As fotos captadas por Kubrick na década de 40 em NY mostram seu enorme talento quando ainda tinha apenas 17 anos

Antes de se tornar o gênio do cinema que foi, o diretor americano Stanley Kubrick era um fotógrafo – que, aos 17 anos, vendeu sua primeira foto para a revista Look, em 1945. Pelos 5 anos seguintes, até 1950, Kubrick trabalhou para diversas publicações, e em mais de 300 reportagens ou encomendas para as quais fotografou, ele acabou por registrar as pessoas e as paisagens da cidade de Nova Iorque durante o fim dos anos 1940.

Em 1951 Kubrick começaria a filmar seus primeiros curtas, e o paixão pela imagem em movimento se tornaria seu maior foco de trabalho e vida. Observar hoje as fotos que tirou, ainda tão jovem, é, porém reconhecer a origem das singularidades que se tornariam marcas de seu trabalho como diretor.

Estão lá, nas fotos, o realismo, o humor sombrio, o bizarro, o erotismo e o amor enquanto temas, o rigor visual, o perfeccionismo, o incrível apuro estético, como raízes do que se tornaria uma das mais ricas obras da história do cinema em todos os tempos.

© fotos: Stanley Kubrick

Ela fotografou estranhos antes e depois de ganharem um beijo seu

Enquanto a maioria das pessoas assistiu ao Festival de Roskilde deste ano, na Dinamarca pela música e a vibração, a fotógrafa Johanna Siring tinha outra coisa em mente: tirar fotos de estranhos antes e depois de beijá-los.

A artista norueguesa baseada em Nova York transformou esses cliques em uma série chamada “Kiss A Stranger“. Nas imagens ela está está tentando estabelecer uma conexão significativa e mesmo transformadora com estranhos: “Ao criar novos relacionamentos e aprender sobre os pensamentos e idéias de estranhos, poderemos construir pontes e combater a ignorância e o julgamento“, disse Johanna ao iD.

A fotógrafa abordava as pessoas(sem importar o gênero) para tirar o primeiro retrato e então explicava sua ideia antes de beijá-los. Surpreendentemente, as pessoas abandonavam suas máscaras sociais e apenas se tornam elas próprios. E pode ser que haja uma explicação biológica para isso: “Beijar esmaga todas as terminações nervosas em seus lábios“, explica Johanna, “causando uma liberação de dopamina e um aumento na oxitocina. É um auxiliar de estresse instantâneo e cria um vínculo emocional imediato entre duas pessoas.

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* Imagens: Johanna Siring

A menina japonesa de 6 anos que virou ícone fashion e conquistou milhares de seguidores no Instagram

Entre a elegância ancestral de suas tradições e um apreço irrefreável pela cultura pop, o Japão é sem dúvidas um país de apurado senso estético, em que o estilo e a moda parecem naturalmente correr pela população. Não se espera, porém, que uma criança tão cedo desenvolva esses interesses e o apuro para o fashion com a desenvoltura da pequena Coco que, aos seis anos, vem se tornando uma sensação no Instagram com seus looks – e que já possui mais de 280 mil seguidores.

Coco, que divide o nome com uma das mais importantes estilistas da história, nasceu em Fukushima. Depois do terremoto e do tsunami de 2011, porém, ela e sua família mudaram-se para Tóquio e, na capital japonesa, seus pais abriram uma loja de roupas vintage. O universo da moda então passou a ser o ambiente natural de Coco, que ainda aos 3 anos começou a desenvolver seu agudo interesse pela moda.

Dona de um estilo eclético, capaz de combinar peças e cores não usuais com estilo, Coco não é discreta, e faz questão de combinar extremos, como uma camisa de estampa havaiana com uma bolsa azul-brilhante da Ikea e um tênis xadrez cor de rosa.

Pode ser difícil para alguns aceitas dicas de moda de uma criança, e admitir que uma menina de 6 anos se veste melhor do que a maioria de nós – mas basta uma rápida olhada pelo Instagram da pequena Coco, aos aficionados por moda, para se repensar todo seu guarda-roupas.

© fotos: Instagram

Misteriosa “meleca cerebral” encontrada em lago

Parece uma grande meleca, um cérebro de algum animal estranho, ou um tatu de dragão.Mas essa criatura gelatinosa é, de fato, um ser vivo que habita rios e lagos.

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O vídeo acima foi feito no Parque Stanley em Vancouver, no Canadá, quando níveis de água abaixaram na chamada “Lagoa Perdida” (Lost Lagoon).

Briozoários

Falamos “criatura”, mas queremos dizer “criaturas”. Os briozoários são grupos de centenas de criaturas vivendo juntas em uma colônia. Um único organismo, conhecido como zooide, possui apenas uma fração de milímetro.Os zooides são hermafroditas, mas conseguem se espalhar graças aos estatoblastos, um grupo de células que pode se reproduzir de forma assexuada se separada da colônia.

Celina Starnes, da Sociedade de Ecologia do Parque Stanley (Stanley Park Ecology Society), examinou recentemente alguns dos espécimes encontrados na Lagoa Perdida, explicando à National Geographic que eles têm uma qualidade gelatinosa e firme.

Os registros fósseis desses seres datam de antigos briozoários marinhos de até 470 milhões de anos. A espécie encontrada no Parque Stanley é comumente chamada de “bryiozoário magnífico”, ou Pectinatella magnifica, e anteriormente era apenas conhecida em áreas a leste do rio Mississippi.

Espécie invasiva?

Um relatório de 2012 do Serviço de Peixes e Vida Selvagem dos EUA teorizou que as mudanças climáticas poderiam ajudar na propagação das criaturas.

Zooides só podem sobreviver em águas mais quentes do que aproximadamente 15 graus Celsius. O aumento das temperaturas graças a mudança climática podem permitir que os briozoários se espalhem mais para norte.

Essas criaturas se alimentam de algas em águas ricas em nutrientes, e um aumento no seu número poderia prejudicar o equilíbrio ecológico de um ecossistema de água doce. Elas também podem entupir canos.

No entanto, é possível que os briozoários não sejam invasivos, e simplesmente tenham passado despercebidos em Vancouver até agora. Sua cor enlameada os ajuda a se camuflar em águas turvas e, de acordo com Starnes, eles às vezes são confundidos com ovos de salamandras ou pedras.

“Eu acho que estamos perto do limite [de habitação ao norte] deles. Com o clima aquecendo, eles podem migrar para algum lugar mais ao norte”, disse Ian Walker, professor de biologia da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá. “Só podemos especular sobre como eles podem se espalhar”.

Fonte:[via][NatGeo]