Na Bulgária, alguém está colocando olhos esbugalhados em coisas quebradas, e fica melhor do que consertá-las

Colocar olhos esbugalhados em basicamente qualquer coisa que você encontrar é a nova (e divertida) tendência mundial.Na Bulgária, o artista de rua Vanyu Krastev é o mais feroz defensor dessa atividade.

Como você pode ver pelo seu trabalho nas imagens abaixo, ele certamente tem um bom “olho” para ela. Suas intervenções são feitas principalmente em objetos urbanos quebrados, e o resultado final é ainda melhor do que consertá-los.

De árvores a postes a latas de lixo, Krastev está provando que mesmo as coisas mais mundanas podem ficar mais interessantes com dois olhos estalados e um pouco de imaginação:

Fonte:[BoredPanda]

Conheça a última colônia francesa na América do Norte

Há cerca de 1,8 mil quilômetros de Montreal, no Canadá, em pleno Oceano Atlântico, estão localizadas duas pequenas ilhas, St. Pierre e Miquelon. E, apesar da proximidade com o país do continente americano, o arquipélago pertence na verdade à França, desde 1814, oficialmente.

Ao total, oito ilhas formam o arquipélago, mas apenas estas duas ilhas são habitadas, sendo que 90% dos habitantes vivem em St. Pierre. Seus habitantes falam francês, e seguem os costumes e tradições da França, além de terem o direito de votar nas eleições francesas.

st-pierre-miquelon-43

st-pierre-miquelon-12

A principal atividade econômica dessas charmosas cidadezinhas com ar europeu é a pesca, mas de 1920 a 1933 a situação era bem diferente. Com a proibição de venda e consumo de álcool nos Estados Unidos, as ilhas viram uma nova oportunidade econômica a ser explorada.

Passaram a contrabandear bebidas para toda a América do Norte, e viu sua economia prosperar a ponto das empresas que vendiam peixes fecharem todas, e passarem a utilizar suas instalações para armazenar álcool. Até mesmo Al Capone passou a visitar as ilhas com frequência.

st-pierre-miquelon-63

st-pierre-miquelon-73

Mas isso foi até a proibição terminar, em 1933. A ilhas entram entraram em colapso, e seus habitantes voltaram ao velho e tradicional ofício da pesca, além de passarem  receber subsídios diretamente da França.

A melhor época do ano para visitar o local é entre o fim do verão e o início do outono, quando o clima é um pouco mais ensolarado e quente. Então, se você ficou curioso para conhecer o último pedacinho do enorme império que a França já teve em toda a América do Norte, pode marcar as próximas férias para julho, agosto ou setembro, que você não irá se arrepender.

st-pierre-miquelon-24

st-pierre-miquelon-32

Imagens © Gord McKenna/Flickr/bayoffundy.ca/Doc Searls/Flickr fonte: via

Um homem levou 25 anos para criar esse incrível parque que reproduz a Terra

Você já teve vontade de dar a volta ao mundo? Na obra de Júlio Verne, Phileas Fogg e seu criado levaram 80 dias para o feito. Um casal brasileiro levou quase 4 anos para fazer a viagem de carro, o dobro do tempo gasto por um russo que fez tudo a pé. Mas na Dinamarca é possível completar a viagem em questão de minutos.

167533_Verdenskortet

Claro que a volta não é no planeta Terra, mas na reprodução chamada Verdenskortet, literalmente “Mapa do Mundo” em dinamarquês. Em 1943, um fazendeiro chamado Søren Poulsen estava trabalhando em suas terras quando viu uma pedra que parecia a Jutlândia. Esse momento trivial mudou sua vida.

De 1944 a 1969, Poulsen se dedicou a construir um mapa da Terra no local. Todos os anos, quando o frio do inverno fazia o lago Klejtrup Sø congelar, ele juntava terra e pedras e dispunha o material no formato dos continentes. Com a chegada da primavera, o gelo derretia e o material aterrava. Depois de vinte e cinco anos de trabalho, finalmente o mapa ficou pronto.

CROPPED_WERELD

O local é agora a principal atração turística da região de Hobro. São 4050 m² de área, onde cada 27 cm correspondem a 111 quilômetros no mundo real. Bandeiras foram hasteadas para representar cada país, e pedras simulam grandes montanhas do planeta. Por lá, é possível jogar minigolfe, num circuito que inclui cinco continentes, além de andar de pedalinho pelos oceanos.

Unicode

Unicode

Verdenskortet-mapa-mundo-real-dinamarca-aerea

Todas as fotos © Verdenskortet fonte: via

Artista troca o pincel por vidro e cria obras impressionantes usando a luz do sol

O artista plástico americano Michael Papadakis sempre trabalhou à moda antiga, com tinta, pincel e telas, até que em uma viagem da Ásia à Europa ele descobriu outros materiais, que transformariam sua arte para sempre. Agora, no lugar da tela, ele usa a madeira; no lugar do pincel, uma lente de aumento; e sua tinta se tornou nada menos que a luz do sol.

MPSol1

Foi na China que Michael teve a epifania de que poderia trabalhar “queimando” superfícies de madeira ao reparar na incidência da luz do sol através uma lente. “Eu no mesmo momento vivi a realização de que poderia desenhar com aquilo”, ele diz. Michael então abriu mão de seu equipamento ‘tradicional’”, e começou a experimentar desenhar em parceria com o sol.

MPSol2

O resultado é como de um pirógrafo, utilizando diferentes lentes e técnicas, para realizar desenhos elaborados que levam até 30 horas para serem feitos. Para tal, o uso de luvas e óculos, assim como cuidados especiais para não se queimar, é fundamental.

MPSol9

Quando está pintando, Michael precisa lembrar às pessoas que param para observa-lo trabalhar que olhar diretamente seu trabalho pode ser perigoso para a vista. Mas viver em uma cidade como Golden, no Colorado, onde o artista mora, em que o sol bate abundantemente por cerca de 300 dias ao ano, é evidentemente uma vantagem: é como uma tinta que nunca acaba.

MPSol8

MPSol7

MPSol6

MPSol5

MPSol4

MPSol3

© fotos: reprodução, fonte: via