O que algas bioluminescentes fizeram com o mar da Tasmânia é pura inspiração

As águas ao longo da costa noroeste da Tasmânia assumiram uma estranha aparência brilhante nos últimos dias. Fotografias tiradas na região mostram a água na cor bioluminescente devido ao Noctiluca scintillans, um plâncton minúsculo que emite uma luz azul diante de alguma situação de perigo.

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@leannemarshall

O fenômeno, que é melhor visto em águas calmas e quentes, funciona como um grande mecanismo de defesa já que estes plânctons se ‘acendem’ para assustar predadores.

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Também chamada de “brilho do mar”, a Noctiluca scintillans utiliza sua bioluminescência não apenas para se proteger, mas também acaba funcionando como um tipo de ‘esponja’ que consome tudo o que estás a seu redor, o que pode ser muito nocivo para o ecossistema.

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As algas não são tóxicas, mas existem casos de pessoas que tiveram algumas irritações na pele com o contato.

De qualquer forma é impossível negar o óbvio: é absurdamente lindo ver o mar com esse brilho!

Ela montou sua casa num pequeno contêiner que é tudo, menos sufocante

Após construir sua própria casa contêiner em 2011, a jovem Brenda Kelly, neozelandesa de Auckland, resolveu fazer do seu projeto pessoal um negócio, criando a IQ Container Homes, uma empresa que transforma contêineres em casas.

Kelly conta que sempre teve uma certa paixão por espaços pequenos, e que sua própria casa tem apenas 6 metros de altura e – pasmem – 10 metros quadrados de espaço.

Segundo a jovem, o segredo para os locais parecerem charmosos e acolhedores está nos móveis escolhidos e cores usadas no local. Paredes brancas, armários altos e uma geladeira pequena dão a impressão de que a casa é confortável e tem mais espaço interno.

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Além de tudo, as casas possuem soluções práticas e sustentáveis, como o sofá que se transforma em uma cama de casal, e o banheiro, onde o telhado permite aquecer a água de forma natural.

Confira o tour pela casa de Kelly e, logo abaixo, mais fotos das casas que ela constrói:

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Imagens © Divulgação

Homem cultiva jardim em garrafa, que segue verde e vivo sem receber água desde 1972

Se alguém duvida da força autossuficiente da natureza para crescer, florescer e se multiplicar, pode estudar as diversas florestas, faunas e floras do mundo todo, ou pode simplesmente olhar para uma específica garrafa. Em 1960, o inglês David Latimer decidiu tentar criar um pequeno jardim dentro de um garrafão de vidro. Desde então, o seu jardim portátil segue verde e intensamente vivo, devidamente lacrado dentro da garrafa. O detalhe agravante, no entanto, é o que espanta: a última vez que Latimer molhou o a planta foi em 1972.

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O inglês garante que teve a ideia simplesmente para encontrar utilidade para a bela garrafa, e decidiu por realizar o experimento. Passados 57 anos, seu jardim segue saudável e autossuficiente, crescendo sozinho e perfeitamente. Foi num domingo de páscoa de 1960 que ele colocou um composto com terra dentro do garrafão – que já possuía ácido sulfúrico – e delicadamente “plantou” uma muda de Tradescantia.

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Os primeiros doze anos de vida da planta ela permaneceu intocada dentro da garrafa lacrada. Em 1972, Latimer decidiu abrir a garrafa pela primeira vez, para acrescentar mais água ao pequeno ecossistema que se formava. A única incidência externa, ao longo de todos esses anos, foi mesmo da luz solar – que permite que as plantas pratiquem fotossíntese, cresçam, liberem oxigênio e intensifiquem a umidade.

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Essa umidade age dentro da garrafa como uma espécie de “chuva”. Bactérias agem sobre as folhas que caem, liberando assim o gás carbônico necessário, e pronto – o ciclo está completo. A garrafa funciona como uma versão micro do que acontece em todo o planeta, com uma enorme diferença: a interferência humana. A comparação, portanto, é infalível: se o ser humano não interferir, a natureza simplesmente prospera, lindamente, com toda sua força, mesmo nos lugares mais inóspitos, pelo tempo que for.

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© fotos: divulgação

O que é o ‘banho de floresta’ e por que precisamos incorporá-lo na nossa rotina

Basta uma pequena caminhada em meio à natureza para se ter certeza do bem estar que ela nos traz, ao ponto que muitas vezes temos a impressão de que andar entre árvores, plantas e animais pode melhorar até mesmo nossa saúde. Pois estudos comprovam que não se trata de mera impressão: o contato com a natureza de fato faz bem à saúde. Não é por acaso que no Japão foi desenvolvido o shinrin-yoku, um “banho de floresta” que pode nos trazer benefícios físicos e mentais.

Desenvolvido no início dos anos 1980, o banho de floresta pode ser praticado de diversas maneiras, sempre, no entanto, rodeado pela natureza e entrando em contato com o estado que a floresta nos traz. Pode-se simplesmente caminhar sem rumo ou pressa, se sentar e observar as nuances e detalhes das plantas e árvores de forma geral (respirando profundamente o bom ar limpo que a floresta oferece), tudo em um certo tom de meditação. Tocar as plantas, sentir as diferentes texturas, ouvir os sons, perceber os aromas – tudo isso faz parte do banho.

Tal prática pode ser realizada dentro das cidades, em parques ou nos jardins botânicos, contanto que o usuário permita-se mudar sua velocidade, sua ansiedade, e busque expandir o olhar e as sensações em comunhão com a natureza. Recomenda-se praticar o shinrin-yoku sozinho, e sem estar em posse de qualquer equipamento eletrônico.

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Estudos realizados desde o início das práticas comprovam que os “banhos” diminuem o cortisol (hormônio causador do estresse), reduzem a pressão arterial, melhoram a concentração, a imunidade, fortalecem o metabolismo e elevam o bem-estar emocional.

A ideia do banho não se dá, no entanto. somente pelo benefício direto de nossa saúde, mas também para aumentar nosso contato com a natureza, e a conscientização da importância de tal relação. No mais, o simples fato de se poder tirar umas férias da floresta de concreto das cidades grandes, e do ritmo inclemente da vida moderna, mesmo que somente por uma tarde, já é o suficiente para melhorar nossa saúde.

© fotos: divulgação