Roteiros espertos para desbravar as belezas do Rio de Janeiro de bike

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Ainda falta um bocado para o Rio de Janeiro se transformar em uma cidade realmente adaptada e respeitosa com seus ciclistas – e assim cumprir seu potencial como cenário perfeito para se pedalar. Ainda assim, a geografia, as belezas naturais e a abundância de caminhos, restaurantes e outros pontos culturais faz das terras cariocas um excelente lugar para se passear de bicicleta.

© Sonia Martin

© Sonia Martin

Nos últimos anos a ciclovia cresceu, a cidade passou a oferecer sistema de compartilhamento de bicicletas e, aos poucos, os motoristas começam a reconhecer e respeitar os ciclistas. Ainda é fundamental, no entanto, utilizar as ciclovias, os equipamentos de segurança, e não desafiar os automóveis. Tomadas essas providências, torna-se possível usufruir do que o Rio tem de melhor: a natureza, a cultura, os pontos turísticos e sua beleza – e ainda fugir do trânsito e cuidar da saúde.

Cada um pode inventar seu próprio roteiro para desbravar a cidade sobre duas rodas, e nós aqui recomendamos alguns caminhos e atrações possíveis para se conquistar de bicicleta, até chegar a um lugar legal para curtir a natureza, comer ou se divertir no Rio de Janeiro.

Paineiras

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A estrada das Paineiras, localizada no Parque da Tijuca, é um dos locais mais bonitos e abundantes em natureza para se pedalar no Rio. Com cerca de 5 km de extensão, o trajeto não é para preguiçosos ou principiantes, cheio de subidas e descidas. A recompensa, no entanto, são as cachoeiras no caminho e, no alto, o restaurante Mirante Paineiras, que acaba de ser aberto, com uma espetacular vista do Rio, no meio da floresta da Tijuca.

Restaurante Mirante Paineiras Restaurante Mirante Paineiras

Lagoa Rodrigo de Freitas

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Uma das pistas mais procuradas para se pedalar na cidade, a Lagoa Rodrigo de Freitas fica localizada no coração da Zona Sul do Rio. Com mais de 7 km de extensão ao redor da Lagoa entre montanhas, essa ciclovia oferece dezenas de quiosques com especialidades variadas para se comer e beber, barraquinhas de água de coco, um complexo de cinemas, além de servir como um belo caminho para se chegar de bike à praia ou parque do Jardim Botânico.

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Praias

© Ricardo Junior

© Ricardo Junior

Poucos programas podem ser tão cariocas quanto passear de bicicleta pelas praias da Zona Sul. Seja durante a semana, nas ciclovias que se estendem por toda a orla, seja no domingo, quando uma pista das avenidas à beira mar é fechada para carros, e os ciclistas e pedestres tomam conta do asfalto. As atrações pelos bairros de Copacabana, Ipanema ou Leblon são diversas, mas ir a uma das várias casas de sucos no Leblon ou terminar o passeio almoçando no tradicional Baixo Gávea são exemplos de chaves de ouro tipicamente cariocas.

© Ricardo Junior

© Ricardo Junior

Zona Portuária

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A zona portuária do Rio de Janeiro sofreu intenso processo de revitalização, e ganhou uma extensa ciclovia. Além de oferecer a vista para o mar, o caminho permite visitar o MAR, Museu de Arte do Rio, o Museu do Amanhã e ainda o recém inaugurado AquaRio, o maior aquário da América do Sul. Se tiver pique, às segundas feiras, na Pedra do Sal, também na região portuária, uma das mais tradicionais rodas de samba da cidade acontece no Largo João da Baiana, um dos pontos fundadores para o samba e o carnaval carioca.

O Museu do Amanhã

O Museu do Amanhã

© fotos: Reprodução

Este pai foi despedido por assistir ao nascimento do filho, mas já recebeu ajuda financeira e…ofertas de emprego

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Nos Estados Unidos, não há uma legislação nacional sobre licença-maternidade nem licença-paternidade. Somente três estados possuem leis que beneficiam os papais de recém-nascidos.

Portanto, quando o filho do norte-americano Lamar Austin, morador do Massachusetts, resolveu vir ao mundo, ele não tinha direito legal de largar tudo para acompanhar sua esposa no parto. Ainda assim, pediu para o seu chefe se poderia sair mais cedo do trabalho para ir até o hospital, mas teve seu desejo negado.

E mais, o chefe de Lamar ainda enviou o seguinte recado para ele: “Se você não estiver no trabalho até amanhã, vamos demiti-lo.” Mas Lamar não pensou duas vezes, e obviamente foi ao encontro de sua esposa e do bebê que estava para nascer.

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Apesar de perder o emprego na empresa de segurança, Lamar teve a sorte da sua história chegar ao conhecimento de Sara Persechino, advogada familiar, que decidiu criar uma campanha de financiamento coletivo para levantar fundos para a família até que Lamar conseguisse um novo emprego.

Desde que foi ao ar, cerca de 400 pessoas doaram mais de 10 mil dólares (aproximadamente R$35.000,00). E a ajuda foi além, já que Lamar recebeu até mesmo algumas ofertas de emprego.

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Todas as imagens © Divulgação

O lavrador que largou a roça para virar médico 19 anos depois em MG

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José Reinaldo Lopez abandonou a escola quando tinha 16 anos. Trabalhou em lavouras de café, com criação de gado e porcos. Sete anos depois de largar os estudos, ele viu sua irmã ficar doente e passou a acompanha-la nos hospitais. Foi aí que sua paixão pela medicina despertou e, quase duas décadas depois, José realizou o sonho de se tornar médico.

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Com a saúde da irmã restabelecida, o lavrador voltou à rotina na roça. Analfabeto funcional, o desejo de se formar parecia inalcançável. Numa manhã muito fria, em que ele não conseguiu sair para trabalhar, ele decidiu que precisaria ir atrás do objetivo. Concluiu o ensino médio no supletivo em dois anos e partiu para um curso de auxiliar de enfermeiro em Alfenas, Minas Gerais.

Um ano depois, em 2003 se formou e começou a trabalhar na área, fazendo jornada dupla em dois hospitais por três anos. Decidiu que seria hora de prestar vestibular para medicina, mas o resultado foi decepcionante: achando que seria difícil demais para alguém sem uma base educacional sólida, acabou optando por uma faculdade de enfermagem.

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Graduação terminada, José Reinaldo pediu demissão e partiu para Belo Horizonte, decidido a atingir o grande objetivo. Passou um semestre estudando para a prova da Universidade Federal de Minas Gerais, mas não passou. Sem dinheiro, voltou para a cidade da família, Monte Belo, para trabalhar como enfermeiro de dia e estudar à noite.

Na internet, descobriu a UNAERP, de Ribeirão Preto (SP). Em 2011, mais de 10 anos depois de retomar os estudos, ele passou no vestibular. A faculdade era particular, e ele não poderia arcar nem com a matrícula, quanto mais com as mensalidades. Mesmo assim, se mudou com a cara e a coragem.

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Escreveu cartas com pedidos de ajuda a médicos, parentes, conhecidos. Levantou dinheiro suficiente para alguns meses, mas não poderia se formar assim. Então, escreveu uma carta para a reitoria da universidade contando sua história e pedindo bolsa. Conseguiu, e o melhor: integral.

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6 anos de dedicação depois, José Reinaldo Lopes da Silva agora é médico, com diploma e muito orgulho. Foram 19 anos dedicados ao sonho, e agora é hora de retribuir quem o auxiliou: trabalhando em um hospital de Varginha (MG), ele se esforça para ajudar os trabalhadores da terra e fazer sua parte por uma sociedade melhor.

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Todas as fotos © Tarcísio Silva/EPTV

Pimentinha brasileira mostra poder de eliminar bactérias resistentes a antibióticos

 

 

Segundo um novo estudo da Universidade Emory, nos EUA, os frutinhos da aroeira-vermelha, também chamada de aroeira-pimenteira, contêm um extrato com o poder de neutralizar bactérias resistentes a antibióticos.A planta nativa brasileira é usada por curandeiros tradicionais da Amazônia há centenas de anos para tratar infecções da pele e dos tecidos moles.

“Nós separamos os ingredientes químicos das bagas e sistematicamente os testamos contra bactérias causadoras de doenças para descobrir o mecanismo medicinal desta planta”, disse a pesquisadora Cassandra Quave ao portal Phys.org.

Como funciona

Os pesquisadores mostraram que uma composição refinada, rica em flavona, extraída das bagas inibe a formação de lesões cutâneas em ratos infectados com Staphylococcus auereus resistente à meticilina (MRSA).O composto não mata as bactérias, mas reprime um gene que permite que as suas células se comuniquem umas com as outras. Bloquear essa comunicação impede que as células realizem ações coletivas.

“Isso essencialmente desarma as bactérias MRSA, impedindo que excretem as toxinas que elas usam como armas para danificar tecidos”, explica Quave. “O sistema imunológico normal, em seguida, tem uma melhor chance de se curar”.

A descoberta pode ajudar a criar novas formas de tratar e prevenir infecções resistentes a antibióticos, um problema crescente. De acordo com a Organização das Nações Unidas, as infecções resistentes aos antibióticos são uma “ameaça fundamental” para a saúde e segurança global, e há estimativas de que causam pelo menos 700 mil mortes por ano em todo o mundo, com potencial para crescer para 10 milhões de mortes anualmente até 2050.

Próximos passos

Os pesquisadores também descobriram que o extrato não prejudica os tecidos e a pele dos ratos, nem as bactérias normais e saudáveis encontradas neles.

 

“Em alguns casos, você precisa entrar pesadamente com antibióticos para tratar um paciente. Porém, há situações em que o uso de um método antivirulento pode ser igualmente eficaz enquanto também ajuda a restaurar o equilíbrio na saúde de um paciente”, argumenta Quave.

O fruto, que parece uma pimentinha, não é uma planta exótica e rara encontrada apenas em um canto remoto da vasta floresta. Embora seja original da Amazônia, prospera em climas subtropicais e é abundante em grande parte da Flórida e outros estados americanos, por exemplo.

O próximo passo da pesquisa são ensaios pré-clínicos para testar os benefícios medicinais do extrato. “Se forem bem sucedidos, vamos fazer um pedido para prosseguir com ensaios clínicos”, afirmou Quave.

Os dados do estudo foram publicados na revista Scientific Reports. [MedicalXpress]