12 destinos de viagem assustadores no mundo todo

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Você acredita em maldições e mistérios? Então vai gostar do novo livro de Olivier Le Carrer, “Atlas of Cursed Places: A Travel Guide to Dangerous and Frightful Destinations” (em português, “Atlas dos Lugares Amaldiçoados: um guia de viagens para destinos perigosos e assustadores”).

Fascinado por histórias de lugares como o Triângulo das Bermudas, Olivier pesquisou diferentes destinos ao redor do mundo para descobrir “o que realmente está por trás de todas as lendas”. Assim, não é só uma questão de mito – tem muito de História nas páginas escritas por ele também.

A obra percorre dos EUA a Zâmbia para revelar 40 histórias de assombrações, mas nos focamos em 12 locais que achamos melhor ficar longe, só por precaução.

Poveglia, Itália

Poveglia: A Venice Lagoon Island of Sadness and Horror
Quando uma pessoa má morre, acorda em Poveglia, de acordo com uma lenda veneziana. A ilha, ao sul de Veneza, é conhecida como um dos lugares mais assombrados do mundo. Acredita-se que existam 160.000 corpos enterrados lá, entre vítimas da praga, leprosos e pacientes psiquiátricos.

Na década de 1920, o local tornou-se um hospital e centro psiquiátrico, e seu diretor praticou muitas técnicas cruéis e incomuns (mais notavelmente enfiar um cinzel nos cérebros dos pacientes para ver o que mudava) antes de cometer suicídio, atirando-se de uma torre.

Mais recentemente, a ilha foi visitada em um episódio de Ghost Adventures, onde a equipe teve que lidar com mau funcionamento do equipamento e vozes sem corpo.

A ilha costumava ser visitada por turistas que procuravam emoção, mas foi vendida recentemente e está passando por uma reforma. Os planos dos seus novos proprietários ainda não foram revelados, mas há rumores de que eles estão construindo um hotel, adicionando um pouco de conforto para quem quiser passar uma noite assustadora por lá.

Toniná, México

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Toniná entrou para a história como o local da última data registrada no calendário maia: 15 de janeiro de 909.

Em 1808, exploradores espanhóis se aventuraram no antigo centro da atividade maia e o encontraram completamente desabitado. Tinha sido simplesmente abandonado e, em seguida, reclamado pela floresta selvagem vizinha.

Por que a cidade foi totalmente evacuada? Algo como uma seca, ou algo muito mais sinistro? Estas perguntas estão sem resposta há séculos.

Hoje, o sítio arqueológico em Chiapas é uma atração turística por causa da pirâmide mais alta do México. Cheia de voltas e reviravoltas, templos e labirintos ocultos, Toniná é um destino perfeito para os que querem tentar desvendar o mistério antigo.

Vale dos Reis, Egito

The Colossi of Memnon, near the Valley of the Kings, Egypt, 14th century BC.
Uma das histórias de terror mais persistentes é a maldição do rei Tutancâmon. O jovem morreu em 1327 aC e foi enterrado em um túmulo encontrado três mil anos depois por Howard Carter, um inglês com um profundo interesse no Egito. Ele escavou o local, que estava quase perfeitamente preservado, apesar da lenda de que quem perturbasse o descanso de Tut seria tocado por uma maldição.

No momento em que o túmulo foi aberto, uma cobra apareceu na casa de Carter, matando seu canário de estimação. Quatro meses mais tarde, Lord Carnarvon, principal parceiro de Carter, morreu de uma picada de mosquito. Nos anos seguintes, 27 pessoas associadas com a escavação morreram, incluindo Hugh Evelyn-White, uma das primeiras pessoas a entrar na tumba, que cometeu suicídio.

Diz-se que a maldição só vai acabar quando todos os tesouros de Tutancâmon forem devolvidos ao seu túmulo. Enquanto isso, você pode visitar o lugar, se você estiver disposto a arriscar sua vida, é claro.

Yeun Elez, França

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Este rio fica na Bretanha, na França, e dizem que leva direto para o inferno. No passado, sacerdotes exorcistas o usavam para levar os condenados ao pântano sem fundo (segundo a lenda, não antes de transformá-los em cães pretos).

Hoje, a tecnologia moderna tem interferido com o caminho para o inferno. Uma usina de energia nuclear, uma represa e uma inundação extraordinária deixaram o pântano não navegável. Ainda é um lugar agradável para fazer uma trilha e tentar encontrar alguma alma condenada, no entanto.

Tiffauges, França

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Um dos assassinos mais terríveis da história francesa, Gilles de Rais foi um jovem nobre condenado por assassinatos em série de crianças, além de ter cometido vários outros crimes estranhos. Para não dizer que ele é somente um monstro, lutou ao lado de Joana d’Arc na guerra dos 100 anos.

Seu castelo ainda está de pé em Tiffauges, e visitantes podem fazer um tour pelo local e ver onde os assassinatos terríveis foram cometidos.

Mausoléu Gur-Emir, Uzbequistão

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“Quando eu ressuscitar dentre os mortos, o mundo tremerá”, era a inscrição na tumba de Timur. Em vida, o conquistador turco-mongol fez uma jornada do sopé do Himalaia para a Turquia brandindo sua espada e matando um número estimado de 17 milhões de pessoas.

Em 22 de junho de 1941, seu túmulo no mausoléu Gur-Emir foi reaberto, para que os restos do conquistador fossem estudados. Horas mais tarde, a Alemanha lançou um ataque contra a União Soviética matando 30 milhões de pessoas. A fábula persiste que a maldição de Timur foi a causa disso.

Hoje, o mausoléu está aberto aos visitantes que desejam não só visitar o lugar de repouso do conquistador, mas admirar sua arquitetura impressionante.

Houtman Abrolhos, Austrália

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Em 1629, Batavia, um navio com destino a Java, afundou em uma das ilhas Abrolhos, com 320 pessoas a bordo. Alguns marinheiros afogaram tentando chegar à praia, mas ainda tiveram um destino melhor dos que os que de fato alcançaram a areia.

O capitão do barco e uma tripulação de 40 pessoas partiram em um barco a remo para obter ajuda, deixando o assistente Jeronimus Cornelisz no comando do resto das pessoas que ficaram na ilha. Isso não foi uma boa ideia, visto que Cornelisz era um assassino louco.

Ele convenceu alguns membros da tripulação restante que seria impossível alimentar todos na ilha, criando um sistema para eliminar indivíduos. Alguns foram enviados para as colônias ao redor da ilha sem acesso à água potável. Outros foram afogados. Logo, a situação se tornou um “Senhor das Moscas” da vida real.

O pessoal do barco a remo retornou dois meses depois para resgatar quem ficou na ilha, mas descobriu que quase todo mundo estava morto, enforcado por Cornelisz e seis de seus seguidores.As histórias sobre Abrolhos não param por aí.

Em 1761, um naufrágio deixou 160 escravos abandonados em uma ilha diferente do arquipélago. Quando ajuda foi enviada 15 anos mais tarde, apenas oito ainda estavam vivos.Um século depois, outro navio chamado Zeewijk encalhou por lá, matando mais 26 pessoas.

Se você ainda quiser conhecer o local, parece que a reputação do arquipélago mudou. Ele é agora popular com mergulhadores, observadores da vida selvagem e amantes de praias intocadas – que, aparentemente, não morrem quando visitam o local. Mas tenha em mente que essa pode ser uma viagem sem volta.

Aokigahara, Japão

Aokigahara sea of trees
“A Floresta do Suicídio” é o segundo lugar mais popular onde as pessoas se matam, após a Golden Gate Bridge em San Francisco, nos EUA. Todos os anos, cerca de 100 pessoas vão para o meio de árvores ao pé do Monte Fuji e nunca voltam.

Aparentemente é fácil se perder lá: bússolas e GPS enlouquecem e comunicação por telefone é impossível. Qual a causa disso – uma mudança no magnetismo da Terra ou uma praga antiga – ninguém sabe.

A floresta tem sido documentada como macabra desde o século 19, quando um idoso cometeu suicídio, uma prática conhecida como Ubasute, por lá.Se você quiser visitar Aokigahara, cogite ir imediatamente após a anual “limpeza de corpos” da floresta, para evitar surpresas assustadoras.

Stull, Kansas, EUA

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A porta de entrada para o inferno pode ficar um cemitério do Kansas. De acordo com o folclore local, lá está enterrada uma bruxa por quem o diabo se apaixonou, e quem ele vem regularmente visitar.

Os loucos que já foram ao cemitério à noite relataram sentir o toque de criaturas invisíveis, se jogar ao chão e ouvir gemidos incessantes.O tal portal para o inferno, aparentemente, só abre no Dia das Bruxas e no Equinócio da Primavera. Planeja sua visita com sabedoria.

Adams, Tennessee, EUA

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“Eu juro que eu preferiria lutar contra todo o exército britânico só com a mão do que enfrentar esta bruxa de novo!”, Andrew Jackson supostamente uma vez exclamou. Diz-se que o ex-presidente americano era fascinado com a história da criatura mágica, chamada Kate Batts, vizinha da família Bell em Adams.

Kate acreditava ter sido enganada em um acordo de terra. Em seu leito de morte, jurou que iria assombrar o Sr. Bell e seus descendentes.

O que de fato ocorreu de 1817 a 1821, quando um espírito aterrorizou a Casa Bell com um incessante bater nas paredes, animais invisíveis rasgando roupas de cama e destruindo móveis, e uma voz humana estranha chamando os membros da família.

Se você estiver em Adams, pode visitar o local do assombro. A Casa Bell não existe mais, mas você pode visitar uma réplica juntamente com a caverna onde o espírito da bruxa declaradamente ainda vive.

Amityville, EUA

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Durante quatro semanas no ano de 1975, a família Lutz foi aterrorizada por barulhos vindo do porão, enxames de moscas, vozes na casa, passos correndo por toda parte, maus cheiros e lodo não identificável vindo das paredes.

A casa ganhou sua fama a partir de um livro de Jay Anson e um filme posterior narrando a experiência da família. É uma residência particular hoje, mas muitos ainda vão até lá para dar uma espiada na casa de uma das histórias de horror americanas mais conhecidas.

Os Lutz supostamente foram assombrados por um espírito primeiro relatado um ano antes, em 13 de novembro de 1974. Ronald DeFeo Jr, o residente anterior da casa, matou seus pais e quatro irmãos no local, explicando mais tarde em sua defesa que uma voz havia pedido para que ele fizesse isso.

Eilean Mor, Escócia

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Em 15 de dezembro de 1900, um barco com destino a Edimburgo relatou algo estranho: o farol em Eilean Mor não tinha sido aceso. Em 26 de dezembro, um barco finalmente chegou até a ilha remota para investigar.

O farol de fato havia sido apagado. Estava destrancado, a bandeira de regulamento não estava voando e não havia ninguém por perto.Os diários guardados no farol complicaram as coisas. Era para ter três guardas lá. Em 12 de dezembro, um deles escreveu sobre “ventos graves como nunca tinha visto antes em seus vinte anos”. O texto do dia seguinte afirmava que a tempestade tinha continuado e os três homens tinham começado a rezar.

Mas o que é estranho é que todos os navios e estações da área relataram clima calmo de 12 a 15 de dezembro.O local é aberto à visitação hoje, caso você queira desvendar o mistério de um século. [Mashable]

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Assista ao bizarro momento em que esta cobra se finge de morta


O herpetologista amador Eric Johnson se deparou com um comportamento que não costuma ser visto em uma cobra Texas índigo (Drymarchon couperi) no último mês de novembro. Ele registou o encontro em vídeo, que mostra o réptil se fingindo de morto, chegando ao ponto de ficar boquiaberta.

“Eu não sabia que elas tinham esse comportamento”, disse ele no vídeo. O especialista em cobras da Universidade de Victoria (Canadá), Patrick Gregory, confirma que a cobra estava se fingindo de morta. “Não foi uma atuação completa, mas tem elementos importantes, como o corpo retorcido e a boca aberta”.

Gregory diz que essa é uma tática desesperada. “Pode funcionar, por exemplo, se o predador se distrai porque a cobra não está se movendo e olha para o outro lado, permitindo que a cobra fuja”.

 

As cobras são uma das melhores atrizes da natureza, sofrendo terríveis e dramáticas mortes cenográficas. A Heterodon platirhinos, que vive no leste dos EUA, é famosa por ficar com a língua pendurada para fora da boca e por liberar líquidos pela cloaca. Já a Natrix natrix, encontrada na Europa e Ásia, também é talentosa, permitindo que seus predadores a rolem de barriga para cima, posição que a deixa vulnerável.

Gregory alerta, porém, que as pessoas nunca devem se aproximar de cobras que estão se fingindo de mortas. Se fingir de morto é muito estressante para os animais e consome preciosa energia que é necessária para caçar e encontrar parceiros para reprodução.

Johnson, o apaixonado por répteis amador, fez uma parceria com a doutoranda Mayra Oyervides, da Universidade do Estado do Texas, para publicar suas observações na literatura científica. “Não tenho intenção de acabar com meu hobby tão cedo. Talvez eu tenha sucesso em contribuir para a comunidade herpetológica profissional enquanto faço isso!”, escreveu ele. [National Geographic]

Confira a atuação da Drymarchon couperi:

 

As 10 estruturas geológicas mais antigas do mundo

http://mlkshk.com/r/1ZFB

As partes mais antigas da Terra são testemunhas da mudança que ocorre constantemente no mundo. Enquanto muitas vezes elas confirmam nossas teorias, em outros casos confundem ainda mais os cientistas. Confira dez estruturas fascinantes:

10. Superfície mais antiga: 1,8 milhões de anos


Em Israel, uma extensão de deserto está do mesmo jeito há quase dois milhões de anos. Este pavimento confirmou as suspeitas científicas de que se uma área permanecer seca e extremamente plana e sofrer pouca ou nenhuma atividade climática e geológica, então pode ficar preservada por milhões de anos.

Depois desse deserto israelense, a segunda superfície mais antiga do mundo (que é quatro vezes mais nova) é um local similar no estado americano de Nevada.

 

9. Gelo mais antigo: 15 milhões de anos


À primeira vista, os vales secos da Antártida parecem não ter gelo. Suas estranhas paisagens marcianas são feitas de rochas estéreis e um cobertor de poeira. Mas, debaixo de tudo isso, dorme uma parte do continente permanentemente congelada por cerca de 15 milhões de anos.

O gelo mais antigo do planeta está no centro de um mistério. Durante muito tempo, os vales permaneceram estáveis e inalterados, mas, nos últimos anos, começaram a descongelar. Uma das geleiras do Vale Garwood, uma relíquia da Idade do Gelo com pelo menos 7 mil anos de idade, já perdeu grandes quantidades de gelo e não mostra sinais de parar. Os pesquisadores ainda não sabem exatamente por que mais luz solar está agora atingindo Garwood.

8. Deserto mais antigo: 55 milhões de anos


O deserto do Namibe, na África, é oficialmente o monte de areia mais velho do mundo. Suas dunas são a casa de círculos misteriosos e da planta de Welwitschia, sendo que algumas das plantas no local possuem 2.500 anos. O deserto carece completamente de água superficial e está seco há 55 milhões de anos.

Suas origens remontam à divisão continental de Gondwana que aconteceu 145 milhões de anos atrás. O antigo ambiente hostil forçou animais únicos a evoluírem. Para evitar a perda de água, o órix, um grande antílope africano, para de suar apesar do calor. Seus vasos sanguíneos especializados permitem que ele viva em temperaturas que causariam danos cerebrais em outras espécies.

7. Crosta oceânica mais antiga: 340 milhões de anos


Os Oceanos Índico e Atlântico não foram os primeiros do mundo. Um oceano primordial chamado Tétis uma vez cobriu o Mediterrâneo – e incrivelmente, um possível remanescente foi agora encontrado pela ciência.

 

Muito raramente a crosta do fundo do mar pode ser datada acima de 200 milhões de anos, porque a Terra constantemente muda, consome e empurra novas superfícies. Uma porção no Mar Mediterrâneo escapou a essa reciclagem geológica, no entanto.

O fundo do oceano pode magneticamente gravar sua própria taxa de crescimento absorvendo as mudanças no campo magnético do planeta. Quando os pesquisadores examinaram essas “gravações” do Mediterrâneo Oriental, as rochas da bacia de Heródoto combinaram com alinhamentos magnéticos de 340 milhões de anos atrás. Se este for de fato um pedaço da crosta de Tétis, é a primeira evidência de que o mar antigo existiu mais cedo do que pensávamos.

6. Recife criado por animais mais antigo: 548 milhões de anos


O recife mais antigo do mundo mede 7 km e fica na África. As primeiras criaturas a ter esqueletos, Cloudina, foram provavelmente os mestres construtores desta maravilha natural na Namíbia.

Os animais produziam seu próprio “cimento” a partir de carbonato de cálcio, assim como os corais modernos. Embora pouco se sabe sobre eles, é provável que se agrupavam por razões de segurança – fósseis de Cloudina encontrados na China tinham sofrido o que parece ser um ataque ácido de um predador.

5. Monte Roraima: 2 bilhões de anos


O Ocidente descobriu o Monte Roraima em 1596, quando Sir Walter Raleigh viajava pela Guiana em busca da mítica cidade de El Dorado. Ele está listado como uma das mais antigas formações geológicas do mundo.

Três países limitam esta rocha: a Guiana, o Brasil e a Venezuela (que abriga a maior parte desta gigantesca montanha). A visão assombrosa oferecida pela sua grande cimeira plana é uma atração turística importante. Quando a chuva fica pesada, a água flui para fora do planalto e cachoeiras nascem do nada. Sua visão inspirou Sir Arthur Conan Doyle a escrever “O Mundo Perdido”.

4. Água mais antiga: 2,64 bilhões de anos


Alguns quilômetros abaixo de uma mina canadense, fica o que costumava ser um fundo oceânico pré-histórico. Lá, os cientistas testaram um bolso de água e ficaram chocados quando concluíram que é o mais antigo do planeta, antecedendo até o desenvolvimento da vida multicelular.

Não é incomum que a água flua em rachaduras e fique presa por um longo tempo. No entanto, os pesquisadores que puxaram a amostra canadense estavam esperando uma faixa etária “normal” de milhões de anos, não bilhões. Um fator interessante é que a água parece embalada com os produtos químicos necessários para suportar a vida. Na verdade, micróbios foram descobertos num bolsão aquático sul-africano de milhões de anos de idade, então os cientistas estão animados com a possibilidade de encontrar algo nessa água também.

3. Cratera de impacto mais antiga: 3 bilhões de anos


Um meteorito assassino pode ter varrido um pedaço grande da Groenlândia 3 bilhões de anos atrás. Se isso for comprovado, vai roubar o posto do atual campeão, a cratera Vredefort de 2 bilhões de anos na África do Sul.

 

Originalmente medindo até 500 quilômetros de diâmetro, a evidência do impacto é forte, como a presença de rochas quebradas e ortoclásio derretido, o que aponta para um evento de calor abrasador, como um ataque de meteorito. Há também ampla prova de que a água do mar correu para a cratera fresca, ferveu e alterou a química dos arredores. Se uma rocha semelhante atingisse a Terra hoje, a raça humana enfrentaria um evento de extinção.

2. Placas tectônicas mais antigas: 3,8 bilhões de anos


A camada externa da Terra consiste em várias placas tectônicas travando umas nas outras. A Groenlândia possui a evidencia mais antiga deste fenômeno, anteriormente datada em 2,5 bilhões de anos.

Porém, uma equipe procurando por sinais primordiais de vida entre a lava determinou que as placas nasceram quando o fundo do mar se expandiu como um círculo crescente, na verdade há 3,8 bilhões de anos. Estas rochas notavelmente preservadas representam as primeiras evidências físicas da Terra se moldando.

1. A Terra Original: 4,5 bilhões de anos


Os cientistas acreditam que existe um pedaço da “Terra original” na Ilha de Baffin, no Ártico canadense. Lá, rochas vulcânicas que se formaram antes mesmo do mundo criar sua própria crosta foram encontradas. Com o passar do tempo, elas conseguiram evitar o processo de reciclagem geológica, especialmente violento no início.

Esta descoberta pode revelar o que ocorreu no globo enquanto ele se preparava para se tornar mais sólido no exterior. Um trio nunca antes visto junto também foi detectado na ilha: chumbo, neodímio e o altamente raro hélio-3. Há uma razão pela qual esta mistura está causando grande entusiasmo na comunidade científica – é a impressão digital do material do qual todos os continentes, montanhas e superfícies originalmente surgiram. [Listverse]

 

Este é o primeiro alfabeto escrito da história, de acordo com arqueólogo

Douglas Petrovich, arqueólogo da Universidade Wilfrid-Laurier de Ontário, no Canadá, gerou controvérsias na comunidade acadêmica ao afirmar que encontrou provas de que o hebraico é o alfabeto mais antigo do mundo.

Em entrevistas, Petrovich alegou ter evidências de israelitas no Egito que converteram 22 hieróglifos em um alfabeto hebraico há mais de 3.800 anos. No entanto, nem todos os historiadores estão convencidos.

 

A maioria dos eruditos concorda que o alfabeto mais antigo do mundo provavelmente é o semítico. Mesmo assim, até hoje não há um consenso sobre qual poderia ser de fato o alfabeto escrito mais velho.

Petrovich afirma que a conversão de hieróglifos em um alfabeto escrito foi uma tentativa das pessoas que falavam hebraico de criar suas próprias expressões escritas durante o tempo que os israelitas viveram no Egito.

Alegação

Petrovich vem trabalhando em sua pesquisa desde 2012. Ele começou traduzindo inscrições do Egito Médio em tabletes de pedra, que pareciam ser precursores ou exemplos reais de um alfabeto hebraico.

Para conduzir suas traduções, Petrovich juntou letras previamente identificadas de alguns outros estudiosos com algumas de suas próprias interpretações – um método que pode tornar difícil para outros do campo cientifico aceitarem suas descobertas.

Outro ponto de controvérsia é a fonte que ele oferece para datar algumas de suas referências – a Bíblia.

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O arqueólogo ainda afirma que, depois de montar o alfabeto hebraico, foi capaz de usá-lo para traduzir 16 inscrições hebraicas que até agora eram indecifráveis. Ele diz ter encontrado referências a Moisés que se alinham com referências bíblicas, e Ahisamach e Asenath, duas outras figuras bíblicas, além da palavra “hebraico”.

Debate

Petrovich reuniu suas provas e sua hipótese em um livro intitulado “World’s Oldest Alphabet”.

Ele reconhece que haverá céticos e até mesmo sugere que eles tentem provar ou refutar suas descobertas, insistindo que, se o que ele encontrou está correto, eventualmente outros chegarão à mesma conclusão. [Phys]