Mais do que máquinas, as ‘slot machines’ japonesas são pura arte vintage

No Japão, jogos de apostas são ilegais desde os anos 90 – embora a lei esteja mudando recentemente. Mesmo assim, uma mistura de caça-níqueis com pinball ainda persiste no país. São as máquinas Pachinko, que começaram a se popularizar nos anos 1920 – e hoje são verdadeiras obras de arte vintage!

Foto: Fashionslide

Diferentemente das máquinas encontradas nos cassinos, os Pachinko não oferecem prêmios em dinheiro. Funciona assim: o jogador insere seu dinheiro na máquina e, em troca, recebe algumas bolinhas prateadas que são usadas para jogar. Dependendo da sorte no jogo, uma pessoa pode ganhar muitas bolinhas extras, que podem ser trocadas por brindes, uma forma de driblar a lei que não permite apostas. [Esse vídeo no Youtube mostra mais sobre a mecânica]

O segredo é que estes prêmios (geralmente itens não muito atrativos) podem ser “vendidos” em locais próximos das Pachinko – e assim o brinde vira dinheiro de verdade! O que um turista desavisado pode não saber ao circular pelas ruas de Tóquio é que estes estabelecimentos eram controlados pela Yakuza, a máfia japonesa. Por esse motivo, pode ser um tabu conversar sobre o assunto no país.

Mesmo assim, as máquinas fazem parte da cultura japonesa e hoje atraem muitos turistas aos locais em que o jogo acontece. Na maioria destes lugares, é difícil encontrar máquinas antigas, como as vistas nessa página – elas começaram a ser substituídas por mecanismos mais modernos nos anos 70 e hoje são essencialmente eletrônicas.

Com o desuso, muitas máquinas vintage passaram a ser vendidas como itens de colecionador, principalmente nos Estados Unidos. Elas podem ser compradas atualmente em sites como o eBay ou o Pachinko Planet, onde são comercializadas com valores a partir de R$ 100.

Fotos ©  Pachinko Planet

Foto: Gnsin

Foto: Gilgongo

Foto via

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Foto via /fonte:via

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O adeus da nave espacial responsável pelas melhores fotos de Saturno de todos os tempos

Em 1997, a NASA lançou à órbita a nave espacial Cassini–Huygens, uma sonda que tinha como grande objetivo captar imagens e informações sobre Saturno e suas luas. Quase 20 anos depois, a sonda está prestes a terminar sua missão, durante a qual registrou fotografias espetaculares do sistema solar.

 

A Cassini só chegou a Saturno em 2004, sete anos depois de deixar a Terra. Foi capaz de coletar informações que ajudaram cientistas a entender melhor a atmosfera do planeta, além da composição de algumas de suas luas. Sem a sonda, não seria possível saber, por exemplo, que a lua Titã é a única conhecida com atmosfera, além de ter mares e lagos formados por etano e metano. Tirando nosso planeta, é o único lugar do sistema solar onde sabemos que existem superfícies líquidas.

Mas, desde abril de 2017, a Nasa vem trabalhando na missão Grand Finale, em que a Cassini vai se chocar com a superfície saturniana e encerrar suas atividades. O impacto está previsto para acontecer no dia 15 de setembro, por volta das 9 horas da manhã no horário de Brasília.

O motivo para que a sonda deixe de ser utilizada é que ela ficou totalmente obsoleta. Criada em 1993, a Cassini usando tecnologia dos anos 80. Seu disco rígido interno tem apenas 2 gigabytes de capacidade, e as câmeras têm cerca de 10% do número de pixels das de um smartphone dos mais modernos.

Mesmo assim, os dados coletados por ela são tão vastos que os cientistas da NASA acreditam que terão material para fazer novas descobertas por décadas, tanto sobre Saturno quanto sobre sua magnetosfera, seus anéis e suas luas por décadas. Além disso, suas fotografias certamente seguirão capazes de nos causar grande impacto.

 

 

 

 

No site da NASA tem mais imagens feitas pela Cassini! Corre lá para conferir que vale a pena.

 

Fotos: NASA/fonte:via

7 outras maravilhas do mundo e que você nunca ouviu falar

Você já parou para pensar que há muitos lugares incríveis nesse mundo e que nem fazemos ideia de que existem? Alguns deles poderiam, inclusive, serem elevados à categoria de uma das 7 maravilhas do mundo, de tão bonitos e grandiosos que são.

BBC decidiu fazer uma seleção com alguns destes locais maravilhosos que deveríamos pensar seriamente em incluir na lista de lugares para ir sem pensar duas vezes. A lista vai desde uma mesquita no Mali, na África, passa por uma ponte esquecida na Bósnia e Herzegovina e chega até um forte na Índia.

Os lugares favoritos do site britânico seguem logo abaixo. Aproveite e já vá pensando nas próximas férias!

1. Forte de Derawar, Paquistão

Localizado no meio do Deserto, as paredes do forte alcançam aos 30 metros de altura. Para conseguir chegar até lá, somente com veículo 4×4 e um guia. E, bem, você vai precisar também de uma permissão do amir, espécie de líder local.

2. Grande Mesquita de Djenné, Mali

A mesquita, construída no início do século passado, é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1988. Todos os anos, devido as fortes chuvas que costumam cair na região de julho a outubro, a obra produzida em argila precisa ser reparado, fato que acabou se tornando um acontecimento festivo para a cidade.

3. Chand Baori, Índia

Essa construção com 13 níveis de escadas foi construída pelo rei Chanda entre 800 e 900 a.C. e foi pensada não só para ser bonita, mas para ser funcional também. O Chand Baori conta com uma linda piscina de água cristalina. Mas que costuma ser bem mais gelada do que a superfície da estrutura.

4. Palácio do Parlamento, Romênia

Considerado o maior e mais caro prédio de administração de todo o mundo, foram gastos mais de 3,3 bilhões de euros para a sua construção, em 1984. Possui estilo neoclássico, mais de 300 mil metros quadrados e 3.100 cômodos.

5. Ponte Velha de Mostar, Bósnia e Herzegovina

Construída em 1566 por Mimar Hajrudin, arquiteto turco-otomano, a Ponte Velha utilizou quase 500 blocos de pedras é um dos monumentos mais conhecidos do país. Na década de 1990 foi destruída por conta da Guerra da Bósnia, precisando ser reconstruída e tendo sido reaberta somente em 2004.

6. Kumbhalgarh, Índia

Kumbhalgarh, também conhecida como A Grande Muralha da Índia, foi construída em 1443 sob o comando de Raba Kumbha, um governante local, que desejava proteger seu forte. É considerada a segunda maior do mundo, ficando exatamente atrás da Muralha da China.

7. Mesquita do Xeque Lotfollah, Irã

Construída no século 17, a mesquita foi criada para servir como local de culto para as mulheres do harém do rei Xá Abas. Exatamente por isso, para se chegar ao salão de rezas é necessário passar por um corredor longo e repleto de curvas, uma espécie de túnel secreto.

 

Via © BBC /fonte:via

A história do fotógrafo que marcou uma era nos EUA ao retratar a Guerra Civil no país

O impacto da guerra civil americana foi tamanho que até hoje muitos dos principais assuntos em debate no país derivam de fatos ou personagens ligados a tal evento. Foi a primeira vez que os EUA enfrentarem a dor e o horror de uma guerra de frente, através de fotografias. E há um homem em especial responsável por tal registro histórico: o fotógrafo Mathew Brady, considerado por muitos o pai do fotojornalismo.

Autorretrato de Brady 

Brady gastou uma pequena fortuna em seu empenho para fotografar a Guerra Civil e, ainda que tenha acabado sua vida profundamente endividado, quando de sua morte, em 1895, seu legado é de importância fundamental para a fotografia de guerra, o jornalismo como um todo e a própria história da fotografia.

Suas fotos mostram a vida no campo de batalha ao longo da guerra – que durou de 1861 a 1865 -, personagens do combate, assim como alguns locais de conflitos. As limitações técnicas da época impediam que as fotos registrassem cenas em movimento, mas é possível ter uma impressionante noção das condições em que a guerra aconteceu.

Além do conflito, Brady também fotografou diversos personagens importantes da história americana, como o poeta Walt Whitman, o escritor abolicionista e grande líder negro Frederick Douglass, o próprio presidente americano Abraham Lincoln. A fotografia era ainda uma experiência tão incipiente e difícil, que a maioria desses retratos tornaram-se como fotografias oficiais de tais personalidades.

Walt Whitman

Frederick Douglass

Abraham Lincoln

Outro personagem retratado por Brandy foi o general Robert E. Lee, o líder derrotados dos confederados, que na guerra civil lutavam pela manutenção da escravidão no país.

Robert E. Lee

Lee é o homenageado na famigerada estátua a ser retirada em Charlotesville, que levou à manifestação neonazista recente contra a retirada, que acabou com um contra-manifestante morto – e que nos oferece a impressionante certeza dos ecos da guerra civil até hoje, e consequentemente da importância do trabalho de Brady como o pai da fotografia jornalística.

 

Todas as fotos © Mathew Brady/fonte:via