O impressionante fenômeno da natureza em que as árvores evitam tocar umas nas outras

Crown Shyness, ou Coroa Tímida, em português, é um fenômeno natural que ocorre com algumas espécies arbóreas, onde as coroas das árvores não se tocam, deixando uma espécie de lacuna entre elas.

Observado pela primeira vez em 1920, até hoje os cientistas não descobriram o motivo do fenômeno, que pode ser visto apenas em alguns lugares do mundo. Uma das teorias para que as árvores vizinhas e da mesma altura mantenham este espaço entre si é a quebra de galhos durante tempestades e ventos fortes.

Há ainda cientistas que creditam o fato a uma medida preventiva contra a falta de luz, para permitir que a fotossíntese continue acontecendo, e os que sugerem que o fenômeno é uma espécie de proteção contra larvas de insetos que destroem as folhas. Independente da causa, o resultado é esse fenômeno incrível que mais parece um verdadeiro bordado no céu, confira:

 

Imagens © This is Colossal/fonte:via

O que aconteceu com a menina – hoje com 75 anos – que personificou o racismo em uma das fotos mais famosas da história

O preconceito e o horror humano podem ter muitas faces, e uma delas sem dúvida é a da americana Hazel Bryan. Ela tinha somente 15 anos quando protagonizou uma das mais icônicas e abomináveis imagens da luta pelos direitos civis nos EUA.

A foto mostra Hazel tomada de ódio, gritando contra outra personagem determinante dessa dura época – essa, porém, do lado certo da história: foi contra a presença de Elizabeth Eckford, uma das primeiras estudantes negras a estudar em uma escola integrada no sul dos EUA, que Hazel esbravejou – e uma foto, tirada por Will Counts, imortalizou o exato instante, como o retrato de uma época que nunca deveria ter existido, de uma sombra que insiste em não desaparecer.

 
A icônica foto

A foto foi tirada no dia 04 de setembro de 1957, na Little Rock Central High School, quando a escola, por determinação da suprema corte, foi enfim obrigada a receber alunos negros, e integrar as raças. O rosto da jovem Hazel, gritando uma palavra escondida na imagem estática – mas subentendida na raiva contra o gesto de simples igualdade entre todos – que hoje se tornou termo praticamente proibido nos EUA (como que exigindo seu preconceito permaneça lei, e que a jovem Elizabeth volte às correntes e à escravidão de seus antepassados) parece estampar a face de alguém perdido, que jamais alcançará redenção ou a medida do horror de seus atos.

Outras imagens do famigerado dia

A foto estampou os jornais do dia seguinte, se tornando parte da história, trazendo rostos inesquecivelmente marcando uma época e um mal da humanidade. Passados 60 anos desse emblemático momento congelado no tempo, enquanto Elizabeth tornou-se símbolo da luta e da resistência dos negros nos EUA, a história de Hazel por tantas décadas permaneceu incógnita. Um livro recente, porém, desvendou parte dessa vivência.

A capa do jornal do dia seguinte

Assim que a foto saiu, os pais de Hazel decidiram que era melhor tira-la da escola. Ironicamente, ela não estudou um dia sequer com Elizabeth ou os outros oito estudantes negros que entraram para Little Rock Central High School. A jovem, que, segundo ela conta, não tinha maiores interesses políticos e participou do ataque à Elizabeth para fazer parte da “turma” racista, com os anos que se passaram após aquela tarde, foi se tornando mais politizada, aproximando-se do ativismo e trabalhos sociais – com mães e mulheres pobres, em sua maioria negras, especialmente diante da percepção de sua participação numa história de racismo que ela, enfim, (inspirada pelos discursos de Martin Luther King Jr.) percebia como algo horrível.

No meio dos anos 1960, sem grandes alardes nem registros, Hazel telefonou à Elizabeth. As duas conversaram por cerca de um minuto, no qual Hazel pediu desculpas e declarou a vergonha que sentia por seu ato. Elizabeth aceitou o pedido, e a vida seguiu. Somente em 1997, no aniversário de 40 anos do fim da segregação na escola – em cerimônia presidida pelo então presidente Bill Clinton – as duas novamente se encontraram. E, como em um milagre do tempo, as duas se descobriram amigas.

As duas, em 1997

Aos poucos, começaram a se frequentar, a dar palestras ou mesmo simplesmente se encontrarem e, por certo tempo, passaram a realmente fazer parte da vida uma da outra. Aos poucos, porém, a desconfiança e o ressentimento voltaram, do público, negro e branco, tanto contra Elizabeth – acusada de diluir e limpar a história – quanto contra Hazel – como se seus gestos fossem hipócritas e sua “inocência”, uma falácia.

Entre as duas, porém, a lua de mel também mostrou-se mais complicada do que parecia, e Elizabeth começou a descobrir inconsistências e “furos” na história de Hazel – que dizia não lembrar de nada do incidente. “Ela queria que eu me sentisse menos desconfortável para que ela pudesse se sentir menos responsável”, disse Elizabeth, em 1999. “Mas a reconciliação verdadeira só pode acontecer quando há o reconhecimento honesto e total do nosso doloroso passado em comum”.

O último encontro aconteceu em 2001, e desde então Hazel especialmente manteve-se quieta e anônima – nesse ano, escreveu para Elizabeth em condolências por conta da morte de seu filho, pelas mãos da polícia. A dureza da história dessas duas vidas que, por força do destino, tanto se cruzaram e se marcaram, serve para ilustrar como o preconceito e o ódio podem afetar nossas vidas como marcas indeléveis, que muitas vezes nem mesmo a vontade de ambas as partes é capaz de superar. Assim, é preciso combater o preconceito antes que ele floresça, sempre.

 

© fotos: Will Counts/Divulgação/fonte:via

Esse cara surpreendeu seus companheiros de viagem com as fotos mais divertidas

Recentemente, o ilustrador britânico James Nathaniel fez uma viagem com uma turma de amigos para o sul da França. Como ele era o único que entendia de photoshop, ficou responsável por dar uma tratada básica nas fotos da galera.

O que ninguém esperava é que James, munido de muito bom-humor, iria transformar seus colegas e até mesmo ele próprio em criaturas pequenas e cabeçudas. “Eu gosto de transformar eu e meus amigos em crianças aumentando nossas cabeças grandes nas fotos”, disse o artista.

O resultado é o álbum de fotos de férias mais inusitado e divertido dos últimos tempos! Confira:

vacation-pictures-big-heads-james-nathaniel-2-598d5f3391624__700

vacation-pictures-big-heads-james-nathaniel-1-598d5f3180990__700

vacation-pictures-big-heads-james-nathaniel-3-598d5f35963b3__700

vacation-pictures-big-heads-james-nathaniel-5-598d5f3a954a4__700

vacation-pictures-big-heads-james-nathaniel-6-598d5f3db67c4__700

vacation-pictures-big-heads-james-nathaniel-7-598d5f408aabc__700

vacation-pictures-big-heads-james-nathaniel-8-598d5f43899d7__700

vacation-pictures-big-heads-james-nathaniel-9-598d5f458bd79__700

vacation-pictures-big-heads-james-nathaniel-10-598d5f47854a5__700

vacation-pictures-big-heads-james-nathaniel-11-598d5f4991b9b__700

vacation-pictures-big-heads-james-nathaniel-12-598d5f4b900f5__700

vacation-pictures-big-heads-james-nathaniel-13-598d5f4e96778__700

Imagens © James Nathaniel /fonte:via

Esta pequena cabana em uma floresta sueca é uma das casas mais legais do AirBnb

Em uma floresta no sul de Småland, no sul da Suécia, há uma pequena cabana de barro que você pode alugar no Airbnb. A cabana é parcialmente enterrada no chão e tem o telhado de grama quase nivelada ao nível do solo, o que torna a cabana quase invisível. Este tipo de casa é conhecida na Suécia como “backstuga” o que significa “cottage de colina” (casa de colina).

backstuga-102
theworkofcastor.com

Estas construções não são muito comuns hoje em dia, mas nos séculos XVII e XVIII, os mais pobres viviam nelas. Estas casas tinham um quarto e muitas vezes eram construídos em uma encosta com três paredes de madeira, enquanto a colina servia de fundo e quarta parede da casa. Esse estilo de construção era comum no sul e sudoeste da Suécia onde a madeira era cara.

backstuga-75
Foto de A. Steijer / Backstuga em 1925

As pessoas que viviam nessas moradias eram chamadas de ‘backstugusittare’. Eles quase sempre eram muito pobres e viviam na propriedade de outra pessoa e ganhavam a vida fazendo bicos temporários, artesanato ou em instituições de caridade. Às vezes, o proprietário deixa-os usar uma pequena parcela de terra para cultivar batatas ou um jardim. Tais casas costumavam ser construídas em terras inúteis para agricultura ou em terras comuns da aldeia, ou a da paróquia.

backstuga-85
Foto de Johan Emanuel Thorin / Interior de uma backstuga em 1904

Os tempos mudaram e, à medida que o status social do backstugusittare melhorou, muitas dessas casas foram abandonadas. Algumas dessas casas são agora preservadas em Åsle, perto de Falköping.

A acolhedora cabana de Småland, foi construída no início dos anos 1800. A família que possui a terra e a cabana hoje a restauraram e a tornaram a prova de água para alugá-la.

backstuga-13

backstuga-102
theworkofcastor.com

backstuga-62
theworkofcastor.com

backstuga-92
voiceofnature.tumblr.com

backstuga-36
theworkofcastor.com

fonte:via