Fotógrafo clica os mais maravilhosos tetos de Barcelona

Já parou para pensar no quanto perdemos por não olharmos ao redor nos lugares que passamos? Indo além: e por não olhar para cima? Em um mundo onde a maioria das pessoas tem os olhos voltados a si mesmos ou, no máximo, nas telas dos celulares, o fotógrafo francês de 26 anos, Gauvin Lapetoule, fez um uma série de imagens contemplativas e delicadas.

Residente em Barcelona, ele saiu pela cidade espanhola decidido a encontrar os mais belos lugares para se olhar para cima.

Esta é uma série em que trabalhei desde junho de 2016 e é o ponto culminante de horas e horas de exploração urbana. Barcelona é uma das melhores cidades da Europa por sua arquitetura magnífica, especialmente o modernismo.”, explica ele sobre as imagens.

Gauvin começou a fotografar em 2010 como amador. Viveu em várias cidades na França e depois em vários países, sempre diversificando suas fotografias de acordo com o ambiente em que estava.

Alguns dos lugares fotografados por ele nesta série não foram revelados. “Alguns lugares são públicos, alguns deles não são e é por isso que eles precisam ficar em segredo. Mantenha-se aberto, uma porta aleatória pode dar acesso a um tesouro escondido”, afirmou.

Veja as imagens:

A Sagrada Família

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Palácio Güell

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Casa Macaia

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Palácio da Música Catalã

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Plaça Milans

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Edifício dos Correios de Barcelona

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Localização secreta

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Localização secreta

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Localização secreta

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Localização secreta

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* Todas as fotos: Gauvin Lapetoule /fonte:via

Marca de cosméticos recolhe lixo dos oceanos e usa como matéria prima para embalagens

Mais do que propriamente a utilização do material, o problema por trás do uso do plástico está exatamente em como as empresas o utilizam. Sendo um material altamente resistente e reutilizável – mas que demora séculos para se decompor -, embalagens e outros invólucros em plástico para serem utilizados uma só vez (para depois acabarem no lixo comum, nas ruas ou, como de costume, no oceano) farão com que, conforme mostram pesquisas, em 2050 os oceanos venham a ter mais plástico do que peixes. Para tentar fazer diferença nesse processo de transformar os mares em lixões, a empresa de cosméticos Lush decidiu não só se dedicar à limpeza das águas, como também reutilizar esse plástico.

Em parceria com a fundação Ocean Legacy, a Lush iniciou um processo de coleta de plásticos no oceano. Depois de coletado, o plástico é higienizado e moldado para ser reutilizado como embalagens de sabonetes, condicionadores, xampus e muito mais.

Plásticos recolhidos do oceano pela Ocean Legacy para reaproveitamento pela Lush

Diante das mais de 8 milhões de toneladas de plástico que são dispensadas no oceano anualmente, material para criação de novas embalagens é o que não falta daqui pra frente. A empresa de cosméticos sempre se mostrou ecologicamente mais consciente.

 

Pois a questão, como de costume, sobre a limpeza dos mares sempre foi econômica. Recuperar o lixo e limpar os mares sempre foi considerado um investimento desperdiçado, visto que não voltaria rapidamente em dinheiro.

Com a reutilização de tais plásticos, e se a única linguagem que lamentavelmente o ser humano compreende é a do bolso, quem sabe a iniciativa da Lush não se transforma em exemplo, salvando não só o custo de novas embalagens, como a vida nos mares e de tantos animais – incluindo o ser humano. O futuro do planeta agradece.

 

© fotos: divulgação/fonte:via

A primeira colônia européia nas Américas foi estabelecida por vikings 500 anos antes de Colombo

Boa parte da história que nos é ensinada nas escolas a respeito da chegada dos europeus nas Américas, tanto da suposta descoberta do continente por Cristovão Colombo, em 1492, quanto da igualmente suposta descoberta do Brasil por Pedro Álvares Cabral, em 1500, é imprecisa e discutível, para dizer o mínimo. Para além do estranho valor agregado à palavra “descoberta” – como se não tivessem pessoas vivendo no continente “descoberto” – o fato é que tais navegadores simplesmente não foram os primeiros a desembarcarem no continente.

Reencenação da chegada dos barcos islandeses no Canadá

Quase meio milênio antes de Colombo, ao redor do ano 1000, um barco Viking com 90 pessoas a bordo, entre homens e mulheres, migrou da Islândia para o Canadá em busca de um novo lar. Localizado na região de Newfoundland, o L’Anse Aux Meadows é o único assentamento nórdico na América do Norte, e o mais antigo registro da chegada de europeus no continente americano. O barco era capitaneado pelo navegador Leif Erikson, e protagonizou um dos mais importantes – e ironicamente menos ensinados – momentos da história da migração humana.

 

Apesar das dificuldades enfrentadas em um local tão inóspito e gelado, para os islandeses L’Anse Aux Meadows era tão paradisíaco quanto, cinco séculos mais tarde, o continente pareceria para espanhóis e portugueses. Tomado de florestas, frutas, peixes e plena vegetação, o local foi escolhido como nova moradia. Por conta das uvas que eventualmente nasciam por lá, o local foi batizado de Vineland (terra da uva).

 

Acima, reencenação de como seria a vida dentro das cabanas; abaixo, um barco reconstruído aos moldes de como seriam as embarcações

O assentamento, porém, durou somente uma década, por conta de constantes enfrentamentos com as populações nativas. Por séculos procurou-se o local exato de Vineland, que só foi descoberto na década de 1960. Três cabanas e cinco ateliês permanecem em vestígios por lá.

Snorri, o primeiro bebê europeu a nascer no “novo mundo” provavelmente foi parido em uma dessas cabanas. Em 1978, L’Anse Aux Meadows tornou-se um dos primeiros locais a receber o título de Patrimônio Histórico da Humanidade pela UNESCO.

 

© fotos: divulgação/fonte:via

A história por trás da emblemática foto de Einstein com a língua de fora

As melhores fotos da história se tornam icônicas muitas vezes por justamente mostrarem o inesperado, o paradoxo ou um lado outro em algo até então costumeiro. Pois se o que se espera da imagem de um cientista é uma pessoa austera, organizada, rígida e sóbria, a história foto de Albert Einstein com a língua para fora revela esse aspecto até então surpreendente do físico alemão.

Ver um dos maiores nomes da história da física e da ciência como um todo com os cabelos desgrenhados, o bigode desarrumado, os olhos abertos olhando diretamente para a câmera e a língua completamente para fora fez da fotografia, tirada por Arthur Sasse em 1951, uma das mais emblemáticas imagens do século XX. O próprio Einstein gostou tanto da foto que produziu cópias para distribuir entre seus amigos. Se suas contribuições científicas são evidentemente seus maiores feitos, tal imagem é um dos símbolos do motivo pelo qual Einstein se tornou praticamente um ícone pop.

 

A versão editada da foto, que Einstein gostava de distribuir

As cópias feitas por Einstein eram, no entanto, uma versão editada da foto, excluindo o cenário e as outras pessoas que estavam a seu lado – que revelam, também, a historia por trás da foto. Se o semblante do cientista e o gesto de colocar para a fora a língua revelam o humor e o espírito de Einstein, a foto na realidade registra mais um momento de cansaço e seu enfado diante da perpétua perseguição de repórteres diante da celebridade que havia alcançado.

Outra das muitas imagens célebres do físico alemão

A foto foi tirada na saída do Princeton Club, espaço social da universidade americana, após a celebração do 72o aniversário de Einstein, que estava em um banco traseiro de um carro entre Frank Aydelotte, diretor do Instituto de Estudos Avançados dos EUA, onde Einstein trabalhava, e a esposa de Frank, Marie Jeanette. Quando viram a foto, os editores da agência UPI, onde o fotógrafo trabalhava, cogitaram não publica-la, a fim de não ofender o vencedor do Prêmio Nobel de física em 1921.

Einstein em 1921, quando ganhou o Nobel de Física

A foto original foi leiloada na última semana, pelo valor de cerca de 393 mil reais, e traz a assinatura do físico alemão à esquerda. O fato de não ter sido editada, como nas cópias, e de mostrar toda a imagem é o que mais valorizou-a no leilão.

 

© fotos: Arthur Sasse/Divulgação//fonte:via