Após seu pai se recusar a levá-la ao altar, seu chefe não permitiu que a homofobia falasse mais alto

Em Taiwan, o casamento homoafetivo não é permitido por lei. Mesmo assim, um casal de mulheres decidiu fazer uma celebração simbólica de sua união, que já dura 11 anos. Quando o pai de uma das noivas se recusou a entrar no altar ao lado dela, foi a vez de seu chefe tomar o lugar e transformar a cerimônia.

Jennifer, que trabalha no HSBC, diz que tentou inclusive namorar homens para agradar o seu pai e chegou a pensar em criar um casamento falso para deixá-lo feliz. No entanto, o amor por Sam falou mais alto e as duas celebraram sua união no início deste ano.

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Como o pai de Jennifer se recusava a aceitar o relacionamento entre elas, foi seu chefe quem caminhou junto a ela ao altar. John Li é CEO do HSBC e se prontificou a acompanhar a noiva em seu grande dia.

Em um vídeo criado pela empresa para o canal HSBC Now, que conta histórias dos funcionários do banco, Jennifer fala que tinha muito medo de ser rejeitada pelos clientes por conta de seu relacionamento – e o vídeo abaixo indica que ela não precisará mais se preocupar com isso. ♥

Dá o play:

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Todas as imagens: Reprodução YouTube

A mulher que já resgatou mais de 350 gatinhos em dois anos

Todos os dias, quando saía de casa para ir a qualquer lugar, Zanda Indriksone, cidadã da Letônia, passava por vários gatos que viviam nas ruas. Dois anos atrás, ela decidiu que faria algo para ajudar, e desde então foi responsável por encaminhar 350 animais a novos tutores.

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Sem jamais ter estudado sobre os gatos, Zanda passou a aprender mais sobre seus hábitos e necessidades de saúde por causa da convivência: ela os levava para casa enquanto tentava encontrar um lar para os bichinhos.

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Eu não consigo mais passar por um gato abandonado sem fazer nada”, diz Zanda, cuja primeira ação é sempre levar o animal a um veterinário para fazer uma análise de sua saúde e determinar a idade. Depois de algum tempo, ela conseguiu voluntários para abrigar os gatos até que eles sejam adotados.

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A letã diz que o tempo que cada gato passa no lar temporário varia de acordo com suas condições de saúde. Os animais mais saudáveis encontram tutores mais rápido, sendo que o recorde até hoje é de meia hora. Em casos em que os gatos precisam de tratamento médico mais detalhado, eles costumam demorar um mês para serem adotados.

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Todas as fotos © Zanda Indriksone

Descendentes e ex-escravos ricos que voltaram para a Africa

De praxe pensamos que os descendentes dos escravos eram pobres. No final do Séc. XIX, muitos escravos alforriados voltaram para a África e até hoje são chamados de comunidades brasileiras. Muitos se enriqueceram e tornaram-se as elites africanas, principalmente na cidade de Lagos.

Abaixo fotos tiradas no Brasil, Nigéria e Benin, dessa interessante história desconhecida de muitos – ex-escravos e descendentes que se tornaram ricos comerciantes, médicos, advogados, políticos, donos de muitas propriedades.

Essa pintura é de Debret (1839). Retrata o oficial de barbeiro no Brasil, que quase sempre era negro ou mulato. O europeu chocava com tal, mas o habitante do Rio de Janeiro utilizava vários trabalhos realizados por escravos. O barbeiro podia ser ao mesmo tempo, um cabeleireiro, um cirurgião que utiliza bisturi e um destro aplicador de sanguessugas, técnica bem utilizada como anestesia. Segundo os viajantes Th. Lindley e Wetherell, na Bahia, os barbeiros eram de músicos a arrancadores de dentes.
A esquerda, escrava doméstica. Artur Gomes Leal com sua ama-de-leite Mônica, 1860. A direita, escravo alforriado. Carte visite (Coleção Francisco Rodrigues, Fundação joaquim Nabuco, Recife).

Escrava de ganho, vendendo frutas no Brasil, cerca de 1860. (Museu Imperial, Petrópolis)

Crioula, 1885. O termo crioulo, nesse caso, é denominação principalmente linguística africana, mas também para denominar grupos étnicos em várias regiões da África. A direita, Iorubá (grupo étnico da África Ocidental, sendo o segundo maior grupo da Nigéria) com escoriações características, fotografado em Salvador em 1885. (Coleção Tempostal, Salvador).

Escravos do eito numa fazenda fluminense por volta de 1885 (Museu Imperial, Petrópolis).

Costureiras brasileiras em Abeokutá (capital do estado de Ogun, na Nigéria), sec. XIX (Société des Missions Africaines, Roma). Com certeza retornaram a terra África.

Os homens mais ricos da comunidade brasileira, ou seja, ex-escravos do Brasil que voltaram a África, mandavam seus filhos para estudar na Europa ou na Bahia. Assim se formaram os primeiros médicos e advogados da Nigéria, como Plácido e Honório Assumpção. As carreiras de funcionário do governo colonial inglês e em empresas estrangeiras atraíam muito dos chamados “brazilian descendants”. Os irmãos acima adotaram o nome iorubá Alakija. Parte da família voltou para a Bahia no começo do sec. XX. (Documento da família fotografado por Pierre Verger).

Acima, capela de bambu, primeira igreja Católica de Lagos (cidade portuguesa no distrito de Faro), 1872. Sentado entre dois missionários francesesm de chapéu, está o padre Antônio, ex-escravo do prior do Carmo do Salvador. Abaixo, sagração do católico de Lagos, Monsenhor Lang, em 1902. (Société des Missions Africaines, Roma).

Decoração dos festejos da abolição: sob os retratos de D. Pedro II e da Rainha Vitória, vêem-se as armas do Império do Brasil, ladeadas pelas bandeiras inglesa e brasileira. (Société des Missions Africaines, Roma).

Acima, comitê brasileiro dos festejos da abolição, reunindo os membros mais representativos da elite brasileira em Lagos. Abaixo, atores da peça “The Mysterious Ring”, drama em cinco atos, apresentada em 5 de outubro de 1888, como parte dos festejos lagosianos pela Abolição da Escravatura. Os brasileiros em Lagos eram grandes aficionados do teatro clássico e da música lírica (Société des Missions Africaines, Roma).

Família brasileira em Lagos. (Société des Missions Africaines, Roma).

 

Mulheres da comunidade brasileira de Lagos. No brasil no sec. XIX, as africanas admiravam seguir a moda européia.

Grupo de mulheres iorubá no final do sec. XIX, com roupas tradicionais, “adirés” e panos da costa. (Société des Missions Africaines, Roma)

A esquerda, Hypolito dos Reis, nascido na África, filho do brasileiro Papai Muda Lugar (que devia seu nome ao fato de ser mestre de dança em Lagos). Hypolito acaba indo para a Bahia. A direita, membro da família Martins (documento da família).


A esquerda, Porfirio Maxwell Assumpção Alakija, filho de Marcolino. Nascido na África, instalou-se na Bahia, onde foi professor de inglês e onde colaborou com Nina Rodrigues. Foto feita em Lagos. A direita, Plácido Assumpção (Sir. Adeyemo Alakija). Nascido em Aneokutá, em 1884, foi educado em escola católica em lago, seguindo depois para a Inglaterra, onde se formou em Direito criminal. Foi um dos poucos advogados da comunidade brasileira a ocupar cargo influente nos quadros do governo colonial. Teve participação significativa na vida política de Lagos. Convertido ao anglicanismo, foi dirigente da sociedade secreta Reformed Ogboni, antiga sociedade iorubá, causa de séries divergências da Igreja Anglicana. Foto tirada na Bahia, por volta de 1911. (Documentos da família, fotografados por Pierre Verger). Interressante como, poucos anos após a abolição, um negro consegue uma ascensão social tão expressiva.

Acima, família Suberu, em Ondo (maior cidade do Estado de Ondo, na Nigéria). Abaixo, famíliaFragoso. Ambas, ex-escravas no Brasil. (Documento da família)

Sentado, Lucio Mendes da Costa. Foi escravo na Bahia, voltou para Lagos e depois retornou a Bahia, morrendo em Cachoeira. Seu filho, Cypriano Lucio Mendes, de pé, comerciava “carne do sertão” (charque) importada do Brasil. Rico, consta que possuía cinquenta casas e que teria perdido a fortuna em um naufrágio (documentos da família).

Família Mendes, no Rio de Janeiro. Parte dessa família está em Lagos, parte em Cachoeira, na Bahia, e parte no Rio de Janeiro. (Foto cedida pela família em Lagos. A mesma foto foi encontrada em Cachoeira)

Cosmos Anthonio, nascido em Lagos em 1889, de mãe baiana, fotografado aos 76 anos, em Oshogbo (capital e a maior cidade do Estado de Osun, na Nigéria). Sua avó materna, Felicidade Maria de Sant’Anna, era uma princesa Ijexá, retornada do cativeiro no Brasil e que comerciava com a Bahia. A direita, Dominga Ariike Anthonio, esposa de Cosmos e brasileira de Lagos.

A esquerda, João Esan da rocha em foto anterior a 1870, tirada no Brasil. Vendido como escravo aos 10 anos, comprou sua alforria aos 30 anos. Voltou para Lagos com sua mulher e seu filho e tornou um rico comerciante (Coleção família Rocha-Thomas). A direita, Louisa Angélica Nogueira da Rocha, em foto de cerca de 1870, mulher de João Esan, com seu filho Cândido da Rocha. Cândido tornou-se um grande comerciante de ouro. Tinha cavalos de corrida e luxuosas carruagens. Seu irmão, Moysés da rocha, estudou medicina em Edimburgo e especializou-se em doenças tropicais. Foi um fecundo jornalista, estreitamente ligado a Igreja Católica (foto Pierre Verger, coleção família Rocha-Thomas).

Família de João Angelo Campos, comerciante e uma das maiores fortunas de Lagos no sec. XIX. Teve grande participação na vida política e cultural da cidade. (Société des Missions Africaines, Roma).

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Acima, João Angelo Campos, em foto tirada na Bahia, em casa de sua afilhada Ana Cardoso. Abaixo, duas casas de propriedade da família. A da esquerda, construída em 1897, pertenceu a Romão Campos, comerciante que deu nome a Campos Square, centro do brairro brasileiro em Lagos. (Société des Missions Africaines, Roma).
As fotos e informações acima foram tiradas do livro:
Da senzala ao sobrado: arquitetura brasileira na Nigéria e na república popular do Benin/Mariano Carneiro da Cunha, Ed. USP.

Uma lista de 10 fotógrafas que você precisa conhecer e admirar hoje e todos os dias

No dia, 08 de março, foi comemorado o Dia Internacional da Mulher e, no atual clima político e social que estamos vivendo no mundo, é fundamental que também possamos ver os fatos através de uma perspectiva visual feminina.

Mesmo que a maior parte dos fotógrafos renomados e conhecidos sejam homens, isso não significa que esta lista não possua excelentes profissionais femininas que também merecem – e muito – ter seu talento reconhecido e admirado.

Fizemos uma lista de dez fotojornalistas de diferentes partes do mundo cujos trabalhos são dignos de total destaque. Confira:

1. Meridith Kohut (Estados Unidos)


Meridith Kohut

Meridith Kohut é uma fotógrafa e jornalista americana sediada em Caracas, Venezuela. Ela trabalha cobrindo acontecimentos da América Latina para a imprensa estrangeira desde 2007.

Kohut produziu ensaios fotográficos aprofundados sobre o narcotráfico, a revolução socialista de Hugo Chávez, a violência de gangues, Superlotação de prisões e prostituição. Seu trabalhos já foram publicados pelo The New York Times, ONU, Newsweek International, TIME, Leica Magazine, Bloomberg News, The Washington Post, National Geographic Traveler e The Guardian.

Conheça mais do seu trabalho aqui.

2. Émilie Regnier (Canadá)

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Émilie Regnier

Émilie Regnier nasceu em Montreal filha de uma mãe canadense e um pai haitiano. Ela passou a maior parte de sua infância na África, principalmente no Gabão. Estudou fotografia em Montreal e trabalhou no Oriente Médio, Europa Oriental, Caribe e África do Sul. Ela colabora com várias revistas e agências de notícias, tais como a Le Monde Magazine, Der Spiegel, Courrier International, l’Express, Libération, Jeune Afrique, Reuters, Médicos Sem Fronteira, Elle, entre vários outros.

Veja mais do trabalho da fotógrafa aqui.

3. Tshepiso Mazibuko (África do Sul)

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Tshepiso Mazibuko

Tshepiso Mazibuko nasceu em 1995 no município de Thokoza, na África do Sul. Foi apresentada à fotografia através da iniciativa ‘Of Soul and Joy’, financiada por Rubis Mecenat. Mazibuko é inspirada por seu próprio ambiente.

Ela conta histórias de pessoas que vivem perto dela, documentando sua própria realidade. Ela participou de exposições coletivas, como o Ghent Photo Festival e Johannesburg Art Gallery e foi premiada com o Warren Editions Artist of the yeardo ano de 2017. Ela acaba de terminar seus estudos no Market Photo Workshop, em Johannesburg, África do Sul.

4. Luisa Dorr (Brasil)


Luisa Dörr

Luisa Dörr nasceu em Lajeado, São Paulo. Quando adolescente ela queria ser designer, mas por volta dos 22 anos descobriu a fotografia.

Dorr é um colaboradora frequente da Folha de São Paulo e suas imagens já foram publicadas na CNN, PDN, Wired, Lens Culture, Feature Shoot, El Pais, Gup Magazine, Fisheye Magazine, Vice, Le Figaro, L’oeil de la photographie, entre muitos outros.

O seu trabalho fotográfico centra-se no género do retrato e procura abordar os seus aspectos contemporâneos. Realizou exposições individuais e de grupo no Brasil, Estados Unidos, Espanha, França, Portugal, Inglaterra e Rússia.

Você pode conhecê-la melhor aqui.

5. Ashima Narain (Índia)

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Ashima Narain

Ashima gerencia sua carreira na fotografia para proporcionar flexibilidade em seus diversos interesses – ela trabalhou com retratos, moda, publicidade, vida selvagem, casamentos e também como cineasta para documentários, anúncios e filmes de ONGs. Atualmente, ela trabalha em Mumbai como editora de fotografia da National Geographic Traveler India.

Veja mais aqui.

6. Maja Hitij (Eslovênia)

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Maja Hitij

Maja Hitij é fotojornalista freelancer nascida em Ljubljana, Eslovênia, e atualmente sediada em Berlim, na Alemanha. Ela iniciou a carreira de freelancer em Israel em 2008 para o jornal esloveno Delo e Associated Press.

A fotógrafa se especializou em registrar histórias sociais em torno da Europa e no Oriente Médio. Tens trabalhos publicados no International Herald Tribune, The New York Times, The Guardian, Washington Post, Chicago Tribune, Boston Globe, Haaretz, Jerusalem Post, Independent e outros jornais e revistas internacionais, bem como na maioria das publicações alemãs.

Veja mais aqui.

7. Alice Martins (Brasil)


Alice Martins

Alice Martins é fotojornalista freelancer cobrindo crises humanitárias e conflitos armados no Oriente Médio. Começou a fotografar com uma câmera Kodak Instamatic em 1989. Entre 2004 e 2005, ela viveu na África do Sul, trabalhando em um foto-documentário sobre HIV e programas educacionais de AIDS na Namíbia.

Atualmente está no Iraque cobrindo a guerra em curso na Síria desde meados de 2012 e a guerra contra o ISIS no Iraque desde 2014. Seu trabalho foi apresentado na Harper, TIME, Stern, Leica Fotographie International, Newsweek, entre outras publicações. Ela é colaboradora regular do The Washington Post.

Conheça melhor o trabalho de Alice aqui.

8. Farzana Wahidy (Afeganistão)


Farzana Wahidy

Farzana Wahidy nasceu em Kandahar, no Afeganistão, e em 1984, quando tinha seis anos, mudou-se para Cabul. Ela era uma adolescente quando o Talibã assumiu o Afeganistão em 1996. Durante a era Talibã, Wahidy frequentou secretamente uma escola subterrânea com cerca de 300 meninas em uma área residencial de Cabul.

Quando o Talibã foi derrotado, Farzana continuou sua educação, completando o ensino médio e depois se matriculando em um programa de dois anos patrocinado pelo AINA Photojournalism Institute. Farzana usa seu acesso como mulher para se concentrar nas mulheres afegãs e seus papéis em sua sociedade segregada, incluindo prostitutas e mulheres presas por “crimes morais”. Farzana é freelancer para vários clientes internacionais e suas fotos já foram publicadas pelo Sunday Times, ABC-TV, Le Monde 2, revista Gent, CanWest News, Canadian Geographic, Polka Magazine, revista Le-temps, New Statement, Guardian, entre outros veículos.

Conheça melhor seu trabalho aqui.

9. Tamara Abdul Hadi (Emirados Árabes)

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Tamara Abdul Hadi

Tamara Abdul Hadi é uma fotógrafa independente, nascida de pais iraquianos nos Emirados Árabes Unidos e criada em Montreal, Canadá. O trabalho de Abdul Hadi explora a complexidade e a idiossincrasia de comunidades minoritárias que muitas vezes são submetidas a estereótipos e sub-representação de forma intercambiável. Seu trabalho também toca em ideias de masculinidade e auto representação. Seu trabalho foi publicado no The New York Times, The Guardian, The Wall Street Journal, The Financial Times, The National, Huck Magazine, VICE, Slate e muito mais.

Você pode conhecer o seu trabalho através deste link.

10. Maria Turchenkova (Rússia)


Maria Turchenkova

Maria Turchenkova é uma fotógrafa freelancer baseada em Moscou. Depois de cinco anos de jornalismo de rádio, em 2009 Maria começou a fotografar e começou sua carreira documentando questões políticas e sociais em Moscou. Desde 2011, sua atenção se concentrou principalmente no Norte do Cáucaso onde cobre notícias diárias e trabalha em seus próprios projetos documentais, tanto em fotografia quanto em multimídia.