Já ouviu falar da livraria portuguesa que inspirou J. K. Rowling em Harry Potter?

O mundo de Harry Potter não foi retirado totalmente da imaginação da escritora inglesa J. K. Rowling. A maravilhosa arquitetura da Lello, livraria de mais de 100 anos de idade localizada no centro da cidade de Porto, em Portugal, serviu como fonte de inspiração para vários cenários da saga do bruxinho que conquistou fãs em todo o mundo.

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Quando viveu na cidade no início dos anos 90, Rowling viu nas imensas paredes forradas de livros, na escadaria, nos clássicos vitrais e na linda decoração do lugar, inaugurado em 1906, um rico panorama para seus livros.

Entre 1991 e 1993, quando morava na cidade e era professora de inglês, Rowling foi frequentadora fiel da livraria. Na época ela era uma mera desconhecida, mas a partir de 1997, quando seus livros se tornaram sucessos de venda, os vendedores da Lello perceberam que o local estava relacionado aos livros.

Claro, a livraria é tão bonita que por si só mereceria receber a visita de milhares de turistas diariamente, mas foi mesmo Harry Potter que alçou o lugar à fama. Hoje, a livraria vive lotada de fãs da saga que adoram se surpreender comparando cada cantinho do local  com o cenários de Harry Potter, principalmente com a loja ‘Floreios e Borrões’, lugar onde os pequenos magos compravam os livros escolares para Hogwarts.

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* Imagens: Reprodução fonte: via

Conheça Pioneertown, o set de cinema que virou cidade de verdade

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Em 1946, alguns personagens lendários de Hollywood incluindo Roy Rogers, Dick Curtis e Russell Hayden, cansados de viajar quilômetros para filmar películas de velho oeste, decidiram construir um set  no deserto da Califórnia, onde diretores pudessem fazer suas filmagens e a equipe pudesse viver. Eles dirigiram até um local a 6km de Yucca Valley e a duas horas de Los Angeles, onde ergueram fachadas e espaços que remetiam `a cidades do oeste americano do século 19. O lugar foi chamado de Pioneertown.

O projeto foi um sucesso. Mais de 200 filmes de velho-oeste e programas de televisão  foram produzidos em Pioneertown, incluíndo clássicos como The Cisco Kid e Judge Roy Bean. Os anos se passaram e os filmes com esse tema ficaram cada vez mais escassos. E com novas ideias, os negócios em Pioneertown descresceram e a cidade assumiu um novo papel, a de atração turística! Ela ganhou novamente os olhos de artistas, empreendedores e outras personalidades excêntricas, que procurando refúgio para suas vidas estressantes, vieram aqui para ficar. Veja só:

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Fotos: Flickr e Wikipedia Commons fonte: via

6 ruínas misteriosas construídas por antigas civilizações que você precisa conhecer

Quando pensamos em antigas civilizações e suas ruínas misteriosas, logo vem a nossa cabeça o legado deixado pelos incas no Peru, ou então as mais de cem pirâmides construídas no Egito, certo?

Pois apesar destes serem alguns dos casos mais conhecidos, existem muitos outros lugares espalhados pelo mundo que ainda intrigam o ser humano, seja pela inteligência ou pelo mistério que o envolvam.

São inúmeras estruturas existentes que costumam desafiar arqueólogos, paleontólogos e historiadores de todo o mundo por seu contexto bastante incomum, que geram dúvidas das mais diversas.

Como explicar Stonehenge, por exemplo, onde dezenas de blocos de pedras gigantes foram empilhados milhões de anos atrás? E como teria sido o transporte delas até o local? Ou até mesmo no caso das pirâmides no Egito, onde aproximadamente 2,3 milhões de blocos que pesavam entre 2,5 e 80 toneladas foram erguidos a uma altura de até 147 metros para a construção da pirâmide de Quéops, em 2250 a.C?

Então, se você é fã de um bom mistério, vai gostar da seleção que fizemos abaixo, com uma lista de seis ruínas, templos e objetos misteriosos espalhadas pelo mundo.

1. Stonehenge (Salisbury, Inglaterra)

Estima-se que essa estrutura composta por círculos concêntricos de pedras que chegam a ter cinco metros de altura e a pesar quase cinquenta toneladas levou mais de trinta milhões de horas para ficar pronta, tendo sido sua construção dividida em três fases (3100 a.C, 2150 a.C. e 2075 a.C.).

Os mistérios que envolvem tanto sua construção como função são inúmeros, mas acredita-se que o local era usado para estudos astronômicos, mágicos e/ou religiosos. E em junho, quando ocorre o solstício de verão no hemisfério norte, o sol nasce exatamente sobre a pedra principal do monumento.

2. Moais (Ilha de Páscoa, Chile)

Os Moais são 887 estátuas gigantes, feitas de imensos blocos de pedra que representam cabeças e troncos. Possuem em média 4 metros de altura, e alguns chegam a pesar mais de 80 toneladas e, apesar das muitas teorias que tentam explicar sua existência, ninguém sabe exatamente como ou porque os Rapa Nui, antigos habitantes da ilha, dedicaram tanto tempo e esforço na construção dessas estruturas.

Muitas destas estátuas estavam enterradas e foram escavadas, descobrindo que, além de cabeça, os moais tinham um tronco também, que vivia “escondido” abaixo do solo.

3. Pedras Guia (Geórgia, Estados Unidos)

As Pedras Guias, que também são conhecidas como o “Stonehenge norte-americano”, foram construídas em 1979, o que as torna bem jovens perto dos outros monumentos da nossa lista. Aqui, o mistério não fica por conta da sua construção, já que nos anos 70 já era possível levantar uma estrutura como esta, mas sim por quem a construiu e porquê. Elas foram encomendadas por um desconhecido sob o pseudônimo de R.C. Christian, que comprou um grande terreno e contratou uma empresa para que construísse a estrutura.

Nas seis pedras de granito que compõe o monumento, há frases gravadas nos seguintes idiomas: inglês, russo, hebreu, chinês, espanhol, hindi, suaíli e árabe, além de uma mensagem na parte superior da estrutura escrita em babilônio, sânscrito, grego clássico e hieróglifos egípcios. Teorias da conspiração apontam que a estrutura está relacionada com as metas da Nova Ordem Mundial.

4. Puma Punku (Tiwanaku, Bolívia)

Puma Punku é parte de um complexo em Tiwanaku, um dos mais importantes sítios arqueológicos da Bolívia. Até hoje, estudiosos não conseguiram desvendar como toda aquela estrutura foi erguida, já que pedras de 130 toneladas foram transportadas por cerca de 10km numa época em que tecnologias essenciais como a roda ainda não existiam.

Durante seu apogeu, acredita-se que Puma Punku era um local maravilhoso, frequentado por sacerdotes e pela elite. A compreensão da natureza deste complexo arqueológico ainda é limitada, devido à sua antiguidade, falta de provas escritas e o atual estado de elevada deterioração, tanto pelo desgaste natural mas também devida à depredação causada por visitantes e saqueadores.

5. Esferas de Pedra (Ilha de Cãno, Costa Rica)

As Esferas de Pedra são um conjunto de mais de 300 esferas localizadas na Ilha de Cãno, na Costa Rica. Desde 1930, centenas de bolas de pedra têm sido documentadas no local, variando de alguns centímetros a mais de 2 metros de diâmetro, podendo pesar mais de 15 toneladas.

Quase todas estavam enterradas, e são feitas de granodiorito, uma rocha magmática semelhante ao granito, e acredita-se que foram criadas por volta do ano 600, sendo a maioria datada depois do ano 1000, mas antes da Colonização das Américas.

6. Pirâmide Kukulkan (Chichén Itzá, México)

No ano passado, arqueólogos anunciaram a descoberta de uma estrutura no interior do Templo de Kukulcán, que fica ruínas maias de Chichén Itzá, no México. Trata-se da estrutura original da pirâmide, por cima da qual foram construídas outras duas estruturas que deram o formato atual do monumento. De acordo com especialistas, as estruturas podem ter sido construídas uma em cima da outra por vários motivos, incluindo a deterioração ou uma homenagem a novos líderes.

O Templo de Kukulcán foi construído no século XII d. C., e sua estrutura conta com nove patamares, quatro fachadas, cada uma com uma escadaria central de 91 andares, e um templo no patamar superior. Uma das inúmeras curiosidades sobre a pirâmide é que se observarmos o amanhecer no horizonte do mesmo ponto durante um ano, é possível ver o sol aparecendo em diversas posições ao longo do período. Uma prova de que os maias possuíam conhecimento de astronomia, já que isso ocorre devido aos movimentos da Terra, de rotação sobre o eixo e translação ao redor do sol.

Imagens © Shutter/Getty/iStock/fonte: via

A história do homem cuja cabeça está exposta em uma faculdade de Medicina

A Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa tem algo bizarro em exposição, e estamos falando basicamente da cabeça de um homem chamado Diogo Alves, que foi morto em 1841.

A cabeça amarelada e conservada em um vidro, como se fosse um animal qualquer, mostra o semblante de Alves, que está de olhos abertos e parece assustadoramente tranquilo.

Para os médicos, professores e alunos que vivem no local, a cabeça é só mais um item cotidiano, mas, para quem visita a instituição, é impossível passar por Diogo Alves com indiferença, até mesmo porque o cara é reconhecido como o primeiro assassino em série de Portugal e o último criminoso a ser condenado por enforcamento no país.

Assassino famoso

Alves nasceu em Galiza, em 1810, e se mudou para Lisboa ainda jovem, à procura de trabalho. Foi jovem também que ele acabou achando a vida do crime bem mais interessante. Esperto, ele costumava assaltar fazendeiros humildes que iam até o centro de Lisboa vender seus produtos. Basicamente, Alves esperava o fim do dia e roubava todo o dinheiro que esses fazendeiros tinham arrecadado. Em seguida, matava suas vítimas e atirava seus corpos no Aqueduto das Águas Livres.

A polícia acreditava estar diante de uma onda de suicídios e acabou não investigando as cerca de 70 pessoas mortas pelo criminoso. Para os investigadores da época, não fazia sentido que um assassino tivesse interesse apenas em vendedores pobres.

Não se sabe ao certo o motivo que fez com que Alves deixasse de matar pessoas e jogá-las no Aqueduto, mas, quando parou com essa estratégia criminal, ele formou uma gangue e, com a ajuda de outros ladrões, passou a invadir residências particulares. Seus dias de criminalidade acabaram depois de ele ser preso por invadir a casa de um médico e matar todos os moradores, em fevereiro de 1841.

A partir de sua prisão e de sua condenação é que surgem alguns pontos da história de Alves que não batem muito bem com o que aconteceu de verdade. Há dados históricos que mostram, por exemplo, que mais seis pessoas foram condenadas à forca em Portugal depois dele, entre os anos de 1842 e 1845 – o país não pratica mais a pena de morte desde 1867.

Outro ponto que parece ter sido criado para gerar curiosidade sobre a cabeça do criminoso é o fato de que ele não foi o primeiro assassino em série do país – esse título pertence, na verdade, a Luísa de Jesus, de Coimbra, que matou 28 recém-nascidos e foi enforcada em 1772.

Frenologia

O fato é que, apesar dos furos na história lendária desse assassino, não importa quem foi mesmo o primeiro serial killer do país ou a última pessoa a morrer na forca – a cabeça em exposição é a de Alves.

A cabeça do criminoso foi preservada por causa dos estudos sobre frenologia, que foram introduzidos pelo médico alemão Franz Joseph Gall nos anos de 1700. Vista como pseudociência atualmente, a frenologia buscava estudar partes do cérebro que julgava ter relações com os traços da personalidade de uma pessoa – essa área de pesquisa acreditava, por exemplo, que a cabeça de uma pessoa criminosa tinha nódulos cerebrais que poderiam ser apalpados.

Foi com a intenção de estudar a cabeça de uma pessoa que teve um grande histórico criminal que os médicos conservaram essa parte do corpo de Alves. Não se sabe ao certo se pesquisas frenológicas foram, de fato, realizadas no cérebro do criminoso – outra cabeça, a de Francisco Mattos Lobo, contemporâneo de Alves e morto por matar quatro pessoas e um cachorro, foi motivo de estudo e está preservada na mesma universidade, embora não receba tantas visitas como a de Alves.

O assassino em série português é tão famoso que sua vida criminosa inspirou um livro em quadrinhos, uma biografia, uma história de ficção e o filme mudo “Os Crimes de Diogo Alves”, de 1911.

 

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