Fotógrafo com paralisia do sono transforma seus piores pesadelos em imagens poderosas

Quem sofre cronicamente de paralisia do sono garante ser das piores sensações possíveis. Como um pesadelo acordado, a pessoa desperta e, no entanto, não é capaz de mover seu corpo – que permanece como em um estado alucinatório, feito vivesse pesadelos na vida real.

Nicolas Bruno é um fotógrafo de 22 anos que há sete sofre com esse distúrbio, que o levou à insônia e à depressão. “Era como se estivesse possuído por demônios”, ele diz. No lugar de se deixar levar pelos impulsos suicidas que tomavam conta dele ao redor das crises, ele decidiu transformar esse demônios em arte.

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A ideia surgiu quando um professor lhe sugeriu que transformasse o distúrbio em algo tangível – e nada melhor do que a arte para tal. Se antes das fotos as pessoas o consideravam um tanto maluco, depois do ensaio diversas pessoas sofrendo do mesmo mal lhe procuraram, para lhe agradecer. “Acho que minha pequena missão é espalhar palavras sobre essa condição”, ele diz.

O trabalho foi batizado de Between realms, ou ‘entre reinos’.

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Curiosamente, todas as pessoas vivem a paralisa do sono quando dormem – a diferença está justamente em vive-la quando já se está acordado, e a condição deveria estar suspensa. Essa pequena diferença é também literalmente a diferença entre a vida real e um pesadelo constante – assim como a arte pode ser a diferença entre doença e saúde. “Esse projeto me presenteou com um sentido de quem sou. Me deu a força para perseverar na vida, criar arte e me comunicar. Não sei onde estaria sem o projeto”, ele diz.

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Dormir vem deixando de ser um atalho para o pesadelo, para se tornar cada vez mais, na vida de Nicolas, um convite ao prazer e ao descanso, como melhor pode ser.

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Todas as fotos © Nicolas Bruno

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‘Caçadores de eclipses’ planejam viagens ao redor do mundo em busca do fenômeno

Michael Zeiler não era um viajante aventureiro, até experienciar o seu primeiro eclipse solar. Desde então, ele tem viajado para os lugares mais remotos do mundo para apreciar “a mais linda visão da natureza”. Ele é o que chamamos de perseguidores de eclipse, e irá para qualquer lugar para ser envolvido pela sombra da lua, mesmo que por apenas alguns minutos.

Em agosto de 2017, o Great American Eclipse enviará sua sombra sobre todo o Estados Unidos. Michael e outros mil de outras partes do mundo viajarão para se posicionar no caminho do eclipse total. Eles farão grandes esforços para vivenciar meros dois minutos de escuridão durante o dia, quando a lua se moverá em frente ao sol.

Há um eclipse solar no mundo a cada dezoito meses, em média. E os chamados caçadores de eclipse planejam suas vidas em torno desses eventos, não importa onde eles aconteçam.

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Michael conta que existe uma comunidade de perseguidores de eclipse, e ele fez dúzias de amigos por esse interesse em comum. Há um grupo na internet, inclusive, onde membros do mundo todo se mantém em contato e fazem planos para o futuro. Ele encontra muitos deles durante cada visão. Uma delas foi o eclipse no estreito de Makassar, entre Bornéu e Sulawesi, na Indonésia, quando viajarem em um cruzeiro durante dezesseis dias para avistar o fenômeno.

A comunidade é composta por pessoas de diversos tipos de formações. Eles são astrônomos profissionais ou amadores, fotógrafos que esperam capturar o evento. Muitos caçadores de eclipse não estudaram astronomia ou fotografia, e estão apenas hipnotizados pela beleza dos eclipses. Michael é um deles.

High Altitude Eclipse

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Ele tem um calendário onde todos os eclipses do século 21 estão sinalizados, seu “planejamento de férias da vida”, como costuma chamar. E conta que os eclipses que viu durante a vida o fizeram priorizar viagens, e não bens materiais.

O próximo vai ocorrer em 21 de agosto de 2017. A sombra vai encontrar a terra primeiro na costa de Oregon, para depois viajar por catorze países. Michael não vai viajar para ver apenas esse, mas também está fazendo planos para estar na Argentina em 2019, para quatro minutos de totalidade.

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Ele criou um site para te ajudar a se preparar para o eclipse desse ano. Existe importantes fatores de salvação a serem considerados, e também algumas dicas para garantir a experiência positiva. Saiba mais.

Fotos: reprodução

As incríveis imagens do homem que ama fotografar montanhas mas morre de medo de altura

Quem vê as imagens feitas pelo polonês Jakub Polomski logo deve imaginá-lo se aventurando ao escalar lugares perigosos para conseguir capturar as belas fotografias que ele faz de montanhas, seu tema favorito. Mal poderíamos imaginar que ele morre de medo de altura.

Alpes, Suíça
Alpes, Suíça

Ele diz que já tentou se desafiar a subir até o cume das montanhas algumas vezes, mas que sempre acaba com as pernas tremendo enquanto o resto do corpo fica paralisado. A maioria de suas fotografias é feita a partir de locais que qualquer um, mesmo sem habilidade para a escalada, consegue alcançar.

Dolomitas, Itália
Dolomitas, Itália

Essa não é a única curiosidade sobre sua carreira. Ele começou a fotografar aos 20 anos, após ler uma edição da revista National Geographic. Jakub pediu a câmera de um amigo emprestada e começou a tirar fotos de paisagens. Ele as publicava as imagens em fóruns de fotografia e aproveitava os comentários para melhorar sua técnica.

Alpes, França
Alpes, França

O polonês ganhou alguns prêmios por seu trabalho. O primeiro veio em 2007, dois anos após ele fazer as primeiras fotografias. Ele conta ter decidido fazer do hobby profissão em 2010, após ganhar um prêmio da National Geographic, sua inspiração, pela melhor foto de paisagem polonesa.

Vale a pena percorrer a galeria abaixo e seguir seu Facebook aqui.

Islândia

Islândia

Islândia

Islândia

Cárpatos, Polônia

Cárpatos, Polônia

Lofoten, Noruega

Lofoten, Noruega

Alpes, França

Alpes, França

Alpes, França

Alpes, França

Alpes, Suíça

Alpes, Suíça

Alpes, Áustria

Alpes, Áustria

Torres del Paine, Andes, Chile

Torres del Paine, Andes, Chile

El Chaltén, Andes, Argentina

El Chaltén, Andes, Argentina

Incrível animação mostra como o vício em smartphones pode estar afetando nossa vida

 

O que você faz quando não tem nada para fazer, está em uma fila ou aguardando alguma coisa? É bem provável que nesses momentos você saque o celular do bolso e fique navegando por redes sociais e aplicativos, sem objetivo fixo. Usar o celular se tornou mais do que um hábito: um vício. Sabe como isso afetou a sociedade?

Em uma sarcástica animação, o canal do YouTube Min Alxe mostra como fomos segados pelos poderes do smartphone e como a realidade virtual se mesclou (e até mesmo se sobrepôs) à vida real.

Assista ao vídeo. Você identifica seus amigos, familiares e você mesmo nesses personagens?

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Todas as fotos © YouTube/Reprodução