Drone viaja pelo mundo para captar impressionantes ‘cenas de desigualdade’

Para enxergar discrepâncias e desigualdades que estão diante de nós, mas que podem parecer veladas entre as tantas perspectivas que cruzam nossos olhares todos os dias, às vezes é preciso tomar distância e se valer de outro ponto de vista – de cima.

Para literalmente oferecer esse diferente ponto de vista que o fotógrafo sul-africano Johnny Miller criou projeto Unequeal Scenes (Cenas desiguais, em tradução livre), no qual ele registra, sobrevoando com um drone, cidades, vilarejos, comunidades e favelas construídas ao lado de condomínios cercados, bairros ricos e campos de golfe na África do Sul.

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O impacto das imagens talvez seja amplificado pela distância – que parece intensificar ainda mais o absurdo contraste, ou pela sensação de não-pertencimento que as centenas de metros de altura parecem trazer – talvez pela revelação inequívoca do óbvio.

Passados mais de 20 anos do fim do Apartheid na África do Sul, e o país ainda precisa desesperadamente atacar tais desigualdades – estruturais, econômicas, sociais, raciais – que ainda assolam sua população, que parece seguir dividida.

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Claro que a realidade desses cenários partidos não se restringe à África do Sul, e então rapidamente o projeto migrou também para Nairobi, capital do Quênia, e para a Cidade do México – depois de visitar o Brasil, Miller decidiu por também trazer seu projeto para cá, e depois para os EUA, a ser realizado em breve, a fim de descobrir ainda mais novas perspectivas que a desigualdade pode nos oferecer com uma simples imagem.

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Todas as fotos © Johnny Miller fonte

Garoto de 13 anos surpreende a irmã de 5 com um maravilhoso ensaio inspirado na Disney

A fotógrafa Chris Angel, de Cincinnati, em Ohio, nos Estados Unidos, tem sete filhos. E dois deles compartilham de uma relação especial. Anthony, de 13 anos, sofre de depressão, e encontrou na irmãzinha Anabel, de apenas 5 anos, um motivo para voltar a sorrir.

Apesar de terem personalidades diferentes, sendo Belle (apelido carinhoso que Anabel recebeu do irmão) bastante extrovertida, fazendo amizade por onde passa, e Anthony, por conta da depressão, mais fechado, eles se tornaram melhores amigos. “Eles têm um vínculo inabalável. Ela é a luz para Anthony quando ele se encontra em lugares obscuros”, disse Chris.

E, ao ver sua mãe comprando fantasias da Disney em um site, Anthony não pensou duas vezes. Ele perguntou para Chris se ela poderia comprar uma fantasia para ele e outra para Belle, para que pudessem fazer uma surpresa no aniversário da garotinha.

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A fotógrafa conta que nunca viu Belle tão feliz ao ver seu irmão preferido fantasiado entrar em casa e entregar-lhe o vestido de princesa. “A sessão de fotos foi provavelmente a coisa mais bonita que eu já vivenciei como mãe. Ele a carregou no colo de um lugar para o outro para que ela não tropeçasse em seu vestido, e ela, realizada, ria e abraçava o irmão entre os clicks”. finalizou Chris.

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Todas as fotos © Reprodução Facebook fonte

Fotógrafo tenta explicar como é viver com depressão em série de fotos impactante

Gabriel Isak, fotógrafo de belas-artes, apresenta seu trabalho no Instagram como uma metáfora da própria alma e nos inspira de forma genuína. Ele cresceu na Suécia, mas atualmente vive em São Francisco, na Califórnia, onde desenvolve sua carreira. Começou a fotografar já mais velho e encontrou nesse trabalho uma forma de expressar seu mundo interno.

As fotografias são simples na forma, no entanto ricas em ideias e emoções. Seu imaginário envolve cenários surreais e melancólicos, inspirados no mundo interior dos sonhos e da psicologia. A depressão vivida pelo artista convida o espectador a interagir com o mundo interno, onde figuras solitárias simbolizam nossos próprios estados inconscientes.

Sua inspiração tem origem, também, no cinema e nas pinturas surrealistas. Para imprimir uma identidade única à sua obra, se preocupa bastante com os cenários corretos, para que possam expressar seus sentimentos. A hora do dia também é crucial, pois a luz é um aspecto chave para expor o estado de espírito que procura.

Isak espera que o espectador interaja com a sua obra e reflita sobre sua própria jornada.

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Todas as fotos © Gabriel Isak fonte

Série de fotos íntimas mostra o jovem Basquiat no início da década de 80

Último grande herói das artes plásticas americana no século XX, o pintor Jean-Michel Basquiat já tinha seu trabalho reconhecido, debatido e comemorado antes mesmo que um só crítico ou apreciador das artes soubesse seu nome. Sob a alcunha de SAMO©, Basquiat espalhou, junto de seu parceiro Al Diaz, pela Nova Iorque do final dos anos 1970, uma porção de epigramas (composição poética curta, em geral com intenção satírica ou crítica) que, no contexto do surgimento da cena punk e hip hop – no início do que viria a se tornar a fortíssima afirmação da arte de rua – causaram furor e interesse entre nova-iorquinos em geral. É esse período, na virada dos anos 1970 para os anos 1980, que as seguintes fotografias ilustram.

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Tiradas por Alexis Adler, com quem Basquiat dividia um apartamento no East Village, em Manhattan, NY, as fotos revelam a intimidade do exato momento em que SAMO© (espécie de sigla para “same old shit”, ou “a mesma velha merda” em tradução livre) começava a dar espaço ao trabalho do próprio Basquiat.

O que a crítica chamou de “incoerente poesia de rua” ia ficando pra trás, enquanto nascia o pintor que misturava texto, grafite, neo-expressionismo, abstração, figuração, crítica social, desenhos e pinturas em uma só tela – e que ganharia o mundo como um dos grandes gênios do fim do século.

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Foi uma época em que Jean não tinha telas para trabalhar, então ele usava qualquer coisa, e seguia criando sem parar”, afirma Alexis, que viveu em três diferentes apartamentos com Basquiat. “As ruas abandonadas do East Village forneciam seus materiais, e ele subia seis lances de escada com seus achados para incorpora-los em sua arte. Ele pagava o aluguel vendendo quadros e camisetas na rua. Jean sabia que era um grande artista”, lembra o fotógrafo.

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Em poucos anos, Basquiat, que antes havia sido um morador de rua, tornaria-se um celebrado sucesso de crítica e vendas nas artes. Aos 27 anos ele lamentavelmente faleceu, em 1988, fruto de uma overdose de heroína.

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As fotografias de Adler foram reunidas na exposição Basquiat Before Basquiat (Basquiat antes de Basquiat), em cartaz no Museu de Arte Contemporânea de Denver.

Importa lembrar que uma mostra do artista em São Paulo foi já anunciada para 2018 (relembre aqui).

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Todas as fotos © Alexis Adler fonte