Garoto de 12 anos constrói incríveis esculturas assustadoras com material encontrado nas ruas

A paixão do canadense Callum Donovan Grujicich pela arte e pela escultura vem de muito cedo. “Eu comecei a criar coisas quando tinha dois anos de idade”, ele diz. “Fazia esculturas com tecidos, depois comecei a experimentar com minha própria argila, feita com papel higiênico, lã, água mineral e cola”. Hoje Callum cria esculturas a partir de qualquer material que encontra na rua, transformando seu método de quando era criança, afinal, o tempo passou. Mas não muito: Callum faz tais incríveis esculturas atualmente com somente 12 anos de idade.

Em suma, enquanto aprendia a andar Callum também começava a criar – e hoje, conforme se aproxima da adolescência e da juventude, ele já cria como um artista “adulto” – ou como muitos escultores “adultos” gostaria de criar. Como todo talento de verdade, o jovem artista é capaz de encontrar arte em qualquer coisa. “Eu gosto de usar diversos objetos encontrados. Sempre que saio estou procurando por pedaços de metal. Estou sempre olhando pro chão atrás deles”, ele diz. O resultado é profundo, um tanto melancólico, até mesmo assustador – e muito bonito.

Suas bonecas começaram a ser feitas quando ele tinha 10 anos, a partir de sua argila, estruturas de metal, tinta, tecido e objetos encontrados. O próprio Callum costura à mão as partes de tecido e roupas que suas criações vestem. Peculiar, sombrio e humorado, seu trabalho é influenciado, segundo o próprio, pela literatura (o jovem é um leitor voraz) e pelas horas que atravessou em cinemas e teatros. É possível reconhecer influências dos filmes de Tim Burton e até das esculturas de Picasso em seu trabalho.

Callum afirma que cria intuitivamente, esculpindo as imagens que aparecem em sua cabeça. “As pessoas me perguntam o que minhas esculturas significam, mas eu não gosto de falar sobre significado. Quero que as pessoas decidam o que elas sentem que elas querem dizer, ao invés deu dizer a elas”, afirma Callum.

Seja qual for o sentido, seu trabalho já venceu diversos prêmios de arte, e já foi vendido para importantes galerias e coleções.

 

Todas as fotos © callumart.com /fonte:via

A espécie de cão selvagem que tem sistema democrático de votos para decidir quando caçar

O escritor inglês George Orwell em seu livro A Revolução dos Bichos foi um dos que melhor apontaram como o comportamento animal poderia servir de alegoria para se avaliar as relações políticas humanas. Em tempos de ataque à democracia, em que a escolha popular parece valer nada ou menos, um estudo a respeito dos mabecos, espécie de cachorro selvagem africano, descobriu que tais alegorias podem, nesse caso, ir além da metáfora, e servir literalmente como lição – pois os mabecos votam para escolher seu líder e a hora em que devem caçar.

 

Segundo os cientistas de um uma frente de preservação dos predadores de Botswana, junto a cientistas de importantes universidades do mundo, esses cães selvagens reúnem-se em “assembleias”, e “elegem” uma liderança e os próximos passos do coletivo.

Através de um peculiar sistema de votos, decidem se querem partir, se devem ficar onde estão, e quem será o líder, que terá direito a comer primeiro – mantendo assim a possibilidade de equilíbrio dentro do grupo, evitando a hegemonia absoluta dos animais dominantes sobre o resto dos mabecos.

A pesquisa nasceu do intrigante comportamento dos animais durante e depois de tais reuniões. O primeiro mistério se deu diante do fato de que, ainda que o hábito de reunir-se em grupos de forma energética e vibrante seja um ritual presente nos 68 casos e coletivos estudados, somente um terço desses coletivos saia de fato para caçar e migrar depois das reuniões – o resto permanecia onde estava. Foi aí que, analisando o comportamento dos animais em tais encontros, descobriu-se que o que acontecia ali era de fato uma votação.

 

O processo eleitoral começa quando um mabeco convoca, através de gestos específicos e ritualizados, que o grupo migre. O voto é aberto, e acontece através de uma espécie de espirro, uma exalação nasal que emite um som.

Foram esses sons a única variável mensurável que indicava o resultado – se o grupo saia ou não, durante a pesquisa, e se o propositor se tornava depois o líder.

Como boa metáfora, a descoberta a respeito da democracia entre os cães selvagens africanos também aponta os problemas e falhas que todo sistema de eleição possui. Segundo a pesquisa, quanto mais alto dentro da hierarquia do grupo for o animal que se “candidata” a liderar o grupo em uma nova caçada, maiores as chances de sua proposta ser aceita.

Se o sistema de votação dos mabecos é justo e verdadeiramente representativo, isso é um debate mais amplo e futuro, mas eles parecem respeitar sempre a vontade popular.

 

 

© fotos: divulgação/fonte:via

Ele transformou sua van em um estúdio de fotografia e quarto escuro portátil para fazer essas fotos maravilhosas

O fotógrafo Brendan Barry vive na Inglaterra e não se restringe apenas a usar dispositivos convencionais para fotografar. Ao invés disso, ele optou por construir a sua própria câmera. Após alguns experimentos, surgiu o conceito de transformar uma van em uma enorme máquina fotográfica – com um estúdio inteiro dentro.

Brendan escreveu sobre sua invenção para o site PetaPixel. No artigo, ele conta que começou o projeto comprando uma caravan antiga por £ 150 no eBay. O primeiro passo para a transformação foi esvaziar o interior do veículo e pintá-lo inteiramente de preto. O fotógrafo criou também um suporte para as lentes e uma área para colocar as bandejas da sala escura, onde as fotos poderiam ser reveladas. Seu amigo Pat Cullum ficou responsável pela pintura exterior da van.

As lentes da câmera apontavam para a parte externa, podendo registrar tudo o que acontecesse no entorno do veículo. Ao conversar com o diretor de um espaço de arte pop up, Brendan conseguiu uma oportunidade de estacionar a van no exterior da galeria por uma semana. Durante esse tempo, os visitantes poderiam ver como a câmera-van funcionava e ter suas fotos registradas dessa maneira pouco usual.

O fotógrafo conta que mais de 300 pessoas passaram pelo local durante esse tempo. Ao final deste período, ele revelou mais de 100 fotografias, que foram exibidas no The Boat Shed, em Devon. Abaixo, você confere alguns dos cliques feitos pela engenhoca.

Todas as fotos © Brendan Barry /fonte:via

Artista recria pinturas famosas acrescentando sempre um detalhe importante: cerveja

Apesar de toda sua admiração pelos mestres da pintura, para o pintor americano Scott Clendaniel faltava algo nas principais obras da história. Não era uma questão de estilo, de tema ou de valor: o que Scott sentia falta nas mais famosas telas era um de seus assuntos preferidos: a cerveja. Especialista em pintura a óleo, Scott decidiu resolver esse curioso sentimento indo ao trabalho, e recriando essas famosas pinturas, com essa pequena hilária adição, incluindo a cerveja nesses ícones da história da arte.

 

Inspirado em Van Gogh

Residente do estado do Alaska, o gosto do artista pela cerveja é medido pelo título dessa coleção: Real Art Is Beer, ou nada menos que Arte verdadeira é cerveja. A explicação para tal inspiração é simples e cômica. “Eu comecei a recriar pinturas famosas, incluindo cerveja, por achar engraçado, e um bom desafio”, afirma Scott.

 

Inspirado em Michelangelo

Assim, a dança de Matisse passa a acontecer ao redor de um copo de cerveja. Da mesma forma, a maçã de Magritte é substituída pela bebida – a sua famosa afirmação troca o cachimbo pela cerveja. Na santa ceia de Da Vinci, na pop art de Andy Warhol, até na criação de Adão de Michelangelo entra, pelas pinceladas de Scott, nos mais amados quadros, a mais amada das bebidas.

Inspirado em Jackson Pollock

Inspirado em Pablo Picasso

Inspirado em Claude Monet

Inspirado em Mondrian

Inspirado em Magritte (“Isso não é uma cerveja”)

Inspirado em Magritte

Inspirado em Klimt

Inspirado em Grant Wood

Inspirado em Munch

Inspirado em Salvador Dalí

Inspirado em Andy Warhol/fonte:via