Pinturas de Edward Hopper ganham vida própria em GIF’s artísticos que celebram a obra do ícone americano

Poucos artistas retrataram de forma tão pungente a solidão, melancolia e a sensação de isolamento da vida urbana e rural do século XX como o pintor americano Edward Hopper. Como uma via emocional de mão dupla, Hopper numa mesma obra parecia homenagear o imaginário cultural e comportamental americano, ao mesmo tempo em que revelava o sentido sombrio e cruel desse mesmo imaginário. Suas obras tornaram-se ícones da pintura moderna, e agora ganham movimento em GIFs.

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Criados pela equipe da agência Orbitz, os GIFs com a obra de Hopper foram realizados em tributo aos 50 anos de sua morte – oferecendo assim novas dimensões e camadas a alguns dos quadros mais reconhecíveis do mundo. Segundo a Orbitz, os GIFs são “tributos do século XXI para esse titã do século XX, para as novas gerações que eventualmente não foram introduzidas ao seu trabalho”.

 

O realismo do trabalho de Hopper, e a pouca afeição à metáfora, ao simbolismo – retratando quase sempre cenários reconhecíveis e diretos – parece intensificar o sentido melancólico e poético de seu trabalho – que, em movimento, se transpõe para o mundo de hoje, sem perder nada de sua força, beleza e sentimento.

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Todas as fotos © Edward Hopper/Orbitz;fonte: via

O que são essas mãos gigantes saindo de um canal em Veneza

O aquecimento global é uma bomba relógio que precisa ser desarmada antes de explodir. Para aumentar a consciência sobre este problema, o artista italiano Lorenzo Quinn construiu uma escultura monumental para a Bienal de Arte de Veneza 2017.

Quinn é amplamente conhecido por incorporar elementos de partes do corpo humano em seu trabalho e este projeto não é diferente. Entitulada ‘Suporte’, a obra retrata duas mãos maciças subindo de um canal para apoiar um hotel.

É uma declaração visual que declara que as pessoas precisam responder ao aquecimento global adequadamente antes que seja tarde demais. “Veneza é uma cidade de arte flutuante que inspirou culturas durante séculos“, disse Lorenzo Quinn à Halcyon Gallery. “Mas para continuar a fazê-lo, precisa do apoio da nossa geração e das futuras, porque está ameaçada pelas mudanças climáticas e pela decadência do tempo“.

Refletindo sobre os dois lados dos seres humanos – o criativo e o destrutivo – Quinn aborda sua capacidade de fazer uma mudança e reequilibrar o mundo em torno delas. O apoio evoca tanto a esperança na tentativa de manter o edifício acima da água e o medo em destacar a fragilidade da situação. É uma declaração poderosa com uma execução meticulosa.

Eu queria esculpir o que é considerado a parte mais difícil e mais tecnicamente desafiadora do corpo humano“, disse o artista. “A mão tem muito poder – o de amar, odiar, criar e destruir.”

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DJ HEAD

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Architectural Digest Russia

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Giacomo Click Moceri

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Cate Love Camelia

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Halcyon Gallery ;fonte: via

Essa casa de arquitetura japonesa feita de madeira mostra como criatividade é tudo

A marca japonesa Muji investe na importância de se levar uma vida compacta. Até mesmo o site da empresa possui uma área toda dedicada ao tema, com dicas e informações para quem busca uma vida e uma casa mais leves. Se não bastasse isso, a empresa também criou uma casa fantástica para explorar ao máximo esse conceito.

O showroom foi criado em Okazaki, no Japão, e mostra como é possível maximizar espaços com uma organização correta. A casa, feita de madeira e pré-fabricada, foi desenhada nos mínimos detalhes para uma vida compacta. As áreas envidraçadas permitem maior entrada de luz e circulação de ar e os móveis e acessórios parecem feitos sob medida para que nada esteja sobrando no espaço.

O resultado é incrível:

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Fotos via ;fonte: via

Série de fotos capta perfeitamente a complexa relação entre mães e suas filhas

Rania Matar não começou sua carreira como fotógrafa. Ao invés disso, ela atuou como arquiteta durante muitos anos. Quando engravidou de seu quarto filho, ela decidiu fazer algumas aulas de fotografia para capturar os melhores momentos da infância de seus filhos. O que não esperava é que o ofício lhe caísse tão bem.

Hoje Rania atua como fotógrafa e suas séries buscam capturar o melhor da vida das mulheres em diversos momentos. Uma de seus projetos mais recentes retrata o relacionamento entre mães e filhas de maneira única, capturando as diversas emoções que emergem desta relação. O ensaio ganhou o nome de Unspoken Conversations (“Conversas não ditas”, em tradução livre).

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A fotógrafa já havia trabalhando com meninas adolescentes e pré-adolescentes, bem como com mulheres adultas em outras de suas séries. “Eu me encontrei gradualmente incluindo tanto mãe quanto filha na mesma fotografia. Meu foco mudou do individual para o coletivo“, escreve a artista na apresentação do projeto. “Os olhares e as emoções dos indivíduos são combinados em um único quadro, transmitindo simultaneamente o pessoal e a universalidade da complexa relação entre mãe e filha“, define.

Vem ver:

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Todas as fotos © Rania Matar ;fonte: via