Hospital usa arte e decoração para ajudar pacientes com problemas de saúde mental

Ao visitarem um amigo em recuperação em um hospital, o artista Tim A Shaw e a artista e curadora Niamh White se viram diante de um evidente e paradoxal dilema: como um local feito para que as pessoas se curem podia ter uma decoração e um espírito tão frio, duro e deslocado da realidade e de tudo que nos faz bem?

Os hospitais não lhes pareciam um lugar planejado visualmente para que nos curássemos. Eles então propuseram ao diretor da unidade de tratamento psiquiátrico do local para que pudessem repensar visualmente o espaço – inserindo arte e decoração nos cômodos como um estimulo à saúde mental dos pacientes.

Hoje já são diversos os hospitais que foram modificados pelo projeto Hospital Rooms, como foi batizada a iniciativa. O processo é simples porém demorado, e visa a capacidade que a arte possui de criar um impacto positivo na comunidade.

Primeiro eles conhecem a equipe do hospital, depois convidam um artista para ir ao local, planejar uma ideia e executa-la. Depois de pronta, uma série de workshops com pacientes e com a equipe é realizada, para conectar ainda mais os envolvidos com a arte inserida ali.

Ao todo o processo leva cerca de um ano.

 

No início, era preciso correr atrás tanto dos artistas quanto dos locais. Hoje, tendo realizado já uma série de projetos bem sucedidos – tanto visualmente quanto no impacto sobre os pacientes – a Hospital Rooms possui uma fila de espera, de artistas e instituições, que querem, através da arte, melhorar a vida dos pacientes, e contribuir um pouquinho em seu processo de cura, de forma quente, instigante e estimulante.

© fotos: divulgação/fonte:via

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veja grande artistas boêmios em seus inspiradores ateliês

Diga-me onde você cria que eu te direi quem és. A boemia e certa desorganização parecem ser elementos fundamentais para a maioria dos artistas se inspirarem, seja hoje seja há mais de cem anos.Olhar os ateliês de grandes artistas do passado é também passear pelas cabeças brilhantes por trás de tantas grandes obras.

Entre Monet, Picasso, Frida Kahlo, Giacometti e tantos outros parece haver certa urgência, certa hierarquia de importâncias, que faz com que um pouco de bagunça seja inevitável ao redor enquanto trabalham.

Não há, de modo geral, muito luxo nem regalias – Picasso parece não ter sequer aquecimento em seu ateliê: tudo em nome da arte, da criação, da obra, da próxima grande ideia.

O ateliê do artista francês Jules Thulot, em Paris

Claude Monet em seu estúdio em Giverny

Alphonse Mucha no estúdio parisiense onde ajudou a criar, junto de Sarah Bernhardt e outros, a art noveau

Frida Kahlo em seu ateliê no México

O pintor Gustave Boulanger em seu estúdio em Paris

Picasso, claramente com frio, em seu ateliê em Paris

Alberto Giacometti em frente ao seu ateliê em Paris

O retratista inglês John Singer Sargent, em Paris, em seu ateliê

O pintor, escultor e ceramista Louis-Robert Carrier-Belleuse em 1910 em seu ateliê

Leonor Fini, uma artista esquecida porém muito importante no meio artístico e boêmio parisiense da época

Henri de Toulouse-Lautrec com uma modelo em seu ateliê, em 1894

O escultor Auguste Rodin em seu estúdio, em Paris

Camile Claudel esculpindo em seu ateliê

Com suas naturezas e uma modelo, Henri Matisse

O estúdio de Willy Maywald em Paris

Alberto Giacometti em seu estúdio, em Paris

© fotos: reprodução/fonte:via

Esta gangue de minas motoristas tocava o terror nos anos 1950

Talvez você não tenha visto nenhuma foto de mulheres dos anos 50 retratadas como ícones de rebeldia. A maioria das imagens dessa época mostra as mulheres como donas de casa tranquilas e sempre prezando pelo bem da família. Mas nem todas eram assim.

Um grupo de mulheres chamados de “The Dragettes” tocava o terror em Kansas City durante os anos 50. Sujas de graxa, em alta velocidade e muito livres, elas foram retratadas pelo fotógrafo Francis Miller, da revista Life.

Não há muita informação sobre estas mulheres, exceto as fotos que ficaram registradas nos arquivos da revista, disponibilizados pelo Google. O que se sabe é que a sigla K.C.T.A., que aparece nas jaquetas das moças, refere-se à Kansas City Timing Association, responsável por realizar corridas de carro na época. A partir disso, já dá para deduzir que elas eram apaixonadas por velocidade.

A julgar pelas fotos, as Dragettes também entendiam de mecânica e não deixavam os filhos de lado na hora de correr – em muitas imagens, as crianças são vistas ao lado destas mulheres inspiradoras. Confere só algumas fotos do grupo!

Todas as fotos © Time Inc/Francis Miller /fonte:via

Dream Team de fotógrafos do Instagram clica dançarinos em locais inesperados

Três anos atrás, o coreógrafo Jacob Jonas pensava em maneiras de divulgar a arte da dança às novas gerações, em especial aos jovens que passam boa parte do dia conectados à internet. Foi assim que surgiu a ideia de unir dança e fotografia, criando o projeto Cameras and Dancers.

Uma vez por mês, Jacob reúne dançarinos e fotógrafos conhecidos no Instagram em alguma locação icônica, como o Píer de Santa Mônica, na Califórnia, ou a Biblioteca Pública de Nova Iorque, para promover sessões fotográficas rápidas, com duração de 3 a 4 horas, em que os grupos pensam rápido para criar lindas imagens da forma mais espontânea possível.

A 30ª edição do encontro foi realizada em agosto passado. Jonas diz que o projeto surgiu da vontade de “fazer algo para que sua forma de arte tivesse mais visibilidade online” e que “as fotos trazem o peso do engajamento dos usuários, mantendo a dança relevante e conectada ao público jovem através dos influenciadores digitais”.

Ao longo dos três anos de existência do Cameras and Dances, participaram fotógrafos influentes no Instagram, como Dave Krugman, Jessica Zollman, Kyle Huber, Lauren Randolph, Omar Robles, Michael O’ Neal, Ravi Vora, Sam Horine, Terry McLaughlin e Tyson Wheatley.

 

Gostou? Acesse o site ou o Instagram do projeto para conferir mais fotos!

Fotos: Cameras and Dancers/Jacob Jonas/fonte:via