5 lugares incríveis perfeitos para um bate e volta cultural saindo de São paulo

Está cansado do ritmo frenético da babilônia, mas sem tempo para viagens longínquas? Conheça aqui cinco destinos a apenas 200km de distância de São Paulo para curtir o final de semana, voltar revigorado e cheio de histórias para contar:

Embu das Artes

A apenas 30km de São Paulo, Embu das Artes reúne uma feira de artesanatos e antiquários e um charmoso centro histórico com construções de mais de 200 anos para visitar. Aqui você passa uma tarde garimpando porcelanas, esculturas, pinturas e outros objetos de arte, no maior clima de interior!

Embu das Artes

APA Capivari-Monos

Nesta vasta área de Mata Atlântica a cerca de 50km de São Paulo, é possível visitar aldeias indígenas e desfrutar de rios limpos, bem perto da cidade. Aqui está também o Solo Sagrado, pertencente a Igreja Messiânica Mundial, uma área repleta de lagos e flores, onde pessoas vem para praticar Johrei, uma técnica de cura para evoluir espiritualmente e entrar em sincronia com a natureza.

Estrada Velha de Santos

Além de exuberante Mata Atlântica, quem percorre a Estrada Velha de Santos encontra no caminho monumentos históricos como a Calçada do Lorena, o primeiro caminho pavimentado que liga o planalto paulista ao litoral. Reza a lenda que Dom Pedro 1º o percorreu em cima de um jumento em 1822, antes de proclamar independência ao Brasil.

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Santana de Parnaíba

A cidade, antiga rota dos bandeirantes, está a 40km de São Paulo abriga nada menos que 200 construções tombadas pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico – Condephaat. Dentre eles, o Museu Casa do Anhanguera, modelo de casa de bandeirantes onde é possível conhecer objetos usados em Santana do Parnaíba nesses séculos, ou a Igreja Matriz, que abriu as portas no século 19 e abriga um imponente altar com a imagem de Santa Ana. Outra atração imperdível é o  Cine Teatro Coronel Raymundo, prédio do século 19 onde ocorrem atividades culturais.

Santana de Parnaiba

Paranapiacaba

A cerca de 60km do centro de São Paulo, Paranapiacaba abriga uma Maria Fumaça construída em 1867. Percorrendo-a, você passa por casas típicas de madeira erguidas no século 19 pela empresa britânica  São Paulo Railway Company (SPR), responsável por construir a ferrovia que conectava o Porto de Santos ao interior paulista.  No Museu Tecnológico Ferroviário, é possível entender como eram tracionados os trens que percorriam a Serra do Mar. O vilarejo abriga ainda um dos campos de futebol mais antigos do Brasil, inaugurado no final do século 19.

Paranapiacaba

Fotos: Wiki Commons

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No DogLab em SP, os ‘catioros’ levam seus donos para passear

Certa vez, ouvi que os gatos são para pessoas mais caseiras enquanto os cachorros costumam nos empurrar para fora de casa. Embora existam exceções, comprovei ainda mais essa teoria quando conheci o DogLab, um espaço em São Paulo onde os cães levam seus donos para passear. Digamos que é uma matinê onde a maioria dos baladeiros definitivamente não são seres humanos.

O espaço para cursos, festas e eventos foi idealizado e fundado por Paulo Carrero, que trabalha com animais há 12 anos e hoje já não é mais o responsável pelo local. Quem assume agora é a veterinária Andressa Gontijo, que criou a My Pet’s Nanny, serviço de pet sitters lançado no Brasil em 2010, e é “mãe” de três cachorros.

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Todas as fotos © Brunella Nunes e Fabio Feltrin

Fotógrafa lança olhar íntimo e poderoso sobre crianças e adolescentes transgêneros

Nos últimos dois anos, a fotógrafa americana Annie Tritt se dedicou a um projeto: retratar e dar voz a crianças e adolescentes que não se identificam com seus gêneros de nascimento, sejam eles transgêneros ou não-binários. O trabalho resulta na série Transcending Self.

Annie acredita que mudar a visão das pessoas em relação aos transgêneros é uma questão de exposição. “As pessoas costumam ter medo e julgar aquilo que não conhecem. Depois de serem expostas às novidades, podem mudar bastante. É a visibilidade que muda isso”, conta.


Zak, garoto transgênero de 13 anos

O projeto, que chegou ao New York Times, não é apenas fotográfico: Annie conversa com os fotografados, pede que respondam algumas perguntas e publica parte delas em texto para dar voz aos retratados. Trechos dos relatos são publicados no site e no Facebook do projeto.

A mãe de Aubry, por exemplo, uma garota transgênero de 5 anos que vive na Califórnia, conta que a filha “se transformou completamente” quando os pais aceitaram seu “gênero verdadeiro”, deixando de se sentir tímida e ficar triste ou afastada.


“Kura“, garota transgênero de 12 anos

Annie diz que eles conversam bastante para refletir sobre o que vão dizer e como vão se expressar. “O projeto, num todo, conta uma história importante. Algumas pessoas dizem coisas bastante positivas. Outras compartilham as partes mais difíceis”, conta.

“Sean“, menino transgênero de 5 anos, e sua irmã

Ellie, menina transgênero de 6 anos

Kyla e Mya, gême@s agender de 18 anos

Davi, de 20 anos, gênero neutro

Justin, de 8 anos, garoto transgênero, e seu irmão cis

Max, de 13 anos, que se define como não-binário

Jay, menino transgênero de 5 anos, e sua irmã gêmea

“Jayden“, menino transgênero de 6 anos

Finley, homem transgênero de 18 anos

Veja todas as histórias no site da fotógrafa.

Todas as fotos © Annie Tritt

Fotógrafo com esquizofrenia retrata sua luta em série intensa

 

O que você faria se uma criança dissesse que iria se matar porque uma voz em sua cabeça disse que o fizesse? Isso parece história de filme de terror, mas na vida do norte-americano Yospie Cardoso, o terror foi real. Aos 7 anos, ele começou a apresentar comportamentos estranhos e veio a ser diagnosticado como esquizofrênico. Recentemente, o rapaz decidiu falar sobre a doença por meio de fotos em um ensaio pungente.

A razão pela qual eu comecei a documentar é porque fotografia é o que sei fazer de melhor. Eu encontrei minha própria medicina na fotografia e ela permite que eu pense de uma maneira a qual não estão acostumado“, afirmou ao NY Daily News. Cardoso passou boa parte de sua infância e juventude recebendo tratamento em hospitais e sob o efeito de medicamentos que o transformavam em um verdadeiro zumbi.

A esquizofrenia é uma doença de base hereditária e consiste em uma dificuldade de distinguir o que é real daquilo que não o é. Com isso, Cardoso luta até hoje contra alucinações, paranoia, ansiedade, medo e raiva, sensações que podem ser controladas com o uso de medicamentos, mas que dificilmente desaparecem por completo.

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A motivação principal de fazer o ensaio veio de seus três filhos. Como a doença é hereditária, há a possibilidade de um deles vir a apresentá-la. “Eu fiz por eles porque eu sei o quão difícil é – eu lutei com isso minha vida toda e a última coisa que quero é que meus filhos tenham dificuldades ou pensem estar só, porque é assim que eu me sentia“, desabafou.

Confira as fotos:

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Todas as fotos © Yospie Cardoso