Fotos raras documentam o primeiro show da carreira de Madonna

Mesmo os maiores e mais icônicos nomes da história da música um dia foram iniciantes, nervosos e desajeitados, dando os primeiros passos incertos sobre o palco.

No início da década de 1980 o fotógrafo George Dubose foi chamado por um agente para registrar o primeiro show de uma banda em começo de carreira, chamada The Breakfast Club. George tirou as fotos e nunca as usou, tornando-as públicas somente muitos anos mais tarde. O fez dessas fotos um raro e especial registro não foi tanto a banda, mas sim a vocalista do grupo, que estreava nos palcos: ninguém menos que Madonna.

Não é possível, pelas fotos, saber muito sobre o show – da qualidade da banda, das músicas, ou nem mesmo se a apresentação foi um fracasso ou um sucesso. Podemos, porém, reconhecer na jovem Madonna não só elementos de estilo e figurino que viriam a compor seu personagem no futuro, como a certeza de que, mesmo em seu primeiro show, a cantora deu tudo de si.

Difícil imaginar, olhando as imagens, que Madonna tenha passado desapercebida ao público – era, afinal, diante das sortudas lentes de Dubose, o primeiro brilho de uma das mais reluzentes estrelas da história da música pop.

 

© fotos: George Dubose/fonte:via

Esse mercadinho em Pernambuco tem uma prateleira especial e gratuita para quem tem fome

Em um mundo onde tanta gente ainda passa fome, apesar de produzirmos comida mais do que suficiente para alimentar a todos, o desperdício anual de alimento parece um dado perverso e sombrio da maneira com que o capitalismo e o dinheiro naturalizam certos horrores cotidianos.

Diante do cenário de desperdício e da população em situação de rua que, faminta, diariamente cruzava a frente do estabelecimento atrás de ajuda, um mercado da cidade de Petrolina, em Pernambuco, decidiu doar diretamente alimentos para quem mais precisa.

O método criado por Maíra Mousinho Amariz e Jackson Moura, donos do mercado, é objetivo e conta com a participação, generosidade e confiança das próprias pessoas: na entrada do local, uma estante oferece pacotes de arroz, feijão, frutas, pão, legumes e verduras disponibilizados gratuitamente. Uma placa informa: “Você está com fome? Pode pegar. Mas pegue apenas o necessário para você, pois tem mais pessoas com fome”. Segundo Maíra, tal acordo é sempre rigorosamente cumprido.

Diante do comovente gesto do casal, a generosidade se multiplicou, e alguns clientes passaram também a colaborar para manter a estante sempre cheia. Dessa forma, diariamente os alimentos são oferecidos para quem tem fome, sem abalar os lucros do mercado, e combatendo o desperdício.

Maíra, a dona do supermercado

© fotos: divulgação/reprodução fonte G1

Hamilton: a cidade das cataratas

As Cataratas do Niágara podem ser as cachoeiras mais visitadas da América do Norte, mas a verdadeira “Capital das Cachoeiras” do mundo fica a 80 km, na cidade canadense de Hamilton. Situada no coração da região mais industrializada do país, Hamilton também é um lugar de grande beleza natural e sua característica mais famosa são suas cachoeiras: são mais de cem.

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paul blca/Flickr

A abundância em cachoeiras deve-se à localização da cidade ao longo de uma crista em forma de arco que passa pelo meio da cidade, já que ela vai de Nova York, através de Ontário, Michigan, Wisconsin e Illinois. Qualquer rio, riacho ou corrente que flua em direção aos Grandes Lagos sobre este arco resulta em uma ou mais cachoeiras.

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Hamilton Conservation Authority/Flickr

Típico de uma grande cidade industrial focada na fabricação de aço, as cachoeiras de Hamilton passaram despercebidas durante meio milhão de habitantes até 2008, quando Chris Ecklund, nativo de Hamilton, fundou a City of Waterfalls, uma iniciativa sem fins lucrativos destinada a promover as cascatas da cidade. Os moradores e conheciam algumas das maiores quedas da cidade e os visitaram procuravam à cidade aos fins de semana para nadar e fazer piquenique, mas ninguém sabia a verdadeira extensão do recurso aquoso de Hamilton.

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Tom Flemming/Flickr

Mesmo hoje, ninguém sabe exatamente quantas cachoeiras há em Hamilton. A incerteza pode ser devido ao fato de que apenas cerca de 50-60 das cachoeiras fluem durante todo o ano, de modo que a contagem pode variar dependendo da estação do ano. Então, algumas cachoeiras estão em propriedade privada cuja contagem pode ter ou não foi contabilizada. Além disso, muitas cachoeiras no centro de Hamilton desapareceram lentamente com o aumento da população e da construção.

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John Piercy/Flickr

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John Piercy/Flickr /fonte:via

Fotos vintage mostram a verdadeira vida nas ruas de NY na década de 70

Para o chileno Camilo José Vergara, a fotografia é “um meio de descoberta, como uma ferramenta que clareia visões e constrói conhecimento sobre uma cidade ou lugar particulares”. A tese foi especialmente aplicada a Nova York, onde ele se tornou Mestre em sociologia e fez registros fascinantes de um tempo em que a metrópole vivia entre o luxo e a decadência.

Foi durante o Mestrado que Vergara pensou em usar a fotografia para documentar as mudanças do ambiente urbano e o modo como elas afetam o comportamento social das pessoas. Nova York foi o berço de um estilo que o chileno chama de refotografia: registrar um mesmo local em diferentes momentos para observar suas transformações.

A série Old New York foi clicada ao longo da década de 70, com especial atenção para os bairros Lower East Side, Harlem e South Bronx. O foco de Vergara estava sobre crianças, famílias e comunidades que viviam a decadência urbana de uma cidade que enfrentava a indiferença da administração pública.

Depois de Nova York, o chileno fez milhares de registros fotográficos em cerca de vinte cidades norte-americanas, incluindo Chicago, Detroit e Los Angeles. Ele espera que seu trabalho seja a base de uma Enciclopédia Visual do Gueto Norte-Americano, para “visualizar como os guetos mudam através do tempo, entender a natureza e o significado da desigualdade social e econômica nos Estados Unidos urbanizados”.

fonte:via