Como um homem que dormia no chão do banheiro público com o filho virou um investidor de sucesso

Aos 27 anos, a vida de Chris Gardner não ia nada bem. Com um filho de apenas 14 meses, ele precisava dormir no chão do banheiro de uma estação de trem por falta de dinheiro para o aluguel. A experiência durou apenas um ano, na década de 80, e hoje, aos 62, ele é dono de uma fortuna avaliada em US$ 60 milhões, segundo o Mirror.

Chris foi parar nas ruas após ser deixado pela mulher, mas sempre esteve disposto a mudar de vida. Na época, ele trabalhava como investidor trainee e revezava entre seus dois únicos ternos para ir ao trabalho todos os dias do ano. Nenhum de seus colegas sabia que ele não tinha uma casa e o pouco salário que recebia era usado para pagar a creche em que deixava o filho, Chris Jr., durante o dia – dessa forma, não sobrava nada para gastar com aluguel. Além dos banheiros públicos, eles já chegaram a dormir em abrigos e bancos de praça.

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Mas as reviravoltas de sua vida foram tantas que ela rendeu uma autobiografia que foi usada como base para criação do filme À Procura da Felicidade (2006), estrelado por Will Smith. Isso porque, assim como o personagem do longa, Chris nunca desistiu de dar a volta por cima mesmo nos piores dias .

Foi assim que, ao final de seu trainee, foi convidado para preencher uma vaga permanente de trabalho na como corretor da bolsa, já em 1981. Logo, conseguiu alugar uma casa para morar com seu filho e sua sorte começou a mudar.

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Em 1987, Chris já havia fundado sua própria corretora de valores, onde trabalhou por 25 anos. O negócio só foi deixado de lado quando sua esposa faleceu vítima de um câncer. Na época, ele percebeu que não sentia mais prazer no que fazia e passou a se dedicar a realizar discursos motivacionais pelo mundo. Nessa tarefa, ela já passou por mais de 50 países contando sua emocionante história de sucesso.

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Fotos: Getty

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Esta pequena ilha de coral tem densidade populacional quatro vezes maior que Manhattan

Santa Cruz del Islote é uma pequena ilha de corais de 2,4 hectares situada no arquipélago de San Bernardo, na costa da Colômbia. Apesar disso, é lar de 1200 pessoas, uma densidade populacional quatro vezes maior do que a de Manhattan. 

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O vilarejo, porém, não é Manhattan. Não dispõe de água corrente ou sistema de esgoto. Sua eletricidade funciona apenas 5 horas por dia graças a um gerador, e a água doce limpa é enviada pela marinha colombiana, a cada três semanas. Então, porque as pessoas vivem aqui?

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Reza a lenda que há 150 anos atrás, um grupo de pescadores da cidade de Baru encontrou a ilha ao tentar uma nova rota de pesca. Era muito tarde para voltar para casa, e eles decidiram passar a noite em Santa Cruz del Islote. E ficaram surpresos ao descobrir que a ilha não tinha mosquitos, uma raridade na região. A história conta que o grupo dormiu tão pacificamente naquela noite, que resolveu se estabelecer por lá.

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Atualmente, Santa Cruz del Islote têm noventa casas, duas lojas, um restaurante, uma discoteca e uma escola, espremidos numa área de um campo de futebol e meio. É a ilha mais populosa do mundo. O espaço é tão limitado que a maioria das estruturas se estende até a água. Aqui, seus habitantes são pacíficos e não trancam as portas de suas casas. Não há violência, e sim união. Um exemplo e tanto para o resto do mundo!

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Fotos: Flickr, Panorâmio, CNT Traveller

Impressionantes imagens da Competição de Fotografia Subaquática de 2017

Os vencedores de 2017 da “Underwater Photographer of the Year”, uma competição de fotografia subaquática, acabaram de ser anunciados.Desde a primeira edição, em 1965, este ano tem sido o maior e melhor até à data, com 4.500 fotógrafos de 67 países diferentes participando do concurso.

São dez categorias no total, cada uma exibindo uma faceta diferente do mar azul profundo ou da arte da fotografia da vida selvagem.

Você pode conferir todas as imagens ganhadoras no site da competição. Abaixo, veja algumas das melhores:

Nick Blake


O prêmio de fotógrafo subaquático do ano foi para Nick Blake, de Dublin, na Irlanda, por sua foto com dobra de perspectiva “Out Of The Blue”, feita em um sumidouro de água doce – ou cenote – no México conhecido como Chac Mool.

Gabriel Barathieu


O vencedor de melhor foto subaquática foi o mergulhador francês Gabriel Barathieu por sua imagem “Dancing Octopus”, feita nas águas rasas ao redor da pequena ilha de Mayotte, no Oceano Índico. Ele conseguiu impressionar os juízes com suas proezas técnicas, simplicidade e clara representação do animal.

Horacio Martinez


O argentino Horacio Martinez fez esta imagem, chamada “Oceanic In The Sky”, no Egito. Ele ganhou o prêmio de “Fotógrafo Subaquático Promissor do Ano”.

Nicholai Georgiou


Nicholai Georgiou também ganhou um prêmio para mais promissor fotógrafo subaquático, por conta de sua foto de um grupo de orcas no norte da Noruega.

So Yat Wai


Vencedor da categoria “Macro” com a foto “Prey?”, So Yat Wai de Hong Kong fez a imagem durante um mergulho nas águas Filipinas de Anilao.

Nadya Kulagina


Nadya Kulagina, do Cazaquistão, ganhou uma “Menção Honrosa” pela imagem “The Haunted Room”, feita no Sudão.

Mikko Saareila


 Outra “Menção Honrosa”: “The Festive Table”, feita por Mikko Saareila, da Finlândia.

Qing Lin


Qing Lin, do Canadá, venceu a categoria “Comportamento” com a foto “Your home and my home” de peixes-palhaço.

Lorincz Ferenc

A categoria “Retrato” foi para o húngaro Lorincz Ferenc, por essa imagem feita no Egito.

Ron Watkins

Ron Watkins, dos EUA, venceu a categoria “Grande Angular” com a fotografia “One in a Million”. [IFLS]

Rainha Nefertari

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Nefertari foi uma grande rainha egípcia, esposa de Ramsés II faraó do Egito, cujo nome significa a mais bela, a mais perfeita e é muitas vezes seguida pelo epíteto amada de Mut. Nasceu aproximadamente em 1290 a.C. e morreu em 1254 a.C..Uma das muitas grandiosas rainhas da Nubia, Nefertari é anunciada como a rainha que se casou para a paz.

Os pais de Nefertari são desconhecidos, pressupõe-se que a sua origem foi uma família humilde. Uma possibilidade é que fosse filha do General Nakhtmin e de Mutnodjmet.

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Pintura parietal representado Nefertari, no seu túmulo.

Ramsés II desposou-a antes de suceder a Seti I e embora este tenha vivido muito mais tempo que ela e tido outras mulheres esta foi sempre designada excepcionalmente como a favorita.

Existem registos da sua presença numa festa em Luxor onde foi apresentada nos seguintes termos: A princesa, rica em louvores, soberana da graça, doce no amor, senhora das duas terras, a perfeita, aquela cujas mãos seguram os sistros, aquela que alegra o seu pai Amom, a mais amada, a que usa a coroa, a cantora de belo rosto, aquela cuja palavra dá plenitude. Tudo quanto pede se realiza, toda a realidade se cumpre em função do seu desejo e conhecimento, todas as suas palavras despertam alegria nos rostos, ouvir a sua voz permite viver.

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Interpretando as escrituras à letra Nefertari teria dado quatro filhos e duas filhas a Ramsés II. Mas, por vezes, a noção de filho corresponde a um título. Ao longo do seu reinado, Ramsés II adoptou um número consideravel de filhos régios e filhas régias, o que levou certos egiptólogos a crer que tinha sido um procriador proverbial.

Papel politico

No primeiro ano do seu reinado Nefertari foi associada a actos importantes. Logo após ter participado na coroação do seu esposo Ramsés II ela foi levada a apresentar-se perante ele em Abidos numa cerimónia em que Nebunenef foi nomeado sumo sacerdote de Amon, assegurando assim a fidelidade deste rico e poderoso clero tebano.

Vê-se nas inscrições egípcias as famosas festas de Min, onde a rainha fazia o ritual das sete voltas em torno do trono do faraó proferindo as formulas mágicas para perpetuar a prosperidade das Duas terras. Este era um ritual sagrado do estado.Tal como outra rainhas antes, Nefertari exerceu um importante papel nas negociações de paz com os povos vizinhos, nomeadamente com os hititas, correspondendo-se com a sua homóloga a rainha do Hatti.

Abu Simbel, Templo de Nefertari.

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Esfinge, construída sobre uma única pedra

 Em 06 de dezembro de 1912 uma equipe liderada pelo arqueólogo alemão Ludwig Borchardt encontrou o agora famoso busto de Nefertiti em Amarna, no Egito. Em 1913.

Segredos de Nefertari

  • O texto está escrito em hieróglifos, palavra de origem grega que significa Escrita Sagrada. Essa escrita foi inventada por volta de 3.000 a.C., e sua última inscrição data de 394 d.C. Seu significado só foi decifrado em 1822, graças à redescoberta da Pedra de Roseta por soldados franceses, em um forte no Egito, anos antes. A Roseta tem 114 centímetros de altura por 72 centímetros de largura e contém um decreto real de Ptolomeu V(210-181 a.C.)inscrito em dois idiomas – grego e egípcio – e em três escritas diferentes, pois o texto egípcio aparece também em caracteres demóticos, uma forma de escrita cursiva abreviada. A comparação entre elas levou à decifração dos hieróglifos e ao surgimento de uma nova ciência: a Egiptologia.

    A escrita dos hieróglifos utiliza imagens em lugar de letras, e sua estrutura é formada por três tipos de caracteres: os figurativos (ou determinativos), pictogramas que são cópia direta dos objetos que representam; os simbólicos, ideogramas que expressam ideias abstratas; e os fonéticos, 24 sinais que podiam formar palavras de duas sílabas (biliterais) ou três (triliterais), cuja pronúncia é hoje desconhecida. Essas palavras eram acompanhadas por um sinal determinativo que atribuía um sentido ao conjunto de símbolos escritos.

    O texto e os desenhos reproduzidos aqui estão na parede sul do quarto C da tumba da rainha Nefertari (c. 1290-1254 a.C.). As paredes foram escavadas nas rochas de calcário, revestidas com reboco de gesso, e as pinturas têm cores vibrantes – vermelho, amarelo, verde e azul –, contrastando com o branco e o preto dos fundos e contornos. Cerca de 520 metros quadrados foram pintados contando a história da rainha.

    Neste detalhe, Nefertari, principal esposa de Ramsés II, está jogando o Senet, jogo popular na época. Como ela está sem parceiro, egiptólogos especulam que estaria jogando com seu próprio destino. O instrumento que a rainha tem na mão também é um hieróglifo e um instrumento musical, espécie de chocalho, símbolo da deusa Mut, protetora da rainha. Segue em hieróglifos o nome do sistrum, um chocalho ritual, com o seu determinativo, uma imagem da deusa Mut e a transliteração. O texto contém dois grandes hieróglifos determinativos, a imagem da rainha e o jogo que ela tem à sua frente (Senet), que informam o que a rainha está fazendo. Para os egípcios, o tamanho dos símbolos refletia a importância dos personagens, sendo as figuras maiores sempre as dos “donos” das tumbas.

    Margaret Marchiori Bakosé professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e autora de O que são os hieróglifos (Brasiliense, 2009) e Fatos e mitos do antigo Egito (EDIPUC, 2009).

    A preferida de Ramsés

    O texto data da XIX Dinastia (1293-1185 a.C) e foi escrito no 24° ano do  governo de Ramsés II (1279-1212 a.C). A tumba está localizada no Vale das Rainhas, em Tebas, na margem esquerda do Rio Nilo. Existem cerca de 90 tumbas escavadas nessa área. Pouco se sabe dessa rainha, exceto que foi sempre a principal. Mãe do primeiro filho de Ramsés II (que teve mais de uma centena de filhos) e de outros cinco (sendo duas meninas), entre eles Merneptah (1212-1202 a.C.), seu sucessor.

    Solução:

     “A Osíris, a Grande Esposa do Rei do Alto e do Baixo Egito, Nefertari, amada de Mut, Senhora das Duas Terras, perante Osíris, Verdadeiro de Voz, o Grande Deus”.

Nefertiti jogando Senet

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Ramses II e Nefertari via :wikipedia