Conheça o Museu da Arte Ruim, em Massachusetts

Esqueça obras de arte como as expostas no Louvre ou no Metropolitan. O Museu da Arte Ruim, (MOBA: Museum of Bad Art), é uma instituição privada, dedicada à descoberta, preservação, exposição e celebração de arte ruim em todas as suas formas.

Com galerias nas cidades de Brookline, Somerville e South Weymouth (todas na área de Boston, Massachussets, EUA), o local foi fundado no outono de 1993 e apresentou sua primeira exposição em março de 1994. Cada um dos endereços possui até setenta peças de arte – de gosto duvidoso – exibidas ao mesmo tempo, mas a coleção completa do museu possui cerca de 600 peças.

O curador da instituição, Michael Frank, visita frequentemente lojas de penhores e mercados de pulgas para encontrar novas peças para o acervo. No site é explicado o conceito do local: “Por ser o único museu no mundo dedicado a mostrar o pior da arte, sentimo-nos moralmente obrigados a explorar novas e criativas formas de exibir esta coleção inestimável de arte de qualidade ruim a um público global”.

A história do museu começou quando Scott Wilson, um negociador de arte e antiguidades, encontrou uma pintura no lixo – a icônica Lucy in the Field with Flowers – e mostrou a seus amigos, que lhe sugeriram que ele começasse uma coleção. Wilson adquiriu mais algumas peças igualmente terríveis e começou a realizar mostras na casa de um amigo.

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Lucy in the Field with Flowers, o quadro que começou a coleção

Hoje em dia, com três endereços, o museu amplia sua coleção em lojas de segunda mão, mercados de pulgas, vendas de garagem e até em caçambas de lixo. Muitas vezes, os próprios artistas fazem uma doação. Todas as artes passam por um rigoroso processo de revisão. Nenhuma arte infantil é permitida ou arte propositadamente criada para ser ruim.

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O que procuramos são peças produzidas na tentativa de fazer algum tipo de declaração artística – mas que claramente deram errado”, conta Michael Frank. “Tem que haver algo que faz a pessoa parar e se perguntar por que o artista continuou com aquilo.”

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Mas nem tudo o que muitas pessoas consideram ruim é considerado desta forma pela equipe do museu. “Nove em cada dez peças não entram porque não são ruins o bastante. O que um artista considera ruim nem sempre atende aos nossos baixos padrões de qualidade”, conta o curador.

Veja mais alguns exemplos das obras que fazem parte do acervo do museu:

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* Todas as imagens: Reprodução

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