Estas ilustrações do ‘Banksy francês’ são um dedo nas principais feridas da nossa sociedade atual

Espécie de Banksy francês, o artista Dran, nascido em Toulouse em 1979, também usa seu trabalho como ilustrador para tocar de forma criativa e ampla em tópicos como a sociedade e suas incongruências, o poder, seus jogos e crueldades, a infância, a velhice, o excesso de remédios, a censura e diversos assuntos que pautam boa parte de nossas relações sociais hoje.

Não há tema espinhoso que não possa ser tratado por Dran em seu trabalho: o autoritarismo, assédio sexual, vício em internet, os poderes e exageros da mídia – tudo é pauta para o artista, e tudo será transformado em traço.

Trabalhando principalmente com pinturas, desenhos e grafite, seu trabalho já pode ser visto por toda a França, e o reconhecimento chega à altura da sua própria qualidade. Dran vem sendo visto como o próximo artista de rua a quem devemos prestar atenção – da mesma forma que ele parece prestar atenção aguda no mundo ao seu redor.

© Artes: Dran/fonte:via

Anúncios

Série fotográfica registra um dia na vida de crianças com condições genéticas raras

No Brasil, estima-se que 13 milhões de pessoas tenham uma condição genética rara. Em alguns casos, essas pessoas conseguem levar uma vida normal, enquanto para outras a doença se torna o início de uma série interminável de visitas a médicos e operações.

Para a fotógrafa Karen Haberberg, era importante retratar a vida de crianças que nascem com estas condições para dar voz às suas dificuldades. A motivação de Karen veio da própria família.

Ian sofre de uma síndrome rara que faz com sua cabeça cresça mais e sua pele apresente uma má-formação capilar

Antes de que a fotógrafa nascesse, seus pais tiveram um primeiro filho, a quem chamaram de Raphael. O menino nasceu com a doença de Tay-sachs, uma desordem genética que destrói as células do cérebro e da medula espinhal. Aos dois anos, ele faleceu e, embora Karen nunca o tenha conhecido, o menino ainda vive na memória da família.

Mohammed e sua irmã Miriam foram os primeiros afro-americanos diagnosticados com NGLY1

O histórico familiar foi uma das motivações que levou a fotógrafa a registrar um dia na vida de crianças com diferentes disfunções genéticas raras, em um projeto que deu origem ao livro An Ordinary Day. Durante a série de fotografias, é possível perceber que Karen se focou em mostrar não só as dificuldades destas crianças, mas principalmente aquelas coisas que fazem delas crianças como quaisquer outras, seus gostos e alegrias.

Clara tem esclerose tuberosa que ocasiona tumores benignos no cérebro e em outros órgãos vitais

A obra está sendo vendida por US$ 28,46 (cerca de R$ 95) através da Amazon. Os lucros procedentes da venda irão ajudar a financiar pesquisas genéticas. Além disso, a fotógrafa planeja criar um documentário sobre o assunto e, futuramente, lançar um site para que famílias que convivem com condições genéticas raras possam se conectar.

Veja abaixo as histórias de algumas destas crianças.

Cassie tem síndrome de Marfan, que se caracteriza principalmente por membros anormalmente longos

Darus gosta de lugares pequenos

Madison tem excesso de ferro no cérebro, o que ocasiona diversos problemas de saúde e desenvolvimento.

Gianna já passou por 26 cirurgias

Jamesy dorme com frequência em uma câmera hiperbárica para melhorar sua respiração

Fotos © Karen Haberberg /fonte:via

Conheça Lawrence, o primeiro gato diplomata da história

Gatos são criaturas maravilhosas que possuem funções pouco definidas além de serem fofos e de deixarem a nós seres humanos, apaixonados, abobalhados e outras variáveis destes sentimentos. Mas podemos dizer que ao menos um felino especificamente no mundo acaba de ganhar um tipo de ‘assinatura na carteira’.

Um bichano chamado Lawrence de Abdoun foi nomeado pela embaixada britânica de Amã, na Jordânia, o primeiro gato diplomata da história, portanto, ele pode, por assim dizer – ser chamado de ‘Diplocat’.

Seu nome é uma homenagem a T.E. Lawrence, um militar britânico que lutou ao lado dos árabes contra o império Otomano, durante a Primeira Guerra Mundial. Já Abdoun é uma referência ao bairro onde está instalada a embaixada britânica.

Resgatado de um abrigo de animais, o Centro Humano para o Bem-estar Animal, o felino vem desempenhando funções e desfrutando dos privilégios do cargo que acaba de ser criado especialmente para ele: caçar alguns poucos ratos, dormir e ser encantador.

Além disso ele também tem precisado dividir seu tempo para administrar suas redes sociais já que vem se tornando uma celebridade. Em seu Twitter recém-criado ele já possui mais de 7 mil seguidores.

Imagens: Reprodução/fonte:via

Filho de Steve Irwin, morto por arraia em 2006, seguindo os passos do pai é pura inspiração

Um dos mais célebres e queridos naturalistas e especialistas em animais selvagens, o australiano Steve Irwin, conhecido também como O Caçador de Crocodilos, tornou-se sucesso mundial com seus programas e especiais de TV, nos quais pesquisava e perigosamente interagia com animais selvagens.

Defensor da natureza e de sua conservação, Irwin faleceu em 2006, depois de ser atingido pelo aguilhão de uma raia enquanto filmava um especial no mar. Ainda que sua ausência seja até hoje bastante sentida, o hiato deixado pela morte de Irwin vem sendo preenchido pela pessoa mais indicada: Robert Irwin, filho de Steve, que aos 14 anos vem seguindo orgulhosamente os passos do pai.

Steve e Robert, ainda bebê

Que o jovem Robert se interesse pela vida animal desde muito pequeno é algo natural e esperado. A dedicação do menino, porém, vêm se dando muito além de tal interesse: hoje Robert e sua família viajam pelo mundo para encorajar jovens a se envolverem mais com a causa da conservação da vida selvagem. O gesto é também um tributo ao pai, e o melhor jeito de manter viva sua memória. “14 anos atrás nós lhe recebemos em nossas vidas”, escreveu recentemente a mãe de Robert, por conta de seu aniversário. “Seu pai estaria muito orgulhoso do jovem brilhante que você se tornou. Eu te amo, Robert”.

O trabalho de Robert não se resume, porém, a alertar as pessoas da causa da conservação, mas também de registrar, como fotógrafo, a vida selvagem. Tendo convivido com animais de tão perto e de forma tão intensa desde muito cedo, o olhar de Robert parece ser realmente especial para captar os bichos em um talento evidente – e suas fotos já foram premiadas e vem sendo reconhecidas mundo a fora. Não é difícil concordar com a mãe de Robert: certamente O Caçador de Crocodilos estaria tomado de orgulho. Veja abaixo algumas fotos de Robert.

© fotos: Robert Irwin/Twitter/fonte:via