10 reis e rainhas assassinados no poder

Hoje em dia, os reis e rainhas da Europa são praticamente personagem figurativos, que aparecem em ocasiões cerimoniais e são largamente ignorados durante o resto do ano. Mas, durante vários anos, as famílias reais da Europa cometeram assassinato atrás de assassinato, rivalizando impiedosamente em busca de poder absoluto. Homicídios eram comuns, e muitos tiranos medievais terminaram seus dias desta forma. Veja quais foram os 10 assassinatos reais que mais chocaram o mundo medieval.

10 – Érico V da Dinamarca

Em 1286, um misterioso grupo de monges franciscanos entrou na aldeia de Finderup. Eles estavam indo para o celeiro onde o rei Érico V da Dinamarca e sua comitiva estavam dormindo após uma expedição de caça nas florestas locais. Enquanto os caçadores dormiam, os monges assassinos entraram silenciosamente no celeiro e apunhalaram o rei até a morte.

Na confusão que se seguiu, os assassinos abandonaram seus trajes de monge e conseguiram fugir. O rei Érico era um tirano impopular que tinha muitos inimigos, e não ficou claro quem tinha ordenado o assassinato. Numa atmosfera de paranoia, os dinamarqueses rapidamente condenaram o nobre Stig Andersen Hvide, que odiava Érico por este ter dormido com sua esposa.

Nenhuma evidência ligou Hvide ao assassinato, e ele se recusou a se submeter a tal decisão. Em vez disso, ele fugiu para a ilha de Hjelm e se tornou um pirata, invadindo e saqueando a costa da Dinamarca até sua morte, sete anos depois.

9 – Alboin

Alboin foi o rei dos lombardos e uma das figuras mais poderosas e notáveis da Europa do século VI. Foi ele que levou os lombardos ao sul, até a Itália, conquistando o norte do país.

Ninguém poderia vencer Alboin no campo de batalha. Mas sua selvageria eventualmente foi um tiro pela culatra. No início de seu reinado, ele matou o rei Cunimund, dos Gépidas, e transformou seu crânio em um copo para bebidas. Então ele casou-se à força com a filha de Cunimund, Rosemund. Durante uma festa em 572, ele convidou Rosemund para “beber feliz com seu pai” e fez ela beber vinho da taça feita com o crânio.

Esta, obviamente, foi uma atitude que passou dos limites, e Rosemund imediatamente começou a planejar o assassinato do rei. Ela se disfarçou como uma criada e seduziu o guarda-costas de Alboin, Peredeo. Ela então revelou sua verdadeira identidade e ameaçou contar a Alboin sobre o caso a menos que Peredeo o matasse. Sabendo que Alboin certamente iria executá-lo, Peredeo concordou e matou o rei em seu quarto, completando a vingança de Rosemund.

8 – André I da Hungria

Quando o rei Roberto de Nápoles morreu em 1343, o trono passou para sua neta adolescente, Joanna. Ela estava casada com seu primo, o príncipe André da Hungria, e a expectativa era que ele governaria Nápoles em seu nome. Mas Joanna era uma jovem impiedosamente determinada que insistiu que ela era rainha e André apenas seu marido.

Em pouco tempo, se desencadeou uma amarga luta política entre os dois. O povo de Nápoles apoiou Joanna, desprezando André como um estrangeiro, que se cercou com outros húngaros. Em pouco tempo, o príncipe estava escrevendo à sua mãe que temia por sua vida.

Em 1344, André estava se despindo para dormir quando homens armados invadiram o quarto, espancaram-no severamente e depois tentaram o enforcar em uma varanda. O plano era aparentemente esconder seu corpo, mas a enfermeira de infância de André ouviu o assassinato e levantou o alarme. Joanna declarou sua inocência, alegando que estava dormindo no quarto ao lado o tempo todo.

7 – Joanna de Nápoles

O assassinato de seu marido teve consequências para Joanna. Os parentes húngaros de André imediatamente invadiram Nápoles, sedentos por vingança. Entretanto, Joanna era uma adversária formidável, e recuperou eventualmente seu reino.

Porém, os húngaros estavam apenas esperando uma oportunidade. Em 1380, eles apoiaram com entusiasmo o parente distante de Joanna, Charles de Durazzo, que havia recebido o trono de um dos dois papas da Igreja. Charles invadiu Nápoles com sucesso e capturou Joanna.

Mas Joanna tinha um último truque na manga. Antes de ser capturada, ela anunciou que estava adotando o príncipe Luís da França e tornando-o seu sucessor. O encantado Luís levantou um enorme exército francês para libertar sua nova mãe, mas ela foi assassinada em 1382 por Charles antes que os franceses pudessem chegar até ela.

A maioria das pessoas diz que seus assassinos húngaros a estrangularam, assim como André fora estrangulado. No entanto, a esposa do príncipe Luís, Marie, escreveu que ela foi na verdade sufocada com um colchão de penas, para evitar que ela tivesse marcas em seu corpo.

6 – Charles de Durazzo

Depois de assassinar Joanna, Charles de Durazzo tornou-se rei de Nápoles. E já que tomar um reino de uma parente do sexo feminino tinha dado tão certo da primeira vez, ele decidiu fazer a mesma coisa quando Louis da Hungria morreu, e sua filha, Maria, ficou com o trono.

Charles invadiu a Hungria e retirou com sucesso Maria do poder. Mas ele tinha subestimado severamente a mãe de Maria, a temível Elizabeth da Bósnia. Ela já tinha firmemente garantido a Polônia para sua filha mais velha, Jadwiga, e agora estava determinada a fazer o mesmo por Maria na Hungria.

Fingindo dar boas-vindas a Charles, Elizabeth ganhou sua confiança e estava com ele no castelo de Buda quando o assassino enfiou uma machadinha em seu pescoço em 1386. O ato assegurou eficazmente o trono húngaro para Maria, embora Elizabeth não tenha vivido para ver isso: a esposa de Charles a estrangulou por vingança.

5 – Sarevich Dmitry

Ivan, o Terrível, não teve sorte com seus filhos. O primeiro se afogou quando era ainda um bebê quando o barco real virou. Ivan pessoalmente cuidou do assassinato do segundo, em um ataque de fúria. Como resultado, o trono foi para o seu terceiro filho, Feodor, que pode ter sido mentalmente deficiente, e permitiu que o regente Boris Godunov governasse em seu nome.

Isso tornou o filho mais novo de Ivan, Dmitry, uma ameaça potencial para o poder de Godunov. Para surpresa de ninguém, o rapaz de oito anos foi logo encontrado com uma faca no pescoço em 1591. A surpresa ficou para a explicação: Godunov tentou afirmar que Dmitry acidentalmente cortou brutalmente sua própria garganta depois de sofrer um ataque epilético enquanto segurava uma faca.

Esta história clinicamente improvável não persuadiu quase ninguém, especialmente porque uma testemunha importante desapareceu enquanto estava a caminho de testemunhar sobre o assassinato. Outros acusaram a família Bitigavosky, que foi morta em um tumulto. Três impostores mais tarde assumiram o controle de áreas da Rússia, alegando ser o verdadeiro Dmitry, que teria misteriosamente desaparecido antes do assassinato.

4 – Aedh Ua Conchobair

Nem todos os assassinatos reais tinham motivos políticos. Veja o caso de Aedh Ua Conchobair, que governou o oeste da Irlanda como o rei de Connacht no início do século 13. De acordo com os Anais de Connacht, Aedh foi morto enquanto visitava Geoffrey de Mareys, o justiciar – uma espécie de primeiro-ministro – inglês na Irlanda, em 1228.

Conforme registrado nos Anais, Aedh era um homem famosamente bonito. Geoffrey ordenou a uma serva que banhasse seu convidado, o que deixou o marido dela, um carpinteiro, com uma imensa uma raiva ciumenta. O homem pegou um machado de madeira, invadiu a sala e matou Aedh no banho.

Geoffrey mandou enforcar o carpinteiro no dia seguinte, o que parece um pouco duro demais, já que os Anais registram que o próprio filho de Geoffrey alimentou deliberadamente o ciúme do carpinteiro, na esperança de tirar Aedh de cena.

3 – Charles O Bom

Charles o Bom se tornou conde de Flanders em circunstâncias dramáticas. Seu primo, o infante Conde Baldwin, foi mortalmente ferido em batalha e deu seu título a Charles com seu último suspiro. O novo conde logo agradou seus súditos através de numerosos atos de caridade.

Infelizmente, Charles também fez inimigos na rica família Erembald, que tinha subido ao poder em circunstâncias ainda mais dramáticas. O Erembald original era um servo do castelão de Bruges – enquanto tinha secretamente um caso com sua esposa. Um dia, o castelão estava urinando de um barco quando Erembald o empurrou na água, onde o homem afogou-se. Erembald casou então com sua viúva e transformou-se no novo castelão.

Quando os descendentes de Erembald ficaram muito poderosos, Charles decidiu reduzi-los de volta ao status de servos em 1127. Isso deixou em pânico os Erembalds, que enviaram seus cavaleiros para matar Charles na igreja onde ele estava orando.

2 – Canuto IV

Charles o Bom deveria realmente ter sido mais cuidadoso, já que ele era filho do rei Canuto IV da Dinamarca, que também foi morto em uma igreja por seus inimigos. Mas enquanto Charles caiu para uma família de magnatas ricos, os assassinos de Canuto eram humildes camponeses.

Canuto suprimiu o paganismo e aumentou muito o poder da igreja dinamarquesa, a ponto de mais tarde ter se tornado santo. Infelizmente, ele também exigiu que os camponeses pagassem um dízimo à igreja, o que enfureceu o povo. Para piorar as coisas, uma invasão planejada da Inglaterra desmoronou devido a lutas internas.

Em 1086, uma rebelião geral tinha surgido contra seu governo. Canuto fez uma barricada em uma igreja em Odense, rodeado por seus inimigos. O rei, que orava, foi ferido por uma lança atirada pela janela. Os rebeldes então derrubaram a porta e terminaram o serviço com uma chuva de flechas.

1 – Galswintha, Sigebert e Chilperic

A mulher mais notável e cruel do século 6 começou a vida como uma escrava na corte do rei franco Chilperic. Seu nome era Fredegunda, e ela logo chamou a atenção do rei. Mas Fredegunda não estava disposta a permanecer como amante. Sobrou para a rainha Galswintha, que foi logo foi estrangulada. Fredegunda a substituiu como a esposa de Chilperic.

Infelizmente, a irmã de Galswintha era Brunhilde, esposa do irmão de Chilperic, Sigebert, que atacou em busca de vingança. Sigebert foi vitorioso na batalha, mas foi assassinado em sua hora de triunfo por ordens de Fredegunda. Fredegunda também fez inúmeras tentativas de assassinar Brunhilde, embora sua rival tenha sobrevivido a todas elas.

Nas três décadas seguintes, Fredegunda ordenou tantos assassinatos que é impossível listar todos. Suas vítimas notáveis incluem a maioria dos filhos de casamentos anteriores de Chilperic, numerosos bispos e nobres, e provavelmente o próprio Chilperic, que foi misteriosamente assassinado em 584. Ela também ordenou uma tentativa fracassada contra a vida do Rei Guntram, da Borgonha, e forçou o segundo marido de Brunhilde ao suicídio. Mas Fredegunda era mais do que uma assassina enlouquecida. Ela cimentou sua popularidade persuadindo seu marido a baixar os impostos. E defendeu com sucesso sua posição após o assassinato de Chilperic, assegurando-se de que seu filho tomaria o trono. [Listverse]

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