Casa de terra na Espanha reduz emissões de CO2 e é alternativa sustentável de moradia

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Esta casa foi feita de acordo com os princípios da arquitetura vernacular, com palha, terra e pedra. Seus materiais foram encontrados num raio de menos de 150km do local da construção, reduzindo a 50% as emissões de gás carbônico. Ela não é apenas funcional, mas também linda e ganhou o prêmio de arquitetura Terra Award em 2016.

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Projetada pela arquiteta Angels Castellarnau Visus em Ayerbe na Espanha, a residência foi chamada de Maison Vernaculaire. Ela têm 276 metros quadrados com janelas amplas, que deixam que a luz do sol entre e consequentemente, reduzem o uso de energia elétrica. E possuí ainda uma caldeira de biomassa e um sistema que coleta água da chuva para reutilização.

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A arquitetura vernacular utiliza recursos e materiais do  próprio ambiente da edificação para construí-la. Por isso, a fachada da Maison Vernaculaire e seu revestimento interior foram confeccionados com madeira de florestamento e argila local. O melhor de tudo é que ela não é apenas funcional, mas se integra perfeitamente`as outras construções da região. Veja só:

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Todas as fotos: Reprodução fonte

Esses museus te deixam dormir no seu interior para uma noite totalmente diferente

Se você já sonhou em cochilar ao lado de alguns dinossauros ou passar a noite em um museu de arte, está com sorte. Hoje em dia, muitos museus oferecem eventos noturnos que permitem que aventureiros visitantes durmam em meio a suas coleções.

Confira algumas opções:

O Museu Americano de História Natural – Nova York

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Para uma noite autêntica de experiência em um museu, nada melhor do que o Museu Americano de História Natural em Nova York. Por lá, os hóspedes aventureiros são convidados a explorar os salões do edifício e exposições com lanternas antes de eventualmente montar acampamento sob a icônica baleia azul do museu. É possível organizar uma festa de pijamas para pessoas de todas as idades no local.

Academia de Ciências da Califórnia – São Francisco

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Adoravelmente batizado de ‘Pinguins e Pijamas’ a pernoite na Academia de Ciências da Califórnia tem algo a oferecer para todos, desde os amantes dos animais aos aspirantes a astronautas. Os convidados dormem em frente ao no aquário, onde podem ver cara a cara o ilustre morador Claude, o jacaré albino.

Museu Britânico – Londres

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O Museu Britânico – um dos museus mais visitados do mundo – permite que os hóspedes “desfrutem de uma noite de sono monumental.” Infelizmente esta experiencia só é disponível para crianças entre 8 e 15 anos inscritas no programa Jovens Amigos.

Arquivo Nacional, Washington DC

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Se você preferir documentos a dinossauros, você pode apreciar a declaração da independência, da constituição, e da declaração de direitos nos arquivos nacionais. Após amplas atividades e uma noite de cinema, convidados de todas as idades se instalam na bela rotunda do prédio.

Hall da fama e museu do basebol nacional, Coopertown

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O National Baseball Hall of Fame e Extra Innings Overnights do Museu são uma maneira divertida para as famílias se unirem ao beisebol. Além de atividades práticas e acesso à exposição, os hóspedes são tratados como se estivessem em um estivessem em um filme de beisebol. Este evento está aberto a famílias com crianças de 7 a 12 anos.

O Museu Internacional de Espionagem – Washington, DC

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Destinado a pequenos agentes secretos, o KidSpy Overnight entretém crianças entre 9 e 13 e suas famílias com “uma noite de KidSpy top-secreta formação.” Os convidados usam disfarces e adivinham códigos secretos antes de adormecer nas galerias com exibições em alta tecnologia.

* Imagens: Reprodução fonte

Livro de Carolina Maria de Jesus se torna bibliografia obrigatória em duas das mais importantes universidade do Brasil

Catadora de papel, moradora de uma favela, negra, pobre – e uma das maiores autoras da literatura brasileira no século XX. A autora Carolina Maria de Jesus se tornará bibliografia obrigatória de duas das maiores universidades do Brasil a partir de 2019. Traduzida para mais de 14 idiomas, e grande sucesso em 40 países, o livro de Carolina escolhida tanto pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) quanto pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) foi Quarto de Despejo – Diário de uma favelada.

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No livro – editado a partir de um dos 20 cadernos que Carolina mantinha como uma série de diários de sua dura vida na favela do Canindé, em São Paulo – a autora descreve com pungência crítica a dor, o sofrimento, as esperanças, a fome, a angústia e os questionamentos de uma vida muito pobre em termos econômicos, mas que se transforma a partir da literatura e da escrita de Carolina.

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Trabalhando como catadora de papel para alimentar seus filhos, os cadernos em que Carolina escrevia foram também encontrados por ela no lixo.

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Publicado em 1960, Quarto de despejo rapidamente tornou-se um fenômeno de crítica e venda em todo o mundo, e colocou Carolina como marca indelével no mapa da literatura mundial.

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Carolina Maria com Clarice Lispector

Temas como a violência, a desigualdade social, o alcoolismo, o lugar da mulher negra na sociedade brasileira fazem do livro uma obra atemporal que, tendo sido sucesso no mundo todo, receberá nova edição nas livrarias brasileiras ainda esse ano.

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Carolina Maria de Jesus morreu em 1977, e sua obra é considerada um marco na literatura negra, social e feminina da história do Brasil.

© fotos: reprodução:fonte

Fotojornalista capta animais que foram vítimas de abuso em série tocante e poderosa

Considerando que todos os animais registrados pelas lentes da fotógrafa Jo-Anne McArthur foram agredidos e abusados por mãos humanas (antes de chegarem ao santuário de recuperação de animais onde as fotos são tiradas), e que ainda assim os animais demonstram afeto, alegria e confiança com a presença de outras pessoas, pode se concluir que o material mais forte das imagens de Jo-Anne é a inteligência, bondade e a capacidade de perdoar desses animais fotografados.

Há 15 anos Jo-Anne fotografa esses animais em recuperação, em santuários pelo mundo todo.

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Algumas histórias terminam em finais felizes, com o animal novamente saudável e devidamente feliz. A maioria, porém, se encerra no esforço para oferecer conforto e carinho para os últimos dias de um animal violentado, à beira da morte. Segundo ela diz em seu livro We Animals (Nós, animais), “todos os animais merecem algum lugar onde possam se recuperar, onde possam ser amados, onde possam experimentar suas escolhas e sua autonomia”.

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Um santuário em especial, o Farm Sanctuary, é hoje para Jo-Anne como uma segunda casa, onde ela encontra animais com os quais já possui extensa relação, onde aprendeu a se tornar uma ativista, e onde vai para se recuperar de toda crueldade que testemunha. A medida da gratidão e do amor oferecido pelos animais é também, em inversa proporção, a medida da ignorância humana ao agredi-los.

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Todas as fotos © Jo-Anne McArthur fonte