Fotógrafo usa sua arte para mudar a percepção que as pessoas têm da África

O que vem à sua cabeça ao pensar sobre a África? Provavelmente imagens de pessoas lutando contra a miséria e a fome estejam entre as primeiras a se formar. Estamos tão acostumados a pensar no continente como um lugar que precisa de ajuda para se desenvolver que dificilmente nos ocorre que estamos justamente falando de um continente, formado por países diferentes e com várias realidades distintas.

Tentar mostrar que a vida na África pode ser muito mais parecida como a em outros lugares do mundo do que se costuma pensar é um dos objetivos do jovem fotógrafo Yannis Davy Guibinga, nascido no Gabão, mas que atualmente mora no Canadá, para onde se mudou para estudar comunicação digital.

Em uma palestra do TEDx sobre o papel que a fotografia exerce sobre a maneira como o mundo enxerga a África, Yannis diz que as imagens da época colonial retratavam os africanos, suas famílias e suas vidas como se fossem “inferiores ou primitivas”. “Se fotos podem mentir sobre a África, então elas também podem ser capazes de revelar a verdade”, contou ao Feature Shoot.

“As primeiras fotografias de africanos foram tiradas por europeus que seguiam uma agenda imperialista e colonialista, retratando-os como selvagens sem educação que viviam em comunidades subdesenvolvidas. O impacto dessas imagens foi tão grande que suas mensagens ainda são consideradas fatos por muita gente ao redor do mundo, que ainda pensam na África como um lugar sem desenvolvimento, com uma necessidade desesperadora de ser guiado”, reflete.

Nos seus retratos, Yannis tenta representar questões socioculturais específicas do contexto africano, ou celebrar a beleza de certos elementos culturais ou comunidades. “Acredito que narrativas visuais que capturem as perspectivas e experiências de diferentes tipos de africanos vão contribuir para mudar o modo como o resto do mundo pensa sobre a África. E também como os africanos pensam sobre si mesmos”, conclui o fotógrafo.

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Fotos: Yannis Guibinga/fonte:via

Essas são as imagens finalistas do concurso de fotografia de vida selvagem de 2017 e são maravilhosas

Há 53 anos, o Museu de História Natural de Londres promove um concurso anual para escolher as melhores fotografias da vida selvagem. Os ganhadores recebem, além de prêmios em dinheiro, a oportunidade de ter seus trabalhos exibidos no museu londrino e em parceiros de todo o mundo.

Com a exibição marcada para começar no dia 20 de outubro, o Museu divulgou as imagens finalistas de cada categoria, e marcou o anúncio dos grandes vencedores para três dias antes da abertura. Quase 50 mil fotografias, tiradas por profissionais de 92 países, foram inscritas nesta edição do prêmio.

Difícil deve ser escolher as melhores entre fotos tão boas e bonitas à sua maneira. Confira os finalistas deste ano e tente apontar sua preferida!

Laurent Ballesta (França) – Categoria Comportamento de Mamíferos

Andrey Narchuk (Rússia) – Categoria Comportamento de Invertebrados

Tyohar Kastiel (Israel) – Categoria Comportamento de Aves

Sergey Gorshkov (Rússia) – Categoria Retratos

Klaus Nigge (Alemanha) – Categoria Retratos

David Lloyd (Nova Zelândia/Reino Unido) – Categoria Retratos

Mats Andersson (Suécia) – Categoria Preto & Branco

Qing Lin (China) – Categoria Debaixo d’Água

Justin Hofman (EUA) – Categoria Imagem Única

Steve Winter (EUA) – Categoria Imagem Única

Jack Dykinga (EUA) – Categoria Plantas e Fungos

Ashleigh Scully (EUA) – Categoria Fotógrafo Jovem (11 a 14 anos)

Laura Albiac Vilas (Espanha) – Categoria Fotógrafo Jovem (11 a 14 anos)

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A mensagem fundamental da imagem de uma criança de 20 metros colocada na fronteira entre o México e os EUA

Enquanto a maioria de nós sonha com a diluição de fronteiras e a integração harmoniosa entre povos e países, alguns sombrios líderes sonham com muros – sem se comover com os milhões de futuros ainda por vir que podem ser também separados simbólica e concretamente por tais muros.

Essa foi a inspiração do artista francês JR para sua última criação: uma instalação que traz a imagem de uma criança mexicana de 20 metros, debruçando-se sobre a fronteira dos EUA com o México.

JR e sua instalação na fronteira

A obra foi inaugurada propositalmente na mesma semana em que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o encerramento do programa DACA (Deferred Action for Childhood Arrivals), criado por Barack Obama, programa que permite a permanência de crianças sem visto mas que nasceram no país ou chegaram pequenos aos EUA. Trump passou ao congresso americano a tarefa de resolver o problema que ele mesmo criou com o fim do programa, para que se crie uma nova solução para o dilema.

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A criança que serviu de inspiração e imagem para a reprodução em proporções monumentais existe: trata-se de um menino de doze anos, que vive na cidade de Tecate, no México.

Imagem relacionada

JR garante que a instalação não foi diretamente uma reação à decisão de Trump, mas a coincidência acende ainda mais o debate sobre imigração, central no atual cenário político americano – especialmente depois das diversas declarações de natureza xenofóbica por parte do presidente durante a campanha e da promessa da construção do muro na fronteira – para crianças como a da imagem, as fronteiras não existem, e é esse o sonho ceifado pelos poderosos, lembra JR.

 

© arte: JR/fotos: divulgação/fonte:via

Fotografias vencedoras da competição de melhores fotos de aves do ano de 2017

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Imagens vencedoras e pré-selecionadas da competição deste ano, desde fotos de ação inspiradores até retratos encantadores, apresentados em um novo livro comemorando algumas das melhores fotos de aves do ano.

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