Fotógrafo paranaense ganha prêmio ao documentar a rotina de treino dos meninos boxeadores de Havana

A especificidades naturais, políticas, sociais e geográficas de Cuba fazem de sua capital, Havana, um prato cheio para que fotógrafos encontrem histórias únicas para serem contadas através de suas imagens.

Quando visitou a ilha em 2015, o fotógrafo paranaense Henry Milleo foi atrás de registrar o universo das academias de boxe na capital cubana. A tradição do esporte por lá, no entanto, fez com que diversas academias se tornassem tão célebres que se viraram pontos de peregrinação turística, com direito a cobrança de entrada. Henry queria encontrar algo mais autêntico para clicar.

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Quase sem querer, o fotógrafo descobriu o ginásio Niños de Cuba, que se tornou matéria-prima para seu premiado ensaio Garotos Boxeadores Cubanos. “Eu estava caminhando por uma rua da periferia de Havana quando passei em frente. Era um terreno baldio, espremido entre dois prédios e fechado com uma cerca de madeira e metal corrugado. Encontrei com o treinador, que estava fechando o local e marquei de voltar no dia seguinte, no horário de treinamento”.

Henry esperava o que normalmente se vê nesse tipo de contexto mas, no dia seguinte, quando foi apresentado aos atletas, ele se surpreendeu.

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Eram quatro garotos, de idade entre 6 e 10 anos. Os garotos levam os treinamentos a sério. É diferente de outros tipos de esportes que têm escolinhas, onde há um ar de descontração e camaradagem. Nessa academia os garotos eram focados, prestavam atenção e seguiam à risca o que o treinador falava. As risadas e brincadeiras ficaram para a rua, depois que o treino terminou e eles saíram para ir para suas casas”. A seriedade e a importância do esporte na vida dos garotos é a força motor por trás do impacto das fotos de Henry.

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O trabalho de Henry com os meninos boxeadores de Cuba acabou premiado na categoria Esportes dentro do POY Latam, um dos prêmios de fotografia mais importantes entre ibero-americanos. “Ter um resultado positivo é uma forma de saber que o trabalho que fiz ou que venho fazendo está seguindo um caminho que eu acredito ser interessante”, disse o fotógrafo, que não vê a hora de voltar para Havana para levar novas luvas para os garotos, que treinam com luvas velhas ou grandes demais.

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Todas as fotos © Henry Milleo fonte: via

Na Bulgária, alguém está colocando olhos esbugalhados em coisas quebradas, e fica melhor do que consertá-las

Colocar olhos esbugalhados em basicamente qualquer coisa que você encontrar é a nova (e divertida) tendência mundial.Na Bulgária, o artista de rua Vanyu Krastev é o mais feroz defensor dessa atividade.

Como você pode ver pelo seu trabalho nas imagens abaixo, ele certamente tem um bom “olho” para ela. Suas intervenções são feitas principalmente em objetos urbanos quebrados, e o resultado final é ainda melhor do que consertá-los.

De árvores a postes a latas de lixo, Krastev está provando que mesmo as coisas mais mundanas podem ficar mais interessantes com dois olhos estalados e um pouco de imaginação:

Fonte:[BoredPanda]

Conheça a última colônia francesa na América do Norte

Há cerca de 1,8 mil quilômetros de Montreal, no Canadá, em pleno Oceano Atlântico, estão localizadas duas pequenas ilhas, St. Pierre e Miquelon. E, apesar da proximidade com o país do continente americano, o arquipélago pertence na verdade à França, desde 1814, oficialmente.

Ao total, oito ilhas formam o arquipélago, mas apenas estas duas ilhas são habitadas, sendo que 90% dos habitantes vivem em St. Pierre. Seus habitantes falam francês, e seguem os costumes e tradições da França, além de terem o direito de votar nas eleições francesas.

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A principal atividade econômica dessas charmosas cidadezinhas com ar europeu é a pesca, mas de 1920 a 1933 a situação era bem diferente. Com a proibição de venda e consumo de álcool nos Estados Unidos, as ilhas viram uma nova oportunidade econômica a ser explorada.

Passaram a contrabandear bebidas para toda a América do Norte, e viu sua economia prosperar a ponto das empresas que vendiam peixes fecharem todas, e passarem a utilizar suas instalações para armazenar álcool. Até mesmo Al Capone passou a visitar as ilhas com frequência.

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Mas isso foi até a proibição terminar, em 1933. A ilhas entram entraram em colapso, e seus habitantes voltaram ao velho e tradicional ofício da pesca, além de passarem  receber subsídios diretamente da França.

A melhor época do ano para visitar o local é entre o fim do verão e o início do outono, quando o clima é um pouco mais ensolarado e quente. Então, se você ficou curioso para conhecer o último pedacinho do enorme império que a França já teve em toda a América do Norte, pode marcar as próximas férias para julho, agosto ou setembro, que você não irá se arrepender.

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Imagens © Gord McKenna/Flickr/bayoffundy.ca/Doc Searls/Flickr fonte: via

Um homem levou 25 anos para criar esse incrível parque que reproduz a Terra

Você já teve vontade de dar a volta ao mundo? Na obra de Júlio Verne, Phileas Fogg e seu criado levaram 80 dias para o feito. Um casal brasileiro levou quase 4 anos para fazer a viagem de carro, o dobro do tempo gasto por um russo que fez tudo a pé. Mas na Dinamarca é possível completar a viagem em questão de minutos.

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Claro que a volta não é no planeta Terra, mas na reprodução chamada Verdenskortet, literalmente “Mapa do Mundo” em dinamarquês. Em 1943, um fazendeiro chamado Søren Poulsen estava trabalhando em suas terras quando viu uma pedra que parecia a Jutlândia. Esse momento trivial mudou sua vida.

De 1944 a 1969, Poulsen se dedicou a construir um mapa da Terra no local. Todos os anos, quando o frio do inverno fazia o lago Klejtrup Sø congelar, ele juntava terra e pedras e dispunha o material no formato dos continentes. Com a chegada da primavera, o gelo derretia e o material aterrava. Depois de vinte e cinco anos de trabalho, finalmente o mapa ficou pronto.

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O local é agora a principal atração turística da região de Hobro. São 4050 m² de área, onde cada 27 cm correspondem a 111 quilômetros no mundo real. Bandeiras foram hasteadas para representar cada país, e pedras simulam grandes montanhas do planeta. Por lá, é possível jogar minigolfe, num circuito que inclui cinco continentes, além de andar de pedalinho pelos oceanos.

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Todas as fotos © Verdenskortet fonte: via

Artista troca o pincel por vidro e cria obras impressionantes usando a luz do sol

O artista plástico americano Michael Papadakis sempre trabalhou à moda antiga, com tinta, pincel e telas, até que em uma viagem da Ásia à Europa ele descobriu outros materiais, que transformariam sua arte para sempre. Agora, no lugar da tela, ele usa a madeira; no lugar do pincel, uma lente de aumento; e sua tinta se tornou nada menos que a luz do sol.

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Foi na China que Michael teve a epifania de que poderia trabalhar “queimando” superfícies de madeira ao reparar na incidência da luz do sol através uma lente. “Eu no mesmo momento vivi a realização de que poderia desenhar com aquilo”, ele diz. Michael então abriu mão de seu equipamento ‘tradicional’”, e começou a experimentar desenhar em parceria com o sol.

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O resultado é como de um pirógrafo, utilizando diferentes lentes e técnicas, para realizar desenhos elaborados que levam até 30 horas para serem feitos. Para tal, o uso de luvas e óculos, assim como cuidados especiais para não se queimar, é fundamental.

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Quando está pintando, Michael precisa lembrar às pessoas que param para observa-lo trabalhar que olhar diretamente seu trabalho pode ser perigoso para a vista. Mas viver em uma cidade como Golden, no Colorado, onde o artista mora, em que o sol bate abundantemente por cerca de 300 dias ao ano, é evidentemente uma vantagem: é como uma tinta que nunca acaba.

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© fotos: reprodução, fonte: via

Ele cria tatuagens complexas e originais com apenas uma linha

Enquanto a maioria das tatuagens recorre a um milhão de imagens, cores, símbolos e significados para causar impacto, o trabalho do artista iraniano-alemão Mo Ganji utiliza somente uma linha – e com isso exibe beleza e força como poucos. Quem nunca tentou fazer um desenho sem tirar a caneta do papel? Pois é exatamente isso que Mo Ganji faz com suas tatuagens. O resultado, porém, é incrível.

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Pois é justamente na simplicidade, no minimalismo e na objetividade de seus desenho que reside sua maior força – tornando assim o simples profundamente complexo, tanto quanto a explicação que o artista dá para a escolha de seu estilo. “Tudo surge da mesma energia. Se eu morrer, me torno uma árvore, e os pássaros comem essa árvore e se transformam em mim. Tudo é uma coisa só. Uma energia contínua que segue em frente”, ele diz.

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Hoje Mo Ganji vive em Berlim e se dedica desde 2014 somente à tatuagem, que primeiro ele desenvolve em detalhes no papel, para depois aplicar sobre o corpo das pessoas. Tendo migrado do Irã para a Alemanha com seus pais quando tinhas 2 anos, sua vida é vivida com a mesma simplicidade intensa de seu trabalho, segundo ele próprio, em nome de sua felicidade, e não do dinheiro ou do sucesso, como parte da linha contínua que une a todos.

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O tatuador Mo Ganji

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© fotos: Mo Ganji  fonte: via

Fotógrafo cria composição maravilhosa que simula a lua cheia sendo trocada

O sueco Erik Johansson se define como fotógrafo surrealista. Ele combina seus conhecimentos com a câmera e o Photoshop para transformar ideias um tanto malucas em lindas obras. Se você é dessas pessoas que não resiste a uma lua cheia, vai ficar impressionada com seu último trabalho.

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Em Full Moon Service (“Serviço da Lua Cheia”), Johansson brinca transformando a mudança de fase da lua em uma troca feita por uma empresa especializada. Apesar de ter o Photoshop como aliado constante, ele diz que sempre se esforça para que pareça ser possível que a imagem seja capturada normalmente.

Ele mantém um canal no YouTube no qual publica vídeos mostrando as etapas por trás de cada criação. Para Full Moon Service, que começou como um rascunho rabiscado, assim como quase todos seus trabalhos, ele utilizou luminárias de papel arroz e levou duas modelos e uma van até um campo de seu país natal.

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Gostou? Você pode acompanhar as novas criações do artista em seu Facebook ou Instagram.

Todas as fotos © Erik Johansson  fonte: via