Brasileiros criam projeto fotográfico divertido que discute os limites entre ficção e realidade

Você já imaginou como seria a rotina dos super-heróis e personagens fictícios fora das obras da qual fazem parte? O divertido projeto fotográfico brasileiro The Fantastic Reality traz à tona os limites entre ficção e realidade colocando figurinhas conhecidas do mundo pop em situações cotidianas nem um pouco românticas ou fantasiosas. 

A ideia partiu das fotógrafas Maristela Acquaviva e Renata Mello, e do publicitário Nicholas Acquaviva Galvez, que criaram 30 imagens mostrando personagens como a Branca de Neve, a Mulher Maravilha, o The Flash e até o malígno Darth Vader em suas rotinas que fogem um tanto do imaginário lúdico infantil. Afinal, a realidade não é assim tão fantástica e certamente é um tanto sarcástica.

O olhar do projeto nos leva a um cenário bem distante dos livros e roteiros, e mais próximos da nossa própria realidade. O Coringa, por exemplo, ganha a vida como palhaço num circo, enquanto o apressado The Flash espera um busão na caótica São Paulo. Para a série de fotografias foram convidados atores, blogueiros, apresentadores, cantores, cosplayers e jornalistas, que deram vida aos personagens.

O trabalho foi transformado em exposição e num livro homônimo que terá parte da venda destinada à ONG Super Heróis da Alegria que trabalha com humanização em hospitais através de personagens da ficção, conhecidos no mudo geek como cosplayers. Confira algumas fotos abaixo:

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Todas as fotos © Maristela Acquaviva e Renata Mello

Conheça o Museu da Arte Ruim, em Massachusetts

Esqueça obras de arte como as expostas no Louvre ou no Metropolitan. O Museu da Arte Ruim, (MOBA: Museum of Bad Art), é uma instituição privada, dedicada à descoberta, preservação, exposição e celebração de arte ruim em todas as suas formas.

Com galerias nas cidades de Brookline, Somerville e South Weymouth (todas na área de Boston, Massachussets, EUA), o local foi fundado no outono de 1993 e apresentou sua primeira exposição em março de 1994. Cada um dos endereços possui até setenta peças de arte – de gosto duvidoso – exibidas ao mesmo tempo, mas a coleção completa do museu possui cerca de 600 peças.

O curador da instituição, Michael Frank, visita frequentemente lojas de penhores e mercados de pulgas para encontrar novas peças para o acervo. No site é explicado o conceito do local: “Por ser o único museu no mundo dedicado a mostrar o pior da arte, sentimo-nos moralmente obrigados a explorar novas e criativas formas de exibir esta coleção inestimável de arte de qualidade ruim a um público global”.

A história do museu começou quando Scott Wilson, um negociador de arte e antiguidades, encontrou uma pintura no lixo – a icônica Lucy in the Field with Flowers – e mostrou a seus amigos, que lhe sugeriram que ele começasse uma coleção. Wilson adquiriu mais algumas peças igualmente terríveis e começou a realizar mostras na casa de um amigo.

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Lucy in the Field with Flowers, o quadro que começou a coleção

Hoje em dia, com três endereços, o museu amplia sua coleção em lojas de segunda mão, mercados de pulgas, vendas de garagem e até em caçambas de lixo. Muitas vezes, os próprios artistas fazem uma doação. Todas as artes passam por um rigoroso processo de revisão. Nenhuma arte infantil é permitida ou arte propositadamente criada para ser ruim.

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O que procuramos são peças produzidas na tentativa de fazer algum tipo de declaração artística – mas que claramente deram errado”, conta Michael Frank. “Tem que haver algo que faz a pessoa parar e se perguntar por que o artista continuou com aquilo.”

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Mas nem tudo o que muitas pessoas consideram ruim é considerado desta forma pela equipe do museu. “Nove em cada dez peças não entram porque não são ruins o bastante. O que um artista considera ruim nem sempre atende aos nossos baixos padrões de qualidade”, conta o curador.

Veja mais alguns exemplos das obras que fazem parte do acervo do museu:

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* Todas as imagens: Reprodução

15 opções de passeios alternativos em SP para celebrar os 463 anos da cidade

caótica, a cinza (né, Dória?), a linda, a metrópole que é igual coração de mãe e sempre tem espaço para mais um. No dia 25 de janeiro, que tal renovar suas esperanças e seu olhar sob a capital paulista? Vamos te mostrar 10 opções de passeios alternativos para fazer por estas bandas, que se transformam a cada milésimo de segundo.

1. Templo Quan-Inn do Brasil 

A 10km do autódromo de Interlagos está um templo budista que, embora exista há 30 anos, ainda pouco conhecido pelos paulistanos, que costumam lotar o templo Zu-Lai, especialmente no Ano Novo Chinês. Mantido apenas com doações, a construção tem traços asiáticos marcantes, cheia de ornamentos e cores em seus altares. São três templos, que se dividem entre budista e taoísta, que são abertos para visitas apenas aos domingos. Pela falta de verba, foram suspensas as sessões gratuitas de acupuntura. Ainda assim, vale a visita. Só lembre-se: é um lugar sagrado, portanto, se aprecia o silêncio e o respeito acima de tudo.

Endereço: R. Rio São Nicolau, 328-672 – Grajaú

Templo Quan-Inn

Templo em SP

2. Casarão do Vinil

Se você mora em São Paulo e ainda não conhece a Mooca, meu…mude de cidade! A região que traduz muito do que o paulistano é hoje resguarda consigo muitos lugares incríveis, um deles é o casarão que conta com um acervo gigantesco de LP’s, exigindo tempo para uma boa garimpada, além de uma exposição de compactos, discos de 78 rotações, livros e gibis que preservam histórias da música.

Endereço: Rua dos Trilhos, 1212 – Mooca

Casarao do Vinil

3. Aldeias indígenas

Quando eu digo que São Paulo é um mundo, acredite, é porque tem de tudo mesmo! Não que isso seja absurdo, mas é um tanto surpreendente de se imaginar aldeias por aqui. No extremo sul da cidade estão duas áreas de proteção ambiental, em plena Mata Atlântica: a Capivari-Monos e a Bororé-Colônia, de onde brotam as nascentes das represas a Billings e Guarapiranga. Ali estão os índios guaranis que mostram seu artesanato, cultura e, por meio de agendamento, a comida típica. A área preservada conta ainda com cachoeiras, mananciais, animais selvagens e uma cratera de 35 milhões de anos feita por um meteorito.

Endereço: Região de Parelheiros

Aldeias Indigenas em SP

Foto: Divulgação/São Paulo Turismo/Felipe Spina

4. Espaço Cultural Seu Gumercindo

Uma simpática casinha amarela promove a arte nas suas mais variadas formas. Designado como espaço cultural livre e de vivência, colaborativo, atelier e galeria de arte, reúne muitos graffitis, seja nos muros ou em telas. A Vila Mariana, aliás, merece mais a atenção do paulistano, tão focado na irmã, Madalena. Fica a dica!

Endereço: Rua Santa Cruz, 1876 – Vila Mariana

Seu Gumercindo

5. Vila Itororó

Próximo a Av. 23 de Maio, a Vila “Surreal”, como é conhecida, foi reaberta ao público durante seu período de obras, que darão como fruto um novo centro cultural. A vila foi construída entre 1922 e 1929, havendo 37 edificações e um palacete. Há muitas relíquias arquitetônicas restantes para se ver e se encantar, em visitas pelo canteiro, acompanhadas por arquitetos. Acompanhe a agenda pelo Facebook.

Endereço: entrada pela Rua Pedroso, 238 – Bela Vista

Itororo-SP

6. A Balsa

No centro da cidade está um espaço mega charmoso e que, vez ou outra, abre para festinhas descoladas e outros eventos. Em pleno Vale do Anhangabaú, costuma abrigar boa música, gente bonita e um clima agradável de onde se há vista para os arredores no terraço. Fique de olho na agenda pelo Facebook.

Endereço: Rua Cap. Salomão, 26 – Centro

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7. Central Caos

O que era um famigerado bar e loja de antiguidades na Rua Augusta acabou migrando para o bairro Santa Cecília em 2016. O novo empreendimento dos sócios Tibira Martins e Kadu Paz, abriga uma loja, um ateliê e um bar, com programação que inclui shows, feiras esporádicas, workshops. O acervo do agora inclui móveis, carros antigos, lambretas e afins.

Endereço: Rua General Júlio Marcondes Salgado, 321 – Santa Cecília

Central Caos

8. Pedra Grande – Parque da Cantareira

O silêncio em São Paulo parece assim, um sonho de tão raro. Para fugir das buzinas não é preciso sair da cidade. A apenas 10 km da Praça da Sé, na zona norte da cidade, fica o núcleo Pedra Grande do Parque da Cantareira. Neste pedacinho de mata atlântica no meio da metrópole, a dica é conhecer o mirante da Pedra Grande, da onde se tem uma vista panorâmica da capital paulista. Funciona aos sábados, domingos e feriados, das 8h às 17h.

Endereço: R. do Horto, 1799 – Parque da Cantareira

Pedra Grande

9. Parque Cidade de Toronto

Criado em 1987 pelas prefeituras da cidade de São Paulo e de Toronto, no Canadá, o parque tem um pé no país norte americano. Ocupando 109 m², tem bicicletário, aparelhos de ginástica, pista de cooper, playground canadense, quadras, brejos e um lago.

Endereço: Avenida Cardeal Motta, 84 – Pirituba

Cidade de Toronto

10. Museu da Lâmpada

Aberto para visitas agendadas, o Museu da Lâmpada fica no bairro Jabaquara e parar entrar é necessário 1kg de alimento não perecível. O acervo conta com exposições permanentes dos inventores da lâmpada, além de contar com uma réplica do laboratório de Thomas Edison e suas invenções. Além disso, também tem uma sala dedicada à história do Fogo ao LED, com diversos objetos de iluminação e outra que fala sobre sustentabilidade.

Endereço: Avenida João Pedro Cardoso, 574 – Jabaquara

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11. Casa  Mestre Ananias

A cultura afro-brasileira pulsa no bairro do Bixiga através da preservação do legado de Mestre Ananias. No espaço de vivência e capoeira tradicional (Capoeira Angola) fundado por ele, o do samba de roda atrai os olhares de moradores e curiosos. Além disso, funciona como pólo educacional de manutenção e difusão dessas tradições baianas desenvolvidas na cidade de São Paulo, obras do patrimônio cultural imaterial nacional e da humanidade.

Endereço: Rua Conselheiro Ramalho, 939 – Bela Vista

Casa Mestre Ananias

12. Edifício Matarazzo

Figurinha conhecida e muito emblemática para os paulistanos, o Edifício Matarazzo é a sede da Prefeitura e agora abre para visitação gratuita. Mediante agendamento prévio, o público pode conhecer as instalações do prédio de 1930, com a vantagem de chegar até o jardim suspenso, onde vivem – pasmem – mais de 400 espécies vegetais e algumas carpas num pequeno lago.

Endereço: Alameda Casa Branca, 35 – Cerqueira César

Edificio Matarazzo

Foto: José Cordeiro/ SPTuris

13. Al Janiah

Em novo endereço, o espaço cultural e político árabe tem uma programação animada de música e gastronomia, onde se prova sabores diferentes como o shawarma (semelhante a um kebab) e o churrasco árabe. A casa também é sede de eventos de outras nações como o Congo, promovendo festas e bandas de origem congolesa.

Endereço: Rui Barbosa, 269 – Bixiga

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14. Centro Cultural Correios 

Com entrada gratuita, o imponente prédio histórico na região central tem 15 mil m² e ainda assim parece tímido, mantendo-se como um “lugar secreto” na capital. A construção de 1919 ganhou um centro cultural em 2013, que promove atividades culturais nos campos das artes visuais, humanidades e música. Os visitantes podem entrar de terça a domingo, das 11h às 17h.

Endereço: Avenida São João, s/nº – Vale do Anhangabaú

Centro Cultural Correios

15. Casa de Portugal – facebook

Sabia que o bairro mais oriental de São Paulo tem uma “intrusa” lusitana? A Casa de Portugal foi fundada em 1935 como Instituição Associativa e Cultural da Comunidade Luso-Brasileira. A ONG sedia apresentações musicais e eventos fechados, além de contar com uma biblioteca de 12.900 volumes portugueses e exposições esporádicas, ambos abertos ao público em geral.

Endereço: Av. Liberdade, 602 – Liberdade

Casa de Portugal em SP

*Por vir: anota aí na agenda que dia 28 de janeiro tem espaço cultural novo na cidade! É a  Galeria Barro Bronx, ateliê artístico e museu a céu aberto na Cidade Tiradentes.

Barro Bronx

Todas as fotos: reprodução

Nesta cafetaria em Londres, o dinheiro que você gasta serve para dar emprego e formação para moradores de rua

A cafeteria The Old Spike Roastery, localizada em Londres, Inglaterra, é especializada em torrefação e importa grãos de diversas regiões do mundo, como Guatemala e Tanzânia. Mas o que os torna diferentes dos outros cafés não é apenas a origem dos produtos. Eles são uma empresa social. Ao comprar uma xícara de café, você está ajudando a garantir a formação dos sem-teto.

A instalação funciona exclusivamente para ajudar pessoas desabrigadas da comunidade local, a fim de fornecer treinamento especializado, habitação e trabalho remunerado, com o intuito de que este seja um trampolim para um emprego a longo prazo. De acordo com o co-fundador Cemal Ezel, o relacionamento da empresa com seus funcionários é verdadeiramente simbiótico.

Cemal conta sobre a primeira pessoa com que eles trabalharam: “Nossa primeira pessoa foi a Lucy – ela é uma das pessoas mais legais que eu já conheci. Se ela não tivesse tido essa oportunidade, ninguém teria dado a ela uma chance. Agora, a loja não pode operar sem ela”.

Segundo o site Sprudge, a lista de empresas que procuram colaborar e investir neste projeto é impressionante. Cemal explica: “Este café foi o piloto, para mostrar às pessoas o que podemos fazer para que pudéssemos aumentar o financiamento para expandir“.

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Todas as imagens via The Independent e Sprudge