Uma casa de doces típicos em SP aberta por sírios que fugiram da guerra em seu país

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“Não sabemos quem vai vencer essa guerra, mas já sabemos quem perdeu. Somos nós“. Com essa frase, o médico Saeed Mourad me fez entender minimamente o que é viver num país em guerra, como é o caso da Síria. Há oito meses, vive no Brasil com outros 16 integrantes da família, obtendo renda por meio da doceria Damascus, em Pinheiros, que serve delícias típicas do país.  

Há cinco anos, o cirurgião ortopedista tinha uma vida tranquila e confortável em seu país, onde mantinha uma clínica e um hospital próprio, cinco casas e cinco carros. Tudo foi deixado para trás. “Jamais pensamos que o conflito duraria tanto tempo. De início, achava que em um mês já estaria tudo bem. O pior é pensar que o fim não está próximo“, disse, descrente de que a guerra se encerre em pelo menos mais cinco longos anos que estão por vir. 

Me apresentando gentilmente o café árabe da casa e os doces de nomes difíceis, fomos conversando sobre um tema indigesto, totalmente contrário ao o que eu estava provando no momento. É inevitável a curiosidade sobre este conflito que envolve duas grandes potências, Estados Unidos e Rússia (e seus devidos aliados), que segundo Mourad poderiam terminar a guerra quando bem entendessem. “Te digo que, se terminar hoje, volto amanhã para o meu país. Mas começou e não consigo ver o fim“, ressaltou.

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Aparentemente, a região central da Síria está “ok” sob o comando do regime de Bashar al-Assad, enquanto o restante da capital Damasco e do país está devastado, um completo caos. “Você não tem ideia…todos estão mal, é terrível. De início, em alguns dias, era possível ouvir algumas explosões esporádicas. Com o passar dos anos, todos nós estávamos envolvidos na guerra. Nessa época, começamos a pensar ‘temos que sair!’”. E com sua devida condição financeira, saiu, levando sua família. Não escolhi vir para o Brasil. Quando você está em situação de guerra, ninguém quer te dar o visto. A embaixada brasileira é a única que fornece o visto humanitário, mas não oferece suporte algum a imigrantes, só permite sua vinda”, explicou.

Brunella Nunes Perguntou sobre a situação de refúgio, termo que ele se recusa a usar e realmente não se encaixa, mesmo que esteja fugindo de seu país de origem por motivos que vão além de sua vontade. Eu não quero ser um refugiado. Quando você vê as notícias, não tem ideia de como eles são tratados. São humanos, mas tratados como animais. Li ontem que 270 sírios morreram no mar. É uma situação miserável, você não consegue imaginar. Tenho condições de vir pra cá e viver aqui, mesmo que com menos do que tinha, mas a maioria dos sírios não tem essa chance“. Vale lembrar que Mourad teve de deixar tudo para trás na Síria, vindo para o Brasil somente com suas economias. 

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Saeed é um dos tantos sírios que perdeu pessoas da família na guerra, dois primos e um sobrinho. “E poderia ter sido eu. Por dois minutos, ao chegar na minha clínica, quase fui atingido por um carro bomba. Ouvi muitas explosões perto de mim”, contou, com uma revolta de partir o coração. De fato, o meu saiu de lá partido, embora com novos amores: o Barazeq, biscoito de sementes de gergelim e mel, e o Hareesa (ou basbousa), bolo macio elaborado com amêndoas, pistache ou coco e calda de flor de laranjeira.

Falando em sobremesas, ele contou a Brunella Nunes que os sírios não têm o costume de comprar doces, mas sim fazê-los em casa. A boa mão para a execução dos mesmos explica a tradição. Os ingredientes de alta qualidade ajudam, como o mel, as nozes, as amêndoas e o pistache, vindo do exterior, porque segundo o médico, “o de lá tem uma qualidade melhor, mais fiel ao que consumimos”. Na bancada do ambiente simples estão, além do hareesa, o Mamoul, biscoito recheado com nozes, tâmaras ou pistache; o Mahalabi (Malabie), manjar árabe com damasco, almíscar e água de flor de laranjeira; o Warka, massa folhada recheada com amêndoas e canela; e tantos outros, incluindo ainda alguns salgados como esfiha.

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As guloseimas são preparadas por membros da família, que dividem as tarefas e tocam o negócio. O plano futuro é abrir um restaurante árabe, também em Pinheiros. Enquanto eles tentam, na medida do possível, seguir em frente com suas vidas em São Paulo, a guerra na Síria continua e já acumula mais de 240 mil mortos. Haja abraço para conter as dores. Haja doçura em meio ao gosto amargo das perdas. Que a paz reine no Oriente Médio e além, nem que seja por um milagre.

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Todas as fotos © Brunella Nunes

Se quer ajudar os refugiados e imigrantes que chegam ao país, entre em contato com Talal Al-tinawi, outro sírio que está sobrevivendo em terras brasileiras à base do dom gastronômico. Ele tem colaborado com diversos mutirões e arrecadações para os demais conterrâneos que chegam por aqui, divulgando informações e novidades.

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Estes são os menores monumentos do mundo

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A cidade russa de Tomsk abriga o menor monumento público do mundo: um pequeno sapo de bronze sentado sobre uma rocha lisa. A escultura tem apenas 44 milímetros de altura. A atração curiosa, intitulada “o monumento ao sapo viajante”, foi instalada em 2013 perto da entrada dianteira de um hotel. O criador, Oleg Kislitsky, queria criar um monumento dedicado aos viajantes e decidiu que um sapo viajante seria uma representação apropriada à sua ideia.

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Antes que a escultura do sapo fosse confeccionada, o título de menor monumento no mundo pertenceu a uma outra cidade russa, São Petersburgo. É uma estátua de bronze de 11 centímetros de altura de um pássaro, conhecida pelos habitantes locais como ‘Chizhik-Pyzhik’ por conta de uma canção folclórica russa. Rodeado por grandes estátuas, o pássaro minúsculo frequentemente passa despercebido pelos turistas.

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Uma tradição local sugere que qualquer pessoa que atire uma moeda no pássaro sem que a mesma caia na água atrairá boa sorte. Ironicamente, a própria estátua não possui tanta sorte assim e foi roubada ao menos três vezes.

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Fora da Rússia, talvez a menor estátua seja a ‘Järnpojke’ – ou ‘o menino de ferro’ – de 15 centímetros de altura que está localizada no quintal de uma igreja finlandesa em Estocolmo, na Suécia.

A escultura de um menino que envolve seus braços ao redor de seus joelhos foi criada pelo artista sueco Liss Eriksson em 1967 e é foi batizada de “garotinho que olha para a lua”, mas as pessoas simplesmente a chamam de Järnpojke. O garoto de ferro recebe todos os tipos de presentes espirituosos ao longo do ano. Às vezes ele é visto usando um boné ou um cachecol. Os visitantes também deixam moedas, frutas e sushi no banco de pedra em que está sentado.

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Outro minúsculo monumento, o menor em Londres, é o de dois ratos brigando por um pedaço de queijo. Ele está localizado em um edifício na esquina da Philpot Lane em Eastcheap.

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A pequena estátua vem da época da construção do prédio em 1862. A história conta que dois trabalhadores da construção civil tiveram uma discussão e acusaram um ao outro de roubar seu almoço, o que levou a uma briga no topo do andaime e uma trágica queda que resultou em morte. Mais tarde, descobriram que ratos foram os culpados pelo desaparecimento da comida. Acredita-se que o restantes dos operários deixaram esta escultura diminuta no edifício em homenagem aos colegas mortos.

* Imagens: Reprodução

‘Jurassic Park cubano’ dedica-se aos períodos paleozoico, cenozoico e mesozoico

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O parque Valle de la Prehistoria é o próprio Jurassic Park de Cuba. A atração turística possui 11 hectares (cerca de 110 mil m2) com mais de 200 dinossauros e homens das cavernas espalhados em todo espaço. O lugar é tão grande e cheio de vegetação que faz com que seus visitantes realmente tenham a sensação de que voltaram no tempo.

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A área é dividida em diferentes áreas com divisões geológicas das eras paleozoica, mesozoica e cenozoica e ainda possui cachoeiras artificiais e campos verdes povoados por 227 estátuas representadas por 59 espécies diferentes, como dinossauros, mamutes, felinos e homens das cavernas.

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Uma das criaturas imperdíveis no local é o Cro-magnon de 12 metros de altura, logo na entrada do parque. Uma informação importante é que todas as esculturas são feitas pelos prisioneiros de uma prisão local.

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O Valle de la Prehistoria está localizado no Parque Baconao, a apenas 20 km de Santiago de Cuba. Além do parque de dinossauros, o Parque Baconao também tem uma coleção de 2.500 modelos de carros em miniatura e um museu dedicado ao Assalto ao Quartel Moncada, importante acontecimento da revolução cubana. É possível visitar a Granjita Siboney, a fazenda conhecida para ser o lugar onde Fidel Castro e seus rebeldes planejaram o movimento do 26 de julho.

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* Fotos: Reprodução

Fotógrafo capta vítimas de incêndio florestal deitadas em colchões brancos no lugar onde ficavam suas casas

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Já imaginou ter de sair de casa às pressas para se salvar e ter que assistir ao seu lar ser consumido pelas chamas de um incêndio florestal? Foi o que aconteceu com milhares de moradores de Gatlinburg, no Tennessee, EUA. Para ajudar na recuperação da comunidade, um fotógrafo criou um ensaio impressionante.

Jeremy Cowart é o responsável pelo projeto Voices of Gaitlinburg, em que, graças a um drone, fotografou os moradores deitados em um colchão branco, tentando colocá-lo o mais próximo possível de onde ficavam os quartos.

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2000 casas e estabelecimentos comerciais foram reduzidos a cinzas, e 14 pessoas morreram durante o incêndio, que pegou a cidade de surpresa, se espalhando muito rápido, sem dar tempo para os bombeiros reagirem.

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Costumamos esquecer as tragédias rapidamente”, diz Cowart. “Se eu puder colocar uma visão interessante e criativa sobre a história para mantê-la em evidência por mais tempo, fiz meu trabalho como artista”. Até o prefeito participou das sessões, e tanto ele como o fotógrafo acreditam em uma recuperação rápida da cidade.

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Além das fotografias, o projeto de Cowart abriu espaço para as vítimas contarem suas histórias e dizerem um pouco do que perderam no incêndio. Ao fim de cada texto, o fotógrafo publicou links para páginas de financiamento coletivo, com o objetivo de ajudar os moradores de Gatlinburg a retomar suas vidas.

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Todas as fotos © Jeremy Cowart