Esta pintura de Van Gogh escondia um segredo de 128 anos de idade

Para entrar pra história da arte é preciso criar uma obra original, instigante, desafiadora, que sobreviva ao tempo e que permaneça matéria de interesse, estudo, emoção e sensibilidade de geração em geração – ou você pode simplesmente ser um gafanhoto desavisado porém dono de um gosto estético apurado e vanguardista, que um dia, em meados de 1889, pousou sobre uma tela e, grudado à tinta, nunca mais conseguiu sair. A tela em questão, porém, era nada menos que a pintura “Olive Trees”, do mestre holandês Vincent Van Gogh.

 

A presença do gafanhoto, para espanto de todos, permaneceu incógnita por 128 anos, e só foi descoberta por uma funcionária do museu Nelson-Atkins, no Kansas, EUA, recentemente, e anunciada há uma semana.

O inseto foi encontrado por uma pesquisadora, que estava examinando 104 quadros do acervo, e não estava visível a olho nu. Foi com uma lente que o gafanhoto foi descoberto.

 

Não é incomum descobrir insetos em telas, mas esse caso, além do tempo passado e do valor incomensurável do quadro, pode ajudar a descobrir detalhes sobre a feitura da tela, como até mesmo em que estação do ano Van Gogh pintou as oliveiras. O artista, que adorava pintar ao ar livre, morreu um ano depois da tela estar pronta, em 1890. Já o gafanhoto, pela ausência de movimentos na tinta ao seu redor, deve ter morrido antes da tela estar pronta.

 

© fotos: divulgação/fonte;via

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Taxista de Nova York passa 20 anos fotografando passageiros que entravam em seu carro

O banco traseiro de um táxi em uma cidade como Nova York, que recebe milhões de turistas e imigrantes cruzando a cidade com suas diversas culturas, línguas e hábitos, é uma espécie de amostra do mundo como um todo.

Não há raça, religião ou estilo que não passe pelos olhos e ouvidos de um taxista nova-iorquino, e a experiência que Ryan Weideman realizou comprova tal impressão.

Taxista em Manhattan há mais de 20 anos, Ryan aproveitou todo esse tempo dirigindo pelas ruas da cidade para tornar seu carro em um estúdio fotográfico móvel – e registrou por duas décadas os passageiros que entravam em seu táxi.

 

Dessa forma, Ryan pode ganhar seu dinheiro atrás do volante sem precisar abandonar sua paixão pela fotografia – e, de quebra, ainda realizou um interessante registro experimental não só da profissão como da própria natureza de Nova York.

Se o ofício de taxista surgiu justamente pela dificuldade que sentiu, ainda em 1980, quando chegou à cidade, de se viver como fotógrafo, a solução encontrada por Ryan uniu a paixão e a necessidade – tornando ambos um só trabalho artístico e, como não, sociológico.

© fotos: Ryan Weideman/fonte:via

Conheça as foto não divulgadas de David Bowie na sessão fotográfica para a capa de Heroes

É evidente que o que faz de fato um disco entrar para a história é a música ali apresentada. Certos álbuns, porém, não teriam o mesmo impacto se, junto da música original e transformadora, não trouxessem também uma capa icônica à altura da sonoridade que apresentam. Como supor o significado de um disco como Nevermind, do Nirvana, Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles, Transa, do Caetano, ou London Calling, do The Clash, sem o impacto de suas capas?

Entre tantos outros exemplos possíveis, David Bowie foi um dos artistas que mais mudaram o imaginário visual da música popular através das capas de seus discos – e Heroes, de 1977, com seu retrato emoldurando a sonoridade revolucionária que o disco trouxe, é um dos destaques da discografia e da iconografia do compositor inglês.

A imagem de Bowie com as mãos enrijecidas em estranha posição tornou-se tão icônica que é difícil supor se tratar simplesmente de uma foto em meio a várias outras tentativas clicadas em uma sessão fotográfica comum.

As sobras de tal sessão, registrada pelo fotógrafo japonês Masayoshi Sukita em 1977, provam o talento de Bowie não só para a música, mas também para ser fotografado, trazendo diversas outras imagens tiradas no mesmo dia, no estúdio de Sukita em Tóquio.

Heroes, produzido pelo grande Tony Visconti e gravado na Alemanha, com sua sonoridade experimental, tornou-se um dos mais celebrados discos de Bowie, lançado como a segunda parte do que seria sua Trilogia de Berlim (junto dos discos Low e Lodger).

Muitas outras fotos ilustrariam um disco perfeitamente. A foto que tornou-se capa, porém, destaca-se como um momento raro, em que toda a estética de um trabalho e de uma época parece ser significada através de uma pose.

© fotos: Masayoshi Sukita/fonte:via

Dupla de fotógrafos faz retratos íntimos de estranhos que responderam a um anúncio na internet

Na busca incessante por material humano que possa ser transformado em imagens interessantes, a dupla de fotógrafos americana KremerJohnson (formada por Neil Kremer e Cory Johnson) decidiu utilizar um antigo método através de um novo meio, e publicou um anúncio – não no jornal, mas no Craigslist. Procurando “pessoas interessantes para fotografar”, de todas as formas, raças e gêneros, a dupla ofereceu 20 dólares por hora, e inicialmente recebeu cerca de 100 respostas. O anúncio agora já circula pela terceira vez.

Primeiro, diante da resposta, os participantes respondem a um questionário, sobre sua vida, suas preferências, idiossincrasias e gostos pessoais. Depois de agendada a sessão, um cenário é pensado para que a pessoa retratada possa não só se sentir à vontade, como identificada com o resultado por vir. O retratado participa da concepção da foto, que pode ser tirada tanto em casa quanto em outro local que ajude a configurar essa identidade imagética.

Segundo a dupla, até agora somente duas pessoas realmente aceitaram o pagamento oferecido – a vasta maioria se sente recompensada por ter participado do projeto. A série ainda está em feitura (se você está por Los Angeles, pode responder ao anúncio) e será encerrada em março de 2018 – reunindo uma pequena e interessante amostra das singularidades e diversidades que o ser humano pode possuir.

© fotos: KremerJohnson/fonte:via