Professora da USP encontra forma incrível de ajudar sua aluna sem visão a acompanhar aula de anatomia

As aulas sobre a estrutura do sistema nervoso da professora Luciane Valéria Sita costumam ser ilustradas com projeção de imagens, livros ilustrados, vídeos e peças físicas para melhor explicar como funcionam a medula espinhal, tronco encefálico, cerebelo e outras partes que compõem esse complexo e fundamental elemento do corpo e da vida humana. Para Vitória Maria Souza Costa, aluna de terapia ocupacional da Faculdade de Medicina da USP, todas essas imagens ilustrativas teriam de ficar no campo mesmo da imaginação, por um motivo determinante: Vitória é deficiente visual.

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Mais do que simplesmente não poder de fato visualizar, Vitória estava preocupada em acabar prejudicada em suas notas, pelo quanto que os estudos da Neuroanatomia Humana são difíceis, dependendo de fina observação de aspectos e cores das estruturas neurais. Como se não bastasse, o livro principal do curso não existia em formato braile. Foi quando a professora Luciane, do Instituto de Ciências Biomédicas da USP decidiu “adaptar” para o sentido tátil todo o suporte visual que costuma oferecer em classe.

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A professora Luciane Valéria Sita

As imagens ilustrativas foram impressas em placas e, através de cola quente e diferentes tecidos, passaram a poder ser tateadas em seus contorno, para que assim Vitória – e futuros alunos deficientes visuais – pudesse identificar as estruturas do sistema nervoso.

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As amostras também foram devidamente adaptadas, e o curioso é que a professora comprou todo o material necessário na rua 25 de março, em São Paulo, gastando menos de 50 reais. Além disso, Vitória utilizou uma “Sala de acessibilidade”, da biblioteca da universidade, para que um equipamento tecnológico “lesse” para ela o livro.

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Segundo Luciane, o suporte dos companheiros de classe de Vitória foi também determinante. “Eles apoiaram, abraçaram a ideia e também aproveitaram muito, porque é um método muito mais interessante de aprender”, ela disse. Vitória pode cursar a disciplina com bom aproveitamento, e ainda realizar a prova teórica e prática junto de todos os alunos. Boa vontade, empatia e boas ideias, portanto, não custam quase nada – e o resultado vale milhões.

© fotos: divulgação fonte

Artista transforma pinturas de Picasso em incríveis ‘esculturas’ 3D e o resultado é maravilhoso

Trazer ao presente o futuro que o passado anunciou: parece confuso, mas é basicamente o que o artista plástico Omar Aqil realiza em MIMIC, sua nova série de experimentos visuais. Omar selecionou aleatoriamente seis obras de Pablo Picasso e as recriou, adaptando-as para a estética e a tecnologia atual do 3D.

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Obviamente que o propósito do trabalho não é comparar os resultados, mas sim explorar no campo das tecnológicas atuais as formas, sentidos e estéticas que o artista espanhol criou, em novas fisicalidades e possibilidades.

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Assim, perspectivas, dimensões e geometrias saltam e se relacionam entre si de maneira hiper-realista, como se pudéssemos entrar, espiar e passear pelos quadros, formas e sentidos, abstratos, simbólicos e reais, do mais importante pintor do século XX.

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Todas as fotos © Omar Aqil fonte

O hotel japonês em que todos os funcionários são robôs

Enquanto a mecanização nas indústrias é necessária para aumentar a eficiência e reduzir os custos, os robôs no Japão estão caminhando para a hotelaria. O Henn-na perto de Nagasaki, por exemplo, é conhecido como o primeiro hotel a ter apenas funcionários robôs no mundo. Do Recepcionista até o carregador de malas – todos são robôs.

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Na recepção ficam três robôs – uma mulher humanoide, um dinossauro robótico de aparência ameaçadora com cabelo e boné e um pequeno androide. Os robôs multilíngues explicam aos hóspedes como fazer o check-in e o check-out. Um porteiro robô manipula a bagagem e leva-as diretamente para os quartos, enquanto no depósito, um braço robótico armazena a bagagem para os hóspedes.

Não há chaves nas portas, em vez disso, o reconhecimento facial é usado para a entrada. Dentro do quarto, um pequeno robô em forma de tulipa fica em cima da mesa de cabeceira e acompanha os hóspedes durante a sua estadia. O robô pode ligar ou desligar luzes, descobrir a previsão do tempo e definir alarmes matutinos.

Veja imagens:

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* Todas as imagens: Reprodução Fonte

As gêmeas albinas de SP de 11 anos que estão sacudindo a indústria da moda com sua beleza única

As gêmeas paulistanas Lara e Mara Bawar, de apenas 11 anos, são donas de uma beleza única que está dando o que falar. Elas são albinas, uma condição que causa a falta de pigmentação na pele e no cabelo.

Em 2016, sua beleza ímpar foi eternizada pelas lentes do fotógrafo brasileiro Vinicius Terranova, junto com a stylist, também brasileira, Suyane Ynaya, num projeto que chamou de Flores Raras. Ele fotografou as gêmeas, cujos pais são originários da Guiné-Bissau, na África, e sua irmã mais velha, Sheila, que não é albina, para mostrar ao mundo o quão deslumbrante é a diversidade.

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A foto acima não faz parte do projeto e é do Instagram de Lara, Mara e Sheila

Desde então, Lara, Mara e Sheila pousaram como modelos para marcas como Nike, Insanis e Bazaar Kids. E além de chacoalhar a indústria da moda, angariaram 6 mil seguidores no Instagram.

Checa só que família fabulosa:

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Todas as fotos © Vinicius Terranova e Suyane Ynaya Fonte