Menina vendida como escrava que virou afilhada da rainha Vitória é uma prova de como os negros são apagados da História

Tratados muitas vezes pelos registros da história como uma massa homogênea, uma multidão sem identidade, a história dos negros e negras negociados como escravos é obviamente feita de indivíduos que, como todos, possuíam idiossincrasias, talentos, angústias e anseios.

A incrível vida de Sarah Forbes Bonetta, que em 1848 estava prestes a ser executada Serra Leoa pelo rei Ghezo, quando foi salva por um capitão do exército inglês para se tornar afilhada da rainha Victoria é um dos milhões de exemplos.

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Quando soube que a menina, que perdera os pais em um ataque do rei Ghezo à tribo de Egbado, da qual fazia parte, seria executada, o capitão Frederick E. Forbes convenceu o rei a salvá-la e oferecê-la como um presente à rainha Victoria. Ao receber o “presente”, Victoria se impressionou com a extraordinária inteligência da garota, e a criou no meio da alta classe inglesa como sua afilhada.

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Bela, brilhante e dotada de muitos talentos – aos oito anos já falava um inglês impecável, aprendendo também instrumentos diversos – Sarah foi um forte exemplo, mesmo para a rainha, de como as ideias de superioridade racial não faziam sentido.

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Aos 18 anos, Sarah se casou um empresário de origem Iorubá, como ela, e retornou à Serra Leoa, para ter 3 filhos e se tornar professora.

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Ela porém jamais perdeu contato com a rainha, que se tornaria também madrinha de uma de suas filhas – a menina, assim como a mãe, também possuía grande talento para a música e para as línguas.

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Pouco se conta hoje sobre a história de Sarah, mas sua trajetória extraordinária nos lembra da força e dos horrores sofridos pelos povos negros, escravizados e arrancados de suas próprias identidade, que tiveram que lutar contra tudo e todos para simplesmente poderem ser quem são.

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© fotos: reprodução,fonte: via

Fotógrafo usa lente inspirada em 1840 pra transformar retratos de crianças em autênticas pinturas

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A Petzval 85 é uma lente bastante peculiar. Criada pela Lomography, a lente é um produto atual inspirado em uma objetiva que data de 1840. A original havia sido desenhada originalmente por Joseph Maximilian Petzval – daí o nome. Sua releitura moderna é compatível também com câmeras Canon e Nikon.

Parte do encanto das fotografias clicadas com esta lente está no que se chama de “defeito ótico”, responsável por um desfoque circular como se as imagens em segundo plano estivessem rodando. Isso causa um efeito surrealista e deixa os retratos parecidos a uma pintura.

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A lente é totalmente feita de bronze e seu diafragma também é feito de latão, o que possibilita uma mudança de forma manual. O fotógrafo brasileiro Misha Voguel, nascido em Salvador, vem buscando se especializar na arte de capturar imagens com uma Petzval 85. Ele usa a lente para fazer retratos de crianças que mais parecem pinturas, sem precisar utilizar nenhum programa de edição.

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Misha já fotografou mais de 400 crianças. Além desta lente, Misha também utiliza algumas objetivas manuais da década de 60, buscando criar uma atmosfera atemporal. Para seu novo projeto, “Mundo dos Sonhos“, o fotógrafo tem selecionado algumas imagens que pretende transformar em livro.

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Todas as fotos © Misha Voguel  fonte: via

Artista constrói barco para aprender e contar as histórias de quem vive nos rios

Até algumas gerações atrás, navegar pelos rios Mississippi e Tennessee, nos Estados Unidos, significava cruzar com várias pessoas que moravam na beira do curso das águas. Hoje, há cada vez menos gente vivendo por lá, e é para conhecer as histórias dos remanescentes que surgiu o projeto “A História Secreta dos Norte-Americanos dos Rios”.

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O idealizador de tudo é Wes Modes, artista especializado em novas mídias, que gosta de focar em trabalhos sociais. Ele passou cerca de dois anos construindo um shantyboat, barco rudimentar inspirado nos que eram utilizados para navegar pela região na década de 1940.

Ele aproveitou os três últimos verões para viajar pelos rios e conhecer seus moradores. Wes calcula ter conversado com mais de mil pessoas que ainda vivem às margens dos rios, e gravou 85 entrevistas. Elas farão parte de um documentário, e ele está preparando uma série de livros, cuja primeira edição deve ser lançada em 2018.

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Seu objetivo é “reexaminar os problemas enfrentados hoje e historicamente por quem vive ou trabalha nos rios, especialmente as histórias invisíveis de nativos, trabalhadores, negros e mulheres, (…) desafiando as convicções sobre sua importância e o papel que essas pessoas têm na sociedade. Acima de tudo, inspirar os espectadores a entender as histórias dos rios e traçar paralelos com os desafios enfrentados em seus próprios tempos e lugares”.

Algumas prévias das histórias que entrarão nos livros e no documentário podem ser conferidas no site do projeto.

Vaughn Loveday compartilhou histórias de infância sobre as pessoas que viviam em shantyboats no Rio Tennessee

Katherine Boyd Rice, 94, contou sobre a vida no Alabama em meados do século XX

Elevador de grãos que foi desativado após grande enchente no Rio Tennessee

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Todas as fotos © Wes Modes fonte: via

Inspiração nômade: artista cria atelier de vidro incrível no mato

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Neile Cooper, uma jovem norte-americana que vive em Nova Jersey, nos Estados Unidos, sempre trabalhou como artista plástica e designer de jóias. Certo dia, teve uma visão. Era uma pequena cabana inteira de vidro, atrás da sua casa, na cidade de Mohawk.

A artista não pensou duas vezes. Arregaçou as mangas e levantou esse verdadeiro santuário, todo feito de vitrais. Nos desenhos, é possível encontrar borboletas, caramujos, corujas, cristais, flores e muitas plantas.

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Batizado de Glass Cabin, o local é pequeno, mas do tamanho suficiente para encantar. E segundo Neile, quase 100% dos materiais usados na construção dessa verdadeira obra de arte foram encontrados ou na natureza ou nas ruas da vizinhança.

Já imaginou poder trabalhar ali dentro todo dia? Realmente inspirador!

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Todas as fotos © Neile Cooper fonte: via

Uma viagem pelas ruínas do antigo covil do Batman na Tailândia

Na cidade litorânea tailandesa de Pattaya, estão localizadas as ruínas do que já foi uma famosa discoteca chamada ‘Batman Club’. Desativado há mais de 20 anos, o clube caindo aos pedaços fica em uma rua que ainda leva seu nome, a Soi Batman, pois seu antigo prédio segue não passando despercebido.

© 2016 Dax Ward
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O Batman foi construído em meados da década de 1990 no centro de Pattaya, onde se tornou um dos mais notáveis points noturnos da cidade. Os holofotes do Batman do clube podiam ser vistos em toda a cidade todas as noites, como se Pattaya fosse Gotham City e os clientes fossem chamados por um tipo de ‘Bat Sinal’.

© 2016 Dax Ward
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O local também era um clube de snooker nos andares superiores exclusivo para membros onde as mulheres que ali trabalhavam caminhavam com pouca ou nenhuma roupa.

Atualmente, a estrutura de seis andares (incluindo o telhado), parece hospedar principalmente artistas de rua que vêm produzir murais nas paredes, bem como moradores de rua que usam o local como abrigo nas noites chuvosas.

© 2016 Dax Ward
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A área do piso térreo, que era a principal pista de dança do Batman, está completamente submersa a poucos metros de água. O que agora é uma lagoa turva já foi uma pista de dança grande com um bar e um palco para apresentações ao vivo.

Confira fotos do local:

© 2016 Dax Ward
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* Todas as fotos: Dax Ward fonte: via

Este gato sortudo está visitando todos Parques Nacionais dos EUA

 

Cess e Madison Hofnam compartilham da mesma paixão: a natureza. Tanto que foi em uma reserva florestal que, em 2014, Cess propôs a companheira em casamento. Desde então o casal vem viajando os EUA defendendo o meio ambiente, em especial os parques nacionais dos Estados Unidos.

A bordo de um velho Toyota RV apelidado de “Our Vie”, “vida” em francês, os dois são desde o ano passado ambientalistas em tempo integral. Mas foi em 2015 que a dupla ganhou uma ajuda, e das mais fofinhas. Foi quando Vladmir entrou para a família, um gatinho branco e preto.

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E não demorou pra ele cair na estrada com os dois. Desde os primeiros meses de vida Vladmir já participava das mais diferentes aventuras. Lagos, rios, viagens de bicicleta e até neve. O bichano já enfrentou de tudo, e sempre de bom humor.

Desde que o projeto começou o trio já esteve em 52 dos 59 parques nacionais existentes em território americano, o que parece um tanto cansativo. Mas como Cess e Madison levam Vladimir passear desde que ele era um filhotinho o gatíneo acabou se acostumando. Mais do que isso, pelo que indicam as fotos ele parece curtir bastante a vida na estrada.

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Imagens © Cess e Madison Hofnam fonte: via

Ele percorre cidades europeias com um foco especial: encontrar a vida selvagem que há nelas

O fotógrafo Sam Robson, baseado em Bristol, no Reino Unido, é especializado em vida selvagem, mas não em qualquer tipo de fotografia de vida selvagem.

Diferentemente do que estamos acostumados a ver, Sam procura fazer imagens destes animais em grandes centros, bem longe do seu habitat natural. Sam já fotografou raposas, texugos, cervos, sapos, esquilos, garças, corvos, pombos, falcões e gaivotas, entre outros.

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De acordo com o fotógrafo, é preciso desenvolver um certo relacionamento com os animais, para que eles não se sintam acuados e fujam. Então, ao invés de perseguir os animais com seus equipamentos fotográficos, Sam costuma ir ao local onde eles se encontram regularmente, para mostrar que não apresenta nenhuma ameaça a eles

Assim, os bichinhos passam a tratá-lo como um algo natural do ambiente, e é como se o fotógrafo nem estivesse presente. O fotógrafo faz muitas imagens com disparadores remotos também, para causar o menor estresse possível nos animais.

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Além de fazer muitas fotos pelo Reino Unido, onde vive, Sam viaja bastante por toda a Europa, a bordo de uma van adaptada, para clicar a vida selvagem urbana em diferentes países. Já passou pela Holanda, Espanha e Alemanha e, em breve, pretende aproveitar as viagens para dar cursos deste estilo de fotografia também.

Todas as fotos © Sam Robson fonte: via