Fotógrafo cria série íntima para retratar a relação com seu pai, um empreiteiro que declarou falência e se dedicou ao crime

A infância do fotógrafo inglês Nicky Hamilton foi a definição das benesses e bonanças burguesas do início da década de 1980. Mesmo atravessando os árduos e turbulentos tempos do governo Tatcher na Inglaterra, o trabalho de seu pai como empreiteiro garantia uma vida plena em sorrisos, com uma família econômica e emocionalmente estável e feliz.

Até que, no meio da década, um acidente fez seu pai perder seus negócios, declarar falência, e tudo que era colorido e feliz se tornou um turbilhão cinza e radicalmente difícil, envolvendo polícia, armas, drogas e violência.

Foi a sentimentalidade desse processo que Hamilton, hoje um bem sucedido fotógrafo, quis registrar em seu novo projeto, intitulado The Lonely Man, ou O Homem Solitário. Depois da falência, seu pai se envolveu com o crime, que o levou às drogas, com tudo se intensificando de tal forma que em pouco tempo o próprio Hamilton se viu, a pedido do pai, tendo que ajuda-lo para que ele não cometesse suicídio. O cenário em que viu sua vida imersa no passado tornou-se aquilo que ele procurou registrar em seu projeto.

The Lonely Man é um projeto profundamente pessoal. As imagens exploram a relação que tive com meu pai na infância, depois que ele declarou falência, conduzida por perseguições policiais, armas, drogas, violência e, por fim, redenção”, ele disse. Cada foto levou três meses para ser produzida, com um cenário e uma produção realizados manualmente pelo próprio Hamilton.

Gráficas, dramáticas e impactantes, cada foto parece retirada de um filme, mas em verdade são situações que de fato o fotógrafo viu ou viveu. Mais do que contar a história de um criminoso em sua intensa produção, as fotos parecem realmente revelar o sentimento mais claro e natural que, para Hamilton, emergiu de toda história que viveu: a solidão, que batiza seu projeto.

© fotos: Nicky Hamilton/fonte:via

O legado da mulher que distribuía brownies de maconha pra amenizar o sofrimento de pacientes com AIDS nos anos 80

Nos últimos anos o comércio de alimentos que incluem maconha em sua lista de ingredientes tem feito parte de um novo segmento econômico em estados norte-americanos como Colorado e Califórnia. Mas na década de 80, quando o consumo da erva ainda era ilegal mesmo com fins medicinais, uma senhora se destacou por produzir brownies espaciais.

Mary Jane Rathbun não ficou conhecida como Brownie Mary à toa. Nos anos 70, enquanto trabalhava como garçonete em um restaurante de São Francisco, ela começou a vender bolinhos temperados com maconha. Não demorou para ela perceber que os alimentos canábicos ajudavam pessoas com doenças crônicas a encontrar alívio para suas dores.

O sucesso de sua receita fez com que ela ficasse conhecida na cidade, e após algum tempo a polícia bateu à sua porta. Sua primeira visita à delegacia aconteceu em 1981, quando Mary já tinha 57 anos. Diz a lenda que ela recebeu os policiais em seu apartamento dizendo “Eu achava que vocês viriam”. Sentenciada a cumprir 500 horas de trabalho comunitário, sua relação com pacientes com AIDS se tornou mais próxima.

Ela passou os dois meses seguintes visitando instituições que ajudavam soropositivos a lidar com a doença e ouviu relatos positivos sobre os efeitos que os brownies canábicos surtiam nos pacientes. Os problemas com a lei não a impediram de voltar a cozinhar, com a ajuda de alguns cultivadores que doavam maconha – nessa época, ela bancava os outros custos do próprio bolso, e distribuía os brownies gratuitamente.

Mary se tornou um símbolo da luta para legalizar a maconha medicinal na Califórnia nos anos 90. Em uma entrevista à Associated Press em 1992, relatou os efeitos que via nos pacientes de AIDS e câncer: “Esses jovens não têm apetite, mas, depois de comer um brownie, até se levantam da cama para cozinhar alguma coisa. Os que passam por quimioterapia comem metade antes e metade depois de cada sessão e dizem que ajuda a aliviar as dores”.

A maconha seria legalizada para usos medicinais na Califórnia em 1996, quando Mary já havia parado de cozinhar os brownies por causa de seus próprios problemas de saúde – que incluíam artrites e fortes dores nos joelhos. Segundo ela, a maconha era um dos poucos remédios que a ajudavam a andar sem sentir tantas dores. Ela faleceu em 1999, aos 77 anos, mas seu legado de luta pelo reconhecimento das propriedades medicinais da cannabis é reconhecido até hoje.

Fotos sem crédito: Reprodução/fonte:via

10 imagens ‘antes e depois’ de pessoas que venceram o câncer para voltar a ter fé na vida

Passar por um tratamento de câncer não é tarefa nada fácil. Longe disso. Além de todo o desgaste físico que a doença traz, o paciente precisa ter muita força e determinação, já que precisará superar um enorme desgaste emocional também.

E o site Bored Panda criou uma lista inspiradora com diversos antes e depois de pacientes que foram diagnosticados com câncer e venceram a doença, que é uma das principais causas de mortes no mundo.

Há crianças, adolescentes e adultos. Alguns receberam apenas meses de vida, outros tinham 90% de chances de morrer. Foram tratamentos contra o Câncer de Ovário, Leucemia de Burkitt, Câncer de Rabdomiossarcoma, entre outros. E se tem alguma lição que estas imagens trazem é de que não devemos desistir nunca! Confira abaixo:

1. Primeiro e último dia de aula. Ela deu um chute na bunda do câncer!

 

2. 4 brigas contra o câncer. 4 cirurgias, 55 quimios, 28 radioterapias, e eu sobrevivi.

 

3. 1 ano depois. F***** câncer!

 

4. F***** câncer! Eu venci!

 

5. Hoje eu estou oficialmente 10 anos livre do câncer. Uma foto de antes e depois para mostrar o quão longe eu cheguei. Chutando a bunda do câncer há 10 anos e contando!

 

6. Sofia deu adeus ao câncer 3 anos atrás e continua saudável.

 

7. Rylie, 3 anos, Rheann, 6 anos, Ainsley, 4 anos, recriaram a foto viral tirada três anos atrás. As três venceram e hoje estão livres do câncer.

 

8. Um ano atrás e hoje. Sobrevivi ao Câncer de Rabdomiossarcoma no estágio 4. Com 19 anos, me deram 3 meses de vida. 14 meses depois eu estou livre do câncer.

 

9. Em 99 fui diagnosticado com Leucemia de Burkitt estágio 4. Eu tinha 90% de chances de morrer. Eu e meus pais optamos por um tratamento de quimio experimental e funcionou. Hoje estou há 14 anos livre do câncer!

 

10. Sinto falta do cabelo, não do tumor cerebral. Uma semana livre do câncer!

 

Via © Bored Panda/fonte:via

John Malkovich posa como modelo recriando alguns dos retratos mais famosos da história

Além de evocar grandes atuações e sucesso no ofício, o nome John Malkovich também sugere uma infinidade de metáforas e símbolos a respeito do desejo de ser outra pessoa, o esvaziamento interno do culto à celebridade, a invasão à privacidade, e muito mais – tudo derivado do incrível filme Quero Ser John Malkovich (que não carece de maiores apresentações, pois se você não viu deve faze-lo imediatamente). Quando decidiu homenagear seus heróis da fotografia e seus principais retratos, o fotógrafo Sandro Miller decidiu pegar carona em todas essas metáforas e convidou seu amigo John Malkovich para estrelar o projeto. As fotos de Miller com Malkovich são sempre as da esquerda.

Original (à direita): Arthur Sasse – Albert Einstein com a língua pra fora (1951)

Intitulado Malkovich, Malkovich, Malkovich: Homenagem aos Mestres da Fotografia, o projeto faz um caminho contrário do filme. Se em Quero Ser John Malkovich outros personagens “entram” na cabeça do ator e vivem momentaneamente como ele, nesse caso é John Malkovich quem momentaneamente se torna outra pessoa – não entrando em suas cabeças, mas sim em suas históricas fotos.

Albert Watson – Alfred Hitchcock com ganso (1973) 

Miller decidiu recriar alguns dos mais icônicos retratos da história, reproduzindo a iluminação e a composição, mas com um pequeno diferencial: no lugar das pessoas reais que apareciam em tais imagens, quem aparece é Malkovich, interpretando com precisão as expressões e os sentimentos dos retratados originais, não importando idade, raça ou gênero.

Alberto Korda – Che Guevara (1960) 

Salvador Dali, Ernest Hemingway, Pablo Picasso, Andy Warhol, até Marilyn Monroe e mais uma porção de outras personalidades – célebres ou não – que se tornaram faces da história da fotografia foram revividos por Malkovich pelas lentes de Miller. O projeto, além de uma homenagem a grandes fotógrafos e suas imagens brilhantes, é também um sublinhar do talento de Miller e de Malkovich – especialmente considerando que ele foi todo feito sem o uso do Photoshop.

 

Andy Warhol – Auto retrato (1986)

Como tudo parece ser no universo de Malkovich, trata-se de um resultado profundo, estranho, incrível e um tanto hilário.

Annie Leibovitz – John Lennon e Yoko Ono (1980)

Bert Stern – Marilyn Monroe com rosas (1962)

David Bailey – Mick Jagger – “Capuz de pele” (1964)

Diane Arbus – Gêmeas idênticas, Roselle, New Jersey (1967)

Dorothea Lange – Mãe migrante, Nipomo, California (1936)

Edward Sheriff Curtis – Três cavalos (1905)

Gordon Parks – American Gothic, Washington, D.C. (1942)

Herb Ritts – Jack Nicholson, Londres (1988)

Irving Penn – Pablo Picasso, Cannes, France (1957)

Philippe Halsman – Salvador Dalí (1954)

Victor Skrebneski – Bette Davis (1971)

Yousuf Karsh – Ernest Hemingway (1957)

 

© fotos: Sandro Miller/fonte:via