Pai transforma as divertidas frases de sua filha em ilustrações ainda melhores

Todo mundo parece concordar que as crianças sempre têm as melhores sacadas. Com sua inocência, elas veem o mundo de uma maneira muito mais mágica do que os adultos e costumam proferir as frases mais engraçadas. Mas como será que essa criatividade infantil ficaria ilustrada?

É o que o designer gráfico Martin Bruckner mostra ao ilustrar algumas das mais brilhantes frases ditas por sua filha, Harper Grace, de apenas cinco anos. Enquanto algumas das citações são cômicas, outras prometem derreter o seu coração. As ilustrações são publicadas na página do Facebook Spaghetti Toes e deram origem ao livro “I Love You With All My Butt” (algo como “Eu te amo com toda minha bunda”, em tradução livre).

Espia só:

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Filha: Pai, funcionou! Funcionou! Eu rezei tanto para ter uma tempestade de neve e você ficar em casa com a gente hoje! 
Pai: Isso é tão legal da sua parte, querida. Mas talvez não seja a melhor coisa para pedir a deus. 
Filha: Ah, eu não rezei para deus. Eu rezei para Elsa. 

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Isso é um espelhou ou… é um caminho para fora daqui?

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Nós devíamos amar todas as pessoas. Todas as cores. Rosa, bege, marrom, azul, roxo. Bem, não tem azul nem roxo. Bem, na verdade eles existem, eles só estão sufocando. 

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O que significa “cair de amores”? Você cai e o amor está no chão?

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Quando você ama alguém é tipo como se o seu coração estivesse tocando o dessa pessoa. 

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Alguma vez você já desejou poder tirar sua cabeça fora por alguns minutos?

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Eu sou uma garota, eu tenho cérebros e eu vou salvar o mundo!

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Quando eu crescer, eu vou ser uma trovoada. 

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Você acha que todos os grandes presidentes podem lamber suas axilas?

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Mãe, seu cabelo é legal e macio, assim como um guaxinim. 

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Papai, mova o sol.

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Pai, eu estou triste e solitária, assim como a van do Scooby Doo. 

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Pai, eu sei que a Mulher Maravilha geralmente luta contra o crime, mas você acha que ela teria tempo para vir hoje à noite e lutar contra minha tosse?

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Mãe, você é minha melhor amiga hoje. Amanhã vai ser a Ariel.

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 Mãe! Meu pum tem cheiro de confete!

Todas as imagens © Spaghetti Toes fonte: via

A Croácia tem uma adega de vinho debaixo d’água aberta ao público – e é tão legal quanto parece

Como se não houvessem razões o bastante para visitar a Croácia, aqui vai mais uma: o país agora abriga uma adega submersa, localizada na península de Pelješac. O lugar se chama Edivo Vina e requer um mergulho no fundo da baía de Mali Ston para ser explorado.

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Isso porquê o as garrafas de vinho são conservadas embaixo da água, mantidas em jarros de barro chamados de anfôras por um ou dois anos antes de poderem ser apreciadas. De acordo com os proprietários, Anto Šegović e Edi Bajurin, essa forma de armazenamento garante todos os elementos de sabor e qualidade da bebida e promove ainda um aroma adicional, o de pinheiro.

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Além de ver os jarros de barro embaixo da água, os mergulhadores podem ainda conferir um navio afundado que também está localizado na baía. Ele é usado como adega para as ânforas e outras garrafas de vinho, que estão sendo envelhecidas no mar Adriático.

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A ideia de criar a Edivo Vina surgiu há cinco anos. Seus proprietários acreditam que o mar provêm o resfriamento  das garras em condições ideais  e que o silêncio absoluto de suas profundezas melhora a qualidade dos vinhos. Quem visita a adega pode ainda comprar jarros de ânforas antigos, que emergem da água cobertos por conchas, algas e outros seres do mar.

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Todas as fotos: Reprodução fonte: via

Ela fez uma festa do chá com vários dos pequenos animais que habitam seu jardim – e foi lindo

Oque para algumas pessoas pode parecer bastante incomum, para a artista Jay Rainey são simplesmente normais. É o caso desta pequena “festa do chá” encantadora, que ela fotografou com os vários animais que vivem próximo à sua casa.

Rainey vive em uma cabana no bosque em British Columbia, no Canadá. Consequentemente, seu jardim está sempre repleto de animaizinhos, que vão desde coelhos a lagartos. Um dia, ele simplesmente deixou sua câmera pronta para registrar todos os bichinhos que se aproximavam, curiosos, de seu jogo de chá – e o resultado é encantador.

Vem ver:

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Todas as fotos © Jay Rainey fonte: via

Andy Warhol: 30 anos da morte do artista que previu e inventou o futuro em que vivemos hoje

Das profundezas culturais dos anos 1950, quando a revolução da década seguinte ainda era uma bomba esperando para explodir, um artista plástico foi capaz de compreender e significar o verdadeiro espírito da época que estava por vir. Ao transformar os ícones e símbolos da cultura de massa e de consumo (tão reproduzidos e copiados que pareciam não possuir valor único ou original) em obras de arte, Andy Warhol previu e fundou o futuro – do qual, hoje, vemos chegar os 30 anos de sua morte.

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Nascido Andrew Warhola em Pittsburgh, nos EUA, em 1928, Andy foi uma criança tímida. Entrando e saindo de hospitais por conta de complicações de saúde que o tornariam um hipocondríaco incorrigível, o pequeno Andrew não parecia sugerir qualquer futuro extraordinário.

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Havia, porém, um nada mero detalhe: desde muito cedo sua aptidão para o desenho e as artes, desenvolvida nos longos períodos em que esteve de cama, se destacava – assim como sua paixão irrefreável pelas estrelas de Hollywood.

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O jovem Andy Warhol 

Estava assim formado uma espécie de tripé conceitual que viria a sustentar seu trabalho e vida: uma personalidade exótica e peculiar, dono de um talento artístico incontornável, apaixonado não só pela cultura de massa e suas celebridades, mas principalmente pela força que esse fenômeno exerce sobre o mundo. Era o tal espírito de uma época que Andy foi capaz de compreender e capturar.

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Sua carreira como ilustrador começou com anúncios publicitários para revistas de moda. Antes de alcançar o sucesso como artista, Warhol ilustrou revistas como Vogue, Harper’s The New Yorker, entre outras. A percepção do quanto nossa identidade moderna passou a ser pautada pelo imaginário da publicidade levou o jovem Warhol a tornar seus anúncios ilustrados verdadeiras obras de arte.

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Ilustrações criadas por Warhol no início de sua carreira

Antes mesmo de colocar um trabalho em uma galeria, Andy já era o ilustrador mais bem pago de Nova Iorque. Dessa experiência sairia seu repertório artístico – aquilo que, para ele, eram os verdadeiros ícones da cultura americana: notas de dólar, cadeiras elétricas, garrafas de coca-cola, celebridades comerciais, além, é claro, de latas de sopa de tomate.

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O que é incrível sobre esse país é que os consumidores mais ricos e os mais pobres compram essencialmente as mesmas coisas. Você pode estar assistindo TV, ver uma Coca-Cola, e você saberá que o presidente toma Coca-Cola, Elizabeth Taylor toma Coca-Cola, e você pensa que também pode, você, tomar uma. Uma Coca é uma Coca, e não há dinheiro que te faça ter uma coca melhor do que a que o vagabundo da esquina está tomando. Todas são iguais e todas são boas: Liz Taylor sabe disso, o presidente sabe disso, o vagabundo sabe disso, e você sabe disso”, afirmou Andy, forjando o espírito do que viria a ser reconhecido como Pop Art, movimento do qual foi figura central e um dos fundadores.

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Ao lado de nomes como Jasper Johns, James Rosenquist, Robert Rauschenberg e Roy Lichtenstein, a Pop Art de Andy e seu grupo parecia capaz de em um só gesto revelar o refinamento que havia na estética publicitária (assim como o quanto tais estéticas e produtos faziam parte de nossas identidades profundas) e uma certa tristeza essencial e vazia na força das coisas que o dinheiro era capaz de comprar.

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O entendimento de quanto a publicidade, a cultura das celebridades e o consumo eram centrais em nossas vidas era o início dessa “descoberta e fundação” do futuro que hoje vivemos, e que Warhol apontou e fundou, 50 anos atrás.

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Warhol em meio às suas esculturas de embalagens de Brillo, uma marca de sabão 

Apesar da contundência crítica e estética que alçou o trabalho de Warhol e a Pop Art como um todo ao sucesso absoluto no início dos anos 1960, a crítica e o público recebiam seus trabalhos com escândalo. Como alguém que não consegue desviar os olhos de um acidente de carro, tanto público quanto crítica pareciam infalivelmente atraídos e repelidos pelas imagens e o sentido do pop – feito fossem um espelho.

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Cadeiras elétricas

Ao aproximar-se do fim da década, Andy Warhol já havia fundado a Factory – o estúdio onde trabalhava e reunia toda sorte de artistas, jovens deslocados, doidões, travestis, prostitutas, malucos e gênios em uma convivência criativa e intensa – migrado também para a realização de filmes experimentais, era um fotógrafo consagrado e até um importante produtor musical.

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Na Factory, Bob Dylan segura uma das impressões de Elvis criada por Warhol

Sem o incentivo financeiro, a produção e a concepção de Warhol não haveria, por exemplo, Lou Reed e a banda Velvet Underground (e não é, portanto, exagero afirmar que Andy está também por trás do nascimento da música alternativa e até mesmo do punk, tamanha foi a influência do Velvet nos anos que se seguiram), além de algumas das mais icônicas capas de disco de todos os tempos.

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Andy com a cantora Nico e a banda Velvet Underground, de Lou Reed e John Cale

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Capa do disco Sticky Fingers, dos Rolling Stones, criada por Warhol (a original vinha de fato com um zíper preso ao papel)

Andy também posicionou-se ao centro de profundos debates a respeito da função e posição do artista enquanto autor. No lugar das obras únicas, pintadas a mão pelo pincel do artista como previa a tradição, Warhol passou a usar técnicas de reprodução como silkscreen, copiando sua obra em série. Não havia, portanto, um “original” ou mesmo um autor, nos moldes consagrados pela tradição.

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Tal qual qualquer grande indústria ainda faz, as obras de Warhol eram como “produtos”, reproduzidas em série para serem exibidas e consumidas como cópias de um original que simplesmente não existia (ou que de fato estava exposto nas prateleiras de qualquer supermercado).

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Andy Warhol e John Lennon – e uma das obras de Warhol que retratou Lennon 

Andy “pintou” (ou imprimiu) em suas mais famosas obras imagens icônicas culturais como a série de cadeiras elétricas, o Mickey Mouse, o líder chinês Mao Tsé-Tung, Elvis Presley, Marilyn Monroe, flores, autorretratos, caixas de sabão em pó, garrafas de Coca-Cola, imagens de acidentes de carro, dólares, animais, celebridades em geral – tudo que povoasse o imaginário coletivo do desejo, da compra, da fama, do dinheiro e poder.

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Marilyn Monroe e Mao Tsé-Tung

Em suas mãos, a arte deixava a abstrações dos debates acadêmicos, a frieza das avaliações dos críticos, o tédio dos velhos temas e passava a retratar aquilo que as pessoas simplesmente amavam e desejavam – mesmo que tivessem vergonha de admitir. “Pop art nada mais é do que gostar das coisas”, Andy definiu.

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Em 1968, um acontecimento viria a transformar a intensidade e até mesmo a disposição crítica e política com que Warhol atuaria até o fim de sua vida: cobiçado dentro do meio artístico pelo seu sucesso e sua capacidade de amplificar carreiras e vozes (como uma espécie de figura central do jet set e da cena artística americana nos anos 1960), Warhol sofreu uma tentativa de assassinato pelas mãos de Valerie Solanas, militante radical feminista, que teria sido rejeitada e destratada por Warhol.

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Warhol mostrando as cicatrizes por conta das cirurgias que sofreu depois do atentado

O artista sobreviveu aos tiros, mas sua paranoia, hipocondria e a própria saúde debilitada o levaram a diminuir a intensidade de sua produção e até mesmo sua atuação protagonista na cena americana.

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Andy e Michael Jackson 

Ainda que as décadas de 1970 e 1980 tenham visto um Andy Warhol mais tímido e quieto ressurgir, o sucesso jamais o abandonaria. A maneira com que jogava com esse sucesso, tornando-o objeto de suas obras e, ao mesmo tempo, um produto sem valor, levou Warhol a cunhar uma das mais repetidas frases em todos os tempos: “No futuro, todos serão famosos no mundo todo por 15 minutos”.

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Andy Warhol e Jack Nicholson

Tal frase pode hoje parecer banal, mas sua precisão sublinha o quanto Andy Warhol apontava o futuro com seu trabalho – ou, diante de tantos reality shows e do protagonismo total das redes sociais e de nossas vidas pessoais no imaginário contemporâneo, alguém tem dúvida de que Andy Warhol atuou feito quase um profeta – um verdadeiro filósofo dentro da arte?

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Andy Warhol morreu em Nova Iorque em 1987, por arritmia cardíaca depois de uma cirurgia aos 59 anos. Seu legado, porém, permanece como um dos mais importantes da história da arte do século XX.

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Entre a ingenuidade e a crueldade, a brutal exposição de nossas mesquinharias coletivas e o mais banal desejo de ser aceito e amado enquanto artista, personagem e pessoa, Andy Warhol olhou o capitalismo e o século XX no fundo dos olhos, e teve coragem de reconhecer amor, desejo, identidade e sonho em algo descartável como um rótulo de uma lata ou uma celebridade passageira.

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O pai da Pop Art permanece como uma espécie de artista do futuro, prestes a acontecer, revelando a todos, em um só gesto, o que há de mais doce, banal e até divertido no sentido mais cruel e inclemente do verdadeiro espírito de nossa época.

Self-Portrait 1986 by Andy Warhol 1928-1987

© imagens: Andy Warhol/Acervo/ fonte: via