Ao longo de 8 anos, mulher cria vĂ­deo intimista para mostrar sua luta contra doença mental

Quando tinha 10 anos, a norueguesa Ida Storm começou a cortar seus braços e pernas. Essa foi a maneira que ela encontrou de lidar com suas mudanças de humor abruptas e impulsividade. Demorou alguns anos, no entanto, até que ela fosse diagnosticada como Borderline, portadora do transtorno de personalidade limítrofe, que a transformaria em alguém diferente das outras pessoas.

Ida Ă© do tipo oito ou oitenta, ame ou odeie, tudo ou nada. Com crises de ansiedade e tambĂ©m de depressĂŁo, o transtorno afeta a forma como ela percebe a si mesma e tambĂ©m nas atividades do dia a dia. Aos 18 anos, ela ganhou uma cĂąmera de vĂ­deo e começou a gravar clipes curtos em que fala sobre suas batalhas diĂĄrias e sobre como se sente. Os vĂ­deos, captados ao longo de oito anos, foram transformados no filme “Ida’s Diary” (DiĂĄrio de Ida, em tradução livre), que estĂĄ disponĂ­vel para aluguel no Vimeo.

A partir do filme, foi criado o vĂ­deo “Being Ida” (Sendo Ida, em tradução livre), que nada mais Ă© do que uma versĂŁo resumida da obra, em que estĂŁo presentes os principais pontos da luta da garota contra o Borderline.

Os clipes mostram a garota em momentos de reflexão, desespero e durante tratamento em unidades psiquiåtricas. Ida fala sobre seus sonhos e desejos e sobre como não se sente louca, mas apenas diferente. A intenção dela ao compartilhar momentos tão íntimos de sua vida é mostrar para as pessoas que doenças mentais são reais e que afetam profundamente as pessoas, a ponto de que se machuquem e escolham caminhos tortuosos. Assista ao emocionante vídeo:

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Todas as imagens © YouTube/Reprodução

Via VICE

Primeiros cĂŁes de assistĂȘncia sĂŁo entregues a trĂȘs famĂ­lias brasileiras com necessidades especiais

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VocĂȘ certamente jĂĄ ouviu e viu por aĂ­ cĂŁes guia, os mais conhecidos na tarefa de ajudar pessoas com deficiĂȘncia visual. Mas um cĂŁo de assistĂȘncia pode fazer muito mais do que isso, e esses trĂȘs chegaram para o provar.

A BocalĂĄn Ă© uma organização nascida na Espanha e que estĂĄ hĂĄ mais de 25 anos treinando amigos de quatro patas prestes a tornarem-se parte essencial da vida das pessoas. Agora ela chega ao Brasil, virando BocalĂĄn Brasil, e seu trabalho jĂĄ começa a dar frutos, com a entrega dos primeiros cachorros de assistĂȘncia.

TrĂȘs famĂ­lias brasileiras acabaram de receber novos membros de quatro patas em suas casas: Pandeiro, ManjericĂŁo e FeijĂŁo. Os animais foram treinados por quase dois anos para auxiliar duas crianças com autismo e uma cadeirante.

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Pandeiro, um Labrador Retriever, ficou com Maria Clara (6) que foi diagnosticada com Transtorno Global de Desenvolvimento (TGD) aos trĂȘs anos de idade. Com a chegada do Pandeiro, a criança poderĂĄ passear tranquila pelas ruas com seus pais. O mesmo acontecerĂĄ com Victor (6), tambĂ©m diagnosticado como uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que terĂĄ a companhia de ManjericĂŁo, um Golden Retriever.

Jå Suelen (33) recebeu o diagnóstico de Distrofia Muscular Facio-Escåpulo-Umeral aos 12 anos de idade. Caracterizada por uma fraqueza muscular progressiva, a FSHD limita atividades båsicas do dia-a-dia como abrir gavetas ou pegar uma chave caída no chão, mas isso não serå mais obståculo para ela graças ao Feijão, um Labrador Retriever, pronto para ajudå-la no que for preciso.

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Todo o processo de treinamento até a entrega dos cães às famílias é longo. Durante um ano eles ficam nas casas de famílias voluntårias que são responsåveis pela etapa de socialização até irem para uma organização para receber o treinamento båsico de adestramento. Cada cão é treinado de forma personalizada por profissionais qualificados que seguem rígidos padrÔes internacionais.

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Todas as fotos © Bacalån

Rejeitada uma e outra vez, esta jovem com SĂ­ndrome de Down decidiu abrir sua prĂłpria padaria

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Desde os 15 anos, Collette Divitto tinha uma paixão: ela amava cozinhar. Aos 22 anos, foi a vez da jovem começar a buscar um trabalho na årea. Mas, mesmo deixando dezenas de currículos e levando sempre um de seus cookies deliciosos para as entrevistas de emprego, ela continuava sendo rejeitada. Foi quando começou a pensar que o fato de ter síndrome de Down poderia estar influenciando nessa decisão.

Collette, que vive em Boston, nos Estados Unidos, não se deixou desanimar com as sucessivas negativas recebidas. Junto com sua mãe e a irmã, ela decidiu que era hora de dar a volta por cima
 abrindo seu próprio negócio!

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O Collettey’s Cookies Ă© uma empresa especializada em cookies, que recebeu sua primeira encomenda pouco apĂłs a abertura. O cliente era um mercado em Boston interessado em revender os deliciosos cookies de chocolate com canela de Collette. A princĂ­pio, ela fazia 100 biscoitos por semana para o mercado. Mas, apĂłs aparecer em uma matĂ©ria da CBS, esse nĂșmero subiu e ela jĂĄ chegou a 10 mil pedidos recebidos.

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A conquista fez com que o negĂłcio crescesse. Graças a isso, Collette jĂĄ estĂĄ em busca de outros funcionĂĄrios para trabalhar no local. E, de acordo com o UpWorthy, a preferĂȘncia serĂĄ por pessoas que tambĂ©m possuam alguma deficiĂȘncia, permitindo que eles ingressem no mercado de trabalho mais facilmente e sem preconceitos.

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Todas as fotos: Reprodução Facebook

SĂ©rie de fotos inspiradora debaixo d’água questiona as faces de IemanjĂĄ em diferentes etnias

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A paulistana Auricelia Lima, 41 anos, utiliza a fotografia como um meio para extravasar sua imaginação. Ela Ă© a autora do projeto “Fases de Iemanjá” na qual retrata a deusa dos mares na pele de mulheres de diferentes etnias.

“De inĂ­cio, pensei em retratar apenas a essĂȘncia negra, pois IemanjĂĄ Ă© uma força africana, porĂ©m, duas semanas antes de fazer o ensaio com a modelo negra, acordei com uma melodia na cabeça que falava das faces da Grande MĂŁe. AĂ­ mudei todo o projeto e percebi que eu devia retratar essa essĂȘncia nĂŁo apenas na mulher de pele negra, mas em cada etnia, pois a força do mar, a força da ĂĄgua, a força do gerar estĂĄ em toda mulher”, contou.

Para representar a pluralidade de Iemanjá, Auricelia clicou modelos debaixo d’água num trabalho delicado, místico e empoderador.

Confira algumas fotos da série:

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Todas as fotos © Auricelia Lima