A história real por trás da foto na prisão de um cachorro ‘assassino’ é na verdade uma fonte de inspiração

Na década de 1920, o labrador Pep se tornou o primeiro cão a ser preso nos Estados Unidos ao ser levado para a cadeia na Pensilvânia. Sua mugshot, aquele retrato que os detentos fazem logo que são presos, ficou famosa, assim como o motivo de sua condenação: ter matado o gato de estimação de Cornelia, mulher do governador Gifford Pinchot.

A história se tornou uma lenda conhecida nos Estados Unidos, mas ao longo dos anos se descobriu que não foi bem assim que aconteceu. De acordo com Annie Anderson, historiadora que trabalha na Eastern State Penitentiary, a prisão para onde Pep foi levado, ele nunca foi um assassino de gatos, mas realmente passou boa parte de sua vida atrás das grades, naquela que é considerada a mais famosa cadeia dos EUA (Al Capone foi o mais ilustre de seus habitantes).

Na realidade, Pep era mesmo um dos cães da família Pinchot, e não dos mais comportados: estava acostumado a destruir objetos como sofás, nada tão diferente de outros cães mais agitados. O governador Gifford estava pensando no que fazer com ele quando ficou sabendo que, no estado de Maine, cães estavam sendo testados como auxiliares para a reinserção social de detentos.

Foi aí, de acordo com Annie, que cita uma antiga entrevista de Cornelia Pinchot ao New York Times, que Gifford decidiu enviar Pep para a Eastern State. Ele passou anos por lá, se tornando companheiro de funcionários e prisioneiros e investigando a ideia de que sua presença poderia aumentar a vontade dos detentos de se reformarem.

A história sobre o homicídio do gato ficou famosa graças a uma matéria do jornal Boston Daily Globe, datada de 26/12/1925. O cão é fotografado ao lado de dois policiais, e a legenda indica o motivo de sua suposta prisão. Há quem diga que a foto foi tirada como brincadeira dos guardas, e que o jornal decidiu levar a piada adiante para incrementar suas vendas. Outros sugerem ser uma questão política: o veículo seria crítico do governador, e teria usado a imagem para mostrar que ele estava tomando medidas que extrapolavam seu poder.

Seja qual for o motivo de a história ter se espalhado, fato é que ela é contada até hoje. A penitenciária Earnest State, há muitos anos fechada, até aproveita para criar atividades como um passeio familiar para ensinar às crianças a história de como animais tiveram e ainda têm importantes papéis nas prisões norte-americanas, especialmente ajudando na reinserção social de presos – o site cita o exemplo do New Leash on Life, um programa que ajuda a mudar a vida de detentos ensinando-os a adestrar cães. os animais, aliás, são cães abandonados e que corriam risco de eutanásia em abrigos, mas, depois do treinamento, a maioria é adotada.

Fotos: Reprodução/fonte:via

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O fotógrafo que viaja o mundo registrando as diversas e impressionantes subculturas de cada país

Por debaixo das culturas dominantes mais expostas em cada cidade da mundo, das identidades e elementos mais diretamente reconhecíveis de cada lugar, sempre há uma porção de subculturas, de identidades coletivas subterrâneas, que se constroem e se afirmam muitas vezes através de causas, religiões, estilos musicais, trabalhos, vícios e virtudes que reúnem pessoas em grupos peculiares, exóticos e fortes, como partes importantes da verdadeira e plural identidade de um local.

 

A comunidade LGBT na parada gay de Praga

São esses grupos e tais subculturas que o fotógrafo checo David Tesinsky registra por todo o mundo, como que a fim de criar um mosaico mais amplo, colorido e complexo daquilo que entendemos como a cultura e a identidade de cada local.

Freiras usuárias de maconha na Bélgica

Ativistas libertários do Irã, exorcistas da Etiópia, rappers de Detroit, militares ucranianos, satanistas de sua Praga natal, comunidades LGBT de todo o mundo, moradores de favelas na Ásia, empresários japoneses, toda e qualquer subcultura, com suas idiossincrasias, linguagens e riqueza própria está na mira das lentes de Tesinsky.

Viciados em drogas de Praga

Trans em Cuba

Rastafaris na Jamaica

Rappers de Chicago, demonstrando sua opinião sobre o presidente Trump

Satanistas em Praga

Nudistas na Bélgica

Militantes muçulmanas iranianas

Moradores de uma favela japonesa

A vida sexual dos deficientes, em Praga

Exorcismo na Etiópia

© fotos: David Tesinsky/fonte:via

Fotografia e empatia: o trabalho e a visão de um fotógrafo de natureza e conservação no Brasil

“Empatia. Essa é a palavra que define o foco de meu trabalho. O objetivo é tentar despertar a capacidade das pessoas em sentir o que sentiria um outro ser vivo. Gerar o sentimento de importar-se com os que coabitam conosco nesse pequeno pedaço de rocha “perdido” no espaço infinito. Esse é só um pequeno passo para que se entenda que além de estarmos juntos no mesmo ambiente, precisamos uns dos outros para sobreviver para que o ecossistema planetário seja relativamente estável, permitindo que todas as espécies, inclusive os humanos”afirma Leonardo , continuem por aqui.

Depois de passar grande parte do tempo dentro das florestas, em contato direto com suas maravilhas e, também, com o que ameaçava aquela biodiversidade, meu interesse foi despertado. Presenciei situações nas quais estive bem próximo à mamães com seus filhotes, de esquentar corações de pessoas mais sensíveis, assim como a caça, queimadas criminosas promovidas pela especulação imobiliária, dentre outras atividades que me arrepiam. Assim, comecei a entender meu papel neste grande jogo da vida.

Precisava tentar fazer com que o máximo possível de pessoas entendesse que a natureza vale mais do que dinheiro. Que desafio, hein!? Ao menos nós tentamos! E o único caminho que conheço é a cultura. Tendo isso em mente, em 2011, criei o Instituto Últimos Refúgios, uma ONG sem fins lucrativos que tem o foco em sensibilização ambiental através da cultura, tendo como orgulho nosso trabalho com as crianças nas escolas. Tem gente que faz através da política, através da escola ou através de ações de ativismo direto.

Não importa como, em minha humilde opinião, o importante é fazer.

Há décadas, fotógrafos como Sebastião Salgado, Araquém Alcântara, Luis Cláudio Marigo (que nos deixou há poucos anos), representam a natureza em fotografias, através de suas lentes. Dando visibilidade não só as belezas da natureza, mas também mostrando para a sociedade as ameaças que ela sofre. Trabalho importante não só para ajudar a preservar aquilo pelo qual somos todos apaixonados, mas também para inspirar toda uma nova geração de “defensores” da biodiversidade, muitos amigos, dos quais sou fã. Nomes como João Marcos Rosa, Luciano Candisani, Adriano Gambarini, Daniel De Granville, Zig Koch, dentre outros, são pessoas pelas quais tenho grande admiração. São fontes de inspiração. Cada um lutando, de sua maneira, para um bem comum. Recomendo aos leitores conhecerem um pouco do trabalho dessa galera.

Lutas épicas mostradas através da fotografia tornam-se uma memória de como conseguimos mudar o mundo por meio de imagens. Lembro-me de histórias como a do tamanduá em meio às chamas das queimadas no Cerrado, com foto de Luis Claudio Marigo, ou a fotografia de Araquém Alcântara contra a construção de usinas nucleares em uma região preservada. Ícones que, além de serem de grande ajuda para as causas ambientais específicas, também me inspiraram a tentar deixar minha contribuição.

Hoje em dia, tenho orgulho de ter influenciado (no ponto de vista ambiental) algumas lutas, como a questão de atropelamentos de animais nas estradas e a tragédia do Rio Doce (o Hypeness escreveu sobre isso), ambas com disseminação internacional. Porém, atualmente, o que tem me motivado é o apoio a projetos de conservação, que vêm conseguindo crescer tanto por competência dos profissionais envolvidos quanto pela abrangência que esses trabalhos conseguem ter com a ajuda de minhas imagens.

Um exemplo é o trabalho do Projeto Caiman com a conservação do Jacaré-de-papo-amarelo aqui na Mata Atlântica. Os jacarés são animais marginalizados por não serem carismáticos, porém, são de extrema importância para a manutenção do equilíbrio biológico dos ambientes nos quais se encontram. A Mata Atlântica só tem cerca de 10% de sua área original, então, se para animais carismáticos já está difícil sobreviver, imagina para os jacarés, que as pessoas não gostam muito.

Meu objetivo, nesse caso específico, é tentar fazer com que os dados obtidos pela equipe do projeto cheguem até as pessoas da melhor forma possível, mostrando a importância do animal para o ecossistema e que, no final das contas, é um animal super interessante. Vocês, que leem esse texto, precisavam ver os olhares de curiosidade das crianças quando levamos um jacaré de verdade para elas verem (óbviamente devidamente contido e com as devidas licenças). É perceptível a mudança de mentalidade dos pequenos em relação àquele animal.

Uma nova vertente de meu trabalho com a conservação é apoiar a tentativa de unir a pesquisa científica, o turismo e a cultura. Uma iniciativa super especial para mim é o Projeto Amigos da Jubarte, formado através de um “coletivo ambiental” do qual faço parte, que desde 2014 colhe dados em torno da concentração geográfica das baleias-jubarte no Espírito Santo. Agora, ganhando mais força, com a parceria do Instituto Baleia Jubarte, que tem 30 anos de experiência na Bahia. Problemas recentes são entraves para a recuperação das Jubartes, que sofrem todos os anos durante seu ciclo migratório com atropelamentos por embarcações, encalhes acidentais em redes de pesca, poluição marinha, sonares, prospecção de petróleo em águas profundas, caça ilegal, além das recentes mudanças climáticas.

Por isso, através do projeto Amigos da Jubarte, estamos desenvolvendo uma série de atividades que incluem ações envolvendo pesquisa científica, capacitação de agentes ligados ao turismo, educação ambiental nas escolas da rede pública e particular de ensino, além da sensibilização através da difusão de conteúdo em mídias gerais, para não somente proteger a espécie, mas também para criar uma interesse popular pelo turismo sustentável de observação de baleias adequado às normas de segurança e à legislação de proteção aos cetáceos. Mesmo como fotógrafo, é difícil apenas captar as imagens e não se envolver um pouco mais na causa.

Através de minhas imagens, os projetos que cito acima conseguem visibilidade perante a sociedade, ganhando reconhecimento sobre os assuntos nos quais são especializados. Aproximando as pessoas do bem imensurável presente nos ambientes naturais brasileiros, amplificando as ações para conservação das espécies e, consequentemente, de “grão em grão”, somando com resultados de outras iniciativas, podemos afetar positivamente todo o planeta.

Acredito que o fotógrafo de natureza que retrata uma realidade direcionando aquele material para caminhos nos quais acredita está numa missão árdua que, na maioria das vezes, cobra altos preços pessoais e profissionais. Horários não convencionais, recursos escassos e histórias de “cair suor nos olhos” fazem parte da rotina daqueles que escolheram dar voz à natureza. A natureza tem sim sua voz própria, mas a “reclamação” dela nunca é muito agradável para nós, humanos. Enchentes, tornados, secas e todo o leque de desastres naturais são manifestações dela que, acredito eu, preferimos evitar!

Leonardo já realizou diversas exposições no Brasil e também na Alemanha, Itália e França. Tem cinco livros publicados, quatro documentários em vídeo, séries para TV/YouTube e matérias veiculadas na BBC, National Geographic Brasil, Fantástico, Google Arts & Culture.

fonte:via

Yoga subaquática é tudo o que você vai desejar no verão

Dificuldade com algumas posturas de yoga? Então talvez você devesse tentar fazer os exercícios embaixo d’água! É o que propõe a prática de yoga subaquática, que já está se tornando tendência em diversos lugares pelo mundo.

A modalidade consiste puramente em adaptar as poses de yoga para que sejam feitas na água – portanto, é importante saber nadar antes de encarar este novo desafio. A prática começa geralmente em águas mais rasas e, à medida que os praticantes forem avançando, pode ser possível realizar as posturas em locais com maior profundidade.

De acordo com o The Plaid Zebra, os movimentos ficam, na verdade, mais fáceis sob as águas. Um dos motivos para que isso aconteça está na diminuição da gravidade, que faz com que o corpo se sinta mais leve e, com isso, a vontade de tentar novas poses aumenta. Quando estamos com água até o pescoço, sentimos apenas 20% do peso do nosso corpo. Além disso, aquele risco de cair no chão testando uma postura mais complexa desaparece – e, sem o medo de que isso aconteça, fica mais fácil testar novas posições.

Realizar exercícios na água reconhecidamente ajuda a melhorar dores musculares e nas articulações. Por esse motivo, a prática de yoga submersa também é recomendada para pessoas mais velhas, sendo que os riscos de lesões são menores do que a prática realizada em solo.

O vídeo abaixo, publicado pelo canal do Youtube Yoga Synergy, mostra uma sequência de posições para iniciantes feitas debaixo d’água.

Especializado em fotografia aquática, o fotógrafo Adam Opris realizou um ensaio com instrutores de yoga subaquática mostrando mais sobre essa nova prática. Nesta página você encontra algumas das fotografias capturadas por ele – e já pode ir se inspirando para praticar a modalidade no auge do verão!

 

Todas as fotos © Adam Opris/fonte:via