usurpado e remodelado por Shah Jahan. Segundo ele, o nome original do templo era “Tejo Mahalaya”, que logo passou a “Taj Mahal” mediante corrup√ß√£o fon√©tica.

Oak assegura tamb√©m que os t√ļmulos de Humayun, Akbar e Itimiad-u-Dallah, tal como a cidade do Vaticano em Roma, a Kaaba em Meca, Stonehenge, e “todos os edif√≠cios hist√≥ricos” na √ćndia, foram templos ou pal√°cios hindus.

O Taj é apenas uma mostra típica de como todos os edifícios históricos de origem hindu desde Caxemira ao Cabo Comorim, têm sido atribuídos a este ou aquele governo muçulmano.

Em seguida assegurou que o Taj “n√£o era” um templo de Shiva, mas que poderia ter sido o pal√°cio de um rei do Rajput. De qualquer modo mantinha a sua acusa√ß√£o de que o monumento era de origem indiana, roubado por Shah Jahan e adaptado como t√ļmulo. Oak assegurava que Mumtaz n√£o estava sepultada ali. Disse tamb√©m que os numerosos testemunhos da √©poca relativos √† constru√ß√£o do Taj Mahal, incluindo os volumosos registos financeiros de Shah Jahan e das suas directivas sobre a obra eram fraudes elaboradas para ocultar a origem hindu.

Estas provocantes acusa√ß√Ķes fizeram que Oak fosse conhecido pelo p√ļblico atrav√©s dos media. Chegaram a iniciar-se demandas judiciais para conseguir a abertura dos cenot√°fios e a demoli√ß√£o por parte da alvenaria do primeiro piso, j√° que nesses “falsos t√ļmulos” e em “salas seladas” se ocultariam v√°rios elementos correspondentes ao Shivalingam ou outro monumento.

As acusa√ß√Ķes de Oak n√£o s√£o aceites pelos especialistas, mas estes mitos t√™m sido igualmente utilizados por v√°rios activistas do nacionalismo hindu.Em 2000 a Supremo Tribunal de Justi√ßa indeferiu as peti√ß√Ķes de Oak relativas √† declara√ß√£o de origem hindu do Taj Mahal, e condenou-o a pagar os custos judiciais. De acordo com Oak, a rejei√ß√£o pelo governo indiano da sua peti√ß√£o √© parte de uma conspira√ß√£o contra o hindu√≠smo.

Cinco anos depois, o tribunal de Allahabad rejeitou uma petição similar, neste caso interposta por Amar Nath Misrah, um pregador que assegura que o Taj Mahal foi construído pelo rei hindu Parmar Dev em 1196.

Vis√Ķes do Taj Mahal

Ao longo dos séculos o Taj Mahal inspirou a prosa de viajantes, escritores, e outras personalidades de todo o mundo, colocando em relevo a grande carga emocional que representa o monumento:

Cquote1.svg Apesar dos seus adornos severos, puramente geom√©tricos, o Taj Mahal flutua. Na c√ļpula, a imensa c√ļpula, h√° algo levemente excessivo, algo que todo o mundo sente, algo doloroso. Documenta a mesma irrealidade. Porque a cor branca n√£o √© real, n√£o pesa, n√£o √© s√≥lida. Falso abaixo do Sol, falso na claridade da Lua, esp√©cie de pez prateado constru√≠do pelo homem com uma ternura nervosa. Cquote2.svg

‚ÄĒ Henri Michaux
Cquote1.svg O Taj Mahal parece a encarnação de todas as coisas puras, de todas as coisas sagradas e de todas as coisas infelizes. Este é o mistério de edifício. Cquote2.svg

‚ÄĒ Rudyard Kipling
Cquote1.svg Uma l√°grima no limiar dos tempos. Cquote2.svg

‚ÄĒ Rabindranath Tagore

Presente e futuro

  • Desde 1985 t√™m-se vindo a notar instabilidades na estrutura do mausol√©u, incluindo a inclina√ß√£o progressiva dos altos minaretes. As principais causas parecem ser a progressiva seca do leito do rio Yamuna, modificando o teor de humidade do solo, e sua capacidade portadora.
  • O edif√≠cio denuncia uma grande fragilidade √†s emana√ß√Ķes industriais muito poluentes para a atmosfera. Ordens judiciais determinaram o fim da circula√ß√£o de ve√≠culos motorizados em redor do complexo.
  • As autoridades de Agra permitem novamente a visita em noites de luar, passeio tradicional pelo monumento, que foram proibidas desde 1984 por receio de atentados da rebeli√£o Sikh daquela √©poca. O m√°rmore branco apresenta caracter√≠sticas de fluoresc√™ncia sob a luz da Lua.
  • O Taj Mahal foi nomeado em 7 de julho de 2007 como parte das Novas sete maravilhas do mundo. Incont√°veis turistas t√™m visitado o lugar – mais de tr√™s milh√Ķes em 2004.
  • Tendo em conta que o complexo inclui uma mesquita, o acesso √† sexta-feira permite-se somente a fi√©is mu√ßulmanos. via

Ela chegou a ter 4 trabalhos para cumprir o sonho de viajar: e valeu a pena

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Karolina¬†nasceu e foi criada na¬†Litu√Ęnia, mas sua vida come√ßou a mudar quando mudou-se para Londres¬†para estudar. Ap√≥s se graduar, trabalhou por um ano na ind√ļstria da moda, mas percebeu que faltava algo em sua vida. Reencontrou ent√£o Marco, atual namorado e amigo antigo, que h√° muito tempo tinha o sonho de viajar o mundo.

Resolveu então deixar o trabalho com moda e cair na estrada junto com ele. Para isso, conseguiu 4 empregos, trabalhando muitas vezes 110 horas por semana! Depois, a recompensa: deixar Londres em êxtase absoluto, para rodar por aí com a máquina fotográfica empunhada e o amado, registrando toda a beleza que lhes passasse a frente.

Depois de um tempo, Karolina e Marco decidiram trabalhar durante suas estadias em cada destino, para prolongar a viagem. Atualmente, aproveitam a vida de praia no Cambodja enquanto trabalham num resort em Koh Rong Island. Ela conta que apesar de difícil, trabalhar loucamente para viajar depois valeu cada centavo. E qualquer um pode! Inspire-se aqui nas andanças desse casal:

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Todas as fotos © Karolina

5 picos de surf para fazer a cabe√ßa no litoral paulista

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, oceano, céu, água, atividades ao ar livre e natureza

A chegada do ver√£o anima qualquer um para ir √† praia, principalmente se a pessoa mora em grandes cidades, como S√£o Paulo. Mas se o calor e as √°guas calmas refrescam o cidad√£o, por outro lado ‚Äúdeixam na m√£o‚ÄĚ os surfistas que dependem das grandes ondula√ß√Ķes de inverno para praticar seu esporte na plenitude. Ainda assim, o litoral paulista recebe milhares de adeptos do esporte ao longo do ver√£o. Para ajudar na sua busca pelas melhores ondas da temporada, separamos os cinco melhores picos de surf em S√£o Paulo. Confira:

Itamambuca

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Definitivamente, essa √© uma das melhores ondas n√£o s√≥ do litoral paulista, como do Brasil. Esse pico de Ubatuba j√° foi palco das principais competi√ß√Ķes de surf profissional e √© famoso pelas longas direitas, que podem chegar a 10 p√©s (cerca de 3 metros) nos melhores dias. Funciona com qualquer tipo de ondula√ß√£o, mas o swell de Sul √© o que proporciona as melhores ondas.

Maresias

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√Ȭ†no munic√≠pio de S√£o Sebasti√£o que fica aquela que talvez seja a praia de surf mais famosa do pa√≠s, cidade-natal do campe√£o mundial Gabriel Medina. As ondas de Maresias oferecem tubos perfeitos aos surfistas, principalmente no Canto do Moreira, onde as ondula√ß√Ķes de Sul formam longas direitas. Mas fique ligado, l√° o crowd √© de alto n√≠vel!

Tombo

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√Ȭ†um dos principais picos de surf no estado, principalmente por ser o mais perto da capital e um dos mais constantes. Os bancos de areia ao longo de toda a praia proporcionam ondas fortes e cavadas que podem chegar a 10 p√©s (cerca de 3 metros). As melhores ondula√ß√Ķes s√£o as de Sudeste e Leste, com ventos do quadrante Oeste.

Vermelha do Norte

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A praia fica logo após o centrinho de Ubatuba, e as ondas funcionam bem com ondulação de Leste de até 6 pés (cerca de 2 metros), mas se passar disso costumam fechar. No canto das pedras, a direita quebra longa e com perfeição, mas fique ligado com o crowd nos melhores dias.

Castelhanos

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Em um dos lugares mais paradisíacos de São Paulo, a Ilha Bela, um beach break com ondas rápidas e cavadas faz a cabeça da galera. As ondas variam de 2 a 7 pés (de 0,5 a 2 metros), sendo que o melhor swell é o de Leste, e a vantagem é que a praia é protegida do vento sul.

Essas fotos de pets ajudando seus humanos de estima√ß√£o no momento do parto v√£o te encher de amor

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas sentadas e cachorro

A beleza e a for√ßa de uma mulher dando √† luz s√£o uma maravilhosa mat√©ria prima para ensaios fotogr√°ficos tocantes. Por isso a p√°gina Birth Photography (Fotografia de partos) re√ļne, no Facebook, essas imagens diversas. As fotos s√£o compiladas em temas como doulas, papais, irm√£os e mais, e a mais recente reuni√£o de imagens mostra uma parte fundamental da fam√≠lia na ajuda √† mam√£e na hora de parir: os animais de estima√ß√£o.

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Segundo a fundadora do grupo Laura Eckert, ‚Äúc√£es e outros animais parecem instintivamente saber que algo est√° acontecendo durante a gravidez. Eles muitas vezes ficam mais protetores‚ÄĚ, ela disse. E o mesmo acontece na hora do parto, quando os c√£es n√£o s√≥ demonstram curiosidade como eventualmente oferecem realmente tranquilidade e carinho para a mam√£e, como um suporte extra para que ela melhor consiga atravessar a dor e a del√≠cia de trazer algu√©m ao mundo ‚Äď e √© isso que a compila√ß√£o ‚ÄúCompanheiros leais no parto: animais‚ÄĚ mostra.

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Afinal, pra que se ater à explosão de emoção, fofura e afeto que já é um neném recém nascido, se podemos incluir nessa maravilha o amor de um animalzinho?

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Pets at Birth

© fotos: Facebook

Harmandir Sahib

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Harmandir Sahib ou Darbar Sahib, informalmente chamado de O Templo Dourado ou Templo de Deus, é culturalmente o mais importante lugar de culto dos siques e uma das mais antigas gurudwaras siques. Está localizado na cidade de Amritsar, que foi criada pelo Guru Ram Das Ji, o quarto guru dos siques, e é, também devido ao santuário, conhecida como Guru Di Nagri, significando cidade do Guru.

Introdução

O Harmandir Sahib √© considerado sagrado e belo pelos siques porque o eterno Guru do Siquismo, o Sri Guru Granth Sahib Ji, est√° presente no interior dele. Ele √© levado para o Sri Akal Takhat Sahib por volta das dez horas da noite e, retorna de l√° para o Sri Darbar Sahib √†s cinco da manh√£. A sua constru√ß√£o foi principalmente concebida como um lugar de culto para homens e mulheres de todas as posi√ß√Ķes sociais e de todas as religi√Ķes para de maneira igual vir e adorar a Deus. O Sri Guru Granth Sahib √© a mais sagrada literatura da religi√£o sique, o d√©cimo Guru dos siques, Sri Guru Gobind Singh, em 7 de outubro de 1708 tornou-o o eterno Guru sique e o l√≠der do siquismo. Qualquer lugar no mundo onde o Guru Granth Sahib est√° presente √© igualmente santo e precioso para os siques. Harmandir Sahib foi constru√≠do com quatro portas para mostrar que cada religi√£o ou f√© √© autorizada a entrar nele para meditar ou simplesmente ouvir as ora√ß√Ķes pela paz.

História

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Seu nome significa literalmente Casa de Deus. O quarto Guru do siquismo, o Guru Ram Das, escavou um tanque em 1577, que posteriormente ficou conhecido como Amritsar (significando: Piscina do N√©ctar da Imortalidade), dando o seu nome para a cidade que cresceu em torno dele. No devido tempo, um espl√™ndido edif√≠cio sique, Harmandir Sahib (Templo de Deus), foi constru√≠do na parte central desse tanque, que tornou-se o centro supremo de siquismo. Seu sacr√°rio guarda o Adi Granth, que cont√©m composi√ß√Ķes, valores siques, filosofias e ensinamentos dos Gurus siques e de outros santos do tempo do Guru Nanak, por exemplo, Ravidas, um guru hindu, Baba Farid um santo sufista e Kabir, a quem os siques referem-se a todos como os Bhagats.A compila√ß√£o do Adi Granth foi iniciada pelo quinto Guru dos siques, o Guru Arjan Dev.

A √°rea de Amritsar

Amritsar está localizada em Majha, região histórica do Punjab. Majha é também conhecida como o Bari Doab, uma vez que é o Doab (Do = dois, ab = rios) ou a extensão (fluvial) de terra que fica entre dois dos cinco maiores rios da província, o rio Ravi e o Beas. Como tal, Majha fica no coração da antiga região do Punjab, compreendendo Gurdaspur, Batala e Tarn Taran Sahib, bem como Amritsar. Amritsar é também conhecida como Sifti Da Ghar ou Morada Adorável.

Originalmente construído em 1574, o local do templo foi cercado por um pequeno lago e por escassa vegetação. O terceiro dos seis grandes mogóis, o imperador Akbar, visitou o terceiro Guru sique, o Guru Amar Das, na cidade vizinha de Goindval e ficou tão impressionado com o estilo de vida da cidade, que deu para a filha do Guru, Bhani, um jagir (a terra e as receitas de várias aldeias nos arredores) como presente de casamento com Bhai Jetha, que mais tarde tornou-se o quarto Guru sique, Guru Ram Das. O Guru Ram Das aumentou a área do lago e construiu uma pequena cidade ao redor dele. Em homenagem ao Guru Ram Das, a cidade recebeu o nome de Guru Ka Chak, Chak Ram Das ou Ram Das Pura.

Durante a liderança do quinto Guru, o Guru Arjan Dev Ji (1581-1606), a totalidade da edificação do templo foi construída. Em dezembro de 1588, o grande sufista muçulmano, santo de Lahore, Hazrat Mian Mir, um amigo próximo do Guru Arjan Dev Ji, foi convidado para lançar a pedra fundamental (dezembro de 1588).Conta a história, que um pedreiro endireitou a pedra, e o Guru Arjan então disse: como você acaba de desfazer o trabalho de um homem santo, desastres poderão vir para o Harmandir Sahib. Esta história tem sido usada para justificar a razão pelo qual o templo foi atacado tantas vezes pelos afegãos e mogóis e até pelo Exército indiano em 1984, durante a Operação Estrela Azul, que provocou a insurreição do Calistão, que durou até a década de 1990.

O templo foi conclu√≠do em 1604. O Guru Arjan Dev Ji, instalou o Adi Granth em seu interior e nomeou Baba Buda Ji como o primeiro Granthi (Leitor) do templo, em agosto de 1604. Em meados do s√©culo XVIII, o templo foi atacado pelos afeg√£os, por um dos generais de Ahmad Shah Durrani, Jahan Khan, e teve de ser praticamente reconstru√≠do na d√©cada de 1760. Contudo, em resposta, um ex√©rcito sique foi enviado para perseguir e destruir a for√ßa afeg√£. Eles receberam ordens de n√£o ter miseric√≥rdia e evid√™ncias hist√≥ricas sugerem que assim foi feito. As duas for√ßas encontraram-se a oito quil√īmetros distante de Amritsar, onde o ex√©rcito de Jahan Khan foi destru√≠do.Ele mesmo foi decapitado pelo comandante Sardar Dayal Singh.

O templo √© rodeado por um grande Sarovar (lago artificial), conhecido como o AmritSar (Lago de √Āgua Benta ou N√©ctar Imortal). H√° entradas para o templo em todos os quatro lados, significando a import√Ęncia da aceita√ß√£o e da abertura; aparentemente, este conceito √© reminiscente da tenda de Abra√£o no Antigo Testamento – sua tenda era aberta nos quatro lados, a fim de ser capaz de dar boas-vindas aos viajantes de todas as dire√ß√Ķes. No interior do complexo do templo existem muitos santu√°rios dedicados aos Gurus siques do passado, aos santos e m√°rtires (ver mapa). H√° tr√™s √°rvores sagradas (Bers) cada uma associada a um acontecimento hist√≥rico ou a um santo sique. No interior do templo h√° muitas placas memoriais que celebram acontecimentos hist√≥ricos siques, santos, m√°rtires e inclui inscri√ß√Ķes comemorativas de todos os soldados siques que morreram na luta contra as duas Guerras Mundiais. Para um visitante novo, o primeiro local recomendado a visitar √© o Centro de informa√ß√Ķes para o turista, destacado com o n√ļmero (4) no mapa e a seguir a visita ao Museu Central sique perto da entrada principal chamada Ghanta Ghar Deori (Port√£o da Torre do Rel√≥gio). Quem quiser entrar no Harmandir Sahib poder√° faz√™-lo, independentemente da religi√£o, cor, credo ou sexo. A √ļnica restri√ß√£o √© de que a pessoa n√£o deve beber bebida alco√≥lica, comer carne ou fumar ou utilizar medicamentos sem receita m√©dica, enquanto estiver no santu√°rio. Espera-se tamb√©m, que os visitantes estejam adequadamente vestidos e todos devem cobrir a cabe√ßa em sinal de respeito, de retirar os sapatos e meias e entrar no templo descal√ßos. Os visitantes devem lavar os p√©s na pequena piscina de √°gua, caso queiram entrar nas instala√ß√Ķes do Harmandir Sahib. Len√ßos de cabe√ßa s√£o fornecidos.

Em 1988, ap√≥s a Opera√ß√£o Trov√£o Negro, uma estreita faixa de terra perif√©rica (incluindo os edif√≠cios), foi adquirida pelo governo essencialmente para criar um cintur√£o de seguran√ßa. Um grande n√ļmero de pessoas foram empregadas no processo. Contudo, o projeto encontrou uma forte resist√™ncia por parte dos moderados, bem como de organiza√ß√Ķes militantes siques e o projeto teve de ser abandonado, depois que um engenheiro do Governo, ligado ao projeto, foi assassinado. O projeto s√≥ foi reativado em 1993 pelo vice-comiss√°rio Karan Bir Singh Sidhu, que tamb√©m foi nomeado Diretor do Projeto, que foi descrito popularmente como a Projeto Galliara. Ele mudou o conceito da cria√ß√£o de um cinto de seguran√ßa perif√©rico para o de um segundo parikarma e criou uma paisagem serena, que ficou totalmente coerente com a beleza eterna do Harmandir Sahib. Isto foi feito com a calma e consulta ao SGPC. Os peregrinos podem hoje andar a p√© pelo Galliara, onde ve√≠culos n√£o s√£o permitidos.

Monumentos e esculturas

requintadas peças de mármore foram feitas sob o patrocínio do marajá Ranjit Singh, o líder do Império Sikh do Punjab. Também chamado de Sher-e-Punjab (Leão do Punjab), o marajá foi um grande doador de riquezas e materiais para o santuário e é lembrado com muito carinho pelas pessoas do Punjab em geral, e pela comunidade sique, em particular. O marajá Ranjit Singh foi responsável por um renascimento de muitas gurdwaras danificadas ou destruídas durante o governo mogol, incluindo também a construção de muitas gurdwaras novas. Outros dois templos mais venerados do siquismo foram construídos para homenagear a memória do Guru Gobind Singh Ji. O profundo amor do marajá Ranjit Singh e o respeito para com o décimo Guru levaram-o a construir o Takht Sri Patna Sahib (construído no local de nascimento do Guru Gobind Singh Ji) e o Takht Sri Hazur Sahib (no lugar onde o Guru Gobind Singh Ji morreu).

O Arco do Darshani Deorhi é voltado para a ponte que conduz ao Harmandir Sahib; ele tem 62 metros de altura por seis metros de largura. Hukam Singh Chimni também contribuiu para o embelezamento do Harmandir Sahib.

Comemora√ß√Ķes no Harmandir Sahib

Um dos festivais mais importantes √© o Vaisakhi, que √© comemorado na segunda semana de abril (normalmente no dia 13). Os siques celebram neste dia a cria√ß√£o da Khalsa, e ela √© celebrada com fervor no Harmandir Sahib. Outros importantes dias religiosos siques s√£o: o dia do mart√≠rio do Guru Teg Bahadur, o anivers√°rio do Guru Nanak, etc, que s√£o tamb√©m comemorados com devo√ß√£o religiosa. Do mesmo modo, o Diwali √© um dos festivais que deixam o Harmandir Sahib lindamente iluminado com Divas/Diyas (l√Ęmpadas), luzes e queima de fogos de artif√≠cio. Durante essas ocasi√Ķes especiais 1-2 milh√Ķes de peregrinos visitam o santu√°rio sagrado do Harmandir Sahib.

A maioria dos siques visita Amritsar e o Harmandir Sahib, pelo menos uma vez durante a sua vida, principalmente durante ocasi√Ķes especiais, como anivers√°rios, casamentos, nascimentos de filhos, etc.

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Chegando ao Harmandir Sahib vindo do estrangeiro

Pode-se chegar ao Sri Harmandir Sahib por qualquer meio de transporte. Por via a√©rea, por rodovia e por ferrovia. Amritsar tem um importante entroncamento ferrovi√°rio operado pela Indian Railways e um terminal internacional de √īnibus operado pelo Departamento de Transportes, Punjab, que √© equipado com o mais moderno conforto. O meio mais r√°pida para um turista internacional alcan√ßar Harmandir Sahib seria viajar de avi√£o. A cidade sagrada tem um aeroporto moderno chamado Aeroporto Internacional Raja Sansi, tamb√©m conhecido por Aeroporto Internacional Guru Ram Das. O aeroporto recebe voos internacionais da Europa, Am√©rica do Norte e da √Āsia Central. A maioria das grandes cidades mundiais, incluindo Londres, Tashkent e Toronto tamb√©m est√£o ligadas por via a√©rea, com Amritsar. A capital da √ćndia, Nova Deli fica a cerca de 483 quil√īmetros de Amritsar, h√° voos vinte e quatro horas, conex√Ķes de trens e de transporte rodovi√°rio de Amritsar para Nova Deli. Existe uma rede de hot√©is internacionais na cidade sagrada que aceita reservas para pernoites. O Lonely Planet Bluelist 2008 considerou o Sri Harmandir Sahib como uma das melhores localidades espirituais do mundo.O Templo¬† alimenta mais de 100 mil pessoas por dia, e de gra√ßa, independente de quem eles sejam, de onde eles vem ou de sua etnia.

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O belo e quente balne√°rio italiano que acaba de testemunhar uma profecia apocal√≠ptica tornando-se realidade

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Seria um sinal de que o mundo estaria próximo do fim quando nevasse dois dias consecutivos em Salento, uma cidade de praia localizada no sul da Itália. Foi isso o que, há cerca de 500 anos, disse Matteo Tafuri, um filósofo que é conhecido como o Nostradamus italiano.

Segundo sua profecia: ‚ÄúSalento, de palmeiras e vento sul moderado. Dois dias de neve, dois rel√Ęmpagos no c√©u. Eu sei que o mundo acaba, mas n√£o anseio‚ÄĚ. Um tanto assustador, certo?

Como acontece com quase todos os que fazem teorias apocal√≠pticas, ningu√©m acreditou muito no que ele afirmou, afinal o balne√°rio de Salento fica em uma regi√£o bastante quente. No entanto, nos √ļltimos dias 8 e 9 de janeiro, caiu neve sobre a regi√£o e a praia ganhou uma paisagem completamente diferente.

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De acordo com a Enciclopédia da Filosofia da Renascença, Tafuri viveu entre 1942 e 1582 e era um amante da literatura grega e latina, um médico e astrólogo hábil.

Ser√° que sua profecia estava certa?

A improv√°vel amizade entre um mergulhador e um peixe que dura h√° 25 anos

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A baía de Tateyama, no Japão, é o ponto de encontro de dois amigos muito improváveis. Um mergulhador local, Hiroyuki Arakawa, e Yoriko, um peixe da espécie Semicossyphus reticulatus encontrado em alguns países asiáticos.

A dupla se conheceu h√° 25 anos e desde ent√£o tem se encontrado regularmente. Hiroyuki trabalha em um santu√°rio subterr√Ęneo localizado em Tateyama h√° mais de 20 anos, atuando como supervisor e guia tur√≠stico do local.

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Ao longo dos anos, ele e o peixe desenvolveram uma espécie de carinho e cumplicidade, e toda vez que o mergulhador chama Yoriko através de uma batida de martelo em um pedaço de metal, o peixe aparece para cumprimentá-lo.

Yoriko est√° em praticamente todas as fotos tiradas pelo mergulhador, sendo que √†s vezes parece at√© posar para a c√Ęmera. A amizade entre os dois se tornou uma verdadeira atra√ß√£o, com v√°rios turistas indo ao local apenas para ver os dois amigos juntos.

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Todas as imagens © Reprodução Facebook