As cidades mais frias do Brasil para quem já está com saudade do inverno

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Nós seres humanos somos campeões em criar dilemas na vida cotidiana. Um dos maiores envolve as estações do ano e é quase unânime: quem aguenta todo esse calorão do verão brasileiro?

Se você faz parte do grupo que está morrendo de saudade das temperaturas amenas do inverno, viajar para alguns destinos mais fresquinhos pode ser uma ótima opção. E até mesmo no Brasil, em meio a este calor quase senegalês, é possível encontrar lugares onde as temperaturas não estão insuportavelmente altas. Veja algumas cidades:

Campos do Jordão – SP

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Campos do Jordão fica a 1,7 mil metros de altitude e o charme peculiar de suas construções, a faz ser conhecida como a “Suíça Brasileira”. Mas enquanto a cidade fica repleta de turistas no inverno, no verão as pessoas não costumam colocar o destino no radar. No decorrer do verão, Campos do Jordão acaba tornando-se o “ar condicionado natural” da região, com temperaturas que ficam na casa dos 25 graus. Vale a visita, sobretudo para conhecer as maravilhas do Alto da Serra da Mantiqueira.

Urupema – SC

Conhecida como uma das cidades mais frias do Brasil, Urupema, em Santa Catarina, se destaca no inverno por registrar as menores temperaturas do país, mas o clima agradável do verão começa a despertar a atenção dos turistas. A cada ano aumenta o número de pessoas que procuram Urupema nesta época, pois suas temperaturas amenas atraem os turistas quem não gosta do fervo no litoral.

São José dos Ausentes – RS

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A cidade de São José dos Ausentes tem um dos climas mais frios do Rio Grande do Sul no inverno e no verão é uma ótima opção de destino com temperaturas amenas e agradáveis. A cidade abriga o pico mais alto do estado, o Monte Negro e, em sua base fica o cânion de mesmo nome. A maior parte das atrações de São José dos Ausentes fica dentro das fazendas. Conhecer a cidade é uma super oportunidade de curtir a natureza.

Monte Verde – MG

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Apesar de conhecido pelas baixas temperaturas no inverno, Monte Verde tem se tornado destino turístico no verão para quem prefere fugir do calor intenso, porém ainda aproveitar dias ensolarados típicos da época. O ar fresco da Serra da Mantiqueira atrai amantes de esportes radicais ou apenas esportistas de fim de semana a fazer trilhas, saltar de tirolesa, entre outros programas que ficam mais agradáveis com menos calor.

Nova Friburgo – RJ

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Com aproximadamente 200 mil habitantes, Nova Friburgo é bastante tranquila e sua hospitalidade encanta turistas. Mesmo no auge do verão, a temperatura amena da serra encanta a quem quer fugir dos rigores da estação mais quente do ano. Durante a noite, em Nova Friburgo, independentemente da estação, parece que foi ligado um gigantesco ar condicionado central dando uma agradável sensação de frescor em toda a cidade.

* Todas as fotos: Reprodução

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Menino de 11 anos que sofria bullying faz sucesso – e dinheiro – dando conselhos no metrô de Nova York

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A semana foi longa, você está cheio de problemas na cabeça e não sabe direito o que fazer? Os moradores de Nova York que respondem sim para a pergunta têm um conselheiro inusitado à disposição: Ciro Ortiz, um menino de 11 anos que, todos os domingos, monta uma barraquinha no metrô para oferecer conselhos.

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A ideia surgiu enquanto ele assistia televisão num dia comum. “Acho que sou esperto o suficiente para dar bons conselhos”, pensou o garoto, que por vezes sofreu com brincadeiras pesadas de colegas de escola e não sente como se se encaixasse.

Cada sessão de 5 minutos de aconselhamento custa 2 dólares, e, num dia bom, ele chega a ganhar US$50 – acompanhado de seus pais, ele passa duas horas atendendo. Ele teve medo de virar motivo de riso antes da primeira vez, mas o sucesso instantâneo o surpreendeu.

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Ciro contou que a maioria das pessoas que param para pedir conselhos tem problemas relacionados à vida amorosa, seja por não estarem felizes com seus parceiros ou por temerem jamais encontrar um. “Quando você veio ao mundo foi graças a alguém que te ama”, costuma dizer o menino.

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O garoto também já montou a barraquinha em ruas da cidade, sempre chamando a atenção de quem passa. Ele conta que a maioria dos seus colegas de escola não entendem por que ele faz isso, mas isso não o afeta. E, como se não bastasse, ele utiliza o dinheiro arrecadado para garantir o lanche de outros alunos que não conseguem pagar pela comida.

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Todas as fotos © Ciro Ortiz

A história desta senhora de 65 anos que frequenta sala de aula com crianças de seis anos vai te emocionar

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As vezes as pessoas perdem oportunidades de realizar sonhos e deixam de fazer coisas importantes por acreditarem estar ‘muito velhas’. A verdade, no entanto, é que não existe um limite de idade para fazer o que temos vontade. Um ótimo exemplo disso é Juscelina Maria Cruz Madalena, a Dona Nena, de Foz do Iguaçu, PR.

Aos 65 anos ela cursa o 1º ano do ensino fundamental ao lado de 22 crianças que tem entre seis e sete anos de idade na Escola Municipal Monteiro Lobato. Na infância ela foi proibida de estudar pelo pai, que precisava da ajuda dela na lavoura, e depois pelo marido, mas ela nunca desistiu do sonho de aprender a ler e escrever.

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Já separada e tendo o apoio dos filhos, ela finalmente tomou coragem e começou a frequentar a escola.

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A história de Dona Nena viralizou após ser publicada na página do Facebook ‘Que História é Essa?’ pela jornalista Izabelle Ferrari. Ela soube do fato através de seu primo João Vitor, de seis anos, que é colega da idosa na escola. Sua curiosidade a fez querer conhecer Dona Nena e foi o que fez.

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O resultado do encontro com Dona Nena foi narrado no post que teve mais de 28 mil curtidas e centenas de comentários de pessoas que se emocionaram com o relato.

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Leia o post divulgado nas redes sociais na íntegra:

“- “João…” – eu, falando com meu priminho de seis anos.
– “Ã?”
– “É verdade que você tem uma coleguinha de 65 anos na sala de aula?”
– “Sim” – ele está no 1º ano do ensino fundamental.
– “Ah, é?”
– “É a dona Nena.”
– “E como ela é?”
– “Velha.”
– “Humm… e o que ela fica fazendo na sala?”
– “Escrevendo o que a professora põe no quadro.”
– “E por que será que ela faz isso, João?”
– “Ela quer saber ler.”
Quando uma história dessas chega ao meu ouvido soa como provocação.
Fui conhecer a dona Nena.
Escola Municipal Monteiro Lobato. Bairro Porto Belo, Foz do Iguaçu. 1º ano do ensino fundamental ou primário, como preferir. Dona Nena está sentada na última carteira. Ao redor dela 22 alunos com idades entre seis e sete anos. Ela: 65.
– “Posso falar um pouquinho com a senhora?” – perguntei.
– “Claro, minha filha!”
Negra, lenço colorido na cabeça, sorriso a cada meio minuto…
– “Por que a senhora está vindo pra escola?”
– “É que quando eu era criança, meu pai não me deixou estudar, né? Só trabalhar na lavoura. Nós chorava, mas ele dizia que menina muié não precisava estudar, não. E a minha mãe dizia que estudar servia só pra escrever cartinha pros namorados.”
Cresceu analfabeta. De letras e números. Quando casou, o marido também não permitiu que ela estudasse.
– “Comecei a estudar no Mobral, escondido dele,” ela contou. “Um dia ele foi fuçar na minha bolsa e viu meu caderno e meu lápis. Perguntou se eu estava estudando. Eu disse que tava sim. Sabe o que ele fez? Pegou meu caderno e rasgou todinho!”
Ela largou os estudos de vez.
Aos 65 anos, dona Nena (separada há 20 anos) tem dois filhos. Um formado.
Veio deles o apoio.
– “Procurei a escola municipal do bairro onde eu moro. Falei com a secretária: ‘Rose, não tem algum estudinho pra mim aí, não?”
Rose ficou surpresa. Achou que dona Nena não iria aguentar estudar de dia com as crianças.
Mas a candidata a estudante primária, de 65 anos, não desistiu. Foi falar com a diretora.
– “Ela disse que se eu quisesse vir, podia vir, mas ela não acreditou que eu viria mesmo…”
Quando dona Nena apareceu no portão, pronta pra estudar, foi um choro só!
– “Elas ficaram emocionadas. Choravam e me abraçavam! Diziam que se todos fossem como eu, nosso país estaria bem!”
O Conselho Escolar – formado por pais, alunos, professores e funcionários – aprovou. A diretora Lídia Prieve e a coordenadora Miria Zwirtes acompanham tudo de perto e a professora, Iracy da Costa Passos, que tem a mesma idade de dona Nena, se sente desafiada.
– “A diferença” – explica a professora – “é que pra criança você fala uma vez e ela aprende. A pessoa de idade você tem que repetir cinco, seis vezes. O entendimento é mais difícil. Mas isso não atrapalha o andamento da aula. Pelo contrário. Eu vou lá na carteira da dona Nena e explico baixinho pra ela, mas as crianças não se aguentam: levantam e vão lá me ajudar. Aí, acabam aprendendo duas vezes!”
A coleguinha, Yannely, de seis anos, conta como faz:
– “Eu falo as letras que ela vai escrever. Ela aprende quase fácil, porque às vezes ela erra um pouco a letra.”
E “ái” da dona Nena se ela falta.
– “As crianças vão lá em casa me buscar! kkkk”. E completa: “sonho em ser uma professora, ser uma enfermagem… Eu quero ler pra mim abrir mais uma atividade. Nunca é tarde. N-U-N-C-A É T-A-R-D-E! Eu fico pensando assim: meu Deus, agora tá na minha vez!”

* Todas as fotos: Izabelle Ferrari

Série de fotos mostra como era a vida na Síria antes da guerra

Diariamente somos bombardeados com notícias sobre os mais de 4 milhões de refugiados sírios e sua situação precária em diversos campos de refugiados pelo mundo. Mas, ao ver essa situação, dificilmente paramos para refletir sobre como a Síria chegou a esse estado. Tudo começou com a seca que assolou o país entre os anos de 2006 e 2011 e fez com que muitas famílias que viviam no campo perdessem suas fazendas e acabassem se mudando para a cidade em busca de trabalho.

A situação só se agravava quando 15 adolescentes resolveram expressar o momento que o país vivia pintando um slogan revolucionário em uma parede de escola: “O povo quer derrubar o regime!“. Os jovens foram presos e torturados como punição e, com isso, as manifestações contra o governo só tomaram mais força, em março de 2011. Os protestos pacíficos foram combatidos com armas de fogo pelas forças de segurança do estado – e o problema só crescia, com centenas de milhares de manifestantes pedindo a renúncia do presidente Assad.

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Foto © Dick Simon 

Nesse cenário, havia ainda diversos agravantes que vão muito além da política interna Síria e se tornaram responsáveis pela morte de mais de 220 mil pessoas desde o início da guerra, além de deixar 12,8 milhões de pessoas no interior do país com a necessidade urgente de assistência humanitária.

Mas, apesar disso, pouca gente sabe que a Síria já foi um destino turístico bastante procurado por pessoas de diversas nacionalidades, graças a seus 3 mil sítios arqueológicos. Para se ter uma ideia, em 2011, o turismo foi responsável por 5% do PIB da região e gerou cerca de 270 mil postos de trabalho.

Quer ver como era visitar o país antes da guerra? As imagens abaixo mostram um pouco dessa experiência:

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Foto via

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Foto © Kim Schoonen

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Fotos © Dick Simon 

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Fotos © Ricardo Fernandez

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Fotos © Nicolas Mirguet

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Fotos © Ricardo Fernandez

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Foto © Nicolas Mirguet

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Fotos © Ricardo Fernandez

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Foto © Nicolas Mirguet