Série de fotos mostra os penteados únicos e criativos em Ruanda dos anos 20

Estilo é algo que atravessa gerações, fronteiras, diferenças culturais e sociais, seja onde for, como for, quando for. Pode ser em Nova Iorque nos anos 1960, em Paris no início do século, no Rio de Janeiro nos anos 1950, na Nigéria nos anos 1970, ou em qualquer outra época ou lugar, o estilo se afirma e sobrevive ao teste do tempo – basta ver os penteados tradicionais utilizados desde os anos 1920 em Ruanda.

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Conhecidos como Amasunzu, os penteados não são somente uma afirmação estética de um povo; eles representam diferentes papeis e estágios na vida dos homens e mulheres que os usam – até hoje.

Para um guerreiro de Ruanda, por exemplo, os penteados significam força e bravura. Claro que, assim como há estilo em toda época e lugar, há também sexismos, e o papel dos penteados na cabeça das mulheres de então significavam seu status conjugal e virgindade.

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De qualquer forma, em se tratando de seu apelo estético, elegância, extravagância, força e beleza se combinam em um estranho porém único resultado – belo e, ao mesmo tempo, intrigante, como o estilo costuma ser.

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Abaixo um vídeo exemplificativo:

© fotos: divulgação

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Se essa série de fotos lhe causar estranheza, você precisa repensar seus padrões

Há uma coleção de clichês que nos ensinam sobre como não devemos perceber e julgar os outros por sua aparência, e mais, sobre como os ideias de normalidade e beleza servem somente para nos diminuir, nos separar, excluirmos uns aos outros, sem que ninguém esteja de fato adequado a tais padrões.

Esses clichês não existem por acaso: apesar deles – e de suas diretas e precisas sabedorias – insistimos em procurar normalidade e suposta adequação na maneira com que vemos os outros – e, em verdade, nos vemos.

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Acontece que ninguém é normal, de perto ou de longe. Para desafiar a maneira com que percebemos as outras pessoas, a fotógrafa dinamarquesa Linda Hansen encontrou o tema perfeito para um ensaio desafiador e, sim, belo: ela realizou uma série de retratos de pessoas com marcas de nascença no rosto e no corpo.

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O nome do livro que reúne os retratos é também o nome dessa condição: Naevus Flammeus, também conhecida como Mancha de Vinho, uma malformação capilar que resulta em uma mancha avermelhada na pele.

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Segundo a fotógrafa, muita gente reage às fotos com pesar, como se as manchas fossem um fardo a se carregar. “Eu comparo a uma tatuagem: é algo intrigante, uma marca especial com uma história. É lindo”, ela diz. Para ela, essas “tatuagens naturais” se tornam justamente sinais especiais de beleza.

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A principal mágica de seus retratos, no entanto, para ela, é que quanto mais olhamos para ele, mais as marcas – especialmente em seu sentido pejorativo – começam a desaparecer. Resta, acima de qualquer coisa, o conjunto da obra: a certeza de que, além de ninguém ser “normal”, todo mundo é belo à sua maneira – e eis mais um clichê, absolutamente verdadeiro.

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Todas as fotos © Linda Hansen 

Casal com relacionamento à distância se “une” de forma criativa através de suas cidades favoritas

Viver um relacionamento à distância pode ser bastante complicado e muitos casais acabam fugindo dessa possibilidade. Mas a ideia também pode ser muito divertida, mesmo que comumente esqueçamos esse lado. Esta série de fotografias criadas pelo casal coreano Danbi Shin Seok Li mostra que é possível se unir através da arte e adicionar um pouco de humor aos milhares de quilômetros de distância que existem entre eles. Ela vive em Nova Iorque, enquanto ele tem como lar a cidade de Seul, na Coreia do Sul.

Apesar da distância – e das 14 horas de fuso horário que os separam – o casal decidiu criar um projeto artístico juntinho, mostrando como duas cidades tão diferentes podem ser muito parecidas em alguns momentos. A brincadeira é registrada através da conta de Instagram @shinliart, que já conta com mais de 24 mil seguidores pelo mundo.

Confere só algumas das imagens registradas pela dupla:

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Todas as fotos: Reprodução Instagram @shinliart.

Esse ponto de ônibus foi vandalizado várias vezes, então um designer de interiores misterioso decidiu fazer isso

Um ponto de ônibus em Devon, Inglaterra, é considerado o mais aconchegante de toda Grã-Bretanha. No entanto, para alcançar este patamar, o local passou por uma verdadeira transformação.

Localizado na pequena vila de Dartmoor de Walkhampton, o ponto sempre era vandalizado e tinha que ser limpo de novo e novo, até que alguém não aguentou mais e transformou a estrutura de pedra em um lugar em que as pessoas se sentem tão confortavelmente instaladas quanto se estivessem na sala de suas casas.

O responsável pela mudança é um designer anônimo e sua obra mudou completamente o local: as paredes foram pintadas, há uma confortável cadeira, um banco, almofadas, plantas e até mesmo quadros pendurados pelo espaço.

Eu não sei quem fez isso e não conheço ninguém que saiba“, disse reverendo Nick Shutt ao The Telegraph. “Mas trouxe um sorriso aos rostos de todos. É como ter o nosso próprio Banksy“.

Veja as fotos:

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Todas as imagens: Reprodução